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Frase de Eggon

Primeira poesia Sonho espancado Sonha destituído, desidratado, Nenhuma ideia na mente Nenhum gesto de honra Enterro o emprego dum homem Fugido dum mar de amandas Vazio, meu se ser desespera Inteiro, meu ser se todo despreza Vadio, o ar corre aroma Da fruta que morre em chama Chama à vida o poeta Senhor dos amores perdidos Infiel ao homem integro Inteiro na alma que bate Nem sabe daquela mania Dum padre que abandona seu frade Ovelhas rebeldes e negras Perguntam da vida inteira Sou deus, sou eu, sou nada, Já disse que não quero nada Já me fiz coberto de palha Me já fizeram inteiro de nada! Ele não sabe o que é ir embora, Me vê ao gosto d'aurora Ao som da luz do meu crânio Aos olhos do meu sangue jorrando Que não se ponho em dor do meu pranto Ve luz no desumano canto

Eggon

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Pensador.com

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Outras frases de Eggon

Minha dor, Meu parto inconsciente E um leve mal deitado no meu leito umbílico.
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Minha dor, Meu parto inconsciente E um leve mal deitado no meu leito umbílico. A decadência estéril dum contato vivo A ilusão marcante numa luz sem fonte Afronta a deusa da estrela D'alva Que brilha e linda chora pelo sangue amargo Se o mais belo ser que sob a Terra andara Do amor bebeu e jamais chorava Gosto tão cruel em minha boca amarga

Tem uma esperança, eu nao sei de onde ela vem Tem uma tristeza, eu nao sei de onde vem Uma saudade, sua luz vem dum mistério
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Tem uma esperança, eu nao sei de onde ela vem Tem uma tristeza, eu nao sei de onde vem Uma saudade, sua luz vem dum mistério Uma luz num quarto escuro, com a janela de tras aberta O incenso ligado memória da alma Tem uma dor intensa que nunca para Um mar que nunca transborda, suas margens sensatas e claras Tem um desespero que toca na porta fechada, que controla o vento pelo qual os papeis voam À tarde o café acorda, À noite o café desorda A noiva o café desova noiva das sete manhãs que viram o sol nascer Ainda tem uma felicidade, eu sei de onde ela vem Dum desespero nato, dentro de um pote inchado do cansaço, do outro dia desperdiçado, pelo nada do insensato, que controla a cor do sapato, nato, humano falho ato O mar que transborda As folhas que voam ao vento rebelde da porta escancarada Minha cara cuspida em farpas Um incenso que apaga Uma dor, que para

Faz tempo, não durmo comigo mesmo satisfaço meu próprio alento
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Faz tempo, não durmo comigo mesmo satisfaço meu próprio alento vejo o sol cru do meu pensamento bebo a água maldita daqui de dentro Faz tempo, não estou só...brio, sem sombra de qualquer monstro terreno, e à sombra de algum deus ateu dormindo em meu divino leito atento Vejo a luz de um sol só meu Hoje é triste a minha carne ávida que se banha na luz branca e pálida dum astro maior que o próprio eu Porém, se não brilha hoje, não amanhã se não gritar agora fim do romance, findam e pra trás acaba-se minha chance E a repente morte brilha forte e sã

Um vazio, uma culpa, uma inteira realização do nada,
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Um vazio, uma culpa, uma inteira realização do nada, um canto numa vida desvairada Uma vida o que é a vida neste limbo? na incompletude do ato humano nato na compreensão desprovida dum caminho? É pois um rio amoral de rumo ausente Segue o ser desesperado ao signo do findo Flui a plenitude duma flor no sol poente