Se o amor dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue. (O Morro dos Ventos Uivantes)
Frases de Emily Brontë
75 frases
Minhas grandes tristezas neste mundo, têm sido as tristezas de Heathcliff: ele é a minha finalidade de viver. Se tudo mais perecesse e ele ficasse, isto bastaria para que eu continuasse a viver.
A VIDA (LIFE) A vida, acredita, não é um sonho Tão negro quanto os sábios dizem ser.
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A VIDA (LIFE) A vida, acredita, não é um sonho Tão negro quanto os sábios dizem ser. Freqüentemente uma manhã cinzenta Prenuncia uma tarde agradável e soalhenta. Às vezes há nuvens sombrias Mas é apenas em certos dias; Se a chuvada faz as rosas florir Ó porquê lamentar e não sorrir? Rapidamente, alegremente As soalhentas horas da vida vão passando Agradecidamente, animadamente Goza-as enquanto vão voando. E quando por vezes a morte aparece E consigo o que de melhor temos desaparece? E quando a dor se aprofunda E a esperança vencida se afunda? Oh, mesmo então a esperança há-de renascer, Inconquistável, sem nunca morrer. Alegre com a sua asa dourada Suficientemente forte para nos fazer sentir bem Corajosamente, sem medo de nada Enfrenta o dia do julgamento que vem. Porque gloriosamente, vitoriosamente Pode a coragem o desespero vencer.
Eu não parti teu coração...foste tu que o quebraste, e, quebrando-o, quebraste o meu. E tanto pior para mim, que sou forte. tenho eu necessidade de viver? Que vida será a minha quando...Oh! Deus! Terias tu vontade de viver com tua alma metida num túmulo?"
E eu rezo uma oração... hei de repeti-la até que minha língua se entorpeça... Catarina Earnshaw, possas tu não encontrar sossego enquanto eu tiver vida! Dizes que te matei, persegue-me então! A vítima persegue seus matadores, creio eu. Sei que fantasmas têm vagado pela terra. Fic…
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E eu rezo uma oração... hei de repeti-la até que minha língua se entorpeça... Catarina Earnshaw, possas tu não encontrar sossego enquanto eu tiver vida! Dizes que te matei, persegue-me então! A vítima persegue seus matadores, creio eu. Sei que fantasmas têm vagado pela terra. Fica sempre comigo... encarna-te em qualquer forma... torna-me louco! Só não quero que me deixes neste abismo, onde não posso te encontrar! Oh, Deus! é inexprimível! Não posso viver sem minha vida! Não posso viver sem minha alma! (Heathcliff - O Morro dos Ventos Uivantes)
Estâncias Já me reprovaram e volto sempre Aos primeiros sentimentos que nasceram comigo;
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Estâncias Já me reprovaram e volto sempre Aos primeiros sentimentos que nasceram comigo; Deixo de correr atrás do ouro e do conhecimento, Para sonhar apenas com maravilhas impossíveis. Mas hoje, Não descerei mais ao império das sombras; Tenho medo da sua frágil e decepcionante imensidão, E meu sonho, povoado com legiões inumeráveis, Torna este mundo sem forma estranhamente próximo. Caminharei, E ficarão para trás as antigas veredas do heroísmo, E os caminhos já exaustos da moralidade, E o imprevisto aglomerado de faces obscuras, Ídolos em bruma de um passado já longínquo. Caminharei, Onde só agradar à minha alma caminhar, (Não posso suportar a escolha de outro guia) Onde os rebanhos se acinzentam no verde das campinas, Onde o vento alucinado vergasta o flanco das montanhas. Que pode revelar a montanha solitária? Nada exprime sua glória e sua dor. Minha alma dormia, quando a terra despertou, E o círculo do Céu ao círculo do Inferno Confundindo-se, à terra deram nascimento.
