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Frases de ElcioJose

227 frases

Élcio José Martins O BOM ENCONTRO O que seria um bom encontro,
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Élcio José Martins O BOM ENCONTRO O que seria um bom encontro, No meio de tantos desencontros? Tens que achar o eixo e o ponto, De agregar tantos e tontos. O bom encontro pede cautela, Pede portas e janelas. Pede cores em aquarelas, Pede a leveza e a sapiência de Mandela. O bom encontro é saboroso, Tempero de um papo gostoso. Gesto de homem generoso, Gosto de sabor garboso. O bom encontro é paciência, Pede ao raivoso a sua ausência. Pede decoro e decência, Dispersa discursos verborrágicos sem eloquência. O bom encontro nutre de grandeza, Alimenta o amor na sobremesa. Rega as flores de beleza, Jorra fruídos, incensos de gentilezas. O bom encontro não reclama, É o esmero no vestir da Dama. É o gentleman de ternura, O cavalheiro da postura. Para ter um bom encontro, Exige-se estar pronto. Afasta-te a taça do espanto, Erga alto o troféu do doce encanto. Se esta mal ou triste, fique em casa, Mesmo que queime em brasa. Treine a arte da conquista, Faça de sua conduta o poder do alquimista. Élcio José Martins

Élcio José Martins ALÔ NATUREZA Acorde, levante, abra a janela
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Élcio José Martins ALÔ NATUREZA Acorde, levante, abra a janela E dê bom dia ao sol. Este, sempre bate a sua porta. É só deixa-lo entrar. Iluminará sua alma, Aquecerá seu coração. Se não vier o sol, virá a chuva em canção, trazendo a água benta da chegada do verão. Lava a alma das nódoas dá vida atribulada, Transforma a tristeza no perfume da relva molhada. Saúda a beleza da manhã mais esperada, Faz cantar alto os passarinhos na palhada. A natureza tem seus encantos, De brilhos, cores e pirilampos. Ungida pelo sagrado sacrossanto, Rega a vida e lava o pranto. Alô Natureza! Traga sua beleza, Alegra quem tem tristeza, Levanta quem tem moleza. Deus criou os animais, O Universo, as flores e os matagais. Nos criou como os mais iguais, Pediu que nos amemos sempre mais. Acorde, levante, abra a janela E dê bom dia ao sol. Se não vier o sol, virá a chuva em canção, trazendo a água benta da chegada do verão. Alegra a alma irrigando o coração. Élcio José Martins

Élcio José Martins AUSÊNCIA O distraído tropeçou,
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Élcio José Martins AUSÊNCIA O distraído tropeçou, No lapso da consciência. Sentiu a dor da ausência, Da total inexistência. A apartação do distanciamento, Foi escasso desaparecimento. Do sumiço privativo, Pede a carência o curativo. A exiguidade do tempo, Desse seu alheamento, Fez da vida esquecimento, Do apertado apartamento. Esse mundo de apartação, Unido na separação, Traz no bojo privação, Paz e amor, abstração. Absentismo da carência, Foge do raio a coerência. Na exiguidade do tempo, Trouxe ao indivíduo o esquecimento. O distraído tropeçou, No lapso da consciência. Sentiu a dor da ausência, Da total inexistência. A escassez do nada, Faz o caminho da manada. Chama os seus de camarada, Tenda e lona, sua morada. O distraído tropeçou, No lapso da consciência. Sentiu a dor da ausência, Da total inexistência. Élcio José Martins

Élcio José Martins O PESO DAS PESSOAS Certa vez encontrei,
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Élcio José Martins O PESO DAS PESSOAS Certa vez encontrei, Alguém que me encantei. Sua paz era tão grande Que no seu amor apaixonei. Sua leveza era pluma, Seu cheiro relva orvalhada, Sua voz maciez da seda, Seu olhar candura de beleza. Conhece aquela pessoa leve Que dá vontade de carregar? Enche-nos de êxtase de prazer, No ritmo dos pássaros ao alvorecer. Existem pessoas leves, Pessoas pesadas, Pessoas leves e pesadas, Pessoas amadas a mal amadas. Aquele que reclama de tudo Tem postura linear. Reclamar de qualquer coisa Torna nulo o reclamar. Troque o verbo reclamar Pelo verbo ajudar. Seja leve no julgar, Conte até mil antes de condenar. Algumas são difíceis de lidar, Outras prontas para amar. Pessoas que reclamam a toda hora, Pessoas que te ajudam sem demora. Deixe que o vento Leve, Tudo o que é não é leve. Seja a brancura da pomba da paz, E o peso de sua alma fugaz. Quero ser leve também, Fazer o bem sem importar a quem. Quero o exemplo da postura desse alguém, Quero alma leve e ombros fortes. Amém. Esse alguém que encontrei, Que pela postura apaixonei, Ensinou-me a postura da bondade, Cuspindo pela janela o egoísmo e a vaidade. Élcio José Martins

