Pular para o conteúdo

Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Fica tudo num bornal É uma questão de perceber A sutileza constante
Continuar lendo

Fica tudo num bornal É uma questão de perceber A sutileza constante O quintal é a vida da gente E, ao que tudo indica Pode até parecer diferente Mas, semente semelhante Gera sempre Coisa igual a todo instante Pois a vida nunca foi Um lugar que fica ali na frente Não lhe importa O quanto a gente corra Pois o tempo não descansa Entre um sonho e uma lembrança É tudo imagem somente Onde a verdade Está sempre dentro da gente Num lugar que nada esconde Porque sempre Há de chover e fazer Sol Só o presente interessa Fica tudo em um alforge É uma questão de olhar Onde a vida da gente é o quintal Não importa nunca a nossa pressa Coisa que o tempo não tem Nem precisa Que, por ser portador da verdade Sempre há pedras no caminho O tempo nunca tropeça E também não pisa em espinhos. Edson Ricardo Paiva.

Talvez a ninguém interesse Creio que não vale a pena Eu sou apenas um velho tronco
Continuar lendo

Talvez a ninguém interesse Creio que não vale a pena Eu sou apenas um velho tronco Um pedaço de árvore Que um dia existiu Só semente que cresceu aos poucos E os lugares onde eu fui Foi seguindo o mundo Conforme o tempo flui Eu viajei no tempo Vendo irem-se os dias Assim como vão as montanhas Assim como as pedras Porque nada é eterno E tudo é sempre Sempre louco Não andei como andam as nuvens Mas as nuvens também se vão Sempre se vão E eu não sei pra onde é que elas vão Pois duram pouco E eu só sei que todas se foram E eu aqui parado Fui vivendo ao lado de estrelas Fui vivendo ao lado do Sol Penso até que o Sol seja uma delas Penso que tudo flutua Flutua junto ao rio do tempo O rio do tempo ruma A caminho de lugar nenhum E eu, por não ser nada Não sou nada Como nada são as montanhas Como nada são as pedras, as nuvens Estrelas e as gentes Sou somente um velho tronco De outra árvore que existiu Que outro dia era semente E foi crescendo Cresceu em direção ao Céu Não sei meu nome Não me lembro se gravaram Nome em mim Só sei que o Céu se move E move as nuvens e elas chovem E molhavam minhas folhas Que secaram, porque tudo chega ao fim Assim se foram Como tudo sempre vai Se vai sem rumo Destino a lugar nenhum. Edson Ricardo Paiva.

Hoje, surge meio que atalhado Creio que seja esse meu jeito Esse jeito meio que imperfeito
Continuar lendo

Hoje, surge meio que atalhado Creio que seja esse meu jeito Esse jeito meio que imperfeito De olhar sempre de lado Para as coisas do horizonte Surge um Sol minguante, meio alaranjado Emerge uma luz meio apagada Iluminando meio que quase nada Na fresta por entre as telhas Restando um pouquinho pra cada telhado Era o ventre do mundo, era uma luzinha assim...de nada Reflete no espelho, me olhando de esguelha Repetindo a imagem de alguém que hoje sou Mas que ontem não era eu Esse é algo que eu resgatei Antes que se perdesse por completo Pode ser que seja ainda alguém Quem sabe ainda tenha uma alma Eu sei que, ao caminhar na chuva, se molha E, que ao pisar na folha, chega quase a barulhar Mas elas farfalham também ao vento Quem sabe todos nós, sejamos folhas que arremedam gentes Hoje, surgiu meio que atalhado, o Sol E eu olhei-o meio de soslaio Percebi como sou diferente das folhas As folhas são filhas de Deus e se quedam Eu caio. Edson Ricardo Paiva.

