A poesia é meu ópio.
Frases de Élida Maria Aragão
7 frases
Num efêmero instante Encantei-me por você Música a nos embalar
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Num efêmero instante Encantei-me por você Música a nos embalar Antes de o sol nascer Como as brumas da madrugada Misteriosas sobre o mar Voaste ao sabor da brisa Deixaste teu cheiro no ar Sorrisos na chegada Um olhar na despedida Mistérios pairando no ar Nos acasos e devires da vida De ti que nada sei Tenho a intensidade que senti Da tua boca que beijei A cor dos gemidos que ouvi Assustar-te eu não quis Quando falei de saudade Dou-te o frescor do anis E as canções de liberdade Tenho a pureza dos poetas Teço meus versos ao vento Se voltares, à alegria brindaremos Ao partires, fica o encantamento!
Ontem passeavas em meus sonhos você e a imensidão um sonho bom, feito de NÃO, SIM e TALVEZ
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Ontem passeavas em meus sonhos você e a imensidão um sonho bom, feito de NÃO, SIM e TALVEZ sem o peso das horas ou os grilhões das mesmices cotidianas NÃO vi teu rosto, mas sei que eras tu meu corpo não se colou ao teu, nossos lábios não se beijaram não construíste para mim castelos, tampouco amor eterno me prometeu não contaste teus segredos, não ouviste os meus Mas ouve, SIM, magia e música, a mais bela de todas flores perfumavam o ar, estrelas distraídas cintilavam e à Dali, passaste por mim Nesse efêmero instante, TALVEZ nossos versos tenham se tocado Pois ao acordar eu exalava o cheiro de tua sensibilidade!
A poesia toma conta do meu ser faz-me transcender além do bem e do mal
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A poesia toma conta do meu ser faz-me transcender além do bem e do mal Conhece meus sentidos ouve meus sons e comigo baila Toca-me o intocável, prova-me o néctar e comigo faz amor faz de mim verbo intransitivo, conjuga-me A poesia é meu ópio e não deixa morrer em mim a menina, o mar, a lua a ar, o fogo, a rua o encanto, a dança, o beijo o sol, o som, o desejo
É noite Minha alma transcende, mais uma vez Volto ao princípio do princípio
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É noite Minha alma transcende, mais uma vez Volto ao princípio do princípio Onde nunca fui E sempre estive Vou ao encontro das marés Cubro-me com véu de espumas À luz de um esplendoroso luar Desnudo-me Sem pudores Só magia, amores Levanto vôo além mar Deito-me em nuvens distraídas Passeio majestosa pelos ares Voar é preciso Tenho asas Sou livre Minhas noites? Não as passo aqui Atravesso rios e mares Pulo montanhas Elevo-me ao sabor do vento Chego aos céus Beijo a lua Bailo com as estrelas Faço amor com os astros Adormeço nos anéis de Saturno E no primeiro raio de sol Volto à minha condição de mortal!
Minha alma precisa ser pluma Respirar leveza Como uma rosa
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Minha alma precisa ser pluma Respirar leveza Como uma rosa A exalar singeleza Definir o que é leve? Não tenho tal pretensão Tampouco explicar o peso Que joga a alma no chão Pra quê entender? Se o importante é sentir Os pueris sentimentos Que fazem a vida colorir Levito, bato asas Devaneio na contramão No corpo a tempestade Na mente o paradoxo Na alma a mansidão Ainda que me espreitem Os loucos olhos das circunstancias Choro para depois sorrir E continuo a minha dança Bailo no ar De mãos dadas com o vento Faço do universo meu palco Meu tablado é o firmamento Cortinas são ondas do mar Feitas de encantamento Não importa se estou só Ou se alguém segura a minha mão Se não há verde no outono Se o sol foge no verão Se não tem flores na primavera Apenas folhas no chão Ainda assim farei poesia Me entregarei à emoção
Às vezes um blues Noutras um tango argentino Sigo encantando-me com a disritmia
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Às vezes um blues Noutras um tango argentino Sigo encantando-me com a disritmia Dos bailes loucos do destino Vida bela, enigmática... Não quero a tua consolação Quero dar a cara a tapa Não me atrai o teu perdão Se sangras-me com o espinho Presenteio-te com a flor Se tentas roubar-me o riso Apresento-te o paraíso Na estrada incerta da vida Não sei aonde vou parar Mas se me reconheceres Convide-me prá dançar