Élcio José Martins O EXPIRAR DA NATUREZA Nervoso ficou o servo quando
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Élcio José Martins O EXPIRAR DA NATUREZA Nervoso ficou o servo quando Um malvado caçador Fez ferir com dor O inocente coxo cervo Foi cassada a caçada Na mata da serra alta Depois da calda quente Na cauda de um inocente O homem céptico ainda duvidou Que aquele cervo coxo Tivesse sido ferido De morte por tiro séptico A cerração fechou de branco Serrando a visão da dor Do sangue empoçado Do cervo sacrificado Há cerca de décadas Discute-se acerca da caça Apressa-se a conversa No consílio reservado. No reservado do concílio comentou-se Sobre a caçada na mata alta Vai se assando com fogo brando O bom senso do comando No censo realizado Dos defensores da natureza Os espectadores de plantão Somam-se aos expectadores da solução É preciso espirar O vento da proteção É preciso expirar rapidamente O celeiro da serpente O mal da maldade Vem da ira do homem mau É preciso consertar o erro E a caçada o seu descerro Élcio José Martins

Élcio José Martins EM BUSCA DA PAZ Caminhei por caminhos certos,
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Élcio José Martins EM BUSCA DA PAZ Caminhei por caminhos certos, Obscuros e incertos, Fui água nos desertos, Insensatez de espertos. O tempo é a cura, Ou a espera de bravura. Semente de ternura, De aventura e desventura. O que busco ainda não sei, O que achei por certo conquistei. Acho que um dia amei, Com firmes passos, não desanimei. Ouço boleros de saudade, Do tempo de mocidade, À espera da idade, Pra encontrar felicidade. Cada encontro, um desencontro, Preciso entender do ponto, Pra não deixar sabor do espanto, Suspiro calmo, ao ritmo do canto. O que tem atrás da curva, Espero parreira e uva. A mão que pede a luva, Ara a terra e espera a chuva. O peito tá apertado, Da dor do corpo atropelado. Delírios de sonhos manchados, Desejo louco do sonho sonhado. Ao som romântico, um recital, De Juan Gabriel e Rocio Durcal, Afaga a alma e adormece o mal, Da dor que chora o emocional. Até quando! Até Quando! Sem rumo e sem mando, Destempera a alça do comando, A solidão na multidão, uma luz se apagando. O tempo passou, Nas alegrias por vezes trafegou, Das fatias fatiadas, pedaço ficou. No quarto escuro a alma chorou. Nas desventuras da vida, Pede-se uma nova partida, De coragem atrevida, Conquistar a paz distraída. Não sei se é agrado ou desagrado, Não sei se é leve o peso do fardo, Que por tantas vezes carregado, Fez escaras no coração magoado. Chorar por dentro é água represada, É a mentira da alegria deslavada. A busca da conquista conquistada, Das muitas portas abertas, uma delas está fechada. No entardecer da vida, Ainda há tempo e sobrevida. A hora pede compreensão e decisão, Mudar de vez pode agradar o coração. O respeito não pode faltar, É o espelho e o espelhar, É amigo do olhar, É o sabor que enfeita o paladar. Reclamar de tudo, É aparar barba de barbudo. A mesma cara do carrancudo, Fere aos poucos. É pedrada sem escudo. Choro por dentro, Choro de dentro. Quero o alento, Por mais um pouco não aguento. Quero a paz no medo, Quero o amor e o aconchego. Subo aos céus e peço arrego, Dê-me a paz, o caminho e o sossego. Livre-me dos apegos do passado, Livre-me das promessas, o pecado. Anjos meus tragam um recado, Escrito bem grande como AMAR E SER AMADO. Élcio José Martins

Élcio José Martins O EXPIRAR DA NATUREZA Nervoso ficou o servo quando
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Élcio José Martins O EXPIRAR DA NATUREZA Nervoso ficou o servo quando Um malvado caçador Fez ferir com dor O inocente coxo cervo Foi cassada a caçada Na mata da serra alta Depois da calda quente Na cauda de um inocente O homem céptico ainda duvidou Que aquele cervo coxo Tivesse sido ferido De morte por tiro séptico A cerração fechou de branco Serrando a visão da dor Do sangue empoçado Do cervo sacrificado Há cerca de décadas Discute-se acerca da caça Apressa-se a conversa No consílio reservado. No reservado do concílio comentou-se Sobre a caçada na mata alta Vai se assando com fogo brando O bom senso do comando No censo realizado Dos defensores da natureza Os espectadores de plantão Somam-se aos expectadores da solução É preciso espirar O vento da proteção É preciso expirar rapidamente O celeiro da serpente O mal da maldade Vem da ira do homem mau É preciso consertar o erro E a caçada o seu descerro Élcio José Martins

Élcio José Martins RASTRO DE SAUDADE Como um raio, um rastro de saudade,
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Élcio José Martins RASTRO DE SAUDADE Como um raio, um rastro de saudade, Relâmpagos de prisão e castidade, Lua cheia de mocidade, Estrelas coloridas pra contar a idade. Caminhos distantes, Amores de pedras e diamantes. Frases dissonantes, Crepúsculos nos beijos dos amantes. Água límpida de beleza, Alma de sutileza, Postura de nobreza, Um jardim de realeza. Chuva de pétalas cadentes, Olhar caliente de serpente, O encantar sorrateiramente, Um novo amor incipiente. A estela brilha no céu escuro, Olhar tênue e obscuro. Roda a roda da vida, Rósea, calma e atrevida. Élcio José Martins

