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Frases de ElcioJose

227 frases

Élcio José Martins PAI Pai nosso que estás no céu,
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Élcio José Martins PAI Pai nosso que estás no céu, E na terra sob o véu. Presenteia-me com o troféu, Sou declamador, sou menestrel. Declamo alto seu nome, De um amor que me consome. Carrego no peito incólume, Seu brilho e codinome. Fruto espermático, Do prazer orgástico. Frissom lunático, Do êxtase enigmático. Das vindas e bem vindas, Tu não sabes ainda. Foste tu meu leme e meu rumo, Foste tu a matriz, eu sou o resumo. Das lições bem dirigidas, De respostas arguidas, Deste-me guarida, Fez-me homem nessa vida Seu tempo foi meu tempo, Nem que tinha contratempo. Deste-me a força, o amor e o carinho, Fizeste meu cenário e meu ninho. Compreendo o esforço outrora, Não dei valor fiquei por fora. Só percebi agora, Quão grande é esse amor que aflora. Das repreensões recebidas, Às vezes dolorida, Foi apoio na subida, De uma alma distraída. Pai, ser seu filho é um orgulho, Pra defender seu nome eu juro, No rio com piranhas mergulho, Ando em espinhos e descalço em pedregulho. Obrigado pelo abraço e afeto, É um exemplo pra seu neto. O amor que não te dei à época, Hoje o meu coração te hipoteca. Sem tu não viveria, Nem viver atreveria. Pois com sua maestria, Me deste a alegria. Me deste o mundo e um pouco mais, Me deste o amor dos animais. Fez-me poesia de seu amor, Cantou meu sorriso e sofreu a minha dor. No jardim você é a flor, Na escola é o professor. Na família o genitor, E de Deus o sucessor. Obrigado pai, por tudo que errei, Obrigado pai, pelo pouco que retornei. Mas agora que cresci eu sei, Sempre, sempre, muito e muito te amei. Élcio José Martins

Élcio José Martins A INCENSATEZ DO NADA A vida atribulada,
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Élcio José Martins A INCENSATEZ DO NADA A vida atribulada, Meio atrapalhada, Mesmo toda governada, Fica algo pra outra jornada. Pra tudo falta um fim, Tiro de festim, Lâmpada de Aladim, Aspirante com espadim. Tempero sem sal, Ego do bem e de mal. Escada em espiral, Lapso temporal. Cheiro de relva seca, Cozinha sem receita, Febre de maleita, À espera da colheita. Juízo sem juízo, Lábios, boca e sorriso, Jardins do paraíso, Lágrimas de sobre aviso. Busca de algo, será o quê? Sem resposta, qual o porquê? Mas tudo teima em querer, Quer um novo caminho a percorrer. Poeira levantada, Berros da manada, Camisa suada, Pedras na calçada. Porta estreita e selada, Desvios de encruzilhadas, Doutrinas empilhadas, Vestes esfarrapadas. Honestidades descarrilhadas, Nádegas sem palmadas, Cócegas de risadas, Mandatários de privadas. O brio sem brilho, Egos afiados no esmerilho, Dedos firmes no gatilho, Pátria mãe perdeu seu filho. Águas turvas da incerteza, Contar notas com destreza, Cueca perdeu nobreza, Virou baú da esperteza. Élcio José Martins

Élcio José Martins Era uma vez um BANQUINHO Era pequeno, hoje é grande,
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Élcio José Martins Era uma vez um BANQUINHO Era pequeno, hoje é grande, Era mero coadjuvante. Nasceu e prosperou, Cresceu e multiplicou. Muitos por lá passaram, Suas marcas deixaram. De uma promessa distante, Fizeram dele um gigante. Na terra fértil foi semeado, Desde cedo foi muito amado. Colheu o fruto dourado, Na ordenha e no roçado. Dizem que um certo Roberto, Com um grupo forte por perto, Transformou o que era incerto, Fez acontecer, deu certo. Com a bússola do futuro, Fez do verde, fruto maduro. Adquiriu maioridade, É o orgulho da cidade. Vislumbraram naquele tempo Que ele era a solução. Na chuva ou no relento, Deu vida a produção. Mas sempre namorou Uma moça nova apaixonou. Do casamento que realizou Muitos filhos com ela gerou. Ruralcredi iniciou, Sicoob se transformou; Credinter se tornou, O futuro? Já sei quem sou. Hoje tem casa e tem morada, Não precisa mais de mesada. Cresceu forte com postura Do relento à cobertura. As cifras multiplicaram, Dividendos somaram. Deu luz aos que sonharam, O que hoje conquistaram. Hoje é realidade, No campo e na cidade. Deu guarida à mocidade, Melhorando a sociedade. Rogo aos Padres e Pastores, Peço aos Santos protetores, Que dê vida aos seus gestores. Esses árduos lutadores. Santa Bárbara abençoou, O canoas batizou. Pássaro da Ilha encantou, Com as sementes que semeou. Cresceu e fortificou, Trabalhou e acreditou. O que era sonho realizou, Toda luta justificou. O limite o céu alcança, A todos trouxe esperança. Desta casa de fomento, Levar à mesa o alimento. Nesta manhã que irradia Cumprimento colaboradores e diretoria. Comemorando 25 anos de história Merecem os rojões da vitória. Parabéns!.... Élcio José Martins

