O ENCONTRO Lá vem ela a primavera
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O ENCONTRO Lá vem ela a primavera Como ela vem? Feliz, com flores até o nariz! ... E lá vou eu Como vou? Com esperança de ao menos uma dança no jardim do meu amor. Elisa Salles
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O ENCONTRO Lá vem ela a primavera
O ENCONTRO Lá vem ela a primavera Como ela vem? Feliz, com flores até o nariz! ... E lá vou eu Como vou? Com esperança de ao menos uma dança no jardim do meu amor. Elisa Salles
DESATINO Meus sonhos de querer-te andam perdidos Meus dedos doem ao ansiar o seu ardor
DESATINO Meus sonhos de querer-te andam perdidos Meus dedos doem ao ansiar o seu ardor Sou porém, querida, o poeta mais desvalido Que se encanta, por ti meiga, meu doce amor. Meus versos se ocupam pelas noites adentro No ensejo de ter de ti, querida, toda a adoração És todo o passear dos meus loucos pensamentos Amo-te, surreal, no brilho da lua_ Contemplação. Espanco-te a porta, buscando tua presença Nesse vício de querer-te a face ver_ Desatino Por ti, amada, entrego à Deus a inocência... Sou réu confesso até do teu mínimo suspiro Quando osgasmicamente confessas me querer Eis a razão do meu viver no ar que respiro. Elisa Salles @Direitos autorais
◠ ◡ ◢ O QUE É AMAR-TE Amo-te porque te adorar é o que sei
◠ ◡ ◢ O QUE É AMAR-TE Amo-te porque te adorar é o que sei É tudo o que sei fazer e ouso ser... A colheita da margarida que semeei O ondular da onda à belprazer. Visto que a onda ama beijar o mar Que chega das longetudes do sem fim És para mim o sentido do verbo amar Todo o mau que há e o bem em mim. Amo-te por ser toda a minha alegria Panapanás nos infinitos de Deus.... Fiz de ti homem e sagrado. Poesia. Amo-te no verso livre e no soneto rei Em cada curva do meu eu feito teu Amar-te eu escolhi e vivo. É o que sei. Elisa Salles @Direitos autorais reservados
Hoje Não. Não tenho pretensões de felicidades eternas
Hoje Não. Não tenho pretensões de felicidades eternas Basta à mim os risos de hoje As ondas que tocam a praia. Hoje. O sol que brilha. Hoje. O pseudo amor que me ofereces. Hoje... O amanhã ainda não existe, então vivo o hoje como se fosse o único e último dia da minha vida. ...E que haja poesia Sempre
PELOS OLHOS DO CORVO Hoje vejo apenas pelos negros olhos do corvo... Não desejo o sol enganoso do falsos dias. Calado
PELOS OLHOS DO CORVO Hoje vejo apenas pelos negros olhos do corvo... Não desejo o sol enganoso do falsos dias. Calado meu fiel guia, ao menos não me é um estorvo Apenas um bicho à grasnar a verdade ao meu lado. Não me conta velhos poemas de belas margaridas Ao inverso, me apresenta à orquídea negra da noite! É o lado afiado do punhal que subtrai a tola vida É a parte mais crua, e cruel do impiedoso açoite! Diz de mim, tu que não conhece a voz do desamor Sou louca, algoz de todos os sonhos dos ancestrais? Que sou a moça de roupas negras e alma sem cor...? Sim, respondo-te à ti que pensas o véu costumaz Que prefiro a crueza do corvo aos meus umbrais do que viver na obscuridade da ilusão. Nada mais. Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)
O POEMA Não há beleza alguma em meus escritos São versos taciturnos, cheios de " nadas"
O POEMA Não há beleza alguma em meus escritos São versos taciturnos, cheios de " nadas" Apenas uma forma de sangrar distinto Nestas noites de Morte, nada translada. Nem sei se almejo a leitura do amigo Sobre meus rascunhos feios e malditos O corvo cá vigia, come e dorme comigo E da fé, não sobejou nem mesmo o rito. Estranhos sonham meu riso de outrora... Eu sigo mendigando palavras pro poema Fragmento de um riso caído na memória. Quanto à poesia, a ressuscito do terror Da existência forçada, onde pena a pena Não sou poeta. Sou o resto da minha dor! Anna Corvo ( Pseudônimo de Elisa Salles)
Observe bem quando estiver atravessando um lago profundo e aparentemente escuro e sombrio. Em suas superfícies sempre existem flores.
Observe bem quando estiver atravessando um lago profundo e aparentemente escuro e sombrio. Em suas superfícies sempre existem flores. São elas a forma que o Criador nos deu para nos ajudar a atravessar o rio. Não há momentos difíceis sem beleza ou isento de aprendizagem!
Sonho com um dia puramente azul Livre de toda desigualdade, de toda incredulidade, de toda perversidade do mais forte sobre o mais fraco.
Sonho com um dia puramente azul Livre de toda desigualdade, de toda incredulidade, de toda perversidade do mais forte sobre o mais fraco. Sonho num dia alforriado de preconceitos, onde os direitos humanos será o direito de todos, e não apenas de quem retém o domínio comercial do mundo. Ainda creio neste sonho azul. Um dia em que os homens sonharão os sonhos de Deus!
