Pular para o conteúdo

Frases de Eggon

16 frases

Primeira poesia Sonho espancado Sonha destituído, desidratado,
Continuar lendo

Primeira poesia Sonho espancado Sonha destituído, desidratado, Nenhuma ideia na mente Nenhum gesto de honra Enterro o emprego dum homem Fugido dum mar de amandas Vazio, meu se ser desespera Inteiro, meu ser se todo despreza Vadio, o ar corre aroma Da fruta que morre em chama Chama à vida o poeta Senhor dos amores perdidos Infiel ao homem integro Inteiro na alma que bate Nem sabe daquela mania Dum padre que abandona seu frade Ovelhas rebeldes e negras Perguntam da vida inteira Sou deus, sou eu, sou nada, Já disse que não quero nada Já me fiz coberto de palha Me já fizeram inteiro de nada! Ele não sabe o que é ir embora, Me vê ao gosto d'aurora Ao som da luz do meu crânio Aos olhos do meu sangue jorrando Que não se ponho em dor do meu pranto Ve luz no desumano canto

Minha dor, Meu parto inconsciente E um leve mal deitado no meu leito umbílico.
Continuar lendo

Minha dor, Meu parto inconsciente E um leve mal deitado no meu leito umbílico. A decadência estéril dum contato vivo A ilusão marcante numa luz sem fonte Afronta a deusa da estrela D'alva Que brilha e linda chora pelo sangue amargo Se o mais belo ser que sob a Terra andara Do amor bebeu e jamais chorava Gosto tão cruel em minha boca amarga

Tem uma esperança, eu nao sei de onde ela vem Tem uma tristeza, eu nao sei de onde vem Uma saudade, sua luz vem dum mistério
Continuar lendo

Tem uma esperança, eu nao sei de onde ela vem Tem uma tristeza, eu nao sei de onde vem Uma saudade, sua luz vem dum mistério Uma luz num quarto escuro, com a janela de tras aberta O incenso ligado memória da alma Tem uma dor intensa que nunca para Um mar que nunca transborda, suas margens sensatas e claras Tem um desespero que toca na porta fechada, que controla o vento pelo qual os papeis voam À tarde o café acorda, À noite o café desorda A noiva o café desova noiva das sete manhãs que viram o sol nascer Ainda tem uma felicidade, eu sei de onde ela vem Dum desespero nato, dentro de um pote inchado do cansaço, do outro dia desperdiçado, pelo nada do insensato, que controla a cor do sapato, nato, humano falho ato O mar que transborda As folhas que voam ao vento rebelde da porta escancarada Minha cara cuspida em farpas Um incenso que apaga Uma dor, que para

Faz tempo, não durmo comigo mesmo satisfaço meu próprio alento
Continuar lendo

Faz tempo, não durmo comigo mesmo satisfaço meu próprio alento vejo o sol cru do meu pensamento bebo a água maldita daqui de dentro Faz tempo, não estou só...brio, sem sombra de qualquer monstro terreno, e à sombra de algum deus ateu dormindo em meu divino leito atento Vejo a luz de um sol só meu Hoje é triste a minha carne ávida que se banha na luz branca e pálida dum astro maior que o próprio eu Porém, se não brilha hoje, não amanhã se não gritar agora fim do romance, findam e pra trás acaba-se minha chance E a repente morte brilha forte e sã

Um vazio, uma culpa, uma inteira realização do nada,
Continuar lendo

Um vazio, uma culpa, uma inteira realização do nada, um canto numa vida desvairada Uma vida o que é a vida neste limbo? na incompletude do ato humano nato na compreensão desprovida dum caminho? É pois um rio amoral de rumo ausente Segue o ser desesperado ao signo do findo Flui a plenitude duma flor no sol poente

Desespero A madrugada cai o desespero ressalta meu peito inchado
Continuar lendo

Desespero A madrugada cai o desespero ressalta meu peito inchado os lábios inacabados da branca morena dos olhos Dois gatos miam lá fora brigam pelo integralmente nada Já não é dia, não é noite sonho ou lucidez É o desespero atento de um ato falho humano inacabado Sonhará mais mil noites perdidas viverás mais a eternidade escondia E no limbo encontrará o meio termo dum ato falho maldito

Eu sou mal Como o inferno em teu coração Como a mágoa durante o verão
Continuar lendo

Eu sou mal Como o inferno em teu coração Como a mágoa durante o verão Trouxe a selva tamanho animal Eu sou bom Feito o leito dos peitos suaves Seus carinhos de mãos tão afáveis vem do mar o amor desse som Tua sentença cai-me em viva carde podre, mas o sol d'outro dia envelhece o ar da palavra maldita Sois filho de meu Deus que dizia Algo sobre essa velha tal de Ira Amarás o inferno dessa ilha?