A Morte Ó Morte! Feriste, E eu estava confiante,
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A Morte Ó Morte! Feriste, E eu estava confiante, Tinha posto minha esperança nas alegrias a vir... Tu, ó ceifadora, fere ainda, Tu que cortas do tempo os ramos ressecados Enquanto reverdece a fresca Eternidade! Sobre o galho do Tempo cresciam as folhas claras, E sua seiva se alimentava de um branco orvalho. Aí os pássaros procuravam um asilo noturno E a abelha selvagem, apaixonada pelo dia, Voava circulando acima de suas flores. Porém, de passagem, a desgraça feneceu o ouro florescido Depois a maldade pilhou o esplendor da folhagem. Mas nos flancos generosos que lhe tinham dado nascimento, Sem fim a Vida lançava uma vaga reparadora. Derramei algumas lágrimas pela alegria desaparecida, Sobre o ninho morto entoei a canção do silêncio. Todavia a esperança que velava Acabou por expulsar a tristeza com o seu riso. Baixinho ela murmurava: "Dentro em pouco o inverno itinerante deverá retirar-se!" E eis aí! A primavera multiplicou os seus favores, Enquanto o ramo vergava de enorme beleza; Os ventos, a chuva, o fervor do sol, Para saudar este ouro Maio, Prodigavam sem descanso suas carícias gloriosas. Ele se elevou muito alto. Mesmo assim, a desgraça alada ainda não o podia tocar. O Mal não podia vencer o brilho de seus raios. O amor, a vida secreta de seu ser, Teriam sabido preservá-lo deste golpe ultrajante, Do estigma, Se tu não tivesses vindo. Ó Morte cruel! A folha ainda inclina sua mocidade languescente. Talvez ainda... espere um pouco na doçura da noite... Não! O sol da manhã zomba das minhas angústias. Ai de nós, para mim o Tempo acabou de florescer! Apressa-te a ferir: Outros ramos poderão desabrochar, E compensar a morte deste pobre embrião. Ao menos este corpo alimentará com sua poeira O princípio eterno que lhe deu a luz!
Resposta a um aviso Na terra - na terra - colocar-te-ão, Com um céu de pedra cinza,
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Resposta a um aviso Na terra - na terra - colocar-te-ão, Com um céu de pedra cinza, Sobre um leito de terra negra, Com a negra terra para te cobrir. "Ao menos aí poderei repousar; Possa tal profecia surpreender-me dentro em pouco, O tempo em que meus cabelos de fino sol Misturar-se-ão sob a terra às raízes da erva". Mas este lugar é mais frio do que o inverno. E fechado para sempre à alegria de ser livre. E aqueles a quem seduzia o calor da tua face, Estremecerão de horror ao deparar-te. "Não. O mundo em que vivemos é uma seara de frêmitos. Eu sou a árvore do inferno, A amizade foi para mim a folha decepcionante. Mas talvez AO LONGE gostarão de me conhecer E dar à minha imagem uma justa memória". Deverias renunciar a este grande amor, Aos ternos jogos da humana piedade: Oh! não te despertes, O grande riso do Céu rompe acima das nossas cabeças, Jamais lamenta a Terra a uma Ausência. E a erva, a poeira e a lousa solitária Terão dispersado dentro em pouco a humana companhia; Só o eco do suspiro se desola neste mundo. O único ser... e esta alma era digna de ti!
Recordação Frio na terra - e sob tanta neve Tão longe estás na tumba desolada!
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Recordação Frio na terra - e sob tanta neve Tão longe estás na tumba desolada! De amar-te me esqueci, sequer de leve. Pelas águas do Tempo separada? Quando estou só, minh'alma não responde Voando aos montes dessa costa ao norte. Nem fecha as asas onde o verde esconde Teu nobre coração dentro da morte? Frio na terra - e quinze Invernos foram Aí, nos pardos montes. Primavera: Fiel é uma alma que as lembranças douram Após tanta mudança que sofrera! Ó doce Amor, perdoa, se eu te esqueço. Ida que vou nesta maré do mundo. Desejos me distraem, que aborreço, Mas nenhum deles é que tu mais fundo. Que luz brilhou no meu azul celeste, Ou nova aurora para mim raiou? O bem da vida é o bem que tu me deste, E o bem da vida em ti se consumou. Mas quando de áureos sonhos soou o regresso E nem já Desespero me vencia, Eu aprendi como o existir tem preço, E quanto val' viver sem alegria. E as lágrimas sequei do amor inútil - Calei minh'alma de por ti ansiar, E dura lhe neguei esse ardor fútil De em tumba mais que minha me deitar. E enlanguescer não ouso mais agora, Nem dar-me à dor extasiada de lembrar-te: Bebi da mais divina angústia outrora - Em que vazio mundo hei-de encontrar-te?.