Élcio José Martins CONSTRUTOR DO AMOR Sou o amor em cada pétala de flor
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Élcio José Martins CONSTRUTOR DO AMOR Sou o amor em cada pétala de flor Sou o amor naquele que dá amor. Sou o amor que traz a esperança, Sou o amor no sorriso de uma criança. Sou o amor no orvalho da manhã, Sou o amor que enobrece a campeã. Sou o amor na rima e na canção, Sou o amor que dá luz ao coração. Sou o amor nos poemas de verão, Sou o amor na mão de quem dá o pão. Sou o amor de Jesus anfitrião, Sou o amor na igreja, no casebre e na mansão. Sou o amor que caminha ao seu lado, Sou o amor combatendo o pecado. Sou o amor em cada refeição, Sou o amor em toda ocasião. Sou amor que abre a porta e a janela, Sou o amor na cidade e na favela. Sou o amor da bíblia e do alcorão, Sou o amor em toda religião. Sou o amor no verde da floresta, Sou o amor nas noites de seresta. Sou o amor no leito dos hospitais, Sou o amor das pessoas especiais. Sou o amor no mar a navegar, Sou o amor no avião a decolar. Sou o amor no plantio e na colheita, Sou o amor até em quem não me aceita. Sou o amor naquele que me procura, Sou o amor na mão que cura. Sou o amor em cada coração, Sou o amor que traz a inspiração. Sou o amor na busca do perdão, Sou o amor no amor e na paixão, Sou o amor da família e do irmão, Sou o amor na razão e na emoção. Sou o amor no lar dos idosos, Sou o amor dos cuidadores generosos, Sou a amor em cada decisão, Sou o amor na oração e comunhão. Sou o amor que pede proteção, Sou o amor que pede união, Sou o amor que pede compaixão, Sou o amor que pede compreensão. Sou o amor dos santos, Sou o amor dos encantos. Sou o amor dos sonhos, Sou o amor dos risonhos. Sou o amor da liberdade, igualdade e fraternidade, Sou o amor da bondade e da caridade. Sou o amor da justiça e da lealdade, Sou o amor pra salvar a humanidade. Sou o amor na rima do compositor, Sou o amor na voz do cantor. Sou o amor na oração do padre e do pastor, EU SOU O CONSTRUTOR DO AMOR. Élcio José Martins

Élcio José Martins ESTAMOS EM VIAGEM Estamos em viagem. Estamos no trem. Entra passageiro, sai passageiro. O maquinista é exigente. O bilheteiro é chato. O gerente é bravo e pouco cortês. A viagem continua... Novos passageiros, novos gerentes, novos instrutores. Os guardas de p…
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Élcio José Martins ESTAMOS EM VIAGEM Estamos em viagem. Estamos no trem. Entra passageiro, sai passageiro. O maquinista é exigente. O bilheteiro é chato. O gerente é bravo e pouco cortês. A viagem continua... Novos passageiros, novos gerentes, novos instrutores. Os guardas de plantão não perdoam. A equipe ta tensa, mas a viagem tem que continuar. O preço tá alto. A comida tá cara, quem sabe vai um por fora. Tudo caro e o retorno ruim. O maquinista tá louco da mente, mente. A locomotiva falha, o trem balança, os passageiros se atormentam. Os trilhos velhos, usados, viciados, direcionam a locomotiva por caminhos tortuosos. Sem freio, caminha na direção do caos. Ninguém sabe onde vai parar. Dizem que depois da tempestade vem a bonança. Será? Há luz no fim do túnel. Cadê o túnel, não está ao alcance ainda. Pode haver esperança. À frente o clima pode mudar. Ai, tudo muda, tudo pode se encaixar novamente. Ávidos da felicidade, esperamos um amanhã sem dor e sem vela. A estação pode florir novamente. A ajuda mútua se faz necessária. Com o frio há a necessidade de um aquecer o outro. No calor há a necessidade do distanciamento e da roupa fresca, do banho frio e da bebida gelada. A alegria voltará. Cantaremos novamente. Acreditaremos novamente. Voltará o direito de, quando anoitecer, curtir a beleza das estrelas, dos poemas ao luar e da poesia dos amantes. E a viagem caminha para um destino desconhecido. Que ela seja bela, doce, florida e Calorosa. Cada um viaja na estação de sua preferência. Boa viagem... Élcio José Martins