Longe de Casa Já consigo ver a rosa criada à luz do sol Já consigo chorar um passado cruelmente lindo
Continuar lendo

Longe de Casa Já consigo ver a rosa criada à luz do sol Já consigo chorar um passado cruelmente lindo Já sinto um vazio concreto denso que me forma aquela casa Já senti saudade duma mesa torta Jamais porém dum leito umbílico que em minha alma toca Sonhei dos momentos que pareciam vício dum hábito que quase postulado sacro podia dizer que a vida é isso Mas acordei e virgem entendi a pista dum sonoro choro nesse sangue amado Olhei pra frente vi uma rocha grande quem é esse homem que amanhã acorda? que escolheu alar um grande mastro Será que esqueceu de não trancar a porta que ainda lembra de sempre dar a volta Será que ainda sabe do postulado sacro

⁠As Terras foram em bora nas caçambas de outrora terras que o frio deixavam
Continuar lendo

⁠As Terras foram em bora nas caçambas de outrora terras que o frio deixavam em tardes tão majestosas Essa terra leva o frio, leva o ar de tom sombrio A flor que agora murcha um dia foi meu abrigo Nessa noite foi pesadelo um sonha já velho veio; depois em devaneios a pensar no caos do meio O homem que acordou repente viu Terra mundo Muito tudo em tanto nada Amanhã, andar, terror

⁠Cachorros ladram lá fora, múltiplos sons urrantes no meio da noite O ronco exaltado dum sono agressivo Os gatos exaltados gritam. Medo ou bravata
Continuar lendo

⁠Cachorros ladram lá fora, múltiplos sons urrantes no meio da noite O ronco exaltado dum sono agressivo Os gatos exaltados gritam. Medo ou bravata Nem parece noite, as luzes do poste sorriem pra lua O colega de quarto desvenda Sartre, tão altivo quanto o sol Quarto poema da noite. Quinto fracasso do dia. Sexto motivo pra vida. A Noite, poeta assustada que não nasceu pronta, mas nasceu, opondo-se ao Sol, por causa do sol e da ausência intermitente dele O ronco não para, o colega exalta ainda o existencialismo, os cães já roucos não dão sinal de trégua. Não chove faz um mês, é seco e frio, é noite ou dia, é pouca energia, ardido vivo, fluir cansativo, é baixo um silêncio que se faz ouvir de pouco em pouco um existir que vai se consolidando ao esquecer que existe e ao existir de fato, o escuto do quarto, o ar que entra e sai, e deixa o som e somente som a memória do cão no quintal, o branco ar do teu funeral, o sol que brilha o meu olho fechado.

meu vazio minha carne persistente minha mente fugaz
Continuar lendo

meu vazio minha carne persistente minha mente fugaz minha existência ausente. Um dia depois do outro, aquele interrompido pelo desespero da mente sã Desespero do entendimento completo do mundo Completamente desesperado pelo entendimento da incompletude do homem Entediado pela existência única dum ser tão perpétuo Unificado pelo pensamento frequente de uma existência no incerto Decepcionado! Pela poesia inútil pras curas do mundo. Chove uma água tão leve leve, o meu ser em seu pranto Ando, encontro becos e cantos Te amo, da água que bebe Me veja, nos apuros de um céu bêbado, Beija, um rosto marcado, de lógica, axiomas trancados nos mistérios dessa água que cedo existo, como e bebo ando num passo atônito respiro um ar carioca transito na ponte heroica Vi-me, vendo o mundo atento, Elucubrando uma arte vidal A beleza: agride olhos ingênuos Liquidez duma alma mortal Constante pulso dum caminho incerto pedaço ermo do meu jardim antigo Absorto sento no chão verde e limpo

