Eu poderia calar minha voz
Emudecer minha palavra
Mas neste caso,
que seria um belo acaso,
desejaria teus beijos vinte quatro horas por dia.
Mas na impossibilidade de tal acontecimento,
grito teu nome no vento
e este amor que me inebria
e encanta minh'alma
em verso, desejo e poesia!
Meu amor,
jamais desejaria roubar-te os sonhos
Gostaria apenas que me deixasse pousar neles
Nos teus sonhos
Onde não poderás desviar de mim o olhar
nem o direito de te amar.
Há musicalidade no ar
Há você dividindo comigo o espaço
Há você roubando minhas atenções
e sendo motivos das minhas razões
( E a ausência delas também)
Neste raro momento, ao teu lado, destruo
eternidades de solidões
e sofrimentos.
Há musicalidade no ar
Há você dividindo comigo o espaço
Há você roubando minhas atenções
e sendo motivos das minhas razões
( E a ausência delas também)
Neste raro momento, ao teu lado, destruo
eternidades de solidões
e sofrimentos.
Quero você.
Não há em mim nada alheio à ti...
Todos os meus pensamentos
Todos os meus momentos
Toda a minha luz
e a minha obscuridade.
Meus segredos e minhas verdades
Toda a minha entrega e todo o meu pudor
Banho-me nas águas profundas do teu desejo
Anseio pelo doce do teu beijo.
Não há cura para mim.
Não quero a cura.
Quero você
e todo o amor do mundo que pudermos viver.
Como é rápida a felicidade meu amor...
No instante em que chegas, num simples alô,
enche meu mundo de flor,
meu sorriso de alegria
e a alma de harmonia.
E o meu coração vibra mais alto que o mundo
e mais profundo que você.
Tudo isso num segundo
...E a felicidade é tão fugaz, amor.
É fácil abraçar, enlaçar, tocar o corpo...
Difícil é adentrar nos sonhos do outro
É sorrir apenas por ver o sol a iluminar o rosto do ser amado
( Ainda que não sejas este sol)
É desistir dos próprios sonhos para vê-lo sonhar
( Mesmo que ao lado de outro alguém)
... Em outra vida.
Em outro lugar.
Beijar a boca é fácil,
difícil é tocar a alma com a sublimidade do amor.
Guardo teu gosto na minha boca
como guardo as lembranças daquela tarde
à beira do penhasco...
Aos meus pés, campos de margaridas
Nos teus braços, a doçura do abraço
e a carícia do beijo.
Um grande perigo me entregar à ti naquele lugar.
Não pelo precipício abaixo de nós
Mas pela eternidade que o momento prometia
Margaridas e seu gosto de poesia.
... Nunca mais deixaste minha alma
Nunca mais!
Leia o que escrevo nas entrelinhas dos meus toques
Se não descobrires quem sou,
saberás ao menos o que és
para mim.
...Todo o encanto do amor que por ti sinto!
ah, meu bem
não brinca comigo...
Que amor que nada!
Isso que sinto já virou
a mais doce loucura,
desmedida e sem brandura
à muito tempo!
Amor?
É!
Mas o amor como só os loucos amam.
Amor varrido de razão,
consciência de inocência
ou pecado.
Então não brinca
Ama-me
Apenas
ama-me!
Há momentos de tamanha intensidade,
tanta ternura, tanto carinho e gentileza
no enlace dos nossos corpos,
que sinceramente?
Nada mais importa.
Tempestades açoitam os mares
Estrelas se apagam nas constelações
Buracos negros se abrem no espaço infinito.
Tanta dor no mundo
Tanta hipocrisia...
Não é que não nos importamos
Queríamos mesmo mudar o mundo.
Mas neste momento,
esquecemos o sofrimento
e fazemos do amor que fazemos
o esquecimento de tudo,
da nossa frustração
do que não podemos fazer.
Façamos então o que nos é permitido fazer
AMOR.
O grande amor que sustenta o mundo.
Há momentos de tamanha intensidade,
tanta ternura, tanto carinho e gentileza
no enlace dos nossos corpos,
que sinceramente?
Nada mais importa.
Tempestades açoitam os mares
Estrelas se apagam nas constelações
Buracos negros se abrem no espaço infinito.
Tanta dor no mundo
Tanta hipocrisia...
Não é que não nos importamos
Queríamos mesmo mudar o mundo.
Mas neste momento,
esquecemos o sofrimento
e fazemos do amor que fazemos
o esquecimento de tudo,
da nossa frustração
do que não podemos fazer.
Façamos então o que nos é permitido fazer
AMOR.
O grande amor que sustenta o mundo.