O Vento da Noite À meia-noite de verão, mole como um fruto maduro, A lua sem véus lançou a sua luz
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O Vento da Noite À meia-noite de verão, mole como um fruto maduro, A lua sem véus lançou a sua luz Pela janela aberta do parlatório, Através dos rosais onde o orvalho chovia. Sentada e perseguindo o meu sonho de silencio, A doce mão do vento brincava em meus cabelos E sua voz me contava as maravilhas do céu. E a terra era loura e bela de sono. Eu não tinha necessidade do seu hálito Para me elevar a tais pensamentos, Mas um outro suspiro em voz baixa me disse Que os negros bosques são povoados pelas trevas. A folha pesada, nas aguas da minha canção, Escorre e rumoreja como um sonho de seda; E ligeira, sua voz miriápode caminha, Dir-se-ia levada por uma alma fagueira. E eu lhe dizia: "Vai-te, doce encantador. Tua amavel canção me enaltece e me acaricia, Mas não creio que a melodia desta voz Possa jamais atingir o meu espírito. Vai encontrar as flores, as tuas companheiras, Os perfumes, a árvore tenra e os galhos debeis; Deixa meu coração mortal com suas penas humanas, Permite-lhe escorrer seguindo o próprio curso". Mas ele, o Vagabundo, não me queria ouvir, E fazia seus beijos ainda mais ternos, Mais ternos ainda os seus suspiros: "Oh, vem, Saberei conquistar-te apesar de ti mesma! Dize-me, não sou o teu amigo de infância? Não te concedi sempre o meu amor? E tu o inutilizavas com a noite solene, Cujo morno silencio desperta minha canção. E quando o teu coração achar enfim repouso, Enterrado na igreja sob a lousa profunda, Então terei tempo para gemer à vontade, E te deixarei todas as horas para ficar sozinha"...
Já não é mais tempo Já não é mais tempo para te chamar ainda, Não quero mais embalar este sonho.
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Já não é mais tempo Já não é mais tempo para te chamar ainda, Não quero mais embalar este sonho. Assim o raio de alegria não durou senão um momento E a dor infalível logo voltou impetuosa. E depois a bruma já se levantou a meio; A rocha estéril exibe o seu flanco nu, Onde o sol e os primeiros olhares da aurora Acabaram por adorar suas imagens nascentes. Mas na memoria fiel da minha alma, Tua sombra amada será eternamente emocionante, E Deus será o único a reconhecer sempre O asilo abençoado que abrigou minha infância.
Dormindo Nunca encontrei a felicidade dormindo; A memória se recusa sempre a morrer,
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Dormindo Nunca encontrei a felicidade dormindo; A memória se recusa sempre a morrer, E votei minha alma ao secreto mistério, Para viver e suspirar de esperança e nostalgia. Nunca encontrei o repouso dormindo; Pois as sombras dos mortos, Que meus olhos acordados nunca saberia distinguir, Assaltam minha cabeceira. Nunca encontrei a esperança dormindo: No mais intenso da minha noite, eu os vejo chegar, E estender sobre as paredes de profundas trevas O mais epesso véu do seu triste cortejo. Nunca encontrei a coragem dormindo. Onde eu teria podido arrancar um força nova; Mas o mar em que vago é batido pelas tempestades, E a onda é mais negra. Nunca encontrei a amizade dormindo, Para acalmar a dor e me ajudar a sofrer; Os olhares da noite são pejados de desprezo E me deixam abandonada ao meu desespero. Nunca encontrei o desejo dormindo Para atiçar o fogo morto do meu coração. Meu único desejo é atingir o esquecimento E o sono eterno em que mergulha a morte.
O Lago Morto O lago morto, o céu cinzento ao luar; Pálida, lutando, coberta pelas nuvens,
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O Lago Morto O lago morto, o céu cinzento ao luar; Pálida, lutando, coberta pelas nuvens, A lua; O murmúrio obstinado que cochicha e passa (Dir-se-ia que tem medo de falar em alta voz). Tão tristes agora, Recaem sobre meu coração, Onde a alegria morre como um rio deserto. Minhas pobres alegrias... Não as toqueis, Floridas e sorridentes. Lentamente, a raiz acaba de morrer.
o que é que, para mim, não se relaciona com ela? O que não me faz recordá-la? Não posso olhar para este chão sem que veja as suas feições recortadas nas lajes! Em todas as nuvens, em todas as árvores. . . enchendo o ar, à noite, e refletida em todos os objetos, durante o dia, e…
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o que é que, para mim, não se relaciona com ela? O que não me faz recordá-la? Não posso olhar para este chão sem que veja as suas feições recortadas nas lajes! Em todas as nuvens, em todas as árvores. . . enchendo o ar, à noite, e refletida em todos os objetos, durante o dia, eu vejo a sua imagem! Os rostos mais comuns de homens e mulheres, os meus próprios traços traem-me com uma semelhança. O mundo inteiro é um terrível álbum de recordações a provar que ela existiu e que eu a perdi!