Lindas Existem palavras lindas Como é bom pensá-las e dizê-las!
Continuar lendo

Lindas Existem palavras lindas Como é bom pensá-las e dizê-las! A bem da verdade Passamos boa parte do tempo Olhando por uma janela Pela qual não passa nada Mas, por um motivo qualquer Ela não pode ser desfeita e nem fechada Essa é a janela da nossa vida E, enquanto vivos, vamos sempre olhar por ela Igual crianças Com ouvidos de despedida E com olhares de bem-aventurança Pois, existem sim, palavras lindas E a vontade de traduzi-las Tudo vai passando e passa depressa o bastante Pois, nas horas mais importantes Não tínhamos palavras Que pudessem Descrever o indescritível de maneira eficiente Só conhecíamos a pressa Existem sim, palavras lindas Mas nós não as temos Como é bem triste pensá-las! Como é ruim não poder dizê-las! É assim, igual retirar a pérola do lodo E prosseguir ignorando A sutil diferença entre o tudo e o todo Pode ser por isso, que de vez em quando Olhando o céu Lançamos pensamento mudo a Deus Também sem sabê-lo aonde Pois somos parte das estrelas e filhos de quem as fez A noite estrelada, por sua vez, esconde as palavras E também nada.responde Diferente da palavra vida e tudo que ela podia ser A noite só sabe ser linda...e mais nada! Edson Ricardo Paiva.

A Lei da Vida. No rio do tempo Outra estação
Continuar lendo

A Lei da Vida. No rio do tempo Outra estação Outra água evaporou Choveu Pode ser que fosse tudo a mesma coisa A mesma água A mesma causa O trajeto do rio era o mesmo A mesma confusão no mesmo leito Era a vida a prosseguir do mesmo jeito Sem pressa E, se doutra vez, quem segue o rio sabe o caminho À ninguém cabe o direito Em pôr a culpa no trajeto A culpa toda cabe ao rio Que dessa vez não confundiu direito. Edson Ricardo Paiva.

Ser mulher É como andar na corda bamba Sem cair e nem perder a pose
Continuar lendo

Ser mulher É como andar na corda bamba Sem cair e nem perder a pose Ser mulher é ser melhor Mas ser melhor sem o saber Ser porque é Sonha com lindos sapatos Mas a sua alma anda descalça Com a calma de quem valsa ao som de um samba Mulher é descolada, nem dá bola Tira retrato distraída e sai bonita Quer, mas não quer para ela Ela é mulher, é bela sem ter nada disso Tem viço de mulher Basta-lhe um laço de fita Um olhar de ternura e um abraço. É pensar em fazer uma coisa E na tarefa de pensar...ela faz doze ...e nem se estressa Ser mulher é já nascer Cumprindo um monte de promessas que não fez E depois dela nascida, ainda faz mais algumas É cumprir todas em paz Às vezes, mais de uma...e ela faz todas de uma vez Ah...se for mulher, ela faz Ela consegue aparecer Sem parecer aparecida Assim, no seu dia-a-dia A mulher saber ser Maria Ser Margarida, ser Rose e ser Cida Ser irmã, ser mãe, ser amiga E além de trazer a paz Ainda separa algumas brigas É ser eterna, ser terna, ser linda e depois ser mais linda ainda...e nem ligar Mulher de verdade nem liga Escreve seu nome na eternidade E vive sonhando em ter para si Um dia pra ser mulher Sendo mulher todo dia. Edson Ricardo Paiva.

O sonho...a dor O sonho saiu Numa noite de frio
Continuar lendo

O sonho...a dor O sonho saiu Numa noite de frio A dor o seguiu, por amor Companheira de jornada Na chegada e na partida Partiu por sonhar Toda dor também sonha E todo sonho tem lugar guardado Para a dor parceira...e ela chega Em cada coração que um sonho abriga. Todo bom sonhador Tem no peito o sonho...a dor Cada qual do seu lado O sonho é perfeito A dor é dor Não faz mal Sonho bom foi feito para ser sonhado E quando não der certo O sonho sonhador e a dor, eterna amiga Estarão sempre por perto Sonhador que é sonhador...nem liga. Edson Ricardo Paiva.