... e ainda canta o canário. ... E segue a vida Seguimos com ela
... e ainda canta o canário. ... E segue a vida Seguimos com ela No pão nosso de cada dia Nas batalhas do dia a dia na poesia minha sua de cada dia... E o tempo vai bordando em nós Aperfeiçoando os pontos desfazendo os nós, misturando cores, matizando amores... Uma bela toalha para tornar mais belo o cenário... ...E ainda canta o canário. Para nos emprestar versos nesse arrebol desse início de semana.
Se tu voltasses... Dia bonito Aragem de frescor
Se tu voltasses... Dia bonito Aragem de frescor Terna primavera! ... Mas o que tenho eu com ela? Sou um fruto do seu descaso. Por onde andas meu amor? Por favor Não questionem minha tristura Aqui dentro, onde tudo existe crença alguma mais persiste, e as rosas... Ah, as rosas tão tenras e prosas, morreram em botão... Dói-me tanto o coração... Mas se tu viesses Se voltasses, enfim, borboletas azuis, as mais afáveis revoariam no meu jardim, e a vida do meu dia, seria então poesia... ... Ah meu bem, se tu voltasses...
Menina do campo Menina do campo... Brinca alegre no seu jardim
Menina do campo Menina do campo... Brinca alegre no seu jardim Corre descalsa, colhendo azaleias, rosas e jasmins... Sonhos, afins! Menina do campo com seu vestidinho rosa corre solta pela vida cantando cantigas, versos e prosas. Menina do campo Nascida para o amor e as flores No céu um querubim grita seu nome ...Ternura, gentileza.Louvores! Amém! Menina do campo Nada sabe das dores. Ainda. ...Deixe-a!_ Inocente, alheia, de todos os horrores! E quando a noite chegar que a encontre com seu cestinho repleto de margaridas e panapanás. ... De todo o resto. Ainda são restos de um futuro incerto.
Gosto de jardins. Flores me fazem sentir tão bonita... Sou a imagem e a semelhança de Deus
Gosto de jardins. Flores me fazem sentir tão bonita... Sou a imagem e a semelhança de Deus e Ele habita em todos e em tudo que há de belo. Portanto sou parte de todo explendor de um jardim. Simplesmente sagrado assim.
A LOUCURA DO AMOR MEDIÓCRE Entrevejam bem como me abraça o amor...! Como o aconchego da morte, cruel e forte
A LOUCURA DO AMOR MEDIÓCRE Entrevejam bem como me abraça o amor...! Como o aconchego da morte, cruel e forte Morde-me a jugular numa sangria de terror Quando o almejo mais do que nego a morte. E porquanto mais sou por ele, sempre rejeitada Mais mendigo seus beijos frios e eupneicos... Como desejo por tal querido ser a mais amada E de tanto preterida, dói-me em esforço o peito. Quisera negar-lhe o sangue das minhas artérias Em desdém dizer-lhe que por fim fui liberta... Mas fiz dele meus sagrados e minhas misérias! Vejam, vejam bem_ Não o notar seria irreal... Morde-me as carnes fracas, se nutre delas! Loucura. Mas consagro este alento à imortal! Anna Corvo ( Heterônimo de Elisa Salles)
Despertar... Curioso... Nunca notara o arvoredo
Despertar... Curioso... Nunca notara o arvoredo imponente, à beira do atalho por onde passo todos os dias. Será que foi porque ando alienada da beleza que a vida ainda irradia? Será que hoje o sol brilha mais intenso e alaranjado nesse findar de tarde? ...Ou será que foi o beijo que ganhei de ti hoje, que pôs sonhos nos meus acasos? Não sei. Talvez jamais saiba. Mas como é lindo o arvoredo à beira do caminho!
A ENTREGA De longas paragens venho, de céus escuros Venho por caminhos estreitos de horrores...
A ENTREGA De longas paragens venho, de céus escuros Venho por caminhos estreitos de horrores... Já enfrentei demônios. Fiz deles monturos Quase me afoguei em desertos de dissabores Sorri pouquíssimo. Chorei lágrimas de sangria Busquei a cura para a chaga no peito aberto... Por vezes fiquei cega... O corvo foi meu guia O único amigo. Quieto e sempre. Introspecto! Busquei a luz em vãs filosofias e metafísicas Quanto mais angariava pela luz, mas fundo ia... Apenas uma moribunda; negra figura tísica. Hoje nada espero senão o último dia de AIS. Quando poderei enfim ser a foice da poesia... ...mais bela. Derradeira. Pelejas? Nunca mias! Anna Corvo (Pseudônimo de Elisa Salles)
NÃO ME INQUIRA SOBRE O AMOR Como eu vejo o amor? Pergunta inusitada! Tal como a morte, me é certo e preciso...
