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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Um sonho em preto e branco É sempre um sonho Pois ninguém que há neste mundo
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Um sonho em preto e branco É sempre um sonho Pois ninguém que há neste mundo Nunca sonha por vontade própria O vagabundo que sonhou ser luz Iluminou todo o universo Em sua vasta imensidão Pra descobrir que só ser luz não basta E concluiu Que, por veloz que seja a luz O seu destino é sempre o escuro E que o vento que arreia a floresta se vai Sobrando sempre um ipê que cai Aquele vento que passou Não há de voltar jamais Mas ninguém vê Não perde tempo a pensar E nem pensa Que quem derrubou o ipê não foi o vento Foi o tempo, que o fez crescer As árvores que não caíram Se vergaram por sabedoria E jamais em reverência Um sonho em preto e branco É como um sonho colorido Pois todo aquele que não tem ouvidos Desconhece o som de um ruído E pra ele é boa a vida e o mundo é bom E cego e surdo como a luz Veloz me sento à sombra de um ipê Entrego ao chão o sal de uma última lástima Pra que deixasse ficar No vácuo que há em volta de mim Um espetáculo de luz e de som E concluí que a vida foi um sonho muito bom Pois meu mundo sempre foi desse jeito Eu aprendi a ser feliz assim. Edson Ricardo Paiva.

Hoje, quando entardeceu Eu olhei pra claridade E desejei boa tarde
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Hoje, quando entardeceu Eu olhei pra claridade E desejei boa tarde Boa tarde pro mundo Pra quem flutua na nuvem Pra quem tá à toa na vida Pra todo aquele que ainda sonha Os sonhos que eu sonhei Quando era moço Pra quem convida a tarde a entrar Oferece uma xícara de chá Sem saber Que todo aquele que a tarde convida Mais cedo ou mais tarde Há de perceber O quanto a tarde adentrou na sua vida Hoje Eu desejo boa tarde à tarde E depois fecho a cortina Pra essa lâmina-inquilina Cada tarde que entardece É outra página virada Da qual eu me esqueço Antes mesmo que anoiteça Mas agora é tarde E parece que a vida É um navio à deriva Outra tarde escrevi um poema pra Deus Agora eu pergunto Como será que teria sido Se Deus tivesse lido Mas agora é tarde A tarde partiu pra não sei aonde E essa vida, essa história sem tema Foi Deus que escreveu Qual se fosse um poema Um poema que Deus escreveu pra ser vivido Mas eu fecho a cortina Pois agora é tarde. Edson Ricardo Paiva.

Quando estivermos Num mundo perfeito Compreenderemos, enfim
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Quando estivermos Num mundo perfeito Compreenderemos, enfim Por que foi que, no último segundo Deus achou por bem não dar-nos asas Saberemos, que pontos de vista não mudam Mas que o tempo nos arrasta a lugares distantes Pra sabermos que os olhos iludem E, mesmo que as coisas não mudem As veremos de maneira diferente Sem jamais esquecer-nos Do jeito que foram antes Lá, no cume dessa perfeição A luz intermitente De um singelo vaga-lume Há de alumiar-nos tanto Que os mais obscuros Recônditos de nossas mentes Confundir-se-ão Não com a claridade Mas com aquele vasto chão Que sempre esteve tão perto Sem que, de fato, nenhum de nós Jamais sequer ousasse ter pisado nele. Edson Ricardo Paiva.

Um dia Alguém vai te perguntar Se soubeste viver a vida
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Um dia Alguém vai te perguntar Se soubeste viver a vida E o que fizeste de teu tempo Tua senda Não precisaste Plantar as flores do campo Nem pintar estrelas no céu Ou aquecer o Sol A tudo encontraste feito De um jeito tão perfeito Que a gente o jamais faria Buscaste sempre Um defeito ou emenda Um dia Alguém há de te perguntar Por que será que foste tão exigente No teu dia-a-dia E ponto Visto que quando acordavas Teu dia já estava pronto. Edson Ricardo Paiva.