SAMBA NOVO O samba novo é o samba que dá samba, O samba velho já está na corda bamba.
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SAMBA NOVO O samba novo é o samba que dá samba, O samba velho já está na corda bamba. O samba novo é a dança do momento, O samba velho já perdeu contentamento. Dança samba rock, samba canção e gafieira, Samba de roda com batuque na madeira. Pode ser casada, noiva ou solteira, Sai da cadeira animando a brincadeira. No salão ou descendo a ladeira, Risca o chão e levanta poeira. Tem a primeira, nunca tem a derradeira, Dança a baiana, a carioca e a mineira. É na janela, na caçamba ou na soleira, No quintal, no curral ou na porteira. Tem muita dança e pouca bebedeira, Vence a disputa quem sai na dianteira. Tira o cansaço no chuveiro ou na banheira, Espera a cama sua nova companheira. Amanhã cedo vem a gata borralheira, É samba novo pra curtir a noite inteira. Não vejo a hora de chegar a quarta feira, Pra novamente encontrar a gafieira. A vida é breve não espera a saideira, Vou quinta feira e também na sexta feira. É samba novo na jogada de primeira, Quem tem ataque sempre sai na dianteira. A flecha fere se tiver sua ponteira, A língua julga, dilacera e faz besteira. O samba flui com o parceiro ou a parceira, O samba novo é madeira de aroeira. Confiar no outro a dança saí linda e faceira, Dançar sozinho é dinamite na pedreira. Com o samba novo acerto o passo e resolvo. Disfarço o tempo deixo o clima prazeroso. Sambo com a noite deixo a lua de repouso, Na madrugada é que o amor fica gostoso. O samba é nosso e assanha o estrangeiro, Vem ao Brasil pra dançar com o brasileiro. O samba novo é de agrado e hospitaleiro. No barco do amor ele é o timoneiro. O samba novo tem melodia de sucesso, O samba velho já entrou em retrocesso. Afastem as mesas que o samba pede pressa, Sambar a vida alinha alma e vira festa. O samba novo tem início, meio e fim, Tem adereços, Colombina e arlequim. É Jerimum, macaxeira e sambacuim, É português, javanês e mandarim. O samba novo manda a tristeza passear, Cheio de marra faz o riso assobiar. É madrugada chegou a hora de acordar, Que sonho bom, quero sempre recordar. Élcio José Martins

Élcio José Martins DESEJO DA MULHER Ah! Se soubesse os desejos da mulher,
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Élcio José Martins DESEJO DA MULHER Ah! Se soubesse os desejos da mulher, Embebedaria de seu licor e comeria com colher. Amaria todas, não sobraria uma sequer, Daria a rosa mais bonita, não seria uma rosa qualquer. Dom Juan não quis ensinar, Como fez pra conquistar. Amou as mulheres mais belas, E como foi amado por elas! Será que era o traje que usava? Ou será que era o chapéu que portava? Será que era o dinheiro na poupança? Ou será que eram seu charme e sua elegância? O que a mulher deseja talvez seja pouco, Um punhado de carinho e um beijo rouco. Um abraço apertado e um sussurro louco, Nada é demais, que não seja tão pouco. Presentinhos quando ela menos espera, Elogiar sempre é a pimenta que tempera. Ao acordar sentir o cheiro do café na cama, Feito de forma especial por quem à ama. Escrever nas estrelas que ela é a mais brilhante, Que entre as pedras preciosas, ela é o diamante. Enche-la de joias, pérolas e ouro, Gritar ao mundo que essa mulher é o seu maior tesouro. Magra, corpo violão, Cortejada de montão. Deixa babando o marmanjão, Que não aprendeu como amar um mulherão. Casa na praia, Cavalo na raia, Barco no mar, Ainda sobra tempo para amar. Viagem à Europa no dia do aniversário, Jantar a luz de velas e show universitário. Colar de brilhantes e brinco de esmeralda, Curtir o luar na madrugada, sentados na calçada. Nada disso tem valor se faltar o amor, Falta de amor rima com rancor e dor. Dê à sua mulher o seu devido valor, Seja seu poeta, seu músico, seu cantor e seu maior admirador. Conquiste-a de noite e de dia, De manhã ao raiar do dia. Seja seu brilho, seja sua luminosa luz, Seja espelho, seja sua brisa, seja o seu cristal que reluz. Ame as mulheres, a família depende delas, Lute por seus direitos e faça tudo por elas. Não importa se são bonitas ou se são belas, Sempre alegrarão todas as cores em aquarelas. A mulher não quer muito, quer apenas o seu amor, Dê a ela seu jardim e a mais bela flor. Nada que ela faz, pede algo em pagamento, Faz tudo pelo amor e por seu contentamento. Élcio José Martins