Grilo... grilo... grilo...
Continuar lendo

Grilo... grilo... grilo... Um leve tom que flui a cabeça deitada Uma maresia que bate o carvalho Uma brisa que quebra o asfalto uma longa história se passa no corpo espalhado Grilo.. grilo.. grilo... grilo..... Por que Maria quis assim? Pedro era mais próximo de Marcelo Amanda nem me olha mais feito essa porta fechada, do lado da cama desarrumada. O que fiz demais? Grilo... grilo... grilo... A vida se condensa nesse escuro, meus olhos claros Abstracto, azul, caos, calma, simples, cinza O giz do quadro corrói a p...alma A essência da vida se esconde, No elevador sinto sua falta, parado. Grilo... O grilo toca a marcha do poeta escreve... pensa... reflecte... sente... levanta da cama a luz! o grilo para o poeta cala grilo íntimo grillo grito... grilo.... grilo.. poeta desconhecido

⁠Condenado, no meio livre solto, nas garras do homem passeias, pela água abaixo
Continuar lendo

⁠Condenado, no meio livre solto, nas garras do homem passeias, pela água abaixo respira, o peixe o ar Fascina, o templo perdido contempla, o caos retorcido a mente, lavares os pratos mas corvo comias condido Livros à mão toda escrita Vem, abomina me ser do coiote me manda criada dos céus e da terra lavada que um dia pra mim cultivara São reis teus netos queridos pois, frutos que a mim destinaram cuspir toda fruta à cega em mato qualquer devastado Nascera semente profunda porem enterrada na raiva do rei dos meus desamados Mas calmas comeste o caroço de fruta agora enjaulada dentro de tua pessoa hoje lhe assombra a alma Tal fruta te lembro é verde de vermelho ela não tem nada venho dos céus do inferno com ela que tu sonhavas sutilezas te faltam aos dedos justiça a teus sorteados

⁠É lisa, ele suaviza, ele concretiza, A morte que lenta via pisou no meu lado direito,
Continuar lendo

⁠É lisa, ele suaviza, ele concretiza, A morte que lenta via pisou no meu lado direito, assentou-se no conceito do leito O verde ar da manhã virada, A mente desvairada Dizia meu pranto em pronto dia, A vontade, a tarde, mania. Dor que é tu, não nada, que é o inexistente, que é tua pele que falta Não há dor neste barco Diz Camões! tuas palavras belas Sangue mar de Portugal... Sente-tu o que há em mim! Que vim dos séculos ao mar trotando Sente que não há dor então cria em mim Amargo sal na minha boca alada Mal tom, insiste em mim Andei, Trotei, Amei Camões, pois, fez-me sofrer por que? que não salvaste o amor em lei, Amou o belo do lusitado ritmo fechou o mar pro amor mais vivo! Há dor, porque não há o ti, Não há o ti pois assim o fiz que fiz por ti jamais, por mim Por mim? Pois, Pessoa, diz, o que palavra que no mar se foi? Troquei o ti o si, o me. Jamais pensei, o todo quis pelo menor que fiz, a bela aurora já me contradiz

⁠que me encontro, que me faço, refaço e nunca satisfaço
Continuar lendo

⁠que me encontro, que me faço, refaço e nunca satisfaço e procuro em tato, diz-me tu, que lamento incompleto em meu passo em meu ato descompensado Mudo tudo! despedaço ressurjo e ao reencontro tácito escrevo este poema falho da minha mudança ata do meu pensar não mais nostálgico que não cumpre mais regras estéticas, que não mais contempla a natureza em detrimento de uma ação efetiva que mude os rumos do mundo sem a rima dessa métrica, e nem poema, poema do ato, humano falho ato.

⁠Eu não estou cansado, Eu não louvo o erro tácito da minha íntima atitude de ser pobre
Continuar lendo

⁠Eu não estou cansado, Eu não louvo o erro tácito da minha íntima atitude de ser pobre Eu sou rico em minha pobreza desprezada, pelos fieis habilidosos d'outro mundo, do mundo que nos rega, que me até alimenta Teu olhar de ferpas indecifráveis eu sou pobre perante este ar estrageiro que não me reconhece perante este amor intorpecente que me regurgita Mira-te, mais, em meu centro real, pois que nessa tua surra, me plante este amor que me regozija! profundamente.... E escancara-te, tuas armas perante minha face feia! Que digo! Te não me afeta! A física em mim? Só redigita-se. Diz, não dizendo, que em mim não há nada Minha cabeça diz-me que dissem. Que, pois, não estou cansado não, da minha cabeça falha, nem de meus punhos firmes, às vezes leves... Estou cansado de ti, de vós! Que me abdico da tua palavra tola, Sem abdicar-me de teu som laborioso. Tuas palavras, minha mente, este incompleto status Ressuscito! Minhas palavras falhas, poetizo!