Cerro meus olhos todo dia Na esperança de guardar aqui A toda fantasia
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Cerro meus olhos todo dia Na esperança de guardar aqui A toda fantasia E poesia que se encerra No final de cada olhar ao longe E também cada alegria não vivida Que eu dividi comigo mesmo Nos tempos mal vividos Que o caminho abrange Pois a sorte desta vida Não consiste em deparar Com o diamante bruto Que a cada um de nós Há de esperar pelo caminho E, sim, reconhecê-lo Agradecer-lhe, com o devido zelo Pois cada um de nós Um dia há de encontrá-lo Mas, nem sempre Vê-lo E lapidá-lo Longe de toda malícia Distante de qualquer olhar astuto Somente a mansa gratidão Que qualquer criança Encerra dentro de si mesma Quando tem na mão Um brinquedo de papel Um desenho que ficou bonito E um coração escrito E cerra os olhos Na esperança de guardar ali A sensação de fantasia Que todo dia finge em reviver No final de cada olhar ao longe Que o tempo não deixou guardar. Edson Ricardo Paiva.

Agora Eu te pergunto O que quer dizer agora
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Agora Eu te pergunto O que quer dizer agora É o exato momento Em que tudo que é passado Parece estar quase que junto Com tudo aquilo que ainda não veio O agora é o que fica no meio E em nenhum dos dois lados Muito menos sobreposto Há uma fresta Por onde sopra o vento Meio quilo, meio quilômetro, meia verdade Meio que um norte, meio rosto Meio fora do contexto e do conjunto Fora isso Tudo junto...é resto Um lugar que situa A todos que estão perdidos Por que é que viemos Por que é que nós vamos Agora Que ainda navegamos juntos Nesta vasta vida Conjunto de horas contadas Contá-las não basta Agora É o momento exato Pra não se falar Sobre as coisas Sobre as quais Se cala a boca Sobre quase tudo Que o coração Quase sempre Quase fala Num silêncio mudo Que nada muda Esperando para dizer Um dia antes do final da vida Que talvez tenha sido ontem Mas, igual a sempre Nunca soubemos Nunca nos coube E sempre não é agora. Edson Ricardo Paiva.

Vermelhas Eu não sei se elas são rosas Se são versos
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Vermelhas Eu não sei se elas são rosas Se são versos Elas são apenas sonhos E eu me ponho nessa ansiedade Pois não sei se são ainda Tão lindas assim, de verdade Posso imaginá-las Mas a voz do coração se cala Quando eu penso em vê-las Eu não sei se elas são velas São divinas engrenagens A moverem mundos Acendendo luzes Sóis etéreos Enquanto isso Nós aqui, tão sós Compromissados Sob o prisma Dessa mesma luz Que chove e move E faz mover as velas São rotores Essas dores engrenhadas Que tiramos nós Do nada E fazemos delas Nossas vidas Belas Como estrelas rosas Eu não sei se elas são prosas São vermelhos sonhos Ansiosas Lindas de verdade Não se pode vê-las Não podemos nem ainda imaginá-las Mas suponho que elas sejam lindas É uma pena que meus olhos Sejam feitos Apenas para ver Cores iguais No mais Eu aprendi que nesta vida Não se pode vê-las. Edson Ricardo Paiva.

Calou-se A voz do silêncio Com razão
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Calou-se A voz do silêncio Com razão Pediu ao tempo Que dissesse Pois o tempo Sempre há de falar mais alto Penso o quão seria bom Se o incauto aprendesse A prestar atenção no silêncio. Edson Ricardo Paiva.

Eu duvido Quase nunca Ninguém
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Eu duvido Quase nunca Ninguém Há de saber Qual é Devido À fé que não se tem Até que não se tenha É como apanhar Um espinho num jardim Apanhe Sem saber qual é Até que assim ele te arranhe. Edson Ricardo Paiva.

Um dia de descanso Olhar pro céu cinzento Outrora azul, tão manso
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Um dia de descanso Olhar pro céu cinzento Outrora azul, tão manso Mansamente desejar Somente Que Deus desse pra gente Uma hora sequer de descanso Olhar pra escuridão do céu Pro céu da vida e ver voltar Um balão colorido Que um dia na distância Aquela pobre e doce infância Julgou que se dava perdido E que agora, por ora se avulta Um minuto qualquer de descanso Eu pediria, combalido Se pudesse Antes...feliz que se fosse Durante a partida Trocar de lugar com o balão colorido Que a vida me trouxe Em forma de lembrança Outrora azul, tão mansa. Edson Ricardo Paiva.