Élcio José Martins O SONHO NÃO PODE ACABAR O templo edificado,
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Élcio José Martins O SONHO NÃO PODE ACABAR O templo edificado, De luta e suor sagrado, Extirpa nódoas do passado, Do teatro representado. A vida que descerra, A bandeira branca na terra, Corta o verde da serra, De sangue vermelho encerra. No teatro da ilusão, Faz poesia o coração. Encanto d’alma sem razão, Do cárcere sem prisão. Julga o júbilo ao avesso, Sem nome e endereço. Rasga seda de adereços, Das vindas e recomeços. A lua da madrugada, Rítmica e desvairada, De holofotes e camaradas, Das fronteiras desarmadas. Na construção do saber, Reluz um amanhecer. Anoitece no escurecer, Vislumbra o conhecer. Do pecado consumado, Do delírio rebuscado, Encanta a alma do famigerado, Brinda o brado redobrado. Chora o peito magoado, Do sentimento esmagado. Das promessas do passado, Aspas fechadas do cérebro brindado. Vem do sol a esperança, Do seu brilho a confiança, Do seu calor a temperança, De sua beleza a perseverança. Contrasta força e educação, Dá namoro solução e precisão. Enlace de poder e decisão, Lua de mel pedem os filhos da nação. Élcio José Martins

Élcio José Martins O MILAGRE ENVERNHONHADO No discurso venceu batalhas,
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Élcio José Martins O MILAGRE ENVERNHONHADO No discurso venceu batalhas, Venceu exércitos, escudos e muralhas. Prometeu cortar com lâminas e navalhas, Disfarçadamente transformou liberdades em cangalhas. A contra ditadura, Sempre cuspiu doçura. Jogou fora a formosura, Feriu a história da postura. O recado que era dado, Da lamúria e do humilhado, Escondeu que tinha lado, Quando o poder foi conquistado. A nação pediu clemência, Pediu o banho da decência. O contra ponto é a inocência, Dos que defendem a violência. Jogou fora a oportunidade, De ficar bem na posteridade. Destruiu a propriedade, Todo bem da sociedade. Descarrilou o bonde da história, Na algibeira o dinheiro da memória. O tempo da meia volta, Mais uma vez, sofre o filho da derrota. Nas linhas em branco foram escritas, Frases de efeito, ditas e reditas. Falam os verbos nos discursos que palpitas, Defender o caos soam coisas esquisitas. A verdade se consome na mentira, A aceitação se transforma em ira. No balão o cidadão ainda respira, A gastrite da nação bebe chá de sucupira. Hoje o enredo só mete medo, São Thomé não acredita no que é segredo. Somos filhos de um passado de degredo, Foram fortes as palavras de Figueiredo. Envenenou o rio das ilusões, Tropeçou no trotar dos alazões. Vendeu caro as promessas nos fundões, A mudança se dará bem distante dos canhões. A mudança não tardará, A fome da certeza acabará. A banda novamente vai tocar, O hino da vitória numa noite de luar. A alegria da cantiga se ouvirá, O coração tristonho alegrará. O sorriso ainda mais se abrirá, Desistir jamais. Temos um Brasil pra reconquistar. Élcio José Martins

Élcio José Martins SIMPLESMENTE MULHER Mãe, tia, avó,
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Élcio José Martins SIMPLESMENTE MULHER Mãe, tia, avó, Dama, esposa, bisavó. Amásia, amante, trisavó, Filha, neta, bisneta e outra que vier, Seu nome, simplesmente, MULHER. Oito de março, Dia de festa, de beijo e abraço. Hoje é seu dia, o ontem também foi, O amanhã também será. Não há dia, não há data que a ela não caberá. É origem, é meio, é final, É tempero, pitadas de sal. É razão, é paixão e emoção, Sexto sentido, escuta com o coração. Destemidas e decididas, Já foram perseguidas. Ganharam o primeiro round, Ninguém a conhece mais do que Drummond. Abriram novos caminhos, Eram sucos tornaram vinhos. Buscaram a maioridade, Ganharam a igualdade. As mulheres são cheias de graça, Tanto na terra quanto no céu. Salve Maria, Santa e fiel, Manto sagrado coberta do véu. Deus iniciou a construção, Criou primeiro, Eva e Adão. Deu às mulheres o poder da criação, Deu ao mundo uma nova geração. Às fêmeas, Deus fez a diferença, Crescei e multiplicai essa é a sentença. És tu o cimento e a cal da esperança, Da construção do ser e da sua semelhança. Cada um tem uma especial, A mãe, a esposa, outras tal. Quem não ama a mulher, Não reconhece a mãe sequer. Mulher, doce encantamento, Brilho no olhar, contentamento. Aliança no dedo, comprometimento, Véu e grinalda o grande acontecimento. As estradas são longas e estreitas, Na condução da vida são perfeitas. Nas curvas da virtude, caminham sem suspeitas, Perfumadas e sempre belas, escondem as receitas. Sobre o salto equilibram com elegância, Na luta nunca fogem da militância. Cuidam dá casa com grande maestria, Doam charme, inquietude e simpatia. Dos filhos cuidam de dia, À noite fazem do amor, eterna melodia. No trabalho já buscam ousadia, Ainda sofrem preconceitos, uma grande covardia. Virtuosas e vencedoras, Por Deus são protetoras. Amam pelo destino de amar, Estão na terra para o GADU representar. O mundo gira a seus pés, Não há desânimo mesmo ao revés. Não há lar sem seu olhar, Nem tristeza que a faz parar. É segura e sonhadora, Justa, honesta e trabalhadora. Nas indústrias, nas letras ou nas lavouras, Veio uma, vieram duas e muitas seguidoras. Protegem a quem amam, Suor e lágrimas são fluidos que acalmam. Não há dor e nem noites sem dormir, Que a façam desacreditar e desistir. No céu como na terra, A luz do sol a lua descerra. Mãe Maria junto aos anjos descansa, Esposa Regina a luz, a energia, a paz e a esperança. Gratidão não é palavrão, Não é raio e nem trovão. Obrigado mulheres da minha vida em comunhão, Fostes vós o sentido, o caminhar e a razão. Parabéns!... Élcio José Martins