Eu vou cuidar de ti
Zelarei de cada sorriso teu
Serei os sóis das tuas manhãs
Serei a ausência da tua dor
Serei a poesia que te encanta
e a música que te enleva e descansa das loucuras desta vida.
Serei teu vinho predileto e tua comida preferida
Serei teu amante
Teu amigo e teu rei.
... E se não for o bastante, querida,
serei o silêncio dos teus momentos
de introspecção.
Mas estarei sempre aqui.
Ao alcance do teu desejo de ser amada e da tua delicada mão.
DEUS ESTÁ LÁ!
Muitas tragédias e atitudes desesperadoras poderiam ser evitadas se apenas se aguardassemos o dia seguinte. Suícidios, homicídios, traições, brigas e outras ações irreparáveis.
O " Amanhã" é poderoso!
No amanhã está a solução.
Muitos dizem que o amanhã não existe, que ainda é sonho bordado dentro de outro sonho. Mas ele existe sim, o amanhã é a esperançã de sol, de mar em calmaria com gaivotas revoando sobre as ondas, de riso, de amores, de novas amizades, de palavras amenas e brancas de paz e alegria.
Quando a depressão ofuscar a poesia e ofuscar a beleza, quando nosso barquinho parecer ir à fundo em oceanos profundos de melancolia dentro de nós, bom é acalmar, silenciar e ficarmos quietos, esperando o amanhã.
Escrevo isso hoje porque ontem foi o que eu fiz, esperar o amanhã.
E ele chegou. Hoje não há carnaval de confetes ainda, mas já posso enxergar a luz e conceber o riso e mais leveza para minha alma.
Talvez amanhã seja ainda mais belo e floresçam margaridas por lá,porque Deus está em todos os tempos: Ontem, hoje e se nós suportarmos as dores do agora e chegarmos no porvir, por certo Ele também estará por lá, com suas mãos poderosas estendidas para nos amparar, independente de como estaremos nos sentindo.
Elisa Salles
(02/11/2017)
AMOR ETERNO AMOR
À todo este amor sofrido serei devota
Mesmo que minhálma doa eternamente
Mesmo que não torne a ver a gaivota
A beijar as ondas do mar azul novamente.
Em teu favor escreverei todas as poesias
Que um dia sonharam os grandes bardos
Por ti meu amor, minha vida não será vazia
Faço de minha dor meu poema mais sagrado...
As primaveras virão e irão placidamente
Bordando rugas no meu rosto de margarida
Mas te amarei sempre. Incansavelmente!
E não direi nunca que por te amar fui triste
Antes guardarei o riso que um dia trouxe
Nada saudade do beijo que sempre existe!
Elisa Salles
( Direitos autorais reservados)
AMOR AZUL DA COR DO MAR
Nas ondas que o mar me trás
quando o céu é tão azul que doem a retina dos meus olhos,
na maresia que fadiga a narina pela pureza
do odor da natureza que me rouba a razão,
eu penso em ti.
Estás impregnado em cada sopro de vento
Em cada lacuna do meu pensamento
Em cada paladar que sinto,
no café amargo, na cereja do doce,
do azedo do limão.
És a maior certeza
Este amor que prevalece sem alucinar
Silencioso e insistente
Belo e clemente
Um amor de querer tanto bem
que todo bem do mundo não poderia suportar.
Amo-te como amo o mar,
profundo, misterioso e azul.
Amor azul da cor do mar.
Elisa Salles
(31/10/2017)
SEM PRIMAVERA PARA ISABEL
E quando chegará a primavera para Isabel
Se os céus para ela baixaram as cortinas?
Se a flor que conheceu foi de cetim e papel
Buquês murchos; festivais sem serpentinas...?
Pedem sorrisos à moça triste e espectral?
Não veem os seus olhos marejados de dor?
Isabem descansa senão sobre o velho umbral
Primavera para ela?_ Apenas a morta de flor.
Pois o corvo volta mais uma vez do inferno
De onde não se ouve senão voz de agonia
Qual solstício para ela, além do inverno?
Pois para Isabel o amor não sorriu jamais...
A orquídea negra pauta o verso da sua poesia
E pelos seus sonhos grasna o corvo: "Nunca mais".
Anna Corvo
(pseudônimo de Elisa Salles)
(19´/10/2017)
VIDA INDESEJADA
Ahh, vida terrível, ingrata, feia e lamuriante...
Porque se recusa a ceder-lhe o fim piedoso
Obriga-te à ostentar este amargo semblante
Porque te recusas à navalha?Mais honroso!
Rezaste pedindo este peso nos ombros?
Quando foi que apelaste ainda por sol e lua?
Não pediste nada. E ganhaste escombros!
Á ti, a tão desejada morte, apenas se insinua...
Aguardas com ânsias o seu derradeiro versejar
O eterno silenciar do teu choro. Alheamento...