"Nós aqui,em geral,não nos aproximamos muito dos estranhos,senão quando eles primeiro se aproximam de nós."
"Eu cuidava que os outros,embora se odiassem e desprezassem entre si,não poderiam deixar de me querer bem."
"Às vezes,temos dó de criaturas que não sabem ter dó nem de si nem dos outros."
"Ele desejava ficar deitado,num êxtase de paz;eu queria que tudo faiscasse,dançasse,num esplendor."
"Não consigo descobrir em mim nenhum sentimento do qual partilhem as pessoas que aqui me rodeiam."
De que serviria ter eu vindo a este mundo se me confinasse no aqui está? Minhas grandes infelicidades neste mundo tem sido as infelicidades de Heathcliff. Aguardei-as e senti-as todas desde suas origem. E ele é a minha grande razão de viver. Se tudo morresse,mas ele ficasse, eu c…
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De que serviria ter eu vindo a este mundo se me confinasse no aqui está? Minhas grandes infelicidades neste mundo tem sido as infelicidades de Heathcliff. Aguardei-as e senti-as todas desde suas origem. E ele é a minha grande razão de viver. Se tudo morresse,mas ele ficasse, eu continuaria a existir. E, se tudo permanecesse e ele fosse aniquilado,o mundo inteiro se tornaria para mim uma coisa totalmente estranha. Eu não seria mais parte desse mundo. Meu amor por Linton é como as folhagem dos bosques:o tempo o transformará, estou bem certa, como o inverno muda as árvores. Meu amor por Heathciff assemelha-se aos rochedos imóveis que jazem por baixo do solo: fonte de alegria pouco aparente mas necessária. Nelly, eu sou Heathcliff! Ele está sempre, sempre no meu pensamento. Não como um prazer,visto como nem sempre sou um prazer para mim mesma,mas como meu próprio ser, por isso não fales novamente de nossa separação.
"Nunca lhe confessei o meu amor" de viva voz. Mas se os olhos falam, o mais simplorio dos imbecis poderia verificar que eu estava completamente louco de amor O Morro dos Ventos Uivantes
Eu nunca o teria expulso do convívio dela, enquanto ela o desejasse. Tão logo visse que ela não mais se interessava por ele, eu lhe arrancaria o coração e lhe beberia o sangue!
Qual seria o sentido de eu ter sido criada, se estivesse contida apenas em mim mesma? Os grandes desgostos que tive foram os desgostos de Heathcliff, e eu senti cada um deles desde o início: o que me faz viver é ele. Se tudo o mais acabasse e ele permanecesse, eu continuaria a ex…
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Qual seria o sentido de eu ter sido criada, se estivesse contida apenas em mim mesma? Os grandes desgostos que tive foram os desgostos de Heathcliff, e eu senti cada um deles desde o início: o que me faz viver é ele. Se tudo o mais acabasse e ele permanecesse, eu continuaria a existir; e, se tudo o mais permanecesse e ele fosse aniquilado, eu não me sentiria mais parte do universo. Meu amor por Linton é como a folhagem de um bosque: o tempo o trans-formará, tenho a certeza, da mesma forma que o inverno transforma o arvoredo. O meu amor por Heathcliff lembra as rochas eternas: proporciona uma alegria pouco visível, mas é necessário. Nelly, eu sou Heathcliff! Ele está sempre, mas sempre, no meu pensamento; não como uma fonte de satisfação, que eu também não sou para mim mesma, mas como eu própria. Por isso, não torne a falar da nossa separação: ela é impossível e. . .
"Por favor, não imagine que ele esconde um fundo de benevolência e afeto sob uma aparência severa! Ele não é um diamante bruto, uma ostra contendo, no seu interior, uma pérola. . . é um homem feroz e impiedoso."