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Frases de Elian VS

103 frases

Pássaro engaiolado Eu quero ir embora Bater minhas asas e voar
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Pássaro engaiolado Eu quero ir embora Bater minhas asas e voar Deixar livre meu espírito Que é nômade cigano Aqui não é o meu lugar E me sinto presa Tal qual pássaro em gaiola Que só faz trinar lamentos Quero a imensidão dos céus Sobrevoar o azul do mar Pousar em florestas para descansar Beber água dos rios Sentir o sabor do vento E nele me deixar planar Sem pressa nenhuma de voltar Para esse ou qualquer lugar Eu quero ir embora Abrir essa gaiola E sem medo nenhum Me lançar espaço afora Há tanto tempo aprisionada Estou perdendo minhas asas O meu jeito de voar Mas ainda assim...quero tentar Abram essa gaiola Me deixem ir embora Meu canto é tão triste Que já nem sei se ele existe O que sei é que o tempo é pouco E se não abrirem logo a gaiola Não me restará forças sequer Para eu tentar...ir embora...voar

Só... Me sinto só Acompnhada de tantos
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Só... Me sinto só Acompnhada de tantos E no entanto...tão só Sem vontade de falar Com quem me cerca Com quem me olha Estou tão só Quanto só está quem me cerca E também não me sente São universos solitários Que caminham juntos Em linhas paralelas Olhos que se olham nos olhos E no entanto não se enxergam Ainda que se veem Estou só como na morte Que é destino geral De quem caminha aqui Talvez se estivesse só Em retiro de corpo Estivesse mais acompanhada Estou só... Com multidões a minha volta Sem poderem me alcançar Estou só... Não por opção Mas por determinação Só acabará essa solidão Quando a morte me libertar Dessa incontestável...prisão

Coringa real E numa mesa de carteado Faço paralelo da vida
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Coringa real E numa mesa de carteado Faço paralelo da vida Onde os sonhos são coringas Prontos para o jogo decidir No momento exato da batida E dar um xeque-mate na vida Cartas que se não bem usadas Faz nossos sonhos se dissiparem E os tornam pesadelos Por seguirmos utopias E esquecermos o plausível Que pulsa ao nossso lado E se esvaem aos nossos olhos Que quando de fato se abrem O jogo estará perdido E o coringa desperdiçado Dos sonhos que sonhamos Corra atrás do que é possível Deixe a utopia voar sem direção Para que o jogo não seja perdido E o seu coração vencido Saiba usar com maestria Os coringas da sua vida A cartada bem colocada Te faz vencer essa batalha Que numa mesa de carteado Pode ser traçada a estratégia De uma vida sem pesadelos Nas cartas de um jogo embaralhado...

Mentes distorcidas As vezes me perco Sem saber definir
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Mentes distorcidas As vezes me perco Sem saber definir As mentiras e verdades Que a vida apresenta Talvez pra mim sejam mentiras Mas pra quem as diz São verdades inventadas Que jamais serão mentiras Para quem nelas acredita Assim como as minhas verdades São mentiras para tantos Que nelas não acreditam E me tomam por desvairada Excêntrica, despirocada São verdades e mentiras Mentiras e verdades De mentes sãs e dementes Impossíveis disgnósticos De poetas e filósofos Que fazem das palavras Armas de estudos De outras mentes curiosas Que na clausura de seus dons Apreciam o embate Apenas lendo e observando A loucura e sanidade De quem pensa ser mentira O que escreve como verdade

O caminho O caminho a seguir é longo E só tuas pernas poderão andá-lo
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O caminho O caminho a seguir é longo E só tuas pernas poderão andá-lo A trilha é complicada e pedregosa Mas ainda que te arranque sangue dos pés Não desista do caminhar Porque parar é retornar ao ponto zero Que te esfolem a sola dos pés...persista E atravesse sem pestanejar Os caminhos tortuosos Sem nenhum atalho tomar Para que possas alcançar, enfim O tapete de relvas macias Que está do outro lado A te esperar...

Minhas palavras São minhas as palavras que digo E só digo quando são minhas
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Minhas palavras São minhas as palavras que digo E só digo quando são minhas São minhas, só minhas, de mais ninguém... E se erradas estiverem Ainda assim serão minhas As coisas que eu falar Serão verdades minhas Nas palavras que eu disser... E direi convicta O que na mente me vier Em palavras diretas Que poderão ser enfeitadas Ou simplesmente secas Mas serão minhas...as palavras... E conterão verdades Ainda que profanas Ainda que abençoadas Direi tão somente As minhas palavras Ditadas pela conciência De quem mora em mim Sem ser convidado... Mas de tudo o que eu sei É que virão de mim As palavras saídas E pela minha boca proferidas... Então serão minhas Apenas minhas E de mais ninguém...

De sonho à pesadelo Sou eu teu pesadelo Que um dia foi teu sonho
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De sonho à pesadelo Sou eu teu pesadelo Que um dia foi teu sonho Espectro de um passado Que vai e volta sem parar Sou marola teimosa Num vai e vem sem fim Por vezes calmaria Por outras furacão Sou eu quem te faz bem Para depois te trazer o mal No vácuo de um tempo perdido Que não mais poderá ser encontrado Sou um sonho desfeito Que tu querias ter vivido Mas que se desfez ao vento E se perdeu no tempo Sou prisioneira dos teus sonhos Transformado em pesadelos E perdida entre dois mundos Do presente e do passado Então me ignoras simplesmente E me deixa prisioneira Oras sou um sonho Por outras...o pior dos pesadelos