Élcio José Martins GUARANÉSIA Essa cidade já foi contada em verso, prosa e canção,
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Élcio José Martins GUARANÉSIA Essa cidade já foi contada em verso, prosa e canção, Sua semente já colheu muitos frutos pra nação. Sempre foi um marco na cultura e educação, Tem teatro de alto nível e carnaval para o povão. O rio canoas beijou a sua face, Pássaro da ilha disse me abrace. Sua história é rica como ouro, Seus filhos a beleza do beija-flor-besouro. Rio canoas já foi capivaras, Tinham pássaros em revoadas, sabiás, canarinhos e araras. Animais os mais diversos e espécimes raras, Todos vivendo livremente, sem gaiolas, sem currais, quem dera haras. O seu primeiro nome que até hoje ecoa, Tem referência ao emigrante José Maria Ulhoa. À margem do Rio canoas seu nome entoas, Batizado em suas águas como Santa Bárbara das Canoas. Próximo à sua moradia uma capela construiu, Por devoção à Santa Bárbara seu nome atribuiu. Por desígnios da divina providência um fato ocorreu, Um milagre de Santa Bárbara um homem protegeu. Na derrubada da mata um grande tronco cairia, Um pobre homem que ali estava certamente atingiria. Santa Bárbara protetora esse homem salvaria, As raízes de uma árvore desse tronco, livraria, Seus companheiros murmuraram Milagre! Milagre! Milagre!..., Santa Bárbara o salvou. Isso foi Milagre!..., Num instante tudo silenciou, e, trêmulos de emoção, Escolheram Santa Bárbara como a Santa do coração. José Martins e Manoel Fernandes Varanda, impressionados, resolveram doar, O terreno à capela para nele um povoado edificar. Viajantes e mascates eram seus visitantes, De joias a escravos eram eles comerciantes. Em 1838, como prêmio, distrito se tornou, Distrito de Paz de Santa Bárbara das Canoas denominou. Subordinou-se ao termo de São Carlos de Jacui, Foi jurisdicionado à comarca de Sapucaí. Em 16 de setembro de 1901 o município foi criado, Denominado Guaranésia pra criar o seu legado. Significa pássaro da ilha um pássaro encantado, Da tríade de escolha ele foi o selecionado. Gardênia e Tavarésia foram os outros relacionados, São nomes especiais que até hoje são lembrados. Santa Bárbara das Canoas, Gardênia e Tavarésia, Marcaram a linda história da querida Guaranésia. Já foi estrada real, já teve trem de ferro e até avião, Tinha casa bancária, comércio de arroz, milho e feijão. Chora a velha estação sem locomotiva e sem vagão, Que embarcou amores e riquezas para toda região. Cidade de famílias nobres de muita tradição, Grandes comerciantes desde a sua criação. Professores renomados percorreram a nação, Levando conhecimentos na cidade e no sertão. Tem a cana, o álcool e o algodão, Café é a maior exploração. Tem panos de prato, cabines e mangueiras, Secos e molhados, tijolos e madeiras. Santa Margarida marca a história da cidade, Fez parte do progresso desde a sua mocidade. Foi a mãe da indústria têxtil tecendo a humildade, Teceu o cidadão, deu guarida, deu o pão e muita dignidade. As casas bancárias se multiplicaram, As indústrias se transformaram. As escolas recebem o reconhecimento, Pelo alimento do intelecto e a costura do conhecimento. Aqui se faz justiça, abre caminho, Nossos velhinhos afeto e carinho, Os especiais sonhos e esperança, Nossas crianças cidadania e confiança. Esta cidade tem portas abertas, Não tem demandas, exagera nas ofertas. Recebe seus novos cidadãos com a alma e o coração, Aqui não tem origem, não tem cor, não tem separação. Guaranésia tem sua história, Seu povo boa memória. Não perde o trem da saudade, pois sabe quem faz a hora, Já foi mocinha hoje é uma grande e bela senhora. Viva Guaranésia das manhãs orvalhadas, De estradas de terra que hoje foram asfaltadas. Do menino de pé no chão, sem agasalho e sem tostão, Do cinema, do jardim, e do namoro, pegar na mão. Do Lions Clube a Fernando Osório, Da igreja, Monsenhor Grella e o santuário. Santa Casa a equipe de prontidão, Dos atletas campeões da famosa geração. Fica um pouco de saudade, Mas firme na realidade. Nossa cidade se tornou, Tudo aquilo que seu povo um dia semeou. Élcio José Martins

Élcio José Martins 08/MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER Oito de março, data legal,
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Élcio José Martins 08/MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER Oito de março, data legal, Uma marca social, Já preparado o cerimonial, Pra comemorar um dia especial. É dia da mulher que canta, Da mulher que encanta. Tem uma que é santa, O poder mais alto de levanta. Esta mulher há tempos sofrida, Mesmo com luta aguerrida, Mil anos perseguida, Aos poucos ganha guarida. O tempo passou, Uma ou outra emancipou. Um novo rumo norteou, Veio da vitória que o sutiã conquistou. A luta feminina, Já vem de menina. O direito determina, Maria da Penha incrimina. Ainda falta respeito, Ainda falta direito. Ainda há preconceito, Mas só ela sabe fazer bem feito. É dona de casa, Mãe e gestora, Estudante e professora, Sempre uma grande lutadora. Passa fome para o filho comer, Martiriza-se, se o filho adoecer. Nunca foi de esmorecer, É luta diária do amanhecer ao anoitecer. Fica sem dormir até o filho chegar, Prepara com amor o almoço e o jantar, Balança o berço com cantigas de ninar, Chora sozinha nunca é de lastimar. Parabéns mulher guerreira, Seja casada, amante ou solteira. Parabéns você mulher altaneira, És primeira, nem segunda e nem terceira. Oito de março apenas marca a lembrança, De um tempo sem esperança. Hoje já há direito e confiança, Quiçá o único baile seja a alegria da dança. FELIZ DIA INTERNACIONAL DE TODAS AS MULHERES! Élcio José Martins