Era um som que vinha do cristal Era como que uma espera Fina fera que espantava o mal
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Era um som que vinha do cristal Era como que uma espera Fina fera que espantava o mal Era como um vento leve Que te leva a ver o mundo Lá do alto da colina Mas depois quebrou-se Acabou-se o vidro do cristal Coisa que se quebra à toa Quando cai Um barulho de algo bom que voa Sempre vai...sempre termina Pra mais tarde olhar-se ao longe E de longe até parece boa Mas aquele mesmo som de antes Durante o tempo que soava bom Não soa mais E jamais de novo há de soar igual. Edson Ricardo Paiva.

Dizer que aprendi a viver... Eu não posso Mas eu posso dizer
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Dizer que aprendi a viver... Eu não posso Mas eu posso dizer Que habituei-me à vida Adaptei-me ao mundo Percebi a existência do inverso A força da leveza Na ausência da vaidade há beleza Escuridão na luz Quando o mundo Busca a luz na escuridão O bem no mal Qual se isso fosse igual A alcançar sua velocidade Abraçar a verdade do universo Sem nenhum apego Dizer que se sabe viver Não cabe a ninguém A vida não é uma luta Muito menos um jogo Aprendi somente a não tratá-la assim Pois o vento traz canções Mas a voz do silêncio é a que fala no fim Feliz de todo aquele Que se cala para ouvi-la Porque tudo é um mero sonho Pendurá-lo numa nuvem não basta É preciso depois Dela afastar-se Simulando a cautela tranquila No momento mais exato Que pro jogo e pra luta Enveredem Eu jamais aprendi a viver Sei somente Quando não fazer igual Porque sei No final Todos perdem. Edson Ricardo Paiva.

Tem coisas que fazem parte da vida da gente: Árvores, Luz do Sol, Pássaros, Nuvens, Tempo, Ar, Sonhos e Esperanças, Espelhos e Balanças. Tem pessoas que passam pela vida da gente e são breves como as nuvens; tem as que criam raízes como árvores e são importantes como o ar, outra…
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Tem coisas que fazem parte da vida da gente: Árvores, Luz do Sol, Pássaros, Nuvens, Tempo, Ar, Sonhos e Esperanças, Espelhos e Balanças. Tem pessoas que passam pela vida da gente e são breves como as nuvens; tem as que criam raízes como árvores e são importantes como o ar, outras são belas, alegres e fugazes como os pássaros, outras são constantes como a luz do Sol, outras serão sempre presentes, apesar de invisíveis, como sonhos e esperanças. Finalmente algumas são perenes como o tempo. O fato de sermos pessoas é que faz a diferença: somos iguais a essas coisas, mas ao mesmo tempo não somos coisas: somos pessoas...e o que tem valor na vida são as pessoas. As pessoas de quem gostamos e em cuja presença nos sentimos bem. Nos sentimos confiantes e em paz. Isso é algo que vem na alma: Tem pessoas que transmitem essa sensação por onde passam, tem o dom de cativar quando ficam e deixam saudade quando se vão. Sejam suaves perante a vida, enquanto estão no caminho com ela. Há espelhos ao longo da estrada, mas eles nunca serão tão sinceros quanto a balança que existe lá no final. Edson Ricardo Paiva.

"Quando uma lâmpada se queima, no momento em que ela se queima, emite uma grande luminosidade: aquilo é prenúncio de escuridão. Quando uma estrela se apaga, antes de se apagar, ela vai emitir muita luz e calor, a ponto de incinerar tudo que estiver ao redor : aquilo é somente o…
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"Quando uma lâmpada se queima, no momento em que ela se queima, emite uma grande luminosidade: aquilo é prenúncio de escuridão. Quando uma estrela se apaga, antes de se apagar, ela vai emitir muita luz e calor, a ponto de incinerar tudo que estiver ao redor : aquilo é somente o prenúncio da escuridão." Edson Ricardo Paiva

Não existe nada no vazio Além do frio Que faz arrepiar
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Não existe nada no vazio Além do frio Que faz arrepiar Até a alma Toda vez que foge a calma Na mais pura paz da madrugada Não faz mal Cada qual sabe a dor que lhe cega No calar madrugada E ela traz Uma dor de cada vez Escondida, bem guardada Pesada e desembrulhada Não precisa assinar Nem nada Se ela tem que entregar Ela entrega. Edson Ricardo Paiva.

