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Frases de Elian VS

103 frases

...Assim como as minhas verdades São mentiras para tantos Que nelas não acreditam
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...Assim como as minhas verdades São mentiras para tantos Que nelas não acreditam E me tomam por desvairada Excêntrica, despirocada São verdades e mentiras Mentiras e verdades De mentes sãs e dementes...

Tramela poética Poeta rabisca o que pensa E não pensa pra rabiscar
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Tramela poética Poeta rabisca o que pensa E não pensa pra rabiscar Seus rabiscos aas vezes encanta E outras faz chorar Poeta é pensador Que as vezes perde seu teor Suas rimas as vezes magoam Dependendo de como soam E se se retratam nos rabiscos Como é que eu, poeta, fico? Pois jamais tive a intenção De ferir a ninguém no coração Uma tramela é preciso Para não mais olvidar Rabiscar conciso E a ninguém...magoar

Se eu morrer... Se eu morrer... Quero comemoração
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Se eu morrer... Se eu morrer... Quero comemoração Não o clima de velório Quero fogos de artifícios Um samba canção me homenageando Cerveja gelada para acompanhar Uma bandeira do meu time para eu levar Brincadeiras a minha volta a me velar E sorrisos por finalmente eu me libertar... Se eu morrer... Não se deixe entristecer Nem ouse por mim chorar Porque estarei sorrindo e cantando Por onde a morte me levar... Se eu morrer... Estarei partindo feliz Por saber que aqui não é meu lugar Porque aqui nunca fui feliz E me sinto egoísta por não agradecer A vida que eu tenho e que me cobram Louvar a Deus a todo instante Pela minha saúde constante... Se eu morrer... Terá enfim chegado ao fim A grande misão que me foi destinada E com a qual fui predestinada A viver num tempo que não gosto E por isso me confundem com amarga... Se eu morrer... Não faça drama por mim Porque o morto é reposto No novo que vai nascer E o tempo te fará me esquecer...

Jujubas Era assim...bem pequenina e moleca Correndo descalça pelas ruas
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Jujubas Era assim...bem pequenina e moleca Correndo descalça pelas ruas Fazendo mandado pra vizinhança Que pediam para comprar na venda Na leiteria e no açougue E eu...juntando pratinhas Que cobrava por meus préstimos Para quando, no fim do dia Já cheia de pratinhas Corria até a venda E gastava tudo em jujubas Docinhas e coloridas Que eu escondia dos irmãos Pra não ter que dividir Mas quando a mãe me via chegar Com o saquinho de papel Das balinhas açucarada Me fazia dividir e contava Uma a uma por igual... Eu já sabia e esperava Então roubava de mim mesma E escondia a maioria E essas...ahhh...essas eu não dividia Comia sozinha e escondida As minhas jujubas preferidas

Amor verdadeiro O amor não pede nada em troca Nasce, cresce, e ama
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Amor verdadeiro O amor não pede nada em troca Nasce, cresce, e ama Ser amado...nem sempre Mas ama porque ama Sem nada pedir Com muito a desejar Nos sonhos e devaneios Nem sempre realizados É assim o amor Inteiro e real Amor de verdade Que aguarda paciente A entrega total Que se não acontece Não deixa de amar Tão pouco de sonhar Adormece silencioso Guardado e aguardando O amor florecer O amor verdadeiro Transpassa espaços Segue infinito Nos espaços da vida Sabendo esperar A hora do reencontro Das almas escolhidas E por "instantes" perdidas Simplesmente por saber Que é amor de verdade

In... Grata Sou grata ingrata Que faz da gratidão
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In... Grata Sou grata ingrata Que faz da gratidão Castigo, prisão... Persona non grata Na gratidão do coração Na paz do meu espírito Que vaga ingrato Sem a grata sensação De se sentir grato Em sua imensa vastidão De espírito ingrato... Sou ingrata sem graça Que não sabe ser grata E sente o peso da gratidão Se impondo em minhas costas E gritando aos quatro ventos Que a minha ingratidão É o preço a pagar Pela minha liberdade Que mais tarde virar cobrar A ingratidão que me fuzila Por não saber ser grata À quem por mim foi grata... A gratidão me cobra O preço da ingratidão E eu... ingrata pago Por não saber ser... grata

Saudades do que passou Senti saudades de ontem Quando éramos metades
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Saudades do que passou Senti saudades de ontem Quando éramos metades Que se juntavam e se formavam Senti saudades de um tempo Em que não éramos estranhos E sabíamos exatamente O que o outro estava a imaginar Só pela troca de nossos olhares Senti saudades de não precisar falar Para me fazer entender Pois bastava nos tocarmos Para nossos corpos se incendiar Senti saudades da razão Que era nossa e de mais ninguém Razão que nos ditava os corações Que pulsavam numa só emoção Sem a mais ninguém dar satisfação Senti saudades do relento Onde o amor era feito ao vento Sem paredes nem lençóis Era só a relva orvalhada Refrescando e lavando os suores Que se misturavam, salgando nossos corpos Senti saudades do cheiro de mato Que inundava nosso leito E do rio que esperava sem pressa nenhuma Enquanto cantava seu correr de águas O banhar enamorado Senti saudades dos pássaros Que das árvores observavam E acabavam por se amarem Senti saudades da fogueira Que ardia noite adentro Iluminando a paz depois do amor Quando nossa chama...saciávamos Senti saudades desse tempo Em que eu...te amava

