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Frases de Eleni Mariana de Menezes

175 frases

Beijo inesquecível Sortilégio Sacrilégio
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Beijo inesquecível Sortilégio Sacrilégio Num rompante de ousadia Roubaste-me um beijo Quente Ardoroso demais que até hoje Queima Minhas entranhas. Inesperado Por tal Inesquecível e cabível Do meu perdão Com um pedido humilde De repetição.

Para Cristiano Araújo O uirapuru há de calar sentido Lembrando do menino que partiu tão cedo
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Para Cristiano Araújo O uirapuru há de calar sentido Lembrando do menino que partiu tão cedo Pequeno tempo pode ser vivido Pelo cantor que se jogou sem medo Nos braços de uma plateia embevecida Ficando a voz num ressoar de asas De Anjos e Arcanjos que o receberam Lá no alto, patamar de glória. Verá o mito toda a sua história Desfiar nas bocas tantas que o amaram Partiu... Que pena... Quanta dor! Fica a saudade Que nada mais é do que a lembrança Recheada de amor.

Folha seca Sou uma folha seca ao léu Solitária...Ao relento...
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Folha seca Sou uma folha seca ao léu Solitária...Ao relento... Sopra o vento Qualquer vento Mínimo vento me carrega Pra bem longe Desgarrada da origem Atravessando uma existência inteira Sem amores Murchando... Morrendo E lá vou eu percorrer Mundos estranhos Alheios à minha vida Cheio de multidões Com nada a ver comigo Talvez eu caia Numa noite chuvosa Em poça de lama E fique lá até virar humo Apenas...

Nada Lá vem a saudade roubar A minha cor, me desbotar
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Nada Lá vem a saudade roubar A minha cor, me desbotar Mudar meu tom de ouro em amarelo-pálido. Transmutar minha melodia em uivo lancinante. Meu tom destoar e aferroar minha garganta Até que eu grite ou fique muda. Esvaziar minha alegria, murchar minha euforia Derrubar-me do pedestal da minha indiferença E deixar a minha crença No amor virando nada. E desobrigada De crer e de ser.

Desequilíbrio Minha alma ora tem a altura do monte Everest Ora a depressão do mar morto.
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Desequilíbrio Minha alma ora tem a altura do monte Everest Ora a depressão do mar morto. Ora a profundidade da Fossa das Marianas Ora a extensão do Amazonas. Às vezes tem a grandeza do continente Asiático. Às vezes a pequenez da Oceania. Ora tem o isolamento da Ilha da Páscoa. Ora o reboliço de Xangai. Algumas vezes minha alma tem o calor do Deserto Dasht-e Lut Outra vezes o frio da Antártida. Algumas vezes é ressequida como o Saara. Outras vezes tem a biodiversidade brasileira. Fico, então, nessa gangorra do ter muito E ser tudo e minguar numa vazante descontrolada de vida Ora sou tudo, ora nada sou E atravesso a eternidade como um Ser Em desequilíbrio permanente. Ora sou ateia. Ora fervorosa crente.

Amor Foi inevitável Quem me dera pudesse fugir
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Amor Foi inevitável Quem me dera pudesse fugir Não pude. Não posso, não poderei jamais Cessar o rio caudaloso que deságua na minha alma Revoltoso. Tempestuoso qual paixão Só tal, pois qual não é Arrasta-se pelo tempo desde o início Imortal. Então amor Porém, fatal Não cessará a chama devoradora Arrebatadora que só faz aumentar Vilão que me consome Tira meu chão e me joga à deriva Sem piedade Tragando-me a eternidade E tudo o que vejo e percebo Não vai além de você. Meu Universo Meu motivo. Minha vida, minha morte Minha sina e minha sorte.

Esperando você Ter desistido de você não significa que desisti de amar. Pelo contrário, estar livre me dá asas para namorar quem eu quiser
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Esperando você Ter desistido de você não significa que desisti de amar. Pelo contrário, estar livre me dá asas para namorar quem eu quiser Flertar, paquerar, jogar o jogo da cobiça Resumindo, não preciso de você para continuar vivendo. Você nunca foi meu motivo Meu amado Meu amor. E quer saber mais? Minto bem demais. Sou uma mentirosa de carteirinha. Quer saber? Ah, dane-se meu orgulho Ainda espero por você.

