Numa hora você achava
que ainda havia tempo
não percebia que ele passava
o tempo corria
correu dia-a-dia
as decisões que hoje adia
haverão de cobrar-te um dia
perdendo tempo sem conta
não vê que a vida desmonta
nenhum dia na vida volta
o tempo passa, você se revolta
e reclama que a hora não chega
perde a hora, perde tempo, perde a chance
chega no lugar antes da hora
e reclama que o tempo demora
ainda há tempo...
não tenho mais tempo
acho que não vai dar tempo
tempo amigo, me dê mais tempo
e o tempo passou
que é que faço agora
agora que o tempo acabou?
Estive pensando
Depois de muito pensar
e nada concluir
Eu acho que no fim
É sempre assim
Tem dias que são bons
e também há dias ruins
Há casas nas quais entramos
E há outras
As quais olhamos de longe
Quando muito...seus jardins
Corações nos quais estamos
Canções das quais nos esquecemos
Pessoas que amamos
Outras nos deixam por menos
Muito menos
Tem gente que traz e divide
No coração
Muita esperança
E há outras
Que nada coincide
Você está em suas vidas
Como roupa num cabide
É diferente
Apostar piamente em suas crenças
E somente ter Esperança
Somando-se as diferenças
Equacionamos finalmente
nossas vidas
Momentos que foram guardados
Palavras
Pra sempre esquecidas
No final
Parece até
Que é tudo igual
Não é
Desejo que a partir de hoje
Em nossos caminhos haja somente
A luz do Sol, Flores, amores de todas as qualidades
Dias felizes, solução para todas as crises
E uma cadeira de balanço
Nos finais de tarde
Eu vejo a luz do Sol descendo
Iluminando, aquecendo e clareando
A Terra, as raízes e as pétalas das flores
Eu vejo flores
A enfeitar nossos caminhos
A perfumar, A ornamentar, A tornar muito mais belas
A minha vida
A sua vida
E as vidas de todas aquelas
Pessoas que até a pouco tempo
Por viver uma vida de dor
Havia há muito
Se esquecido de algo que sempre vem por cor
Nos caminhos cinzentos pelos quais passávamos
Caminhando em silencio
Antes que os pássaros acordem
E uma cadeira de balanço
No final da Tarde
Eu quero que estejam bem próximas
As manhãs felizes
Que todas as nossas vidas merecem
Que esteja em nossos caminhos
O maior número possível de notas máximas
Que as pessoas que amamos
Estejam sempre bem pertinho
E que nunca recusem-nos abraços
E que possamos apoiar-nos
Uns aos outros
Na realização de cada passo desta dança
Que nos venha sempre
Aquele sonho de criança
Mas que venha sem fazer alarde
E que haja sempre uma cadeira que balança
Onde possamos nos sentar e gargalhar
No final de cada tarde.
Não Sei
E isto é tudo que sei
E não há como saber
Quanto mais você
Quiser e procurar e perder
e pensar e sonhar sem dormir
e chegar e partir e tentar
e tentar e tentar e tentar
chegar aonde não queria
saber o que não sabia
desvendar o que se escondia
Um dia a gente acaba por entender
Que não há como saber.
Quando a gente era criança
e a mãe deixava sair
Depois da chuva
a gente podia então
dividir a rua
e fazer guerra de barro
Eu puxava o galho baixinho
E chovia de novo em você
Que escrevia meu nome
com folhas
Faz tempo que o vento
carregou meu nome
O tempo passa, tudo some
Vão-se com as escolhas
Fica a saudade
Que a chuva carrega
pra terra da recordação
Em vez de barro
Hoje a chuva
Faz tristeza
Hoje a Mãe deixou sair
Mas eu queria
ficar no quarto
e tentar ficar contente
ao lembrar que um dia
Eu podia puxar a folha
E então via chover
Novamente
Sobre você
Que ria.