Élcio José Martins A ESCOLHA Não é fácil escolher
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Élcio José Martins A ESCOLHA Não é fácil escolher Quando lados pode ter. É a conjugação do ter, Com a conjugação do ser. Não é fácil escolher Quando lados pode ter. É o ganho pra enriquecer, Ou o trabalho pra viver. Não é fácil escolher Quando lados pode ter. Do carro novo na garagem, Ou o busto de mármore da minha imagem. Não é fácil escolher Quando lados pode ter. Do sonho do diploma universitário, Ou a ignorância do homem solitário. Não é fácil escolher Quando lados pode ter. Da alegria do sonho conquistado, Ou a tristeza do projeto renegado. Não é fácil escolher Quando lados pode ter. Da vontade de vencer na profissão, Ou ceder aos desígnios da paixão. Não é fácil escolher Quando lados pode ter. Da luta do cumprimento do dever, Ou caminhar no vício do prazer. Não é fácil escolher Quando lados pode ter. Da construção de um novo amanhecer, Ou a inveja que dilacera e faz doer. Não é fácil escolher Quando lados pode ter. Do trabalho que trás cidadania, Ou o descaso e a busca da arrelia. Os dois lados da escolha, Tá de dentro ou de fora da rolha. Um é claro como a beleza da flor, O outro desconhecido há que busque o seu valor. Da preguiça ou da falta de iniciativa, Andar sozinho e dispensar a comitiva. Fugir da vida laboriosa e ativa, Destruir a terra daquele que cultiva. A escolha pode ter dor e sofrimento, Mas pode trazer a paz e o adubo do crescimento. Tem a escolha carregada de egoísmo, Ou a escolha da luz do iluminismo. Tem a escolha da partilha e compartilhamento, Ou a escolha da negação carregada de sofrimento. Ou escolho o aprimoramento e o conhecimento, Ou me desmancho nas lágrimas amargas do lamento. Só eu tenho o poder da minha escolha, De cuidar ou arrancar da árvore a sua folha. De cuidar do jardim e cultivar a flor, Ou me embriagar justificando a minha dor. Mesmo sabendo que nada é fácil, Desde a época de Dom Pedro e Bonifácio. Minha obrigação é cumprir o meu papel, Preparando na terra o difícil caminho do céu. Nada vem por queda livre, Cada um de algum modo sobrevive. O governo às vezes anda na contra mão, Trabalhar e construir, o papel do cidadão. Élcio José Martins

Élcio José Martins ACABOU O CARNAVAL Acabou o carnaval,
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Élcio José Martins ACABOU O CARNAVAL Acabou o carnaval, No interior e na Capital. Alegria geral, Para o folião e o normal. Acabou o carnaval, De fantasias e fio dental. Vai pra caixa o pedestal, Fecha a cortina no seu final. Acabou o carnaval, Fica a ressaca colossal. Da bebida, passar mal, E de uma lembrança sentimental Acabou o carnaval, Deixa o cheiro de curral, Do recado social, Para o Governo maioral. Acabou o carnaval, Segue o rio o seu canal, Tudo volta ao normal, Na indústria e no canavial. Acabou o carnaval, Tudo tem o seu final. Pra quem soube aproveitar, tudo ficou legal, Pra quem não soube, fica uma lição especial. Acabou o carnaval. Do sorriso e alto astral. É cultura nacional, Tradição e coisa e tal. Acabou o carnaval, De Crenças, Deuses e festival. Acabou o carnaval, Onde o povo é maioral. Acabou o carnaval, O sonrisal e o anticoncepcional. Nove meses e a espera final, Antecipado, vem o presente de Natal. Acabou o carnaval!!!.... Élcio José Martins

Élcio José Martins Atos e Distratos A regra num mundo sem regra,
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Élcio José Martins Atos e Distratos A regra num mundo sem regra, Tem regra quem faz a regra, Segue a regra quem não tem regra, Foge da regra o contra regra. A teoria que me deste, Do caminho que me fizeste. Curvas e retas em teste, Jardim de sonhos floresce. Dos atos e formatos firmados, Vestes de farrapos ornamentados. Pérolas aos porcos trocados, Lanternas nos porões iluminados. Penso se existo de fato, Soltura de rojões de artefatos. Barulhos vendidos baratos, Templos de rimas e boatos. Na construção do tempo, Perde o tempo quem é lento. Pobre do crente que acredita. Da cachaça do milagre que palpita. Dos distratos construídos, Dos discursos rasos e falidos, Pequenos sonhos permitidos, Nas promessas nos rincões dos desvalidos. Jogo o jogo da ilusão, Egos e planos, sensação. No tempero sem esmero e emoção, Destempera a melodia da canção. Encontros e desencontros casuísticos, Nascimento lúdico de dons artísticos. Vende o céu com as estrelas mais brilhantes, Bussola e GPS aos felizes navegantes. Nos caminhos de andantes errantes, De virtudes raras e distantes, Fere a narrativa dos contratos vibrantes, Distrai o medo do soneto dissonante. A teoria que arrepia, É água que corre na pia. Some rápida e rasteira, Escondendo o rancor da sujeira. Sem mão e contra mão, Cada um com seu sermão, Corre solto o palavrão, Da distraída educação. Fica um gole de esperança, Lá no amor de uma criança. Fugir da regra e cair na dança, Tudo é igual, tudo é mera semelhança. Élcio José Martins