Boba e Insonsa Não sei por que, mas deixei a minha alma Pendurada em uma cerca de arame farpado.
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Boba e Insonsa Não sei por que, mas deixei a minha alma Pendurada em uma cerca de arame farpado. No meio de um pasto. Quando atravessei por ela Ela quis ficar ali retida naquela morna paisagem No meio do nada. E quando estou triste, cansada, desiludida, é lá que eu fico Paralisada Sem memória da minha real história E do porquê de ser são tola e pequena assim. Talvez que eu sinta a minha vida Igual àquela nesga de lugar Boba e insossa.

Vida e morte. Faço-me leve pra que me carregues. Torno-me doce pra que me tragas.
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Vida e morte. Faço-me leve pra que me carregues. Torno-me doce pra que me tragas. Tempero-me de ternura pra encher o teu pote E embriagares bebendo em minha boca Minha saliva que em amor dissolvida Penetra nas tuas papilas e ensopa teus sentidos Meus sabores vão de adocicados Aos extremos apimentados Quando gemo de prazer mordiscando a tua boca E rolo me enrolando no teu colo Entranhada num abraço De vida e por que não? Que de tão forte. Também o é, e muito mais, de morte.

O choro da Mãe TERRA Rasguei a minha carne e engoli meus filhos Ainda regurgito alguns aflitos,
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O choro da Mãe TERRA Rasguei a minha carne e engoli meus filhos Ainda regurgito alguns aflitos, Outros padecem nas minhas entranhas Para serem completamente esmagados pelo meu peso insuportável. Não estável Devido à movimentação das minhas placas tectônicas. Que estão à deriva sobre um magma incandescente Onde sobre elas transita muita gente E não posso me acomodar indefinidamente Com a estabilidade da inércia. Vez ou outra revolvo e fraturo minha coluna Despedaço-me e fabrico milhões de lacunas No meu corpo Num sopro De morte E sem mesmo querer Fazer padecer minhas crias E depois vou chorar com a garganta do vento Explodir em lágrimas de amar, o mar Tentando tragar A incomensurável dor Dos padecentes sobreviventes.

Ah! O Amor... Eu dei inúmeras chances para o amor Que sequer me deu uma única
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Ah! O Amor... Eu dei inúmeras chances para o amor Que sequer me deu uma única Desconstruí meus projetos de felicidade a dois Aprendi a me amar o suficiente pra seguir Pela vida sem um par De amor, de brincos, de qualquer outra coisa Que me transforme em dona. Tenho o nada por pertencimento de coisas Mas, porém, me fortaleci em sentimentos Ainda que solitária, sou um ser de Luz.

Online A rua onde moro e que namoro É minha estrada meu refúgio.
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Online A rua onde moro e que namoro É minha estrada meu refúgio. Onde se dá a Minha estada no mundo Meu mar onde flutua Minha existência em quase inércia É só nela que eu transito Por isto insisto Ela é minha cidadela onde eu me sinto bem e o vai e vem de carros e pedestres Fazem-me bem Sinto-me inclusa Em centenas de milhares de cidades que eu jamais porei os pés Nas suas ruas todas Então, deixo minha alma visitá-las Quando fica online navegando por elas O meu coração.

Mundo de Alegria Não vou economizar candura Nas minhas palavras recheadas de amor
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Mundo de Alegria Não vou economizar candura Nas minhas palavras recheadas de amor Nem na brandura Dos meus gestos e carinhos Quando chegares E bem devagarinho Ei de sorver o teu cheiro E provar do teu sabor Terei mais vida no meu mundo E um mundo de alegria em minha vida Meu coração é quem me diz Talvez eu fique tão emocionada Que eu posso até morrer de tão feliz

Meu Manacá A Lua está no teu sorriso cheio De promessas de amor com que me acenas
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Meu Manacá A Lua está no teu sorriso cheio De promessas de amor com que me acenas Deixando-me prisioneira e feliz nas tuas redes Os teus braços são laços de ferro fundido Quando abarcas meu corpo e fugir nem poderia Mesmo que quisesse, mas não quero. A tua boca é o mar mediterrâneo Que se abre sobre mim e me engole inteira Sou tragada pelas infinitas ondas De carinhos da tua essência Teu cheiro é manacá na madrugada Exalando um perfume embriagador Teu nome tem a sonoridade da palavra amor