NÃO ME INQUIRA SOBRE O AMOR Como eu vejo o amor? Pergunta inusitada! Tal como a morte, me é certo e preciso... Mas corta a carne como o fio da espada! Sempre fugiu ao meu domínio. Juízo... ... Que sempre foi a guilhotina má. Afiada Mão impiedosa do destino avassalador Nunca fui sentida como a donzela amada Como a morte, implacável, é o amor! Flui-me por entre os dedos como o tempo Este algoz, sentimento de dor e tormento Beijos frios, pérolas aos porcos e ao vento! Nunca vi a face do dulçor, acalento doce... Nunca verei a morte até o fim momento Não me fale pois do amor;esta mortal foice! Anna Corvo (Pseudônimo de Elisa Salles)
Ode à mãe gentileza. Amo o acalentar da fases e faces da mãe gentileza! Quando, sublimemente alguém despeja na alma do outro
Ode à mãe gentileza. Amo o acalentar da fases e faces da mãe gentileza! Quando, sublimemente alguém despeja na alma do outro a doçura que a vida ainda lhe permitiu sentir, apesar dos pesares. Quando alguém ousa silenciar o próprio sofrimento,no vento e vai correndo, apressado, despejar unguentos e bálsamos na ferida dos que sentem uma dor mais gritante que a dele... Essa é a grande benção e a ternura da gentileza... Ela não possui espelhos, não olha para si mesma, nunca! Vê o brilho no olhar do outro, e se rejubila em amor fraternal. A gentileza nunca é dona da verdade... É antes, doce e leal... Ama aqui, agora, acolá e além e sempre_ Transcendência...! Gentileza é o amor personificado na ternura e na carícia dos dias. ... E é por tudo isso que gentileza é passarinho raro... Ela é o revoar em bando da própria poesia, posto que é alma. É tudo que há de bondade, mar, sol de primavera... Luz sublime. Ahhh, como sou amante da poesia posta em palavras no dia a dia Mas amo, com todo o meu coração as faces da mãe gentileza! Ela é a concretização dos versos e universos em amor e candura. E de tudo que ainda ouso pedir ao universo e versos e reversos é Que a loucura de gentileza que há em ti, contamine a pequena porção de gentileza que ainda habita em mim!___ Amém!
GRASNE LIVRE O CORVO!! Porque haveria eu de não dessaber do sentir?! Este amor mesquinho que revoou em meu umbral
GRASNE LIVRE O CORVO!! Porque haveria eu de não dessaber do sentir?! Este amor mesquinho que revoou em meu umbral Acaso foi ele um dia o rosa vermelha à florir? Não__ Antes fora a peçonhenta mão do mau... Há chegar nas horas ainda de esperança menina Varrendo toda utopia do meu verso em arranjo Envenenando a moça com melado e Estricnina Podou ainda no anunciar as asas do casto anjo! Pois então porque não deveria ignorar o amor? Este maldito tormento das madrugadas frias Quando nem o beijo falso trás mais o langor...? Viver de amargura, melhor que existir no engodo. Que jamais torne a entregar o coração de poesia Padeça a poetisa lúcida e grasne alto, livre, o corvo!! Anna Corvo (Pseudônimo de Elisa Salles)
Tão bonita... Uma folha seca caiu do pé de romã
Tão bonita... Uma folha seca caiu do pé de romã do jardim Ela partiu Sua alma voou transladou infinitos... Tão bonito... A folha secou misturou-se ao húmus do solo, deu brilhos às pétalas de rosa do jardim, brilho de carmim Ela virou estrela. Foi iluminar a constelação de pégaso. É o astro de maior grandeza. ...Tão bonita.
Sonho com um dia puramente azul Livre de toda desigualdade, de toda incredulidade, de toda perversidade do mais forte sobre o mais fraco.
Sonho com um dia puramente azul Livre de toda desigualdade, de toda incredulidade, de toda perversidade do mais forte sobre o mais fraco. Sonho num dia alforriado de preconceitos, onde os direitos humanos será o direito de todos, e não apenas de quem retém o domínio comercial do mundo. Ainda creio neste sonho azul. Um dia em que os homens sonharão os sonhos de Deus!
A lua Poe labaredas na alma Da gente...
A lua Poe labaredas na alma Da gente... É tanta prata que sentimos Vontade de voar Pelo universo de sonhos, E nunca, nunca Mais voltar.
Leia o que rabisco nas minhas madrugadas insones. Se não descobrires quem sou, saberás ao menos quem não consegui
Leia o que rabisco nas minhas madrugadas insones. Se não descobrires quem sou, saberás ao menos quem não consegui ser...
Sem Dilemas... Vivo com a cabeça nas nuvens Sou asas de mariposa
Sem Dilemas... Vivo com a cabeça nas nuvens Sou asas de mariposa Cabelos de algodão Sonhos e fantasias Fé e utopias versos de poesias...! Não me admiro que eu não tenha namorado... Quem seria o aluado que anoiteceria nos céus e despertaria no infinito...? Então não há dilema! Por nada, nem namorado algum deste mundo, abro mão dos meus poemas!
Quem planta amor colhe amor... ... Se plantarmos flores não colheremos urtigas! Simples assim.
Quem planta amor colhe amor... ... Se plantarmos flores não colheremos urtigas! Simples assim. Pensemos bem em quais as sementes que vamos atirar ao longo da nossa caminhada.