Despedida sem ida, Élcio José Martins Dos caminhos percorridos,
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Despedida sem ida, Élcio José Martins Dos caminhos percorridos, Às vezes distraídos, Soluços deveras atrevidos, Laços de amores construídos. Do nascer e crescer, As mãos a aquecer. Um coração a compreender, O que a vida fez-me ver. À noite antes de dormir, Beijo na face e com o cobertor cobrir. E de um afago me permitir, Receber o riso do seu sorrir, O berço que balança, Uma alma de criança. Vem no ritmo da dança, O amor, o carinho e a esperança. Como uma flor que cresce, No meu jardim floresce. É um anjo do céu que desce, Num coração que aquiesce. O tempo me deu rasteira, Já longe da mamadeira. Cresceu linda e faceira, Quer agora deixar de ser solteira. Do nosso amor vivido, Desse tempo bem provido, De um amor bem resolvido, Sou um orgulhoso assumido. Filha! Siga agora o seu caminho, Mas não esqueça o seu ninho. Aqui sempre terá o amor e o carinho, Quiçá que venha um netinho. Não perdi uma filha, ganhei um novo filho, É uma nova família que do meu amor compartilho. É a pureza d’alma que partilho, Pinceladas de verniz pra iluminar o brilho. Minhas lágrimas são de alegria, Elevo-me alto nessa alegoria. É como uma carta de alforria, Dividir com todos, nossos momentos de nostalgia. É um voo com asas de sonhos, Noites afins com sorrisos risonhos. Lágrimas e soluço tristonho, É uma ovelhinha que deixa o seu rebanho. Fica a alegria da terra cultivada, Da bela semente semeada. Uma colheita premiada, Veio ao mundo pra ser amada. A saudade já faz doer, Como fazer o coração entender! Uma nova vida vai renascer, É muito amor pra tudo isto acontecer. Vai! Volte quando puder e quiser, Estaremos aqui para o que der e vier. Desfrute, grite, cante, dance mesmo se não souber, A alegria não pede nada, nem um centavo sequer. Voe nas asas da imaginação, Ande pelas veias do coração. Navegue pelos rios da emoção, Valorize cada passo dessa linda união. Receba meus filhos o abraço de gratidão, É um pai feliz que sempre estenderá a mão. Peço ao Rei dos mundos que lhes dê a proteção, Fazendo de suas vidas, duas vidas em comunhão. É uma despedida sem ida, Uma partida sem saída. Uma bela noite de sono bem dormida, Uma embriaguez nesse momento permitida. Leve-me tudo, esse doce ciúme, Deixe-me a ressaca de seu perfume. Leve-me tudo, leve o encanto dessa flor, Deixe-me o que tens de melhor. Deixe todo o seu amor. Élcio José Martins

RESSACA BOA Final de ano de muita festa, De comida, bebida e seresta.
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RESSACA BOA Final de ano de muita festa, De comida, bebida e seresta. Não tem hora pra acaba, No outro dia a ressaca que vai fica. Tem ressaca boa, Que a gente ri à toa. Tem ressaca da consciência, Que vem cheia de advertência. Tem ressaca da bebida, Do licor e da comida. Tem ressaca atrevida Pega gente desprevenida. Tem ressaca do vexame, Por quebrar o vasilhame. Tem ressaca de doer, Só o analgésico tem poder. A cabeça tá doendo, E o intelecto tá fervendo. Por saber o que está acontecendo, Nessa hora vem o arrependimento. Esta é a última, Não tem penúltima. Peço a cura, sem demora, Da promessa que faço agora, Final de ano é alegria, Encontro de mãe, pai, irmão e tia. Amigos por simpatia, Dançam ao som da melodia. É momento de encontro, Com direito a ficar tonto. É permitido sair do ponto, É poesia, poema e conto. Essa ressaca não tem preço, Veio recheada de adereço. Vem do abraço de quem conheço, Tem fim, tem meio e tem começo. É ressaca da lembrança, Dos amigos de confiança. Pois é só entrar na dança, Pra fazer do amor a aliança. Se a noite foi bela, A ressaca cinzela. Se a festa foi boa, A ressaca ri à toa. Fim de ano é alegria, De ressaca todo dia. Fim de ano do bom encontro, Não importa passar do ponto. Élcio José Martins

DESMANCHANDO OS NÓS Cada qual com o seu nó, Cada árvore, o seu cipó.
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DESMANCHANDO OS NÓS Cada qual com o seu nó, Cada árvore, o seu cipó. Alegria de Filó, Ao sair do xilindró. Aprisionado das ideias, Velhos lobos em alcateias. É João, Maria e Miquéias, Francisco, Dirceu e Oséias. Confúcio confuso, Corrupção difusa. Juízo perdeu juízo, A política usa e abusa. O nó tá apertado, Por cima, por baixo e de lado. Mas o Moro dá o recado, Rato julgado, fichado e condenado. A vergonha envergonha, De tamanha safadeza. É o macho que morde a fronha, Homem público perdeu destreza. No fim do túnel ainda há luz, É um novo cristal que reluz. Um novo tempo se reproduz, É o amor, é a paz. É Jesus que morreu na Cruz. Élcio José Martins

O RISO E A RISADA O riso é preciso Nesse mundo sem juízo.
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O RISO E A RISADA O riso é preciso Nesse mundo sem juízo. Onde vale o improviso, Sem preparo e pré-aviso A risada é gostosa, Vem da alma generosa. Toda linda e toda prosa, Doce, leve e formosa. A risada é alegre, É do alto que se ergue. É o mar que navega, Quando o amor se encarrega. O riso é da criança No berço que balança. É no ritmo da dança, E no fio de uma esperança. O riso é surpresa que agrada, Vem da alegria contagiada. É casa e é morada, Onde habita a pessoa amada. Élcio José Martins