...O não mais dor. O poema último a bradar!
Mas o tempo é lento, arrasta-te nas loucuras
Nem gritas mais, calaste teus gritos de ventos
Pois sobre ti voeja o pássaro da alma escura!
Anna Corvo
(Pseudônimo de Elisa Salles
A TRISTEZA DAS SUAS PALAVRAS
Nunca foi uma mulher de alma leve e alegre
Corria atrás da graça, mas não sorvia a leveza
Seus caminhos cobertos por uma frieza de neve
Trazia nos ombros a dor do mundo. Tristeza...
Ninguém nunca ofertou-lhe rosas ou lírios...
Pedras e espinhos, foi tudo o que sempre colheu
Erou em sonhar os feitiços do amor onírico
No seu mundo, toda a carícia, aos poucos fenesceu.
Eis o porque dos seus versos negros e infelizes
Onde a poesia não questiona seu lamento. aceita.
Não se fez filha das sombras. É fruto das raízes...
Por isso, não se atentem pela dureça da sua poesia
Perdoem-a se derrama sua amargura no papel
Ela é a poetisa do Corvo. Mas sua alma é vazia.
Anna Corvo
(Pseudônimo de Elisa Salles)
POESIA NÃO ESCRITA
Anunciação da primavera
Vivacidade.
A brisa despencou sobre meus cabelos
tocou meu vestido, ornando minha pele,
criando uma segunda derme composta
de sublimação,
euforia,
inocência e sensualidade.
Paradoxo,
não inverdade!
Leveza
e um êxtase calmo.
Brando, sem urgência...
Uma vontade imensa de voar
O cheiro de alfazema
Cor de margaridas
Ausência de dor
De medo
Sentimento de eternidade
Desejos de beijos
De braços envolventes
De pertencer à alguém
Quem?
Não sei
Só uma vontade...
Uma loucura deliciosa
Uma satisfação gloriosa
Plenitude de consciência de ser
Ser gente
que ama gente,
que cheira flor,
que exala amor.
E a tarde desce,
primaveril num céu de anil
Leva toda a saudade
Toda a incerteza.
Trazendo um quê maior de paz,
de satisfação,
de alegria,
de poesia...
... Botão de açafrão.
Só restando Vida.
Momento de poesia não escrita.
Exaltação.
Elisa Salles
@Direitos autorais reservados
AO INFERNO
O que eu farei com estes dias escorregadios?
Desfalecem pelas falanges dos meus dedos
Calejados pelas lutas, socos. Pelos medos!
Tempos de dores. Traições. Amores vadios...
Os que comiam meu pão hoje são meus algozes
Devoraram minha carne e chuparam meus ossos
De mim sobrará?_ Não sei. Deles?_ Destroços!
Suas palavras são doces; seus atos tão ferozes...
Tempos traiçoeiros, vis, maus e inclementes
Cheios de fel, intentam envenenar à mim
Mas tenho o olho do corvo e da serpente...
E das horas de agora, pois, o que ei de fazer?
Nada farei. O que faria eu, inocente enfim?
Ao inferno com o hoje. É o que tenho à dizer!
Anna Corvo
Pseudônimo de Elisa Salles
@Direitos autorais reservados
AINDA O CORVO
Eis, agora, talvez seja todo o pior momento
Da poetisa cujo corvo vive nos umbrais...
Não por ter um quinhão à mais de lamento
Mas por estar sabedora de todo o "Jamais".
Outrora fora ainda o poema negro e belo
A noite inocente e a lua de prata no céu...
Hoje o amor não mais aguarda o anelo
Tudo não passa de barquinhos de papel.
Talvez agora sua ida seja mais fácil. Penso...
Não há o que a retenha nas sendas do vento.
Nem a dor . Apenas um ar morto de denso!
Há sim uma calmaria fria. Só um mau amorfo.
O medo ainda há aqui. Paira na renda do tempo
Tão real... Mas não amedrontador. O Corvo!
Anna Corvo
Pseudônimo de Elisa Salles
AMOR EM LABAREDAS
Quando amo me entrego
Não puxo o freio
Não sei ser meios
Ou sou tua,
ou sou nada.
Tudo o mais é reflexo de mim
Não sei ser menos antes do fim
Não me permito superficialidades
Mergulho nos teus abismos
Nos meus abismos
E te possuo lá
... Onde a razão não adentra
Onde não se permite juízos.
Onde somente o amor dita as regras
Assim...
... Às surdas, às mudas, às cegas
Assim te possuo
Até que me peças mais
Me implores por tudo
E eu vou
Lá, onde tudo o que cabe somos nós
e o grande amor feito labaredas, agora,
que nos consome.
Elisa Salles
@Direitos autorais reservados