Você tentou dormir
Sorriu e sonhou acordado
desistiu da vida
A noite inteira
É manhã, outra noite está morta
De manhã tem jornal na porta
Más notícias na soleira
Por mais que você queira
Ficar assim, pra sempre triste
A tua alegria resiste
Você tentou e ficou
Sozinho assim, sem ninguém
Do alto da tristeza onde subiste
Você olha pra estação
Daqui à pouco há de partir
O último trem
Com medo de ficar até o fim
Sem nada, parado e olhando
tua vida estagnada
Num lampejo
desce correndo as escadas
Corre em busca do infinito
deseja mais depressa
que teu grito pode alcançar
e passa pela porta
no momento do último apito
agora você está na estrada
No passado que ficou
Não há mais nada em que pensar
De hoje em diante,
daqui pra frente
Sua vida estará sempre rumo
a alguma paisagem bela
Nem é preciso olhar pelas janelas
Pra entender que até hoje viveu
Uma vida plena de ilusão
Agora, adormeça
de forma serena
Não te esqueças que está a caminho
De um lugar
Sem rádio, televisão
ou jornais com notícias sombrias
Quando amanhecer um novo dia
Você já terá chegado
Ao Mundo dos teus sonhos
Tão profundamente
desejados.
Não te peço que me diga
Quero apenas que pergunte
A si mesmo
E então, talvez consiga
Responder
Porque é que as tuas vontades
Puderam se transformar
Em sonhos antigos
Antes mesmo que pudessem
Se tornar realidade
Não coloque nunca teus sonhos
Nas asas de um passarinho
Eles voam longe, pra nunca mais
Pra conseguir ser feliz
Viver pra sempre
bem e em paz
Não penses que nada é ilusão
Tudo nasce antes na mente
de quem sonha
com os pés no chão
Cante alto, sonhe e grite
Quem te fez
Não fez limites
Só não permita jamais
Qua a tua felicidade
Esteja atrelada
à alheias vontades
O Mundo dá voltas
e volta e meia
As pessoas mudam de ideia
Queira e realize teus sonhos
Não sonhe os sonhos de alguém
Quando você quer e faz
de verdade
Contando consigo somente
Os Anjos dizem
"Amém"
Haverão de dizer um dia
Assim seja feito
Pra mim
E pra você também.
edsonricardopaiva
Final de tarde
Sopra meu rosto
O Vento
O Sol
Pinta de Vermelho
O Céu
O lago à minha frente
Reflete a minha imagem
Quando olho minha cara
Reconheço o olhar sincero
Hoje ainda me resta um sorriso
Só preciso descobrir
aonde está
Minha vontade de sorrir
Acho que ficou
No dia
Em que tua mágoa sem trégua
Levou-te decidir
Que era hora de partir
Amigo
Não é só aquele
Que chega dando voadora
em sua briga
Amigo de verdade
Também nem percebe
Se existe
diferença na idade
Amigo pode ser teu filho
Vizinho ou sobrinho
Pode ser até
Aquele cara
Que casou com tua filha
E que vai te suceder
Ao trazer mais crianças
pra tua família
E quando você já tiver partido
Será ele a trazer as lembranças
de dias passados
Amigo não precisa
Estar sempre ao seu lado
Amigo é aquele
Que mesmo na ausência
Haverá sempre de lembrar
e ser lembrado
Qual é o Sentido da Vida?
E o propósito da eterna busca
Pela Luz, que quando alcançada
Há de ofuscar a vista
Por que a Eterna necessidade
Em buscar uma verdade
Que o coração impressione
Por mais que você questione
A vida sempre será
Uma infinita questão
Sem resposta ou solução
Apesar dessa natureza
De a gente sempre encontrar
Uma certeza duvidosa
Não há coração que guarde
Pra sempre com o mesmo frescor
Resposta obtida ontem
Para a pergunta de amanhã
Pensamentos isolados
Trazem respostas Malsãs
Sempre urge inserir novos dados
Extrair a raiz quadrada
Fazer novas apostas e buscar
Respostas
Que não conduzem
À nada
Nada haverá ao final da Jornada
Se na base da equação
Não for adicionada
A propriedade que há em tudo
E deveria fazer saber
Que todas as coisas
Sempre necessitarão
Através de comunhão
Ser divididas e fazer
Todas as pessoas
realmente se sentirem
Amadas em igual medida.