Élcio José Martins POEMA DE AMOR Fazer poema sem falar de amor,
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Élcio José Martins POEMA DE AMOR Fazer poema sem falar de amor, É como a praia nos dias sem calor. Falar de amor cura no ser a dor, Eleva a alma e destempera o rancor. No jardim do amor, Rega com perfume à flor. Inspira o compositor, Traz luz e magia ao cantor. O amor é razão de tudo, É luva de veludo, É a cura do homem bruto, É a árvore que dá bom fruto. Sem amor não sei viver, Melhor seria morrer. É plantio pra ter o que colher, É ternura em cada amanhecer. Nasci sem pedir e sem querer, Vim do céu ou da noite de bem-querer. Beijo a lua ao anoitecer Espero o sol em cada amanhecer. Sou luz na escuridão da dor, Sou afeto no parto encantador. Sou a voz do animador, Sou o caminho na construção do amor. Na conquista sou jogador, Faço cantigas, sou cantador. Faço meu mundo velejador, Trago ao meu lado meu grande amor. No palco do desamor, Não tem aplauso nem ouvidor. Quem navega no mar do amor, Vive a vida com bom humor. É mais feliz quem ama, Na sala, na cozinha ou na cama. Cabeça erguida nunca reclama, Colhe o lírio que sai da lama. Sem amor o mundo pira, Rasga o pano e solta a tira. É o ato de amar que me inspira, Se o amor é brega, sou caipira. Élcio José Martins

Élcio José Martins GLADIADORES URBANOS É madrugada, hora de acordar,
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Élcio José Martins GLADIADORES URBANOS É madrugada, hora de acordar, Ainda tenho sono, tenho que levantar. Viro para o canto e durmo novamente, Acordo assustado ao toque do despertador gritante. Com um pulo saio da cama, Recordo a noite de um sonho bacana. A secretária já chegou e a mesa arrumou, Pão com manteiga, frutas, queijo e o café já preparou. Ainda de pijama, preparo-me para o banho, Ligo o chuveiro e logo me assanho. Escovo os dentes, sorriso brilhante, Fico bonito, fico meigo, fico galante. No quarto minha roupa me espera ansiosa, Camisa branca, calça preta e gravata verde e rosa. Ouço o samba da mangueira com a rima, verso e prosa, Com o seu samba na avenida sempre foi a mais formosa. Como os grandes gladiadores, me preparo para a batalha, Minha barba, serrada, faço ela com navalha. É hora de juntar meus pertences e minha tralha, Vou exercer a cidadania do homem que trabalha. Sapato, meia, calça, gravata, cinto e paletó, Tudo isto pra vestir um homem só. No criado-mudo aguardam os apetrechos, Pareço um carnavalesco preparando sua fantasia e seus adereços. Coloco a caneta no bolso, A correntinha no pescoço. Relógio no pulso para não esquecer a hora do almoço, Carteira com documentos para alguém me chamar de moço. O celular, utilitário que não pode faltar, A aliança no dedo para lembrar as juras no altar. Chave do carro e o cartão para estacionar, Dinheiro no bolso para o almoço pagar. Fecho a porta, entro no carro e ligo o motor, Ligo o ar pra diminuir o calor. Vejo se o documento está no porta-luvas, Dirijo com cuidado pela avenida sapetubas. Rezo no carro minha predileta oração, Agradeço pelo trabalho que traz paz ao coração. O trabalho é árduo, mas é sempre gratificante, É uma luta solitária onde sou desafiante. A tarefa tá apertada cumpra o prazo e não atrasas, É um voo as cegas de um pombo sem asas. Sou batalhador e cumpro minha obrigação, Minha empresa é minha casa e meu sustento, a ela tenho muita gratidão. Volto pra casa com o dever cumprido, Fiz meu dever como o sempre prometido. Desfaço de minha armadura, Curto a família com afeto e ternura. Nessa luta sempre fui um vencedor, Nada fiz por obrigação, tudo aconteceu com muito amor. Agradeço a Deus pela família e os amigos que me deu, Agora é hora de dormir porque o sono me venceu. Élcio José Martins

