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Frase de Élida Maria Aragão

A poesia toma conta do meu ser faz-me transcender além do bem e do mal Conhece meus sentidos ouve meus sons e comigo baila Toca-me o intocável, prova-me o néctar e comigo faz amor faz de mim verbo intransitivo, conjuga-me A poesia é meu ópio e não deixa morrer em mim a menina, o mar, a lua a ar, o fogo, a rua o encanto, a dança, o beijo o sol, o som, o desejo

Élida Maria Aragão

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Pensador.com

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Outras frases de Élida Maria Aragão

A poesia é meu ópio.
Ontem passeavas em meus sonhos você e a imensidão um sonho bom, feito de NÃO, SIM e TALVEZ
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Ontem passeavas em meus sonhos você e a imensidão um sonho bom, feito de NÃO, SIM e TALVEZ sem o peso das horas ou os grilhões das mesmices cotidianas NÃO vi teu rosto, mas sei que eras tu meu corpo não se colou ao teu, nossos lábios não se beijaram não construíste para mim castelos, tampouco amor eterno me prometeu não contaste teus segredos, não ouviste os meus Mas ouve, SIM, magia e música, a mais bela de todas flores perfumavam o ar, estrelas distraídas cintilavam e à Dali, passaste por mim Nesse efêmero instante, TALVEZ nossos versos tenham se tocado Pois ao acordar eu exalava o cheiro de tua sensibilidade!

Num efêmero instante Encantei-me por você Música a nos embalar
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Num efêmero instante Encantei-me por você Música a nos embalar Antes de o sol nascer Como as brumas da madrugada Misteriosas sobre o mar Voaste ao sabor da brisa Deixaste teu cheiro no ar Sorrisos na chegada Um olhar na despedida Mistérios pairando no ar Nos acasos e devires da vida De ti que nada sei Tenho a intensidade que senti Da tua boca que beijei A cor dos gemidos que ouvi Assustar-te eu não quis Quando falei de saudade Dou-te o frescor do anis E as canções de liberdade Tenho a pureza dos poetas Teço meus versos ao vento Se voltares, à alegria brindaremos Ao partires, fica o encantamento!

Minha alma precisa ser pluma Respirar leveza Como uma rosa
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Minha alma precisa ser pluma Respirar leveza Como uma rosa A exalar singeleza Definir o que é leve? Não tenho tal pretensão Tampouco explicar o peso Que joga a alma no chão Pra quê entender? Se o importante é sentir Os pueris sentimentos Que fazem a vida colorir Levito, bato asas Devaneio na contramão No corpo a tempestade Na mente o paradoxo Na alma a mansidão Ainda que me espreitem Os loucos olhos das circunstancias Choro para depois sorrir E continuo a minha dança Bailo no ar De mãos dadas com o vento Faço do universo meu palco Meu tablado é o firmamento Cortinas são ondas do mar Feitas de encantamento Não importa se estou só Ou se alguém segura a minha mão Se não há verde no outono Se o sol foge no verão Se não tem flores na primavera Apenas folhas no chão Ainda assim farei poesia Me entregarei à emoção