Eu tento ser preciso
nas coisas que digo
Procuro ser bem claro
Passo a passo
nas coisas que faço
Evito dizer o que não devo
nas coisas que escrevo
Parece que vai ser fácil
mas sempre
Após perceber um novo fracasso
constato não ter sido nada disso
É preciso encontrar
Quem queira me ver de verdade
E escave um pouco
Com mais profundidade
Pois alí há de encontrar
Aquilo que não soube
Ou nunca pretendeu
Compreender
As canções que cantava sozinho
Enquanto aprendia a entoar
Hoje cantas de Terno em linho
Nos palcos qua a vida dá
A voz de Fellipe Arcanjo
Há de encantar a Cidade
Menino de Pouca idade
Que nasceu para cantar
Menino chamado Fellipe
Violão e barba de Hippie
Faz teu som quando anoitece
Dizendo tudo que a gente
Queria ouvir e saber
Teus poemas nos dizem tudo
Amor, esperanças e medos
Que temos no coração
Escondes de nós um segredo
A magia que tens nos dedos
Em contato ao violão
Noite triste, se torna alegria
Antes do raiar do dia
Sublimes arranjos
Escritos por anjos
Que beijaram-lhe as mãos
Quando nasceste
Meu Deus, que canção é esta
Meu Deus, que menino é este?
De um lado do Mundo Guitarras
Noutro hemisfério
Tremeluzem Cimitarras
Num Mundo canções juvenis
Noutro, Jovens com fuzís
Uns poucos preferem canções
Muitos, balas de canhões
Que falam mais alto
Muito mais alto
infinitamente mais alto
Que todos os violões
Num canto flutuam
canções que não morrem
Em outro
O sangue no asfalto
Dos heróis que haverão de viver
por toda a eternidade e mais um dia
E eu cá de cima do Muro
Me pergunto
Qual modo de viver
É mais correto ou é mais puro
Quem pode saber o Futuro
Quem sou eu pra falar neste assunto?
Que tempos estranhos vivemos!
Na verdade não são modernos
Elas vem de outros tempos
Que não vimos
Então cremos ser novidade
Tanta nocividade
Que deixam entrar em suas vida
Pessoas sem coragem de viver
Parcas de disposição
Carentes de criatividade
Gente que apenas nasceu
Pra fazer peso no Mundo
Pra ser bem fiel à verdade
Não passam de vagabundos
Gente que vende a alma
E a própria dignidade
Por prazeres tão efêmeros
Qua não duram mais que segundos
Sem apego a Deus ou a família
Fogem do trabalho e do emprego
abandonam filhos e filhas
Independente da idade
Isso não vem de hoje
Tem o tempo que tiver tido
A própria Humanidade
Eu tento e não compreendo
Como pode existir gente assim
Existir do começo ao fim
Sem sair da animalidade?
Não conheço nada
Mais pálida que a Lua
Nada mais estática
Que sua prática
de me amar
Nada mais demente
Que este amor
que há entre a gente
Não conheço nada
Mais cálido que o Sol
Nada mais sincero
Que as canções
Em si Bemol
Que compus para você
Não houve neste Mundo
Quem xingasse quanto
Chamaste-me de tudo
Exceto Santo
Não houve nesta vida
A quem eu amasse tanto.
Eu preciso ir buscar uma planta
Que alguns até chamam de flor
Entre tantas outras existentes
Sei que é esta e somente esta
Que agradará o meu amor
Vai fazê-la me olhar com carinho
E querer ficar perto de mim
E gostar de mim pra sempre
Como um dia prometeu
E apesar de eu gostar muito dela
Esqueceu-se quem sou eu
Porém, esta planta delicada
Chama-se dente-de-leão
Quando aberta o vento a carrega
E a espalha pra Terra do Adeus
Mas ela ainda está em botão
Isso me dá algum tempo, então
E eu preciso chegar até ela
Caminhando devagar
Sentindo paz no coração
Eu sei que acabou de brotar
Num lugar inquietante
Um pouco mais longe de além
Mais além do ponto mais distante
Que eu posso enxergar
Quando eu olho do Mirante
Esta flor está lá me esperando
Sei que eu vou chegar lá
Não sei quando
Tenho pressa, pois sei que nasceu
Lá na Terra dos ventos uivantes
E peço ao vento por favor
Tenha calma, me espera chegar
Não carregue este presente
Que eu agora estou indo buscar
Pra ofertar ao meu amor.