Sem estilo Eu não tenho estilo Rabisco o que quero
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Sem estilo Eu não tenho estilo Rabisco o que quero E como quero Não me prendo a estilos Até tentei ter um Mas não tenho nenhum Minha mão é livre Discorre sem cabresto pelas palavras Não se deixa dominar Não se prende, só escreve Tem seus dias de lirismo Dramatiza meus momentos Decanta amores e amigos Inferniza quem se opõe no caminho Eu não tenho estilo Sou indefinido E sem esse tal de estilo Eu escrevo com estilo Meus rabiscos descabidos

Tatoo Vou me tatuar Gravar na minha pele
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Tatoo Vou me tatuar Gravar na minha pele As marcas do que vivi As lágrimas que derramei Os sonhos que sonhei As alegrias que comemorei As dores que senti... Gravar cada instante que eu protagonizei Com tintas rubras do meu sangue Que derramado sobre as feridas abertas Por agulhas pontudas fincadas nos poros Deixarão marcas cravadas de uma filosofia Que lágrimas salgadas fizeram doer Ao na tatuagem escorrer... Vou me tatuar E gravar em mim as minhas dores Meus momentos de grandes amores Meus voos solos e sem direção Minhas quedas de cara no chão Minhas verdades e meus mistérios Meus desejos e desencontros Meus sonhos e pesadelos... Vou me tatuar De vida e de morte De marcas de mim Feito rês com brasa no couro Delimitado por seu dono obtuso Que o prende entre quatro riscados... Vou me tatuar De cada momento que eu viver E fazer da minha existência As linhas de um livro escrito Por meu espírito contido Num corpo tatuado de poesias... Vou sim... me tatuar...

Sonho de menina Sonhei Um sonho de menina
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Sonho de menina Sonhei Um sonho de menina Brincando com as estrelas Dançando com um cometa E me vi assim Brincando com as estrelas Pulando amarelinha No cruzeiro do sul Em pleno céu azul Fiz festa com a lua Que faceira flutua Iluminando as cirandas Das estrelas crianças Contei as estrelinhas Que me meteram medo Prometendo uma verruguinha Na ponta do meu nariz Quantas peraltices eu fiz Na noite em que fui feliz Passeando na via láctea Sem lembranças nebulosas Em meio à nebulosa E dancei... No rastro de um cometa Até o dia clarear E eu, de felicidade me embriagar Até a hora de acordar...

Durmo Durmo... Meu sono livre
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Durmo Durmo... Meu sono livre É quando me sinto de volta à vida Leve e solta Sem peso nenhum Voando no espaço Que conheço cada palmo E vou de encontro À quem me espera Na calada da noite Sem mais distância Separando e impedindo O olho no olho O toque desejado O amor enfim... Durmo... Meu sono libertador E é quando me fortaleço Ao te encontrar Para quando amanhecer Me restar forças Na vida inócua E sem sentido Que me espera e me suga À cada amanhecer... Durmo... Meu sono de luz Onde encontro a paz E a felicidade Por estar livre Sem pressa e sem peso Enquanto te olho E te sinto comigo Selando o destino Dos nossos espíritos Separados na vida De um amargo despertar Então eu...durmo

Fatos&fotos As vezes as fotos são fatos de fato As vezes os fatos são fotos sem fato
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Fatos&fotos As vezes as fotos são fatos de fato As vezes os fatos são fotos sem fato E nesse vai e vem se misturam coisas Numa efemeridade de fatos Que fotos não provam os fatos Nem fatos posam para as fotos A subjetividade dos fatos Também faz as fotos efêmeras Já que a verdade de hoje Se torna fugaz amanhã E deixa de ser verdade Sem nunca ter sido mentira Apenas fotos efêmeras De fatos que nunca foram de fato Montagens que a vida se encarrega De fazer e desfazer, de unir e separar Na subjetividade efêmera De fatos e de fotos De fotos e de fatos Sem fatos de fato Montagens grosseiras Que a vida interliga E rasga a foto no meio Colocando de fato Cada um no seu lugar São fotos sem fato Verdades sem mentiras Fotos sem fato...

Tempo que faço Hoje eu tenho tempo Para olhar e conseguir enxergar
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Tempo que faço Hoje eu tenho tempo Para olhar e conseguir enxergar Coisas que não via Mas que insistia em olhar Hoje eu tenho tempo Para entender os erros que cometi Por tanto querer acertar E por nada..., me stressar Hoje eu tenho tempo Para não mais me deixar levar Pela emoção descabida Que só faz a mágoa acalentar Hoje eu tenho tempo Para sorrir e até para viver Já não tenho amarras a me prender E assim...aprendi a não sofrer Hoje eu tenho tempo Para com todos vir brincar Sentar na mesa desse buteco E com carinho, aos amigos rabiscar Hoje eu tenho tempo Para não mais perder meu tempo Nada e nem ninguém merece que eu perca Um só segundo do meu tempo

Estrela solitária Acendam os holofotes Joguem o foco na estrela principal
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Estrela solitária Acendam os holofotes Joguem o foco na estrela principal Que não sabe viver sem luz Precisa do aplausos de seu público Precisa se sentir deusa Adorada e requisitada... Que se faça apologia Dos seus encantos no palco Que se peçam seu sorriso Que implorem sua atenção Que se percebam seu desdenhar Que venham em peso à louvar... Que façam fila para a tocar Enquanto ela passa sem à ninguém olhar É estrela e precisa brilhar Pois sabe que quando se fecham as cortinas A realidade se expõe escondida Na estrela entristecida Sozinha e sem ninguém... A sua luz é sua cruz A estrela se apaga É fria e solitária Então finge ser feliz Nos palcos da sua vida Sem perceber que ela passa E o tempo não volta atrás... Inventa mil amores Tenta mil faces Se diz tão cortejada Mas no fundo é solitária E no fechar das cortinas Sua verdade, nela...desaba