Élcio José Martins LIMBO DE MALDADE ESTOU SÓ.
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Élcio José Martins LIMBO DE MALDADE ESTOU SÓ. GARGANTA UM NÓ. ANSIOSO POR FAZER. OUÇO UM GRITO DE PARE! OUVIDOS CHEIOS DE CHORO, HÁ DONOS DO CHORO? A COISA TEM DONO. DONO DE TUDO, SEGUE A REGRA OU É PERJURO. MALIDISCÊNCIA DESCONSTROI, NA ALMA QUE DOI. É O ÂNIMO QUE ROI, NO FINO FIO QUE CORROI. NAS COSTAS DELATA, UM CRIME RELATA. AMIZADE DE LATA, QUE FERE E QUE MATA. A ALEGRIA SE DESFAZ, NO CAMINHO QUE PERFAZ. SONHO FUGAS, DE CERTO FICA PRA TRÁS. A TAL VERDADE DITA NÃO PODE SER BENDITA. NO TOM DE VÓZ QUE RECITA, É O EGO QUE PALPITA. É DESUMANA A AGRESSIVIDADE, BEIRA O LIMBO DA MALDADE. CHEIRA MAL A CRUELDADE, EXALANDO FALSIDADE. QUANDO O EGO SOBREPÕE, NADA CONTRAPÕE. NEM O SOL QUE SE PÕE, ESCONDE O QUE PREDISPÕE. É UM, MAS PODE SER DOIS, É FEIJÃO COM ARROZ. A MISTURA É EXAGERO, DA INOVAÇÃO SÓ SAI O CHEIRO. GANHAR E GUARDAR, GUARDAR E GANHAR. GANHAR MAIS E QUARDAR MAIS, GUARDAR MAIS E GANHAR MAIS. JULGA O CEGO E A CEGUEIRA, FOGO QUENTE NA FOQUEIRA. LINGUA FELINA MORDE CERTERA, BOMBA ÁGUA NA LADEIRA, DA OUTRA BANDA SÓ TEM RASTEIRA. RESERVAR PRA NÃO FALTAR NÃO É CERTO DUVIDAR. PRA INVESTIR É SÓ GANHAR, ENTÃO DEIXA DE AMOLAR. É INVEJA O QUE APREDREJA. QUER NOTÍCIA NA VEJA. QUER ANDAR NA BANDEJA, ROGA AOS SANTOS NA IGREJA. MESMO TRISTE A BANDA TOCA, ALGODÃO NO OUVIDO SEM FOFOCA. A PRESSÃO QUE O CORAÇÃO SUFOCA, INSTIGA O FUROR DA POROROCA. O TEMPO QUE ESCREVE, AS LINHAS DA CERTEZA. AINDA TEM AQUELE QUE SE ATREVE, DAR SABOR E PREPARAR A SOBREMESA. AINDA HÁ OS QUE ACREDITAM, VELHOS AMORES RESSUCITAM. QUEM É DONO DA VERDADE, FAZ ALARDE, PERDE A LÍNGUA DE PIMENTA QUE ARDE. Élcio José Martins

TEMPO FINAL Já tá chegando o Natal, tempo final, conversa e coisa e tal, versa um novo recital. Sai na frente o maioral, subindo lento o pedestal, letras maiúsculas no jornal. Das promessas prometidas nem todas foram cumpridas. Mesmo com garras aguerridas vence o tempo da parti…
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TEMPO FINAL Já tá chegando o Natal, tempo final, conversa e coisa e tal, versa um novo recital. Sai na frente o maioral, subindo lento o pedestal, letras maiúsculas no jornal. Das promessas prometidas nem todas foram cumpridas. Mesmo com garras aguerridas vence o tempo da partida. O apito final se aproxima, o amor contamina, um novo fôlego germina, ainda há água na mina. O belo tempo decorrido, às vezes sofrido, momento distraído, foi o prêmio merecido. Na construção do tempo da ilusão fez bater o coração. Foi razão de ocasião, fase lúdica do canhão, ramalhetes em procissão. Das canções elaboradas, versos e rimas rimadas, muitas foram cantadas, outras tantas preparadas. Violões e cordas afinadas deram o ritmo da estrada caminhada. Chegou a hora de fechar a cortina, alma doce de menina, azul céu que contamina. Aqui quase tudo termina. Sobre a obra divina, novo projeto determina. Ano novo tá começando, novas metas planejando, paz e amor se almejando, vai ser melhor eu estou acreditando. Élcio José Martins

PAIXÃO ARDENTE E RAZÃO DESNUDADA Oh! Paixão! Nudez de razão, Embriagues do coração,
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PAIXÃO ARDENTE E RAZÃO DESNUDADA Oh! Paixão! Nudez de razão, Embriagues do coração, Faz seu rumo sem direção, Com indagação e negação. Paixão ardente e razão desnudada, Onde o amor pede morada. Pensamento em disparada, Ritmo da loucura desvairada. Na existência do vazio, Norteia a direção com desvio, Some por dentro, como vela por seu pavio, Ondas gigantes, calmaria de navio. É um rir e chorar por dentro, Às vezes luz, outras o lamento. É a alegria temperada no sofrimento, Fluidos do desejo dão vazão ao pensamento. É a valorização do outro, É ver e sentir no outro. É o cheiro e gosto noutro, É navegação dos sonhos em mar revolto. Paixão existe, sem explicação, Quase sempre, a razão perde perdão. É o pulsar da emoção na contra mão, Faz surgir o descaminho na perdição. São pensamentos com asas livres, São encantos nos declives. Arremedo de amor em delivery, É um coração que renasce e vive. É doação total, É o embebedar do sentimento emocional, Máscara da inteligência racional, É razão que vai para o ralo e o intelecto passa mal. Perde-se a noção do tempo, Não há tristeza e nem lamento. Alimento e provimento, Acalma-te coração sedento. Não há regra e indagação, Fundo D’alma, gratidão. A razão perde função, Quem comanda é o coração.