Élcio José Martins A MENTIRINHA BOA Qual é o poder da mentirinha?
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Élcio José Martins A MENTIRINHA BOA Qual é o poder da mentirinha? Ela é da sociedade, não é sua e nem é minha. Ela está em todo meio, Ninguém sabe de onde veio. Umas são covardes e maldosas, Outras, doces e amorosas. Uma mata, outra cura, Depende da cultura e da lisura. A mentira é o contrário da fofoca, A fofoca é verdade doente que estoca, Faz doer, deixa encrenca pra valer, Traz angústia, tristeza e padecer. A verdade pode ser boa, Mas pode não ser! A verdade pode doer, Mas às vezes tem que dizer. Nem sempre a verdade é boa. Ela pode doer muito. E à toa. Esconder de algo insano, É, com certeza, um ato humano. O próprio relacionamento É feito de mentiras e omissões. As verdades são balas de canhões, E as mentirinhas, balas de paixões. Como estou? Você está linda! Nossa! Fulano falou muito bem de você. Mas aquela fulana tá chick hein!!! Nem me fala! E aquele ...? Assim é a vida. Todos, de uma maneira ou de outra, Escondem e se escondem, Para que as amizades permaneçam... A educação nada mais é do que adaptar-se. Aprender truques e fazer meandros. Tolerar e aceitar o outro como ele é, Mesmo com a vontade de mandar para aquele lugar... Contar até mil. Pensar, pensar e harmonizar, Dizer palavras doces e meigas, amenizar. Brigas jamais, apaziguar. Um beijo na face para o encontro triunfar. Existem as mentiras que trazem prejuízo, São verdades ocultadas pelo medo do guizo. Medo de como o outro agirá, Melhor escondê-la porque já sabe o que virá. Fuja das mentirinhas interesseiras, São de pessoas delicadas, meigas e açucaradas, Mas o interesse é uma rasteira, São escoladas, treinadas e mascaradas. Existem as mentiras que trazem prejuízo, São verdades ocultadas pelo medo e juízo. Medo de como o outro agirá, Melhor escondê-la porque já sabe o que virá. Se puder evitá-las, melhor será, Se não puder evitá-las, seu coração que te dirá. O importante é um coração contentar, Ver um sorriso e uma face se alegrar. Élcio José Martins

Élcio José Martins LIBERDADE! LIBERDADE! LIBERDADE! Quero uma
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Élcio José Martins LIBERDADE! LIBERDADE! LIBERDADE! Quero uma Quero a Liberdade de escolha, Quero a escolha da liberdade. Não quero a régua da obrigatoriedade, Por aqueles que se dizem os donos da verdade. Quero que me ensinem a ler, Mas nunca o que devo ler. Quero que me ensine ser, Mas nunca me dizer o que fazer. Quero sapatos com laços, Sempre andar com meus passos. Na escola quero conhecimento, Ideologia cabe ao meu discernimento. Quero livros que separem o bem do mal, Acender vela com a proteção do castiçal. Aprender bem a lição, Comer meu pão com o poder da minha mão. Poder comprar e produzir, E ter coragem pra fazer. Ter saúde pra comer, Sempre ter por merecer. Não quero troca de favores interesseiros, No bonde da história, viajantes e passageiros. Andar no vagão de preferência, Ser educado e a Deus pedir licença. Respeitar hierarquias, Abominar deboches e anarquias. Leis que protegem o coletivo, Rechaçar o poder mais abusivo. Que o País vire Nação, Acabe com o poder da corrupção. Prenda os larápios de ocasião, Elimine o político enganação. Liberdade quero como vizinha, Como o cardápio do chef de cozinha. Faces rubras e felizes, Erros apenas por deslizes. Chico disse que amanhã vai ser outro dia, No verso codificado escondeu o que pretendia. Quem manda quer o direito da partilha, Fechou em submarino e lacrou a escotilha. Aprender falar, Mas não o que falar. Aprender andar, Mas não pra que lado andar. Quero infância sadia, Ao lado da mãe, do pai e da tia. Quero o direito da família decidir, Quais os caminhos deve o filho seguir. Liberdade! Liberdade! Liberdade! Sem discurso barato e muita sinceridade. Liberdade! Liberdade! Liberdade! Dançando cidadania e plantando dignidade. Élcio José Martins