Quando a gente era criança E brincava de se esconder E subia lá no alto, ia só de brincadeira...e ria
Continuar lendo

Quando a gente era criança E brincava de se esconder E subia lá no alto, ia só de brincadeira...e ria Ria, de incauto que era E pulava de lá, por prazer Pelo puro prazer de poder ouvir o ar que zunia Uma vez fui encontrar lá em cima Um pássaro que tinha desistido de voar Daqueles, que quando dói, nunca se lastima Não chora, não pede ajuda Se recolhe no seu lamento. Finge morto, finge mudo Se tinge de esquecimento Enfim, nada escolhe na vida E mesmo assim Teve a escolha de sofrer calado Eu conto essa passagem Num poema bobo e sem rima Porque desde pequeno Eu também não podia chorar, nunca tive coragem E jamais me ensinaram o jeito certo de falar com Deus Pra dizer-me arrependido e nem pedir perdão Nunca aprendi pedir nada pra Deus Mas o certo era que o pobre pássaro Pode ser que ele só fosse igual a esse que eu sou agora Daqueles que quando chora...é só por dentro Num lamento mudo O pássaro caiu lá de cima E nem me deve ter ouvido pedir perdão Quedou-se no chão Num tombo quase tão breve quanto uma vida E ele também deve ter sentido O ruido leve que zuni no ouvido Que só ouve quem cai Mas naquele momento Como quase que tudo na vida Não deu tempo pra nada O pássaro mudo, morreu sem chorar, não deu tempo Pode ser que eu, depois daquele dia, o tenha tido Mas eu não chorei, nem naquele dia e nem nunca mais Ajuntei todas as lágrimas que tinha pra chorar na vida E quando vi que o pássaro ia subir pra Deus Eu pedi pra ele levar. Edson Ricardo Paiva.

Ame-se Goste-se por amor próprio E quando gostar-se
Continuar lendo

Ame-se Goste-se por amor próprio E quando gostar-se Não permita Que esse amor por si mesmo Seja maior que você Amor tem que ser leve E não se tem que medir ou comparar Basta amar-se primeiro Gostar-se de amor...mas de amor verdadeiro E que esse inteiro seja o que é: Imperfeito, limitado, modesto e indescritível Goste-se Mas não goste demais de si mesmo Compartilhe esse imperfeito com quem você ama E quando te amarem de volta Olha pra dentro E corrige antes teus defeitos O amor de verdade faz isso Amor é pureza, simplicidade e tem vontade própria Portanto ele te exige ao lado e te quer por perto Se não for assim, goste-se e afaste-se É amor incerto Pois quem gosta de mim sou eu E você de você Se for assim Fique E não pergunte por quê O próprio infinito existe sem sabê-lo Não se mede amor Tampouco se explica, critica ou renega Quando o tempo passou...e ele passa Você vê que o ouro perde o brilho E a flor é morta E tudo se foi...porque tudo se vai O amor é o último a sair Depois de apagar a luz e fechar a porta. Edson Ricardo Paiva.

A Poesia dos Grilos. Tem horas que a vida Não é que ela parece
Continuar lendo

A Poesia dos Grilos. Tem horas que a vida Não é que ela parece Que perdeu todo sentido Tem horas que eu olho pro mundo E a impressão que eu tenho É dela nunca ter tido Minh'alma descalça e nua Passeia em olhares perdidos Por breves trechos, preces leves, tão compridas Curtos pedaços da vida, uma viagem Pelas ruas, pelo céu, pelo passado e presente Perdidos no correr da vida Outro dia, talvez a gente encontre algum sentido nela Vou buscar na lembrança dos meus olhos Um resto de olhares felizes Eu me vejo quando embarco numa balsa e atravesso Um pequeno espaço... tão vasto é este universo Valsa a atmosfera Meu olhar espera ao menos Ver estrelas parecer felizes Cá da terra as sei como são falsas meretrizes Intocadas, infelizes Inspirando aos grilos a mais linda poesia Profundas como as jamais ouvidas Deste meu lado da vida Belas como aquelas Que eu quis fazer e não fiz Pode ser que por amor Pode ser de solidão Pode ser que de cansaço Pode ser de pés no chão Pode ser de limitada alma de gente Tem horas que a bela vida Não faz sentido Eu disse só isso, somente Como a terra abrisse a boca e me engolisse Sobre a gente desistir? Não, nada disso eu disse. Edson Ricardo Paiva.