Bem-te-vi Bem-te-vi não vi meu bem Pelos caminhos que trilhei
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Bem-te-vi Bem-te-vi não vi meu bem Pelos caminhos que trilhei Ele deve estar aqui, porém... Não andou por onde andei Bem-te-vi vê se me ajuda É enorme a minha dor Tudo passa tudo muda E não vejo o meu amor Às vezes vivo às vezes morro É dilacerante a minha dor Na estrada que eu percorro Não encontro o meu amor. Meu desgosto é profundo Meu pesar causa torpor Vi, não vi, vi todo o mundo Só não vi o meu amor. Minha pena não é pequena Meu viver é um constante dissabor Vi tanta gente, vi o rico o indigente. Mas, não vi o meu amor.

Quando nasci O amor escolheu entre 7,2 bilhões de pessoas Você e eu pra entrarmos num caleidoscópio
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Quando nasci O amor escolheu entre 7,2 bilhões de pessoas Você e eu pra entrarmos num caleidoscópio De olhares refulgentes. Tintos do vermelho Das paixões ardentes. O amor ordenou que eu atravessasse milhões de Invernos rigorosos para estar aqui Neste verão ardente diante do seu olhar Exigiu que eu permanecesse muda e quieta Diante das vitrines dos homens deste mundo Eu não os via. Não os ouvia. Era uma vivente assexuada e fria Agora, você me olhou. E então Aconteceu uma explosão De querer vivenciar, saborear o amor E, somente Neste mágico instante... Que de fato, nasci.

Migrantes Migro minguando a minha vida Já esfacelada pelas intempéries
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Migrantes Migro minguando a minha vida Já esfacelada pelas intempéries De uma Nação em desconstrução Abatido. Faminto e desesperançado Magras migalhas me jogam por onde passo Penetro Estreitas passagens debaixo de arames farpados que Roçam minha pele abrindo feridas pelo meu corpo Ou pulo cercas Suado. Cansado pelo caminhar desnorteado. Minguantes. Crescentes. Novas A Lua não muda a minha sorte De migrante destruído pelas armas E corações empedernidos Com discursos de ódio Locupletam as esferas de poder E por querer Um mundo indiferente Patético, assiste a minha triste sina... De ter nascido numa Pátria fria Calculista. Onde o ouro negro jorra Materialista Contrastando com o vermelho Dos que tombam sem nenhuma chance de vida. Ainda que como a minha Vida MINGUANTE.

Apaixonada As minhas madrugadas fervilham de sonhos Eu os apanho nas notas musicais soltas das vozes
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Apaixonada As minhas madrugadas fervilham de sonhos Eu os apanho nas notas musicais soltas das vozes Que brotam das gargantas apaixonadas Embriagadas de luares tintos de luz E dos amantes bêbados de amores Dos chilreado quente e agudo que o prazer Provoca quando o roçar dos lábios Desemboca Num quente e ardoroso beijo. E sou fico assim enamorada Apaixonada Pelo amor.

Explosões O riacho soluçou sombrio Havia sonhado ser um rio
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Explosões O riacho soluçou sombrio Havia sonhado ser um rio O rio queria ser um mar aberto O mar sonhava ser deserto. O deserto pedia ser abismo O abismo sem nenhum altruísmo Queria ser o nada devorador de tudo E o nada emitia um agudo Bocejar de esperança de virar ao menos Um riacho inda que pequeno. Insípido, vagaroso e sereno. É a vontade da essência que se dilata atrevida. É a vida que explode dentro de outra vida. Verdade tão bonita que faz jus ao próprio nome Até Deus quis ser outro, e nasceu homem

Início, Meio e Fim Cola tua boca na minha E siga o cheiro do amor
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Início, Meio e Fim Cola tua boca na minha E siga o cheiro do amor Pinta de esperança Meu mundo espelhado Espalhado no prado Do sonho, o esplendor Minha dança Começa na festa Quando teu olhar orquestra Meus sentidos e o sabor Do teu riso deságua No meu oceano de cor Decoro teu rosto de tanto Redesenhá-lo na minha memória afetiva E a vida cobiça essa história Pra repeti-la por vários milhares De vezes E eu, submissa, respondo Por uma eternidade sem fim Fui tua no início, no meio e no fim