Élcio José Martins UMA MARCA PRA VIVER Quero uma marca pra viver,
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Élcio José Martins UMA MARCA PRA VIVER Quero uma marca pra viver, Uma marca pra crescer, Outra marca pra vencer. Quero uma marca pra valer. A cicatriz da queimadura É um traço da aventura. Uma donzela em formosura, Deixou as marcas da doçura. Uma ferida que não fecha, É a lembrança que o tempo deixa. Pode ser boa e sem queixa, Ou mágoas que a lágrima enfeixa. O atleta tem que treinar, Pra uma marca alcançar. A marca é o altar, Do atleta exemplar. Se a camisa é de marca, A beleza se destaca. Mas a marca às vezes encharca, Nas humildes tiras de alparca. A marca simboliza grandeza, Simboliza presteza e pureza, Jorra o licor da gentileza, É nobreza no jardim da realiza. Mas o feio também marca. Marca com ferro quente, Dilacera o que vem na frente, Embriaga o poder da mente. Quem não tem marca registrada, Por certo saiu da estrada. Não cumpriu sua jornada, Fugiu da raia em disparada. A marca mede o homem, O homem faz o seu rumo. Seu rumo o tempo encarrega, De fazer o pacote que vai para entrega. A sociedade é pouco justa, mas severa, E nem tudo tolera. Na prisão dos boatos encarcera, Nos caminhos difusos atropela. Há a marca das feridas da cela, Do pelego, do cavalo e da sela. Dos crimes de colarinho que a Lei cancela, Do poder que só o governo apodera. Quem dera a marca fizera, A Justiça que Deus impusera. A marca do justo eu quisera, Acabar com o temor da miséria. A marca que o tempo constrói, E a mesma que o indigno destrói. Se não cultuada no amor, Enrolaras no terço da dor. Quero uma marca pra viver, Uma marca pra crescer, Outra marca pra vencer. Quero uma marca pra valer. Élcio José Martins

JOÃO RIBEIRO DO VALLE MORRE O HOMEM E NASCE A LENDA Nascido em Monte Santo,
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JOÃO RIBEIRO DO VALLE MORRE O HOMEM E NASCE A LENDA Nascido em Monte Santo, Aqui recebeu seu manto. Guaranésia lhe deu a mão, Concedeu-lhe a filha do Capitão. Aos 22 de setembro de 2017, Foi a data que Deus lhe deste. A idade que ha pouco fizeste, Completava noventa e sete. Homem feliz, Tinha funda sua raiz. Residia perto da matriz, Sua direção era o seu nariz. Homem pacato, Paciente e calmo. Gostava de retratos, Nunca tinha sobressaltos. Pasto formoso, Gesto garboso, Homem famoso, Cabritas com milho mimoso. Sua marca ficou, Nos filhos apurou. Nos netos conservou, Nos bisnetos muito restou. Tinha seu carreiro, Era bom candieiro. Escondia o paradeiro, Tinha o fósforo e o isqueiro. Tirava o seu leitinho, Cuidava bem do gadinho. Tinha mansos e de bravura, Mas ele gostava era do boi Lula. Trabalhou na prefeitura, Com esmero e desenvoltura. Na planta planejou, Alguns bairros ele formou. Era ligeiro e faceiro, Querido e lisonjeiro. Tinha lá o seu olheiro, Não descuidava do terreiro. Conta-se que certo dia, Viajou em companhia, De jovens de simpatia, Infartado ele estaria. Brincadeiras à parte, Muito respeito de minha parte. Plantou amor e saudade, Guaranésia agradece a sua amizade. Élcio José Martins

Élcio José Martins A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA Há pessoas que são iluminadas,
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Élcio José Martins A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA Há pessoas que são iluminadas, Só pela presença já são amadas. Possuem um brilho no olhar, Ouvimos seu coração sem ouvir o seu falar. De repente, mais que de repente, Encontramos pela frente. Uma alma doce, uma face quente, É o oculto que se faz presente. Uma imagem que assanha, Um sorriso e um olhar que acompanha. Alma pura que antecipa, Aquilo que o coração palpita. A primeira vista é bem vista, Paisagem lúdica de revista. Presença marcante contamina, Gesto meigo de menina. Uma imagem fica marcada, Fotografia pincelada. Na corrida já deu largada, A amizade já tem morada. É encanto de primeira, Sua flecha é certeira. Mostra amiga e companheira, Sua conquista sempre sai na dianteira. Carrega sempre um belo corpo escultural, Face rósea de sorriso natural. Contagiante e magistral, Trás simpatia e um brilho alto astral. Élcio José Martins