A chuva ensaiou Flutuante Eu abri minhas janelas e cortinas
Continuar lendo

A chuva ensaiou Flutuante Eu abri minhas janelas e cortinas Acendi meus abajures e uma vela para agradecer Convenci flores ausentes a ficar Recolhi correntes Pus meus dentes num sorriso Ensaiei minha melhor risada Pois a chuva é quase nada Nada, quando ela chove Deitei vinho à taça Ele não veio Vinha a chuva que passou Porque toda chuva um dia passa E ela passou Infértil...meio indiferente Sem sorriso e folha nova Eu chorei Pois o tempo ensina e prova Compreende quem quer Aprender não é preciso A lágrima é. Terra e chuva são dois Pra depois serem uma coisa só Pois a terra inválida, invalidada Compreende a dor de ver-se abandonada Sem laços, desatados nós Mas depois que um rio flutuante Impávido e ausente Num dia qualquer Passar pelo espaço infinito Vazio e bonito e distante Ali, bem diante dos olhos Pra depois, num mero instante Dar adeus, partir e não chover. Edson Ricardo Paiva.

Quando estamos sós Pensamos em Deus Raramente falamos
Continuar lendo

Quando estamos sós Pensamos em Deus Raramente falamos Conversamos com o vento Dirigimos pensamento à escuridão do quarto Hoje eu sonhei com um pé de ipê Brandindo flores Foi muito lindo e sem porquê Refazendo o caminho Eu me vi no escuro e sozinho Perto ou distante É certo que Deus não se cala Seu silêncio fala ao mundo Através dessa quietude Imensa às vezes Quando essa ausência faz pensar Se estamos felizes ou não Isso, dizemos ao vento Dentro da escuridão que há em nós Abri minha janela e pude vê-la Saber exatamente O nome do lugar Pra onde ela vai, quando se esconde Tudo bem não falarmos com Deus Se prestar atenção Assim mesmo, Ele responde Basta ouvir teu coração. Edson Ricardo Paiva.

Há momentos Que valem uma vida Como andar na chuva
Continuar lendo

Há momentos Que valem uma vida Como andar na chuva Olhar pra cima e perceber Um raio de Sol que a invadiu Chove dentro de você É preciso uma miragem Uma fagulha frágil Um sonho em forma de mensagem Num milagre, a lucidez Era preciso uma visão Que talvez não te venha jamais Não dessa forma sucinta Veja, chove no papel E o presente é uma tinta que o borra mais É querer ouvir a própria mente Enquanto a mente, propriamente, não se cala Há momentos Que podem valer uma vida Um pensamento que te aguarda há muito Paciente, lá no fundo do quintal Até que a mente se aquiete E pense até ser ouvida Por enquanto é tudo que lhe resta No entanto Esse momento vale uma vida. Edson Ricardo Paiva.

Fale-me Sobre alguma coisa que aprendeu Me ensina a fazer as contas
Continuar lendo

Fale-me Sobre alguma coisa que aprendeu Me ensina a fazer as contas Me diz o que devo dizer Me diz alguma coisa sobre a vida Esse barco que segue vazio Prosseguindo sob o Sol ou vento frio ...e apenas vai Me diz o que é que sente A folha que cai, durante a queda Por que foi que a gente quis ser gente Em vez de ter sido uma pedra Ou, quem sabe, um passarinho Eu quero aprender sobre a dor que dói mais da saudade, quando a dor se vai da verdade, quando é dor que fica Só não tente ensinar-me o amor Quando a gente sabe muito pouco sobre a vida Sabe Que o amor, esse, quando é de verdade Não se explica. Edson Ricardo Paiva.