Élcio José Martins A INTERROGAÇÃO DA CURVA O que tem depois da curva?
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Élcio José Martins A INTERROGAÇÃO DA CURVA O que tem depois da curva? Pode ser o monstro que uiva, Ou o santo que cuida. É São Cristóvão que ajuda. A interrogação persiste, No medo que existe. Não tem regra nem palpite, E nem Lei que eu acredite. O que tem de lá, Não pode ser o que tem de cá. De cá é o que conheço, De lá virá o que mereço. Rezo a reza, rezo o terço, Vida longa que eu mereço. Tempo de ida e recomeço, Vejo a curva pelo avesso. Interrogo o tempo, Interrogo o maestro do tempo. Perco a hora, perco o tempo, Faço contas, quero mais tempo. Curva leve a acentuada, Com descida e encruzilhada. Estrada da vida transitada, Pelo amor e a intolerância malvada. Pequenos automóveis na estrada, Cruzam carretas desgovernadas. Estradas esburacadas, Ceifam vidas estruturadas. Vem o medo e some o riso, Irresponsabilidade sem juízo. Na placa tem o aviso, Seu freio é seu paraíso. Mas na curva da ilusão, Tem caminho e direção. Afoga as mágoas da emoção, Tem o amor que acelera o coração. O câmbio que muda a idade, Troca marchas de sonhos e saudades. Quinta marcha dos Casebres de bondade, Pede a ré os rincões da falsidade. Mas tem a curva da fé, Homens justos ficam de pé. Foi Maria e foi José na manjedoura de sapé, Que deu ao universo Jesus de Nazaré. Élcio José Martins

Élcio José Martins A MENTIRINHA BOA Qual é o poder da mentirinha?
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Élcio José Martins A MENTIRINHA BOA Qual é o poder da mentirinha? Ela é da sociedade, não é sua e nem é minha. Ela está em todo meio, Ninguém sabe de onde veio. Umas são covardes e maldosas, Outras, doces e amorosas. Uma mata, outra cura, Depende da cultura e da lisura. A mentira é o contrário da fofoca, A fofoca é verdade doente que estoca, Faz doer, deixa encrenca pra valer, Traz angústia, tristeza e padecer. A verdade pode ser boa, Mas pode não ser! A verdade pode doer, Mas às vezes tem que dizer. Nem sempre a verdade é boa. Ela pode doer muito. E à toa. Esconder de algo insano, É, com certeza, um ato humano. O próprio relacionamento É feito de mentiras e omissões. As verdades são balas de canhões, E as mentirinhas, balas de paixões. Como estou? Você está linda! Nossa! Fulano falou muito bem de você. Mas aquela fulana tá chick hein!!! Nem me fala! E aquele ...? Assim é a vida. Todos, de uma maneira ou de outra, Escondem e se escondem, Para que as amizades permaneçam... A educação nada mais é do que adaptar-se. Aprender truques e fazer meandros. Tolerar e aceitar o outro como ele é, Mesmo com a vontade de mandar para aquele lugar... Contar até mil. Pensar, pensar e harmonizar, Dizer palavras doces e meigas, amenizar. Brigas jamais, apaziguar. Um beijo na face para o encontro triunfar. Existem as mentiras que trazem prejuízo, São verdades ocultadas pelo medo do guizo. Medo de como o outro agirá, Melhor escondê-la porque já sabe o que virá. Fuja das mentirinhas interesseiras, São de pessoas delicadas, meigas e açucaradas, Mas o interesse é uma rasteira, São escoladas, treinadas e mascaradas. Existem as mentiras que trazem prejuízo, São verdades ocultadas pelo medo e juízo. Medo de como o outro agirá, Melhor escondê-la porque já sabe o que virá. Se puder evitá-las, melhor será, Se não puder evitá-las, seu coração que te dirá. O importante é um coração contentar, Ver um sorriso e uma face se alegrar. Élcio José Martins

Élcio José Martins A ROSA Esta rosa é poderosa,
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Élcio José Martins A ROSA Esta rosa é poderosa, Tá por cima toda prosa. Dois dedinhos de prosa, Faz a conversa ser gostosa. Já foi cupido do amor, Já foi a cura da dor. Já foi loucura de amor, Já foi o despertar de um grande amor. A mais bela de todas, Embora não aceites. Enfeita bailes e bodas, É a rainha dos enfeites. A cor já não importa, Seu perfume o amor transporta. Sua pétala é pluma leve, É a beleza do cair da neve. Flor dos amantes, De jardins, vales e montes. De palácios exuberantes, De amores inebriantes. Tem ternura feminina, E jeito de menina, Tem o olhar que fascina E sorriso que contamina. Tem na cor sua beleza, Um aspecto de riqueza. Seu lugar na natureza É primeiro com certeza. O jardim esta florido, Sorriso largo e definido. O buquê de alarido, Fez o amor mais aguerrido. É remédio que acalenta, É doçura que contenta. É perdão que a alma alcança, É a paz e a esperança. Élcio José Martins

Élcio José Martins LEITE QUENTE Leite quente dói o dente e
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Élcio José Martins LEITE QUENTE Leite quente dói o dente e Queima a língua da gente. Com chocolate é um presente, Leva o frio e afaga a mente. O sabor do leite quente, Tem um jeito eloquente. Abre um sorriso sorridente, Tem o vício da aguardente. Leite quente é diferente, Difere enormemente, Do dialeto falado normalmente, Vem do sul a palavra cantada contente. De cor branca e puramente, Faz viver o ser nascente. É calma no frio cantante, Com chocolate faz a gente mais elegante. Vem da brasa e do fogo quente, Vem da dádiva do peito latente. Para não ser uma mãe negligente, Nutrirás seu filho com afeto e leite quente. Élcio José Martins

