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Frase de EdsonRicardoPaiva

A Arte de Viver. Estrelas No Céu da noite Um fino véu azul Ornamentando a luz do dia A ultravioleta decanta em clorofila Meus pés, sempre no chão É que me dão A firmeza de um voar Sem rumo e nem medo Inexplorado Universo invisível Cintilando ao alcance dos dedos Sem dar chance de ser percebido Pelos cegos e surdos sentidos que vejo Sentindo-se Sabedores de tudo Cumprindo o que estava escrito Ases de paus, nos baralhos do mundo Arcaicos retalhos de vida A sua visão em mosaico faz lembrar A lente suja e desfocada Dum caleidoscópio de brinquedo E eu me sinto sozinho no mundo Enquanto a mente flutua em segredo Meu olhar alcança a Lua Sua luz refletida no chão Eu vejo um pouco...bem pouco Do muito que todo mundo pensa ver ...e não vê Nem sequer imagina que existe Atarefado e atarantado mundo, Não pode dedicar-lhe Sequer um ínfimo instante O chão sob meus pés, Muito acima do olhar Firmamento infinito Bonito é o momento E eu o levo comigo No abrigo do peito Consciente e acordado Pro fato que existo Entre um Céu e uma Terra A arte da vida ensinou Em silêncio, a fazer parte do conjunto das coisas Que excedem, ultrapassam e existem Aquilo tudo que em nenhum dia Nem sequer sonhou em sonhar As coisas que supõe saber A vossa vã filosofia. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva