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Frases de ElcioJose

227 frases

A GRANDE VIAGEM - página 02 ... Cinco meses de passaram. Nenhuma boa notícia. Os amigos do Sr. João não tinham nenhuma informação, acreditavam no pior. Dr. Fernando, ao contrário, ninguém sabe como, mas ele enxergava além da capacidade humana, via nas entrelinhas da alma, penetr…
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A GRANDE VIAGEM - página 02 ... Cinco meses de passaram. Nenhuma boa notícia. Os amigos do Sr. João não tinham nenhuma informação, acreditavam no pior. Dr. Fernando, ao contrário, ninguém sabe como, mas ele enxergava além da capacidade humana, via nas entrelinhas da alma, penetrava nas profundezas infinitas do coração de João. Dr. Fernando Osório tinha certeza de que a qualquer momento seu querido amigo-paciente estaria sorrindo novamente. O povo continuava ali. Todos queriam notícias. A cada momento novas informações, boas, ruins, uma eterna dúvida; Um burburinho começou no corredor. “O que aconteceu?”. Era a pergunta geral. Uma notícia deixou todos estupefatos. Como num passo de mágica, uma ajuda dos céus, um milagre, uma mágica. Sr. João sai do coma. Gritos e mais gritos de alegria. O choro era a comunicação nesse momento. As lágrimas brilhavam nas faces de homens, mulheres e crianças. Dr. Fernando, mesmo com todo treino, não segurava suas lágrimas de mel. No Hospital tudo era festa e choro de alegria. Os médicos que acompanharam todo o processo de luta na recuperação do Sr. João, não acreditavam no que viam. “É um milagre”, dizia o provedor, Dr. Iran, “É uma força Divina”, dizia Madre Sinhá. Todos queriam vê-lo. Escutar sua voz fraca e doce. “Mais alguns dias de repouso e acompanhamento médico. Logo ele deverá ter alta”, dizia o enfermeiro Gurgel. Seus familiares, da cidade de São Pedro, cuidavam da documentação. “Como vamos pagar o hospital, o médico?”, dizia o pai. “Como vamos conseguir dinheiro para cobrir todas as despesas?”, dizia o irmão mais velho. Esses eram os comentários de seus pais e irmãos. Seu tio Barrica era muito rico, mas ninguém tinha coragem de pedir a ele a ajuda necessária. Era sovina de pai e mãe. Diziam na cidade que ele era tão rico, mas tão rico, que só tinha dinheiro. . . . Até aquele momento ninguém sabia seu nome verdadeiro. Era conhecido apenas de Sr. João, o mascate. Em sua certidão de nascimento estava escrito: “João de Deus dos Milagres, nascido na cidade de São Pedro, no dia 20 de agosto, filho de Maria dos Milagres e José de Arimateia dos Milagres”. Solteiro, mulherengo, tinha uma namoradinha em cada cidade que passava; Alguns dias se passaram. Já era chegada a hora de Sr. João Ver a luz do sol. Sua alta se aproximava. No dia “D”, pouco antes de Sr. João deixar os aposentos, surge, na esquina da Rua Misael Sandoval, um carro vermelho, novinho em folha, para em frente ao Hospital. Uma bela Senhora, bem vestida, cabelos longos, alta, aparentando uns trinta e cinco anos, desce pela porta de trás do belo automóvel. Com toda elegância sobe as escadarias do Hospital. Seu nome era Sara. Não conversa com ninguém, apenas cochicha com o Dr. Fernando. Seguem rumo ao escritório do Hospital. De longe, percebia-se que ela emitia um cheque, entregando-o ao gerente da tesouraria. Até aquele momento ninguém estava entendendo nada. Imaginava-se que seria uma sócia do Hospital ou fazia uma obra de caridade, porque o Hospital sempre recebia esses donativos. Mas algo chamava a atenção, era diferente. As indagações começaram a sondar cada espaço. Pelos corredores funcionários e familiares conversavam sobre o mesmo assunto. A bela senhora deixa o Hospital e retorna pelo mesmo caminho. Surpresos, todos. Era um novo capítulo de uma nova novela. Todos se perguntavam o que havia acontecido. Mas, eis que surge a verdade. A enfermeira Isis, amiga da família, leva a boa notícia. Neste momento, Sr. João já estava com toda a família reunida. Disse ela: “Sr. João, pode ir para casa, tranquilo, dormir com todos os anjos, aqueles que sempre o acompanharam. O Senhor não deve nada ao Hospital.” “Mas como?” perguntou ele. O que ela respondeu: “Dona Sara, aquela bela senhora que há pouco veio ao Hospital, acredito ser parente próxima de Dr. Fernando, também não sei a razão, mas ela pagou toda a sua conta.” Com um grito muito fraco Sr. João, sem entender nada diz: “Mais um anjo em minha vida! O que fiz para merecer tanto carinho, tanta graça! Qual a razão disto? Será que Dr. Fernando pediu a ela?”. Sr João, sua família, funcionários, médicos e amigos não entendiam o que se passava. “Como pode uma estranha pagar uma conta tão grande?”, dizia o irmão mais novo. “Por que será que ela pagou?”, dizia a mãe. Essa era a pergunta geral. Sr. João se preparava para sair. A multidão o esperava lá fora. Fogos de artifício estouravam de alegria. Os olhos de cada um eram como o brilho de um cristal. Tudo era festa. Em um instante tudo ficou em silêncio. Para na porta do Hospital, novamente, o belo carro, desce dele a linda Senhora juntamente com o Dr. Fernando. Adentram ao Hospital. Mais surpresa, tudo volta à estaca zero. O que estava ficando claro, agora, novamente, se enrola nos fios da incerteza. O que era certeza virou dúvida, O que era dúvida virou mais dúvida ainda. Todos em estranha sensação. Sr. João, sentado no sofá, aguardava as ordens para a partida. Eis que surge à sua frente Dr. Fernando Osório, acompanhado da bela Senhora. Tira do bolso um papel branco, escrito à caneta, entrega-o ao Sr. João. Ele calmamente o lê. Aos poucos as lágrimas, como nascente de um grande rio, se esbaldam e brilham na face do pobre homem. Seu coração dispara, seus batimentos sobem rapidamente. Recosta no sofá. Suspira lentamente. A cor de sua pele clara altera rapidamente. Dr. Fernando se assusta, pede que todos se afastem, vem o enfermeiro com a maca, leva-o ao primeiro quarto que avista. Suas mãos antes calmas, firmes e afinadas, agora tremem desafinadas como vara verde. O silêncio novamente se codifica na linguagem momentânea. Mas os anjos de Sr. João não desistem. Uma força que vem não se sabe de onde o faz reagir e, ainda pálido e fraco, com a ajuda do grande mestre Dr. Fernando, levanta-se com dificuldade. Seu coração aos poucos se equilibra no ritmo das lágrimas do estimado Doutor. Uma voz uníssona se houve lá de fora. São seus amigos a gritar seu nome. Uma só voz. Todos que presenciavam a cena pensavam e perguntavam o acontecia. Era estranho, sublime. A emoção tomava conta de todos. Novamente, o chão encharcava de lágrimas. Dr. Fernando, com sua simpatia e gentileza, toma Sr. João pelos braços, leva-o ao seu peito. Abraça-o. O choro é a linguagem codificada. Não queriam largar mais um do outro, parecia que os dois eram apenas um. A felicidade tomava conta. Tudo era tudo e não era nada. Tudo se explicava e nada explicava. Eram certeza e dúvida, pântano e lírio, ostra e lodo, morte e vida. Até aquele momento nenhuma palavra era pronunciada. A voz embargada não tinha força para soltar o grito da vontade. Anos de procura, anos à espera da verdade, anos à espera da concretização do sonho. O sagrado se fez presente e um presente se fez sagrado. Chegava ali o final feliz da busca incessante. Os braços se soltam das costas um do outro. As mãos continuam dadas, firmes, olhos nos olhos. Uma Luz desce entre a fenda que se abre no telhado. Um suspiro, outro suspiro. Dr. Fernando, em lágrimas, tenta gritar, a voz quase não sai. “Pai. O Senhor é meu Pai!”. Sr. João quase não aguenta, cai sobre o sofá. Com uma voz oca, roca, pede um abraço, beija-o. Inicia-se ali uma amizade, de pai para filho, de amigo, de irmão. Nunca mais se separaram... . . . Dr. Fernando, noivo à época, se casa no ano seguinte. Exatamente nove meses depois nasce seu primogênito. Recebe o nome de João Fernando Osório dos Milagres. Sr. João continua sua vida de mascate, mas seu maior trabalho é cuidar do querido neto. O hospital, onde já foi paciente, agora é local de visitas. Quando Sr. João por lá aparece, é sempre uma festa. Vida e morte estiveram juntas num corpo físico durante meses, que parecia um século... A fé, o amor de seus amigos, a crença e a dedicação de Dr. Fernando, a qualidade do Hospital, a resistência e saúde de Sr. João. Tudo isto não se explica, não convence. Tudo são indagação e sugestão... Mas, para todos que tiveram com ele nesses meses de agonia não deixam dúvidas. Foi um Milagre. O Milagre da Vida... ÉlcioJose

É Natal... Os três reis estão chegando, Pela estrela vão guiando.
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É Natal... Os três reis estão chegando, Pela estrela vão guiando. Caminhos difíceis hão que vencer, Tem hora marcada para ver Jesus nascer. É tempo de nascimento e renascimento, É tempo de oração e sacramento. É tempo de presentes e cumprimentos, Com a família reunida reviver os bons momentos. É momento de reflexão E também de compaixão. É hora de repartir o pão, Com a alma e coração. É momento de repensar o passado, É momento de projetar o futuro. Buscar quem precisa de agrado, Sem grade, sem cerca e sem muro. É momento de harmonia, É momento de paz e solidariedade. É momento de alegria, De companheirismo e fraternidade. Não importa o marketing econômico, se vai trazer alegria, Não importa o preço, se a causa é justa. Tudo tem sua valia. Ruas, casas e praças se enfeitam de luzes coloridas, Famílias reinando a paz, com as mesas bem sortidas. Nada importa quão vazias são as casas, Se os lares são repletos e os desejos criam asas. Não importa o tempo, se andamos sem tempo, mas podemos fazer o tempo, pois ainda há tempo. É Natal para afugentar o mal, É Natal para o tempero com sal, É Natal para agradecer o Leal. Por intermédio do Padre, do Bispo e do Cardeal. É Natal, dia de graça e união, É Natal, dia de festa e oração, É Natal, da família e do irmão, É Natal, onde se vê com o coração. FELIZ NATAL... Élcio José Martins

CONSTRUTOR DO AMOR Sou o amor em cada pétala de flor Sou o amor naquele que dá amor.
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CONSTRUTOR DO AMOR Sou o amor em cada pétala de flor Sou o amor naquele que dá amor. Sou o amor que traz a esperança, Sou o amor no sorriso de uma criança. Sou o amor no orvalho da manhã, Sou o amor que enobrece a campeã. Sou o amor na rima e na canção, Sou o amor que dá luz ao coração. Sou o amor nos poemas de verão, Sou o amor na mão de quem dá o pão. Sou o amor de Jesus anfitrião, Sou o amor na igreja, no casebre e na mansão. Sou o amor que caminha ao seu lado, Sou o amor combatendo o pecado. Sou o amor em cada refeição, Sou o amor em toda ocasião. Sou amor que abre a porta e a janela, Sou o amor na cidade e na favela. Sou o amor da bíblia e do alcorão, Sou o amor em toda religião. Sou o amor no verde da floresta, Sou o amor nas noites de seresta. Sou o amor no leito dos hospitais, Sou o amor das pessoas especiais. Sou o amor no mar a navegar, Sou o amor no avião a decolar. Sou o amor no plantio e na colheita, Sou o amor até em quem não me aceita. Sou o amor naquele que me procura, Sou o amor na mão que cura. Sou o amor em cada coração, Sou o amor que traz a inspiração. Sou o amor na busca do perdão, Sou o amor no amor e na paixão, Sou o amor da família e do irmão, Sou o amor na razão e na emoção. Sou o amor no lar dos idosos, Sou o amor dos cuidadores generosos, Sou a amor em cada decisão, Sou o amor na oração e comunhão. Sou o amor que pede proteção, Sou o amor que pede união. Sou o amor que pede compaixão, Sou o amor que pede compreensão. Sou o amor dos santos, Sou o amor dos encantos. Sou o amor dos sonhos, Sou o amor dos risonhos. Sou o amor da liberdade, igualdade e fraternidade, Sou o amor da bondade e da caridade. Sou o amor da justiça e da lealdade, Sou o amor pra salvar a humanidade. Sou o amor na rima do compositor, Sou o amor na voz do cantor. Sou o amor na oração do padre e do pastor, EU SOU O CONSTRUTOR DO AMOR. Élcio José Martins

SÃO PEDRO DA UNIÃO Cidade do sudoeste mineiro, Terra de um povo hospitaleiro.
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SÃO PEDRO DA UNIÃO Cidade do sudoeste mineiro, Terra de um povo hospitaleiro. Sua história vem de um jovem lenhador, É a razão desse povo trabalhador. 1853 é o marco na história, Que com o tempo se perde na memória. Pedro Espetáculo com a foice no roçado, Encontrou a imagem de um Santo muito amado. Imagem talhada em madeira, Escondida entre o mato na ribanceira. Deve ser milagre, ficou lá o seu segredo, Por que estava ali a imagem de São Pedro? Proprietários de terra da redondeza, Homens dignos de pura nobreza. Suas terras doaram, Para construção do sagrado santuário. Em pouco tempo distrito se tornou. À comarca de Rio Grande se ligou. Recebeu o nome de São Pedro da União, Desde cedo foi um marco na região. Passos, Jacui e Guaranésia foi certo tempo subordinado, Adquiriu maioridade, aprendeu bem o recado. Com o cavalo, o boi e o arado, Deu a colheita do que outrora foi plantado. Ao oeste mineiro era ponto de passagem, Para muitos ele era estalagem. A cidade que nasceu de uma imagem, É a mata, é o rio, é a miragem. Agricultura era a renda do povoado, Tinha colheita farta em um solo preparado. O café hoje é sua riqueza, Tem o cheiro e o sabor da natureza. Saudades das árvores lá da praça, Dona Fiica, Dona Chiquita, cheias de graça. Da igreja com muito amor cuidavam, Para a fé e a paz dos que rezavam. No grupo era Dona Encarnação, Brincadeiras com ela não tinham não. Calça curta e vergonha de montão, No recreio tinha manteiga e requeijão. Bola na rua era alegria da criançada, Ruas com sarjeta e sem calçada. Na descida era carrinho de madeira, Machucava e não tinha choradeira. Do Ginásio muita saudade, Da adolescência e também da mocidade. Festas religiosas eram alegrias da moçada, Primeiro beijo e primeira namorada. O campo de futebol era chão duro, O gramado era futuro. Aos domingos a peleja era garantida, Os gols eram alegria da torcida. Na garagem improvisada, O bailinho sempre rolava. A praça era o palco dos amantes, Dos beijos e abraços picantes. O rio era a piscina, Tinha regra e disciplina. Nas ruas sem asfalto, A poeira era o assalto. Nos pomares frutas maduras, Jabuticaba nas alturas. Pros garotos uma loucura, Não tinha cerca e nem altura. Na escada da igreja matriz, Tinha musica, tinha raiz. Serenata muito som e cantoria, Nas casas uma janela se abria. Uns saíram outros ficaram, Desafios enfrentaram. Temos muita gratidão, Somos São Pedro da União. A vida de cada um norteou, Uma semente semeou. Na escola que se formou, Um sonho realizou. Somos filhos de São Pedro, Com muita luta e sem segredo. Recordamos com alegria, Da cidade que deixamos um dia. Saudade imensa dos amigos que ficaram, E de todos que viajaram. Momentos bons proporcionaram, Que hoje à tona retornaram. Saudades!... Élcio José Martins

Élcio José Martins A MENTIRINHA BOA Qual é o poder da mentirinha?
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Élcio José Martins A MENTIRINHA BOA Qual é o poder da mentirinha? Ela é da sociedade, não é sua e nem é minha. Ela está em todo meio, Ninguém sabe de onde veio. Umas são covardes e maldosas, Outras, doces e amorosas. Uma mata, outra cura, Depende da cultura e da lisura. A mentira é o contrário da fofoca, A fofoca é verdade doente que estoca, Faz doer, deixa encrenca pra valer, Traz angústia, tristeza e padecer. A verdade pode ser boa, Mas pode não ser! A verdade pode doer, Mas às vezes tem que dizer. Nem sempre a verdade é boa. Ela pode doer muito. E à toa. Esconder de algo insano, É, com certeza, um ato humano. O próprio relacionamento É feito de mentiras e omissões. As verdades são balas de canhões, E as mentirinhas, balas de paixões. Como estou? Você está linda! Nossa! Fulano falou muito bem de você. Mas aquela fulana tá chick hein!!! Nem me fala! E aquele ...? Assim é a vida. Todos, de uma maneira ou de outra, Escondem e se escondem, Para que as amizades permaneçam... A educação nada mais é do que adaptar-se. Aprender truques e fazer meandros. Tolerar e aceitar o outro como ele é, Mesmo com a vontade de mandar para aquele lugar... Contar até mil. Pensar, pensar e harmonizar, Dizer palavras doces e meigas, amenizar. Brigas jamais, apaziguar. Um beijo na face para o encontro triunfar. Existem as mentiras que trazem prejuízo, São verdades ocultadas pelo medo do guizo. Medo de como o outro agirá, Melhor escondê-la porque já sabe o que virá. Fuja das mentirinhas interesseiras, São de pessoas delicadas, meigas e açucaradas, Mas o interesse é uma rasteira, São escoladas, treinadas e mascaradas. Existem as mentiras que trazem prejuízo, São verdades ocultadas pelo medo e juízo. Medo de como o outro agirá, Melhor escondê-la porque já sabe o que virá. Se puder evitá-las, melhor será, Se não puder evitá-las, seu coração que te dirá. O importante é um coração contentar, Ver um sorriso e uma face se alegrar. Élcio José Martins

Élcio José Martins UMA DOCE LEMBRANÇA A história que vou contar,
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Élcio José Martins UMA DOCE LEMBRANÇA A história que vou contar, Muitos, também vão se lembrar. Casinha na roça e laranjas no pomar, Sombras das mangueiras e noites de luar. Piso de chão batido ou tijolo mal cozido, Telhado de estrelas com fissuras de vidro. São goles e goteiras de saudade, Portas e janelas de humildade. Lamparina ou lampião, Davam luz na escuridão. Na trempe do fogão cozinhava-se o feijão, No fumeiro, o toucinho e a linguiça à altura da mão. Na taipa do fogão aquecia-se do frio, Causos eram contados, davam medo de arrepio. Para o fogo não apagar era um grande desafio, Lenha boa fazia brasa e queimava noite a fio. A água era da bica, Era saudável, era rica. O colchão era de palha, Não existiam grades e nem muralha. Biscoito no forno era a sensação, Dia de pamonha tinha muita emoção. Porco no chiqueiro ficava bem grandão, Carne não faltava, tinha em toda refeição. Carne na lata a gordura conservava, Quando matava porco era alegria da criançada. Vitaminas eram naturais e saborosas, Colhia-se do pomar as frutas mais gostosas. As conversas eram sempre prazerosas, Damas habilidosas eram muito prestimosas. Na redondeza eram famosas, Envergonhadas, disfarçavam, não davam prosas. O paiol o milho lotava, Os bois e os porcos, vovô tratava. No moinho o milho era moído, No pilão o fubá era batido. O cavalo arreado era para a lida e a peleja, A carroça e o carro de bois carregavam a riqueza. A colheita era certeza, Era o fruto do trabalho feito com destreza. No monjolo a farinha era preparada, No engenho a garapa era gerada. Da garapa fazia-se o melado, A rapadura temperava o café do povoado. Das galinhas eu me lembro com saudade, Hora do trato era alegria e felicidade. O milho espalhado pelo terreiro, Só faltava abrir o portão do galinheiro. Lembro-me das modas de viola, Reunia-se a vizinhança pra fazer a cantarola. No sábado o bailinho levantava o pó e a poeira, Era saudável, tinha respeito e não havia bebedeira. Cobras, sapos e lagartos. Só não tinha iguana. A palha de arroz servia como cabana. O prazer era subir nas árvores para apanhar os frutos mais altos, O guerreiro marchador gostava de dar seus saltos. Cedo as vacas encostavam. Era hora da ordenha. Bem cedo descobri o que é uma vaca prenha. Até hoje ainda ouço o mugir, É bom e é gostoso a lembrança emergir. Saudade daquele tempo. Era duro e trabalhoso, Com certeza não tem ninguém que não se ache orgulhoso. Não tinha luxo, não tinha vaidade, A viagem mais longe era compras na cidade. Calça curta com suspensório, Sapato preto com meia branca. Era mais que necessário, Pra criança mostrar sua panca. Pés descalços com espinhos e bichos de pé, Tinha festa todo ano com barraca de sapé. Tinham doces, quitandas e salgados, Só não podia faltar o bule de café, Rezava-se se o terço, pois primeiro vinha à fé. Procissão de ramos caminhava a pé. Os ramos que para a casa levava, Serviam pra amansar o ruído da chuva brava. Manga com leite era veneno, Assombração tinha terreno. O respeito vinha apenas de um aceno, A punição era severa pelo gesto obsceno. Da infância levo a saudade, Levo o amor, o afeto e a amizade. Faltava o alfabeto, mas muita educação, É da roça que se ergue o sustento da nação. Mesmo com dificuldade o pai à escola encaminhou, Queria ver seus filhos tudo aquilo que sonhou. Com sacrifício criou os filhos para uma vida melhor, A estrela foi mostrada por Gaspar, Baltasar e Belchior. Hoje é só agradecimento, Nada de tristeza, de lamento ou sentimento. Cada um é um vencedor, pois mudou o tom da cor, O sacrifício da família deu aos filhos o caminho e o amor. As pedras no caminho serviram de degrau, Os desvios da vida fizeram distanciar do mal. Os meandros dos sonhos fizeram um novo recital, Do sertão para a cidade e depois pra capital. Fez doutores e senhores de respeito, Deu escola, deu lição, muro de arrimo e parapeito. Nosso dicionário não existia e palavra desrespeito, Com orgulho e gratidão encho o riso e choro o peito. É colheita do que se plantou outrora, Tudo somou e nada ficou de fora. O fruto de agora, É a luta, é o trabalho, é a fé. É a mão de Nossa Senhora. Élcio José Martins

Élcio José Martins O ETERNO QUERER Queria a juventude, curtir a novidade, jogar basquete, Vôlei ou peteca, ouvir rock, voar de moto, cantar livre, sentir moleque.
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Élcio José Martins O ETERNO QUERER Queria a juventude, curtir a novidade, jogar basquete, Vôlei ou peteca, ouvir rock, voar de moto, cantar livre, sentir moleque. Queria a Paz do mundo, planejar o futuro, e conquistar, eu juro. Andar com passos firmes, mãos dadas e unidas, acalentando almas e florindo corações. Dizer bem alto que o amor tem sempre razão. Que é bom o aconchego, a doce maneira de dizer as coisas. Mesmo que a amizade seja efêmera, pode existir reciprocidade, carinho, compreensão e afeto; Não vale entristecer e magoar. Não vale os questionamentos. Vale acreditar que vale a pena caminhar no bem, não esperar retorno, crescer e enriquecer nas relações humanas. Quero a paz, quero a união, quero o amor. Quero um mundo melhor, quero as nações unidas, quero o respeito mútuo. Quero as Guerras apenas nos livros de história e que se percam no tempo. Quero voar alto e conquistar o mundo. Quero asas pra levar a paz, quero asas pra levar o amor. Quero asas pra ensinar os amigos a voar. Quero asas para o paralítico. Que as cadeiras de rodas sejam apenas peças de museu. Quero hospitais vazios. Leitos de vida. Quero flores, quero frutos. Quero cuidar dos jardins. Querer é poder. Querer é o primeiro passo para a conquista do desejo. Quero que os sonhos se realizem. Quero o amor dos amantes. Quero governos íntegros e honestos. Quero desafios. Quero mesas fartas. Quero famílias unidas. Quero as brincadeiras de crianças. Quero acreditar no ser humano. Quero acreditar que um dia tudo possa ser assim. O sonho não pode morrer. ÉlcioJosé

Élcio José Martins AMOR À PRIMEIRA VISTA Chegou sem dizer nada,
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Élcio José Martins AMOR À PRIMEIRA VISTA Chegou sem dizer nada, Não podia ser porta errada. De mansinho conquistou, Um coração flechou. Duas almas de juntaram, Dois corações se apaixonaram. Abraços e beijos trocados, Eternos namorados. Das duas, uma só alma, Sem estresse, tudo se acalma. Dos dois, um só coração, Sem regra, sem razão, Só o pulsar da emoção. É suor de malhação, É o esfregar da dança de salão. É o roçar de mão, É o beijo de supetão. E ainda mais se amaram... Embebedaram-se do mel, Com volúpia gargamel, De êxtase sobiram ao céu, Pernas e braços, o escarcéu. Com o amor e o desejo se casaram, E desse amor louco se encontraram. E ainda mais se amaram, Dos desejos soltos novamente se embriagaram. E ainda mais se amaram... Cúmplice cama dos pecados, Cálidos beijos molhados, Lençóis esparramados, Vertigem de lustres dourados. No chão, na lareira, na esteira, No bico da mamadeira. Suor, corpos molhados insaciados, Sussurros de versos inacabados. E ainda mais se amaram... Élcio José Martins

Élcio José Martins O PARAÍSO ENVERGONHADO De tanto ver seu nome no lamaçal da corrupção,
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Élcio José Martins O PARAÍSO ENVERGONHADO De tanto ver seu nome no lamaçal da corrupção, Nosso País esconde a face com vergonha de ser Nação. As lágrimas derramadas escorrem pelas calçadas sem fama, Lubrificam as engrenagens da justiça sob os auspícios de Dalai-Lama. As turbulências não são passageiras não, Viajam em nosso País desde o reinado de Dom João. Cada dia uma nova decepção, Cada estrume de vaca que se vira, tem alguém metendo a mão. Políticos desonestos camuflam nas folhas da impunidade, Fazem Leis que escancaram a desonestidade. Não envergonham se massacram a sociedade, São sem limites, perderam o brio e a dignidade. Os bandidos com e sem colarinhos diferenciam-se nos ninhos, Por necessidade ou opção seguem os desvios dos caminhos. Os eleitos pela sociedade massacram e matam de mansinho, Desrespeitam os cidadãos tratam todos por povinho. Envergonhamos frente ao mundo da ética, Pela exposição dessa classe doente e patética. Não importam as enormes filas nos hospitais, Não importam as crianças famintas nas capas dos jornais. O tempero tá sem sal, Já nem se sabe o que bem e o que é mal. O Paraíso envergonhado pede perdão, De fazer seu povo como escudo e paredão. A Justiça como grãos de milho no galinheiro, Apena um ou outro, busca agulha no palheiro. As Leis covardes e protetoras, Tiram o mel e o favo das classes trabalhadoras. Com seus direitos surreais e especiais, Surrupiam do cidadão o pão, a dignidade, seus bens materiais e emocionais. A população ta triste, mas espera solução, Só não sabemos quem poderá nos salvar da atual situação. A sociedade repele a corrupção, mas comete os mesmos deslizes, Precisa ser vigiada para não mostrar suas raízes. Surrupiar os bens alheios saqueando o que é de outro, Não pode ser normal numa sociedade que pede decoro A desonestidade está alinhada ao outro, sem semelhança, Mas o que difere é a oportunidade e a vigilância. Não percamos a esperança, vale à pena acreditar, Ensinar a criança é o caminho para o futuro melhorar. O verde da floresta carioca pede respostas, O Cristo Redentor se pudesse ficaria de costas. Brasília nem a amarela dá aquarela, Nossa Minas do ouro e pedras preciosas, tão bela ficou ridicurela. O norte e nordeste do povo sofrido e esmarrido, Sempre foi cabo eleitoral do candidato de nariz comprido. Mas a fé em oração faz esse povo sabido, muito unido, Não há desgraça que destrua esse amor construído Da tapioca ao queijo mineiro, Do arado, do jegue e do carreiro, Das mansões, dos casebres e dos veleiros, Não importa crenças e diferenças, ainda somos brasileiros. Precisamos de coragem e decisão, Levar a Bandeira verde e amarela numa só direção. Arregaçar as mangas e gritar bem alto com a voz do coração, Somos donos desse país e não vamos tolerar enganação. Como brasileiro estou morrendo de vergonha, Para o mundo somos frouxos acreditando na cegonha. São promessas de ressacas num dia de curtição, Somos sugados, sem dó, até sangrar o coração. Logo chegará a hora da eleição, Na telinha da TV pra tudo tem solução. O discurso é o mesmo, mas com muita embromação, Pra conquistar o voto na época de eleição, O candidato é travestido de bondade, amor e compaixão. Se os partidos fossem bons não seriam fatiados, Como são partidos nunca serão inteiros e apropriados. Ainda temos voto, a maior arma que temos, Façamos dele o justo, o perfeito e tudo que queremos. Élcio José Martins

Élcio José Martins O TEMPLO DO TEMPO O templo edificado,
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Élcio José Martins O TEMPLO DO TEMPO O templo edificado, De luta e suor sagrado, Extirpa nódoas do passado, Do teatro representado. A vida que descerra, A bandeira branca na terra, Corta o verde da serra, De sangue vermelho encerra. No teatro da ilusão, Faz poesia o coração. Encanto d’alma sem razão, Do cárcere sem prisão. Julga o júbilo ao avesso, Sem nome e endereço. Rasga seda de adereços, Das vindas e recomeços. A lua da madrugada, Rítmica e desvairada, De holofotes e camaradas, Das fronteiras desarmadas. Na construção do saber, Reluz um amanhecer. Anoitece no escurecer, Vislumbra o conhecer. Do pecado consumado, Do delírio rebuscado, Encanta a alma do famigerado, Brinda o brado redobrado. Chora o peito magoado, Do sentimento esmagado. Das promessas do passado, Aspas fechadas do cérebro brindado. Vem do sol a esperança, Do seu brilho a confiança, Do seu calor a temperança, De sua beleza a perseverança. Contrasta força e educação, Dá namoro solução e precisão. Enlace de poder e decisão, Lua de mel pedem os filhos da nação. Élcio José Martins

Élcio José Martins A INCENSATEZ DO NADA A vida atribulada,
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Élcio José Martins A INCENSATEZ DO NADA A vida atribulada, Meio atrapalhada, Mesmo toda governada, Fica algo pra outra jornada. Pra tudo falta um fim, Tiro de festim, Lâmpada de Aladim, Aspirante com espadim. Tempero sem sal, Ego do bem e de mal. Escada em espiral, Lapso temporal. Cheiro de relva seca, Cozinha sem receita, Febre de maleita, À espera da colheita. Juízo sem juízo, Lábios, boca e sorriso, Jardins do paraíso, Lágrimas de sobre aviso. Busca de algo, será o quê? Sem resposta, qual o porquê? Mas tudo teima em querer, Quer um novo caminho a percorrer. Poeira levantada, Berros da manada, Camisa suada, Pedras na calçada. Porta estreita e selada, Desvios de encruzilhadas, Doutrinas empilhadas, Vestes esfarrapadas. Honestidades descarrilhadas, Nádegas sem palmadas, Cócegas de risadas, Mandatários de privadas. O brio sem brilho, Egos afiados no esmerilho, Dedos firmes no gatilho, Pátria mãe perdeu seu filho. Águas turvas da incerteza, Contar notas com destreza, Cueca perdeu nobreza, Virou baú da esperteza. Élcio José Martins

Élcio José Martins UM OLHAR PRA DENTRO De agora em diante olhe pra dentro.
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Élcio José Martins UM OLHAR PRA DENTRO De agora em diante olhe pra dentro. Olhe bem lá dentro, Enxergue que existe sentimento, Não aumente o desalento. Use a bússola do encantamento. Faça uso do GPS do contentamento. Radiografe sentimentos e Ultrassonografias de ressentimentos. O esforço da convivência que cada um trás, Esconde do outro a tristeza fugaz. O julgamento atroz, Contempla a fúria do algoz. Olhar pra dentro da gente, Esquece o alheio de repente. Frustra a alma contente, Joga soda na aguardente. Cada qual com seu problema, Cada um com seu dilema. Julgar faz a alma pequena, Agiganta-se quem recebeu a pena. As pedras nos caminhos e Os espinhos das jornadas, São gotas de roda moinhos, Das lutas desesperadas. A pena recebida no limiar da vida, É pesada e às vezes atrevida. Os desvios são raros e dolorosos, Só se salvam os dons mais amorosos. É preciso aprender a compreender, Aceitar que deslizes vão acontecer. Nem severo, muito menos masoquista, Aceitar que é mais um na grande lista. Respeitar a igualdade e a lealdade, Rejubila a dignidade e a felicidade. Condena-te de seus atos de maldade, Encarcera os ditames da vaidade. Construa alicerces de humildade, Faça laços com os tecidos da caridade. Busque afeto e o sustento da amizade, Veja em Cristo o que é ter simplicidade. Élcio José Martins

Élcio José Martins EM BUSCA DA PAZ Caminhei por caminhos certos,
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Élcio José Martins EM BUSCA DA PAZ Caminhei por caminhos certos, Obscuros e incertos, Fui água nos desertos, Insensatez de espertos. O tempo é a cura, Ou a espera de bravura. Semente de ternura, De aventura e desventura. O que busco ainda não sei, O que achei por certo conquistei. Acho que um dia amei, Com firmes passos, não desanimei. Ouço boleros de saudade, Do tempo de mocidade, À espera da idade, Pra encontrar felicidade. Cada encontro, um desencontro, Preciso entender do ponto, Pra não deixar sabor do espanto, Suspiro calmo, ao ritmo do canto. O que tem atrás da curva, Espero parreira e uva. A mão que pede a luva, Ara a terra e espera a chuva. O peito tá apertado, Da dor do corpo atropelado. Delírios de sonhos manchados, Desejo louco do sonho sonhado. Ao som romântico, um recital, De Juan Gabriel e Rocio Durcal, Afaga a alma e adormece o mal, Da dor que chora o emocional. Até quando! Até Quando! Sem rumo e sem mando, Destempera a alça do comando, A solidão na multidão, uma luz se apagando. O tempo passou, Nas alegrias por vezes trafegou, Das fatias fatiadas, pedaço ficou. No quarto escuro a alma chorou. Nas desventuras da vida, Pede-se uma nova partida, De coragem atrevida, Conquistar a paz distraída. Não sei se é agrado ou desagrado, Não sei se é leve o peso do fardo, Que por tantas vezes carregado, Fez escaras no coração magoado. Chorar por dentro é água represada, É a mentira da alegria deslavada. A busca da conquista conquistada, Das muitas portas abertas, uma delas está fechada. No entardecer da vida, Ainda há tempo e sobrevida. A hora pede compreensão e decisão, Mudar de vez pode agradar o coração. O respeito não pode faltar, É o espelho e o espelhar, É amigo do olhar, É o sabor que enfeita o paladar. Reclamar de tudo, É aparar barba de barbudo. A mesma cara do carrancudo, Fere aos poucos. É pedrada sem escudo. Choro por dentro, Choro de dentro. Quero o alento, Por mais um pouco não aguento. Quero a paz no medo, Quero o amor e o aconchego. Subo aos céus e peço arrego, Dê-me a paz, o caminho e o sossego. Livre-me dos apegos do passado, Livre-me das promessas, o pecado. Anjos meus tragam um recado, Escrito bem grande como AMAR E SER AMADO. Élcio José Martins

Élcio José Martins A MENTE DA GENTE A mente que mente não é da gente,
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Élcio José Martins A MENTE DA GENTE A mente que mente não é da gente, É da gente a mente que não mente. Mas mente solenemente, a mente, A mente que é da gente, mente que não mente. Mente elegantemente, A mente que não é da gente. Da gente, e puramente, A mente engana distraidamente. Mente sem saber que mente? Por que mente? É distração da mente? Ou mente educadamente? A mente sente, Mesmo ausente. Disfarça constantemente, Do fogo de aguardente. Somente e raramente, A dama contente, Enche o coração carente, De amor e de paixão ardente. No rio caminha a enchente, No entardecer, o brilho do sol poente. No seu olhar o amor caliente, O cio da terra flerta com a semente. A vida pede somente, Um doce amor contente. É nobre e decente, O desejo adolescente. A mente esconde o que sente, Traz enganos inconscientes. À luz de velas incandescentes, Reluz o que o homem tem na mente. Do nascer faz vida um ente, Se não chorou ficou contente. Primeira vitória foi valente, Só não sabe o que vem pra frente. Cresceu entre curvas e vertentes, Entre perdas e amores incipientes. Num mundo de posturas divergentes, Fez o rio para amar seus afluentes. A mente traz a semente, A rosa, o fruto e a água quente. A vida é um presente, De Jesus e de Deus onipotente. Élcio José Martins

Élcio José Martins MÃE 2017 Mãe 2017 é soma dez,
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Élcio José Martins MÃE 2017 Mãe 2017 é soma dez, Dois mais zero, mais um, mais sete, Resultado dez. Soma vinte mais dezessete, Resultado trinta e sete, Que somados ficam dez. Mãe é nota dez, Não tem desvio e nem revés. Cuida de sua cria com maestria, Na escola da vida é mestra da bateria. Mas o mundo mudou, Cuidar só da casa no passado ficou. Hoje é: uma, duas, três, Família, trabalho, lazer às vezes. Mesmo nesse mundo diferente, A mãe tá no batente. Nem a liberação dessa nova geração, Tirou do peito seu amor e devoção. Nesse mundo conturbado, Cheio de vícios e pecados, De gostos fritos e assados, De pais ausentes, despreparados. Filhos mal educados, Na rua são formados. Nas drogas, aliciados, Sobra pra mãe os seus cuidados. Mães de ferro desesperadas, Viagem sem freio e sem estrada. Do coração que era morada, Chocou feio na encruzilhada. Mãe não desiste jamais, Por seus filhos tudo faz. Não tem chuva, nem hora, nem sono, Capaz de tirá-la de seu trono. Mãe representa Deus na terra, É nela que tudo se encerra. Pra ela filho não tem defeito, Como Maria, seu Jesus, sempre perfeito. Mãe é doce e suave, É a pena que adorna a ave. Mãe é pluma de leveza, É rainha de ternura e beleza. Mãe é o alicerce e o telhado, Dá o abraço e sempre deixa o seu recado. Sua força e valentia são inexplicáveis, Suas ações e seus atos irretocáveis. Salve esse dia sagrado, De presente, sorriso e agrado. Na terra ou no céu fez bem feito o seu papel, É abelha que para os seus produz o mel. Amor de mãe é sagrado; Amor de mãe é açúcar no melado. Amor de mãe é puro; É empréstimo de beijos sem cobrança de juros. Nove meses de gestação, À espera da emoção. No colo ou no berço, muita dedicação, Na saúde ou na doença, um sofrido coração. Saudade do colo da mãe amada, Mesmo com as marcas das palmadas. Um sorriso e um afago na chegada, Na partida, lágrimas de enxurrada. Que as têm, ame e cuide, Que as têm no céu ore e agradeça. Quem vai ser mãe, bom parto, A todas as mães meus Parabéns... Élcio José Martins

Élcio José Martins MINHA RAINHA Abraçá-la-ei com a ternura de meu abraço,
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Élcio José Martins MINHA RAINHA Abraçá-la-ei com a ternura de meu abraço, Beijarei seu retrato na pintura de Picasso. Confortá-la-ei na candura de meus braços, Amá-la-ei no orvalho do terraço. Farei de ti moldura na parede, Pintá-la-ei de azul e verde, Repousá-la-ei no trançar da rede. Temperá-la-ei com mel e azeite verde. Costurá-la-ei com linho raro, Dar-te-ei o zap do baralho, Fechá-la-ei em copas e ouro, Presenteá-la-ei com a ilha do tesouro. Dar-te ei a estrela mais brilhante, Ofuscarei a lua dos amantes, Enfeitá-la-ei com pérolas e diamantes, Exibirás com o seu charme provocante. Farei conhecê-la o mundo inteiro, Dar-te-ei a tranquilidade dos mistérios do mosteiro. Dar-te-ei o luxo dos palácios de reis e rainhas, Escolherei as estrelas mais belas como madrinhas, Enfim, Pedirei ao céu Para cobri-la com o seu véu, Élcio José Martins

Élcio José Martins O DESCARTE DE UMA VIDA Nasceu na fazenda Descarte.
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Élcio José Martins O DESCARTE DE UMA VIDA Nasceu na fazenda Descarte. Seus avós moraram lá. Seus pais da Europa pra cá, Sua esposa também se instalou lá. Na lida do campo foi campeão, Cultivou o alimento do patrão. Café, cana, arroz, feijão, Tudo teve seu amor e os calos de sua mão. Madrugada, já estava na lida, O orvalho molhava sua pele cuspida. Suor e lágrimas vendidas, Pra levar o pão à família construída. O trabalho era pesado, Anos e anos de um tempo apagado. Por certo tempo ainda teve respaldo, Valeu da força e seu suor sagrado. Mas nem tudo é permanente, Sol nascente e sol poente, Sorriso sorridente, E lágrimas descontentes. Como um animal para o descarte, Que o tempo apagou sem arte. Na fileira para o abate, Triste espera de quem o remate. Aposentadoria de pobre, Apesar do tempo nobre. Vê na família o desamparo, O máximo que pode é um três no baralho. A demissão cortou na carne, Perdeu a classe pelo desarme. A tristeza nas linhas da idade, Vê no retrovisor os rastros de maldade. Élcio José Martins

Élcio José Martins NÃO QUERO ESQUCER Não quero esquecer,
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Élcio José Martins NÃO QUERO ESQUCER Não quero esquecer, Nem um pedacinho seu. Meu coração mereceu, Todo o amor que um dia me deu. Esse amor foi pra valer, Dói na alma, faz doer. Ficou saudade sem fim, Vermelho sangue, cor de carmim. O amor que tu me dera, Foi cardápio que tempera. Uma lista sem espera, Foi o verde de primavera. Foi o frio de arrepio, O peão no rodopio, O calor do sol a pino, Fez-me homem e também menino. A pureza de sua beleza, Faz o riso com destreza. Um olhar de sobremesa, E o filosofar da natureza. Quero toda em pedaço, Na algema e no laço, Na roupagem do cangaço, No calor que faz o aço. Seu calor ainda me queima, Afogado na toleima. O ardor da paixão deu um requeima, Frustrou a razão pelo furor da teima. Por que insiste coração malvado? Tira de mim esse pecado! Leva logo o bom recado, Desse dilema desastrado. Nesse poema rabiscado, Chora um peito desfolhado. Um verso de amor decorado, De um grande amor desmoronado. Élcio José Martins

ÁGUA DA VIDA Se a água tem sabor, não sei, Mas sei que sempre dela beberei.
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ÁGUA DA VIDA Se a água tem sabor, não sei, Mas sei que sempre dela beberei. Vem da fonte ou da torneira, É companheira da vida inteira. Cai a chuva cristalina, Nasce o cio na terra menina. Semeia-se novamente a semente, Dá vida a um novo ser vivente. A sede ela mata, Alegra a seiva e beija a mata. O verde da mata virgem, Mata a fome em sua origem. A água que dá a vida, que veio do sopro, É a mesma que banha o corpo. É a lágrima que lava a alma, Face molhada que a dor acalma. A água que lava o copo, É a mesma que do copo bebe. Frescor na mina incipiente, Ternura do amanhecer nascente. Banha a vida E acalma a alma. Rega o solo na caída, Distraída se transforma. No rio, corre mansa e faceira, Cachoeiras de cristais caem livres em ribanceira. É a vida que se vai algemada na esteira, Quem pensa diferente tapa o sol com a peneira. No lençol se faz poupança, É reserva e esperança. Dá medo e insegurança, Quando a natureza faz vingança. Desprezar a natureza não é uma boa decisão, Falta d’água na nascente aniquila a população. Não adianta promessa, reza e pajelança, Plante flores em seu jardim, aproveite essa bonança. Élcio José Martins

Élcio José Martins CEM POR CENTO AMOR Não quero mais nem menos
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Élcio José Martins CEM POR CENTO AMOR Não quero mais nem menos Quero na medida certa Nada que conserta Quero tudo que é inteiro Não quero nada por dinheiro Nem por último nem primeiro Quero justo e derradeiro Vou pro mar eu sou praeiro O amor só vale por inteiro Se cortar vira parceiro Mais um corte é pipoqueiro Cortou tudo é baladeiro Sem mentira sem assanho Assim me lasco, assim me ranho To na luta to no banho Acabou, ficou estranho Amo a vida que ganhei A família que entrei Os amigos que encontrei O amor que apaixonei Se reclamo do sapato velho Vejo outro sem sapato. Vejo outro sem o pé na quentura do asfalto Acorde, levante, abra a janela E dê bom dia ao sol. Este, sempre bate a sua porta. É só deixa-lo entrar. Iluminará sua alma, Aquecerá seu coração. Se não vier o sol, virá a chuva em canção, trazendo a água benta da chegada do verão. Lava a alma das nódoas dá vida atribulada, Transforma a tristeza no perfume da relva molhada. Saúda a beleza da manhã mais esperada, Faz cantar alto os passarinhos na palhada. A natureza tem seus encantos, De brilhos, cores e pirilampos. Ungida pelo sagrado sacrossanto, Rega a vida e lava o pranto. Alô Natureza! Traga sua beleza, Alegra quem tem tristeza, Levanta quem tem moleza. Deus criou os animais, O Universo, as flores e os matagais. Nos criou como os mais iguais, Pediu que nos amemos sempre mais. Acorde, levante, abra a janela E dê bom dia ao sol. Se não vier o sol, virá a chuva em canção, trazendo a água benta da chegada do verão. Alegra a alma irrigando o coração. Élcio José Martins

Élcio José Martins O VÁCUO DA VIDA O que sou, são sei,
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Élcio José Martins O VÁCUO DA VIDA O que sou, são sei, Não sei se acertei ou se errei. Só sei que semeei, Sementes e amores pelos caminhos que caminhei. Construí trilhos e atalhos, Costurei vestes de retalhos. Já fui Rei e espantalho, Já comi carne assada no borralho. De onde vim não sei, Pra onde vou ainda não pensei. Corri, corri, um dia parei, Pensei. Esse mundo não é justo como um dia imaginei. Tem guerra e intolerância, O veículo é ambulância. Os donos do mundo não se entendem, Só fazem o que pretendem Hoje os lares são hospitais, Triste sina dos mortais. À mercê desses marginais, A paz e o amor ficaram pra trás. É um vazio de solidão, No vasto mundo, imensidão. As casas se transformaram em prisão, No vácuo do medo, a espera pelo ladrão. Nesse mundo inconsciente, O jovem livre e impaciente, Busca a calma do oriente, Pra matar o leão e assar com brasa quente. Qual futuro o espera, Nesse tempo que acelera, Víscera que dilacera, Corpo drogado, na sede sem espera. Do nascer ao morrer Deus nos deu a ponte da vida, Cada um tem seu tempo, sem leme, sem bússola e sem rota definida. Uns trafegam por cima, outros por baixo, seguem o destino, Nascer, viver e morrer. Morte e vida, o desatino. Nossa riqueza não é nossa riqueza, O que fica é o nome e a nobreza. Só tem jantar, não espere sobremesa, O céu não precisa de riqueza pra manter sua beleza. Élcio José Martins

Élcio José Martins A INTERROGAÇÃO DA CURVA O que tem depois da curva?
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Élcio José Martins A INTERROGAÇÃO DA CURVA O que tem depois da curva? Pode ser o monstro que uiva, Ou o santo que cuida. É São Cristóvão que ajuda. A interrogação persiste, No medo que existe. Não tem regra nem palpite, E nem Lei que eu acredite. O que tem de lá, Não pode ser o que tem de cá. De cá é o que conheço, De lá virá o que mereço. Rezo a reza, rezo o terço, Vida longa que eu mereço. Tempo de ida e recomeço, Vejo a curva pelo avesso. Interrogo o tempo, Interrogo o maestro do tempo. Perco a hora, perco o tempo, Faço contas, quero mais tempo. Curva leve a acentuada, Com descida e encruzilhada. Estrada da vida transitada, Pelo amor e a intolerância malvada. Pequenos automóveis na estrada, Cruzam carretas desgovernadas. Estradas esburacadas, Ceifam vidas estruturadas. Vem o medo e some o riso, Irresponsabilidade sem juízo. Na placa tem o aviso, Seu freio é seu paraíso. Mas na curva da ilusão, Tem caminho e direção. Afoga as mágoas da emoção, Tem o amor que acelera o coração. O câmbio que muda a idade, Troca marchas de sonhos e saudades. Quinta marcha dos Casebres de bondade, Pede a ré os rincões da falsidade. Mas tem a curva da fé, Homens justos ficam de pé. Foi Maria e foi José na manjedoura de sapé, Que deu ao universo Jesus de Nazaré. Élcio José Martins

FESTA NO CÉU O céu está em festa. Muita alegria com cantoria e seresta.
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FESTA NO CÉU O céu está em festa. Muita alegria com cantoria e seresta. A casa celeste anda animada, Tem muita gente chegando, Outros, ainda estão na estrada. 29 de junho, aniversário de São Pedro, Os anjos prepararam uma festa em segredo. Os artistas convidados foram os ídolos brasileiros, Uma Justa homenagem ao nosso santo Padroeiro. O salão celeste já estava enfeitado, Pra receber São Pedro, esse santo muito amado. Os artistas brasileiros já estavam preparados, Para cantar seus sucessos, juntos e misturados. São Pedro chega cedo e muito feliz, Acena pra todos e nem uma palavra diz. Sua, sagrada, cadeira vermelha o espera, É cadeira de Rei, São Jorge bem dissera. O bate-papo rolava solto nesse instante, Era uma alegria estonteante. São Pedro com um sorriso radiante, Saboreava um suave vinho frisante. É chegada a hora do show mais esperado, A orquestra se prepara no belo palco enfeitado. O público se aglomera no salão improvisado, Era a primeira vez que São Pedro era aclamado. Antônio Marcos dá início ao espetáculo, Com a canção, Oração de um Jovem Triste. Carlos Alexandre canta com um sorriso no olhar, Eu vivia Sozinho Sem Ter um Alguém pra me Consolar. Cássia Eller encantou com Palavras ao Vento. A ideologia de Cazuza foi o tema do momento. Clara Nunes com Sivuca levantaram poeira, Fizeram São Pedro levantar-se da cadeira. Elis Regina sempre um açoite, Foi divina, a Sensação da Noite. Evaldo Braga escondeu o Pranto num Sorriso. Embriagou-se com a paz no Paraíso. Gonzaguinha estava no Lindo Lago do Amor, No Porto Solidão Jessé rezava com fervor. Maysa com ADEUS e Chanson D’Amour, Agradeceu, poeticamente, o seu Santo protetor. João Paulo libera o seu Reino Encantado, Canta com Leandro o hino, Temporal Do Amor Nas Noites de Sábado. Noite Ilustrada fala pra morte. “Pena de Mim não Precisava”, Inezita, meio sóbria, não largava da marvada. Paulo Sérgio reclamou que Seu Destino Desfolhou, Raul Seixas declama: “Um Dia a Terra Parou”. Renato Russo entre A Cruz e a Espada, Jair Rodrigues sobe ao palco em Disparada. Tim Maia traz a paz cantando que Tá Tudo Azul na Cor do Mar. Altemar Dutra com suas músicas para amar. Nelson Gonçalves disse que quase morreu com Saudades da Amélia. Orlando Silva também filosofa que, “Tudo São Caprichos do Destino”. brincando com a Cornélia. Vinícius de Moraes e Tom Jobim poetizam e Tomam conta da garrafa de Whisky. Dalva de Oliveira bebeu na Taça do Esquecimento. Pery Ribeiro é amigo do Rei e Isto é Fato Consumado. Agepê, distante, Mora Onde Não Mora Ninguém. Wando Acha Estranho Essa Tal Liberdade. Emilio Santiago se esparrama no Chão de Estrelas. Silvinha, com seu Lacinho Cor de Rosa, reclama de Nara Leão sobre a Viola Quebrada. Buchecha sempre foi um carrossel de emoções. Mamonas Assassinas montam o Jumento Celestino. Carmen Miranda à mesa com as cantoras do rádio, Comem Canjiquinha Quente. Dorival Caymmi paquerou a Vizinha do Lado. De repente chegam mais dois ídolos: Jerry Adriane e Belchior. Abraçam todos os amigos. Cansados da viagem, pedem colo e abrigo. Eram tantos os brasileiros que os anjos aprenderam o português. Final da festa São Pedro, com a face molhada da chuva da emoção, pediu uma última canção: Que todos os artistas, juntos, Entoassem a canção de sua preferência: O palco foi pequeno. Enfeitado de azul, acolheu todos. Cantaram entusiasticamente a canção, “AMIGOS PARA SEMPRE”. Saíram todos felizes e caminharam, De mãos dadas, pelo jardim celeste, Esperando o amanhecer e Cantando a poesia da felicidade. Élcio José Martins

Élcio José Martins A ILUSÃO DOS SONHOS Na madrugada
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Élcio José Martins A ILUSÃO DOS SONHOS Na madrugada Despertei pra vida No novo amanhecer Um novo nascer A alvorada Canta entusiasmada Na manhã com certa manha Entrego-me à façanha. Ao meio dia da vida Sem receio e atrevida Embaralha nas cartas da incerteza Cheiros e sabores relembra a mesa À tarde o cansaço Na rédea do baião Na fita com laço doce Embrulha o presente A noite pede passagem O sol já está distante É a calma em calmaria Descansar do ardo dia No escuro o sono chega A alma que benfazejas São rios de belezas Dos tropeços e proezas Élcio José Martins