Culpas e culpados Sentimentos conflitantes Brigam por espaços
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Culpas e culpados Sentimentos conflitantes Brigam por espaços Sou boa e sou má Agradecida e ingrata Em momentos de angústias Revoltada comigo mesma São culpas sem culpados Ou culpados sem culpas... Os olhos ternos que me olhavam Entristeceram na minha impaciência Enquanto a minha juventude Se perdeu na minha obrigação São culpas sem culpados Ou culpados sem culpas... O verbo vocifera Num brado incontido Calado pelas lágrimas Que vertem furtivas Dos olhos que me olharam São culpas sem culpados Ou culpados sem culpas... A alma sabe do errado Mas não contém o corpo que clama Conflitando desejos e obrigações Liberdade e prisão Estancando decisões São culpas sem culpados Ou culpados sem culpas... E virá o tento final Quando esses mesmos olhos Que um dia me olharam Tornará a me olhar Cara a cara à me julgar E eu terei de encarar E a minha conta apresentar Então, por fim saberei Se houve culpas sem culpados Ou culpados sem culpas...

Presença sentida Não sintas saudades de mim Pois que aqui estou ao lado teu
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Presença sentida Não sintas saudades de mim Pois que aqui estou ao lado teu E se te concentrares um pouquinho Podes minhas mãos nas tuas...sentir. Não sintas saudades de mim Porque eu sempre vou estar contigo É só você pensar em mim Que do seu lado eu vou estar... Não sintas saudades de mim Me chame sempre que precisares Eu largo tudo e venho correndo Apenas para contigo estar... Não sintas saudades de mim E não deixe nunca a tristeza chegar Se te sentires só, mande teu coração gritar por mim Eu venho te fazer sorrir... Não sintas saudades de mim Porque eu sou tua amiga, tua irmã Sou quem atende ao teu chamado Se me chamas com tua alma... Então..., não sintas saudades de mim.

Deus e as muriçocas Porque cada vez que eu tento Algo dá errado
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Deus e as muriçocas Porque cada vez que eu tento Algo dá errado Destrambelha tudo A vida perde o reio O cabresto envieza O cavalo perde o rumo Sente o arreio frouxo Me derruba da sela sem ferrolho E trota livre sem direção Rumo ao desconhecido Me deixando assim, no chão... E vejo sonhos desfeitos Objetivos perdidos Lutas vencidas Lágrimas derramadas Luzes apagadas Músicas emudecidas Poesias sem rimas Telas borradas Desejos contidos Gritos calados Viagens interrompidas... E me pergunto a todo instante O que é certo e o que é errado Se persisto ou se paro Se acredito ou duvido Das promessas de um cara Barbudo e onipotente Que se diz protetor da gente E me testa o tempo inteiro... Ou sou o seu inferno Ou estou no meu inferno Um dia, por mais distante Eu vou te encontrar E aí...vou te perguntar Olhando na sua cara Para-quê servem as muriçocas???

É meu território Meu pensamento é território Que só eu posso alcançar
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É meu território Meu pensamento é território Que só eu posso alcançar E ele é livre para pensar E quando pensa em você Então me aposso e posso sonhar Chaplin já dizia que "Existe um lugar Onde ningúém pode tirar Você de mim E este lugar Chama-se Pensamento... E nele, você me pertence" Meu pensamento é assim Tráz você para mim E nada pode te afastar Meu pensamento é soberano E só eu sei o que pensar E isso...ninguém pode mudar E de mim...ninguém vai te tirar Nem mesmo...você

DEVANEIOS DE UMA MÃE... "Tenham paciência comigo, Meus gestos são lentos...
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DEVANEIOS DE UMA MÃE... "Tenham paciência comigo, Meus gestos são lentos... Não tenho mais destreza. Meus passos são incertos E temerosos... Tenho medo de cair. Escutem os meus lamentos, Ou apenas minhas histórias... Fico tão só...sem ter com quem falar. Me deixem participar Da vida de vocês... Ainda sou a mãe Que os criou e acalentou... Sei que estou rabugenta, Mas minhas limitações também me aborrecem. Não quero muito, Apenas uma porção de atenção. Isso faria tão bem ao meu velho coração... Mas entendo vocês, A vida é tão corrida... Precisam correr contra o tempo, não é? Meus filhos estão crescidos... Não precisam mais de mim E não percebem que eu preciso Apenas de cada um só um pouquinho." Li hoje isso nos olhos entristecidos Da mulher que sentada no sofá da sala Devaneia sem cessar...

Seguindo Porque não curo esse vício Não esqueço essa tormenta
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Seguindo Porque não curo esse vício Não esqueço essa tormenta Me deixo dominar Sem conseguir parar de pensar Queria tanto a minha paz Viver sem tanta insatisfação Ver poesia em coisas simples Espantar a minha solidão Acabar de vez com essa ilusão Limpar e abrir meu coração Me deixar encantar com outras opções Enxergar novas soluções É sempre assim Quado tento me desvencilhar O vício aparece e me faz tremer Tem prazer em me ver sofrer A cura é complicada Me vejo só na longa estrada Canso da inócua caminhada E acabo de novo, no vício jogada A luta é insana Sozinha não dá mais Preciso de uma mão Pra me tirar dessa confusão Vou seguindo...lutando Perdendo...ganhando Vou seguindo...tentando Vou seguindo...te amando