Élcio José Martins CADERNO DA VIDA A vida é como a escola,
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Élcio José Martins CADERNO DA VIDA A vida é como a escola, Primeiro dia, primeira aula. Caderno, lápis e borracha, Sorriso nos lábios, a alegria ultrapassa. Lápis na mão, sem direção, Linha torta, sem noção. Professora direciona a mão, Aos poucos os rabiscos dão vazão. Folhas em branco Dão início à transformação, Letra por letra, o primeiro nome, Papai e mamãe, quanta emoção! Página por página, o lápis registra, Primeiro marco, primeira conquista. Ano a ano, tudo é registrado, São as marcas que ficaram no passado. Passam-se os anos e a idade, A infância e vem logo a mocidade. As formaturas e os troféus de felicidade, O dever, o discernimento e a dignidade. Assim é a vida, Um caderno em branco. Nele se escreve com lápis preto Ali são gravadas a virtudes e os defeitos. A história de cada ele mesmo que escreve, Mesmo com a borracha que se atreve, Fica a marca do que na folha subscreve. Élcio José Martins

Élcio José Martins GUARANÉSIA 116 ANOS 116 anos se passaram,
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Élcio José Martins GUARANÉSIA 116 ANOS 116 anos se passaram, Histórias boas muitos contaram. Dos sonhos que seus filhos sonharam, Com muita luta muitos deles se realizaram. Hoje ela é realidade, No campo e na cidade. Humilde e sem vaidade, Abraça o velho e a mocidade, De mãos dadas com o progresso, Nas indústrias faz sucesso. Mesmo com a distância e o acesso, Mostra ao mundo o seu processo. Na arte da madeira, Sempre sai na dianteira. Tece armários e prateleiras, São cristais e cristaleiras. Na arte da construção, Tem cerâmica e proteção. Pedreiros livres de prontidão, Erguem seu nome pra orgulho da nação. Fez seu nome ecoar alto, Mesmo com estradas sem asfalto. Não há abismos nem sobressaltos, Tem fôlego de sete gatos. As indústrias têxteis se prosperaram, Famílias inteiras por elas passaram. Primeiro emprego. A data ficou marcada, Primeiro dinheiro e o presente pra namorada, O comércio tem sua importância, A agropecuária sua elegância. Cabines plantou esperança, Mangueiras jorram pujança. Doce verde que alegra a alma, Gotas de orvalho que a noite acalma. Serras cafeeiras de paisagens exuberantes, Fixaram aqui filhos nobres e viajantes. Nossa cidade tem tempero e temperança, Tem o ritmo e o pulsar da dança. Tem luz no sonho da criança, Guaranésia é a paz e a esperança. Saudamos esta data especial, Seu nome é pluma em recital. Parabéns, felicidades e tal, Esse mês você é a maioral. Orgulhosamente cumprimentamos, Prazerosamente regozijamos. Guaranésia de todos os guaranesianos, Parabéns pelos seus 116 anos. Élcio José Martins

O PENSAMENTO É O FALAR EM SILÊNCIO O pensamento é o falar em silêncio, O grito de Prudêncio.
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O PENSAMENTO É O FALAR EM SILÊNCIO O pensamento é o falar em silêncio, O grito de Prudêncio. Prudência intima, O salvar de uma vítima. Já voei em silêncio, Já fui salvo no silêncio. Já fui silenciado no silêncio, Quem já não amou em silêncio!? O pensar é conta de somar, Dividir e multiplicar. O grande pensar salva, Engrandece e a alma lava. O silêncio em pensamento É o tempo e contratempo, O tormento e lamento, Respeito e crescimento. Já disse tanta coisa no meu silêncio, só, Que meus ouvidos se fecharam de dó. Já cantei a música que sonhei, Já fui Dom Juan. Já fui Deus e já fui Rei. O pensamento é o falar em silêncio, O grito de Prudêncio. Prudência intima, O salvar de uma vítima. O silêncio do pensamento a alma exorta, O coração conforta. Tranca de dentro da porta, Um discurso que transporta, O pensamento é o falar em silêncio, O grito de Prudêncio. Prudência intima, O salvar de uma vítima. O silêncio eleva e transforma, Medita e reforma, Destempera e contorna, Protege do que vem de fora. Tem o silêncio do medo, Um filme sem enredo, O apontar do dedo, Este, um grande segredo. O silêncio da depressão, Destrói a compreensão, Mão sem contramão, O amor é o remédio da razão. O pensar em silêncio tem caminhos inversos, Um poema sem rimas e versos. Dilemas e contos perversos, Verbos salvos em ritmos controversos. O pensas agora? Se for ruim joga fora. Se for bom, aprimora, Só verbaliza quando chegar a hora. O silêncio é virtude, Acalme-se e mude. Mesmo que o desejo o ilude, O que tem a dizer pode ser rude. O pensamento é o falar em silêncio, O grito de Prudêncio. Prudência intima, O salvar de uma vítima. Élcio José Martins

AS GAIOLAS DA RAZÃO A liberdade da emoção, Com lagosta e salmão.
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AS GAIOLAS DA RAZÃO A liberdade da emoção, Com lagosta e salmão. Sem altar e sem sermão, Contraria a tradição, Andar na contramão, Entoar qualquer canção. Com as asas da ilusão, Bate forte o coração. A liberdade conseguida, Nem sempre entendida, Por vezes distraída, Perde o tempo de partida. Pássaro livre voa alto, Canta livre no verde mato, Sem susto e sobressalto, Na carreta sobre o asfalto. A gaiola às vezes prende, Passo maior até o alpendre. A razão já não entende, É com o amor que se aprende. Élcio José Martins