Às vezes rosa Às vezes chumbo Às vezes mar
Continuar lendo

Às vezes rosa Às vezes chumbo Às vezes mar Às vezes mundo Todo dia vida Às vezes prosa Às vezes verso Às vezes má Outras o inverso Sempre vida Às vezes isso Às vezes disso Às vezes esse Às vezes desse Eis a vida Às vezes queima Às vezes arde Às vezes longe Às vezes tarde Sempre, todo dia Vida mesmo Só de vez em quando Edson Ricardo Paiva.

Haverá respostas Se vivermos por buscá-las Encontrará quem não viver só pela vida
Continuar lendo

Haverá respostas Se vivermos por buscá-las Encontrará quem não viver só pela vida Como um pássaro pequeno, que não voa ainda Aguarda em paz E sabe mais que todo aquele Que não vê mistério em nada E tem sido sempre assim...eis a graça e a lei da vida O conflito interno, a guerra, o dia ruim A terra embrionária...flores mortas Que visão mais torta, que dores são essas? E, sem pressa, estrelas Esperando lá no céu, para poder ser lidas Vida celular oculta, secular. Areia do deserto A vida, uma arquiteta paciente Aguarda um dia a nuvem vir chover lá perto Repletas do saber de Deus Noite alta de profundos sonhos Enquanto a brisa leve cruza o mar à luz da lua Desenhando um novo mundo Que vem lá de não sei onde Ninguém sabe a vida e o que ela traz A parte que te cabe é tentar perceber A melhor maneira de vivê-la ...ou viver só por viver Eis a graça e a lei da vida Edson Ricardo Paiva.

Estamos num lugar distante Difícil de se chegar Cercados pelas coisas de maior valor
Continuar lendo

Estamos num lugar distante Difícil de se chegar Cercados pelas coisas de maior valor Que a vida traz Nenhuma delas pode ser tocada Nada é pra sempre São quatro ruas de uma mesma esquina Um leque num mercado de magias Por mais veloz que a gente corra O tempo, desigual Vem mais depressa Nessa hora A nossa lealdade pela vida à toa Soa em forma de saudade Mais dia, menos dia Chegamos no lugar tão longe Que sabe quem se sabe só Estava escrito na fachada O nome do lugar é hoje Mas não adianta chamar Agora chove E ele finge que não nos ouve. Edson Ricardo Paiva.

Em vez de contar O tempo que passa Desmonto mentalmente
Continuar lendo

Em vez de contar O tempo que passa Desmonto mentalmente A uma lembrança Dessas, que vem com o tempo Nessa alma de criança Conto as peças, cresce o faz de conta Um brinquedo feliz, a vida Ela é Mas quebra fácil e dura pouco Se despedaça e desmancha e perde a graça e a magia ...se aprende a contar os dias Procuro o que há de mais e de menos humano em mim Nada chego a concluir Mas suponho Que ambas sejam a mesma coisa Enquanto a criança Seriamente Escuta histórias que lhe contam Sobre outra criança Que gostava de olhar o trem Contar vagões Pular Ladrilhos de quintal Nas horas comuns de uma vida Sem nenhuma em especial Essas, não houve Teve a vida, como um todo Contava gotas de chuva Suspensas nalgum varal Batendo umas nas outras Igual se tivessem Pressa e hora marcada E não tinham nada além Daquilo que tem quem sabe sonhar Sem se perder no trajeto Entre si mesmo e a vida Essa, passa tão despercebida Quanto uma linda tarde de infância Em que a gente teve medo De sair para brincar, porque chovia Desde então, eu parei de contar Só me lembro que choveu naquele dia. Edson Ricardo Paiva.