Élcio José Martins FAMÍLIA Família tem contorno de ilha,
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Élcio José Martins FAMÍLIA Família tem contorno de ilha, De avó, de mãe e de filha. Tem o pão e o amor que compartilha, Tem lição e instrução de cartilha. A família é o esteio, É o início, o fim e o meio. É a avó com o coração cheio, É o avô com as brincadeiras de recreio. Família é a razão da vida, Calma, suave ou atrevida. É só perdão mesmo em bola dividida, Só desiste dos seus, quando termina a partida. É a rosa mesmo que o espinho doa, É o calor mesmo ao tempo e na garoa. Mesmo longe segue na proa, Tem família severa e aquela que ri à toa. Família é segurança, É o ritmo da dança. É a fé e a esperança, É o sorriso e a alegria da criança. Família é porto seguro, É a liberdade cercada de muro. É o verde fruto maduro, É o amor latente, eu juro. Família é o remédio e a cura, É o ornamento de ternura. É o médico que afasta o tédio. É o lar, não importa o tamanho do prédio. Família é a busca no aperto, Na discórdia, no erro ou no acerto. É a melodia do concerto, É o símbolo que não precisa de conserto. É a calmaria nas temidas tempestades, É o amor no ceio das maldades. É o entender das tenras falsidades, É o afagar dos sonhos, dinamitando as vaidades. Fujo, corro e escondo, Pra mim, sou um estrondo. Mas quando nada sai redondo, É na família que acabo me recompondo. Família é o astro que brilha, É a lar recheado da mobília. É a alegria dos pássaros cantarolando, É raiz, é vida, É DEUS que está provando. Élcio José Martins

Élcio José Martins O DESCARTE DE UMA VIDA Nasceu na fazenda Descarte.
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Élcio José Martins O DESCARTE DE UMA VIDA Nasceu na fazenda Descarte. Seus avós moraram lá. Seus pais da Europa pra cá, Sua esposa também se instalou lá. Na lida do campo foi campeão, Cultivou o alimento do patrão. Café, cana, arroz, feijão, Tudo teve seu amor e os calos de sua mão. Madrugada, já estava na lida, O orvalho molhava sua pele cuspida. Suor e lágrimas vendidas, Pra levar o pão à família construída. O trabalho era pesado, Anos e anos de um tempo apagado. Por certo tempo ainda teve respaldo, Valeu da força e seu suor sagrado. Mas nem tudo é permanente, Sol nascente e sol poente, Sorriso sorridente, E lágrimas descontentes. Como um animal para o descarte, Que o tempo apagou sem arte. Na fileira para o abate, Triste espera de quem o remate. Aposentadoria de pobre, Apesar do tempo nobre. Vê na família o desamparo, O máximo que pode é um três no baralho. A demissão cortou na carne, Perdeu a classe pelo desarme. A tristeza nas linhas da idade, Vê no retrovisor os rastros de maldade. Élcio José Martins

Élcio José Martins CLUB RECREATIVO E ESPORTIVO DE GUARANÉSIA -CREG - 100 ANOS - (17/04/1917 -17/04/2017) 17/04/1917 a pedra fundamental era plantada,
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Élcio José Martins CLUB RECREATIVO E ESPORTIVO DE GUARANÉSIA -CREG - 100 ANOS - (17/04/1917 -17/04/2017) 17/04/1917 a pedra fundamental era plantada, Praça Dona Sinhá seu endereço e sua morada. Um sonho de outrora se realizou, Bem cedo à sociedade conquistou. Cem anos perpassaram, Causos e amores por lá passaram. Muitos filhos também geraram, Grandes orquestras os dançarinos animaram. Foi local de grandes encontros alusivos, Famoso pela organização dos eventos festivos. Local de disciplina, respeito e fascinação, Grandes homens de respeito participaram de sua gestão. É guardado a sete chaves bem dentro do coração, Foi palco de alegria, nostalgia e emoção, É orgulho da cidade por manter a tradição, Por anos a fio cumpriu sua missão. Seu espaço tem beleza de Raiz, Charlatão não metia o nariz. Abençoado pelos santos da matriz, Recebeu a água benta dos jatos do chafariz. O cafezinho preparado todo dia, Feito com esmero e simpatia. Construído na mais fina harmonia, Palco da dança, da musica e da poesia. Cem anos de história, Cem anos de glória. Um livro escrito em cada coração, Fez sua história como um grande anfitrião. Também teve percalços, Vestiu Luis XV e chegou ficar descalço. Uma mancha em sua história, Sorte que foi atitude provisória. Fica a saudade. Realização dos sonhos, Quiçá mais cem anos risonhos. Novas mãos, novos gestores, Mesma crença, mesmos santos protetores. Élcio José Martins