Escreva uma canção bonita Mais bonita que um varal de estrelas Tente vê-la flutuante
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Escreva uma canção bonita Mais bonita que um varal de estrelas Tente vê-la flutuante Na noite de um sonho esquecido Igual ao que existe Na alma da gente Escreva uma oração Que seja bela Tão bela, de acordar de madrugada Uma imagem de paz Uma nuvem de luz Como a luz do luar na rua Como a rua na janela Um perfume de amor Feliz de sentir Que vem do nada Pense nela Que esteja lá Lembra de sentir a calma Bonita como passos A pular quadrados da calçada Somente a traduza Numa imagem que lhe traga à vida E que descreva A vida, não pela vida Mas uma vida bonita Como se quer que ela seja Pois essa vida está lá Transparente e estampada Estendida no calor No momento em que a alma esfria Fantasiada de dor, na alegria Na dor do dia a dia Que se deixa passar ...lá se foi mais um dia E quem olha, não vê Na incerteza da fé é preciso transcender Pra chegar a ela Abandonar-se Deixar de ser quem se é Quando cansar-se de ser Quem não é Pois da vida se leva nada Nada além da tristeza De não tê-la sabido viver Seja a vida essa canção Como um vento leve Que move um mar Mas não desista Existe uma oração bonita Esperando pra ser declamada De mãos dadas com a vida Ela ainda está lá Se você a acredita Não permita que ela se vá. Edson Ricardo Paiva.

Me espanto Muito pois tudo que é muito
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Me espanto Muito pois tudo que é muito É um monte de nada junto Juntando de tudo um pouco É o todo Só que oco Assunto de outro dia O conto e o espanto Inverdade Com prazo de validade E os pés fora do chão Quando esqueço do preço O desconto Acalanto esquecido Num canto da vida Noite estrelada Aborrecida Guardada no inconsciente Nada inteligente Quando um monte de nada é muito Tanto faz Olhar pra trás ou pra frente Se olhando pro lado há muito Mas muito É um monte de nada junto. Edson Ricardo Paiva.

Tantas vezes Ninguém poderá dizer Quantas vezes
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Tantas vezes Ninguém poderá dizer Quantas vezes Eu vi pássaros voando E desejei voar com eles A saber que jamais poderia Até que eu percebi Outras coisas que eles ensinam Com seu jeito simples de viver Que não se vê Se pensa em voar Por causa de coisas assim Que não se lê A poesia Que o pássaro escreve Sempre que ele pousa Com seu jeito leve A viver com tão pouco E de estar satisfeito com a vida A calma que me traz seu canto Faz minh'alma flutuar E por um breve momento na vida Me convida a voar como o vento Voar de um jeito que eu um dia irei voar Mesmo que esse dia não seja hoje Voar pra longe, muito longe Voar pra mais longe E nunca mais voltar. Edson Ricardo Paiva.

Difícil! E tem sido a cada dia Mais difícil vislumbrar
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Difícil! E tem sido a cada dia Mais difícil vislumbrar Vida inteligente nesta vida Salvo parcos resquícios De quem queira ver E quando olhar no espelho Iníquo Ver-se Tendo em vista Ser todo sentido da vida Avesso a qualquer conquista Pois a lista de batalhas a vencer-se Resume-se a si mesmo Porque é este o motivo de estar aqui E vivo Porquanto é o mais duro oponente O próprio orgulho Que uma vez vencido Por si mesmo O ego Fatalmente haverá perdido Anular-se Sem jamais aniquilar-se por completo Vida, batalha perdida Uma vez que se perdeu Vencida Porém Conforme o poema discorria Por um momento observou-se Inócuo A quantidade de pronomes oblíquos Em detrimento aos do caso reto Nem mesmo o poema Tampouco o poeta O dito pelo não dito Movimento inerte Inertes qual suas conquistas Contemplando seus espelhos Sem jamais serem vistos. Edson Ricardo Paiva.