Sem compreender muito bem
O Mundo
Tentando entender
A Lua
Assustado igual criança
Que atravessa a rua
No colo do pai
Superando a vida
Passo a passo
Igual à qualquer outra
Alma perdida
Que não sabe onde vai
Ele ia assim mesmo
de qualquer jeito
todo dia
E pensava sinceramente
Que aquela condição
O fazia diferente
E assim
Colheu seus anos
Viveu sem fazer planos
Cumprindo a parte
Que lhe cabe
E um dia partiu
Sem saber
Que a gente
Também não sabe.
Desejo uma boa semana
A todos os meus amigos
E Espero sinceramente
Que encarem com alegria
O nascer de mais um dia
E se esqueçam dessa mania
De querer que ele passe depressa
A gente só vive uma vida
Pra que vivê-la nutrindo
Esse lado contrariado
Me lembro que em meu passado
Em pisava uma trilha de barro
Pra chegar à condução
Hoje vejo gente reclamando
Da infindável distância
Que é o trajeto pavimentado
Que o leva até o carro
Quinta-Feira não tem mais nome
Hoje é véspera de sexta
Quem mata o tempo
É suicida
Que se engana pensando que a vida
É apenas um resumo
Daquela alegria besta
De beber e enxergar as coisas
Saindo fora do Prumo
O maior presente de Deus
É a vida em plenitude
Pra vivê-la plenamente
O segredo está na mente
E na mudança de atitude
O maior Talismã de sorte
Capaz de mudar sua vida
Se chama "dia atual"
Enquanto não encontrá-lo
Haverás de achar que a vida
É um mal
Haverás de compreender
Que o tempo não retrocede
Não queira que o tempo vôe
Cuidado com as coisas que pede
Um dia a chuva de saudade
Molha o chão de seu coração
E o tempo passado inunda
Aproveita bem teu dia
Te desejo uma boa Segunda
Faz alguns anos
Que, com a ajuda de Deus
Tornei minh'alma
Uma peneira de tristeza
Os fracassos me atingem
Qual a todos no Mundo afligem
Talvez estivesse nos planos
De quem transformou-me em brinquedo
Excetuando-se os grandes, então
Dos pequenos fracassos
Esvaiu-se todo medo
Passando pelas mãos
Que acompanham-me a alma
Vou transformando
Em palavras de calma
Todo mal que me alcança
Já não faz tanto mal
Não faz não
Eu os uso
Como pura inspiração
Sublimando assim
aquilo que eu não queria
Eu transformo em poemas
Alguns de meus problemas
A ausência de alegria
Transformei em poesia
E como eles vêm
Todo dia
As coisas iníquas
Se tornam profíquas
No dia em que não tem
E dá vontade de escrever
Eu busco então as longinquas
que um dia foram mágoa
E então elas deságuam
Num pedaço de papel
De acordo com a inspiração
Que um dia me veio do Céu.
se algo não for feito urgentemente e continuarmos a cultuar a violência, a falta de tato na criação das crianças atuais e o modo de enxergar a vida não será preciso nenhum Grande Meteoro cair sobre este Planeta para extinguir a Humanidade. Estamos agindo irracionalmente como se fôssemos uma infestação de bactérias que debilitam e matam um corpo para em seguida morrer juntos.
Me perdoem a falta de poesia, mas sem um Mundo e sem Humanidade a única poesia que restará será a Divina. No princípio era o verbo e no final restará somente o verbo, o Verbo Divino.
Para poder olhar a paisagem
Acima das nuvens
E imaginar como agem os anjos
Descobrir como é feita
A chuva
Contemplar as imagens perfeitas
das coisas que acontecem
de maneira natural
Desvendar
Se existe ou não
Receita
Pra criar as coisas que aparecem
como se ninguém mandasse
Assim como nascem as paixões
Ilusões e amizades
Que põe nos nossos corações
Saudades tão doídas
Quando, de repente
O dia nasce
E renascem recordações
Das ruas
onde nunca mais passei
Sonhos nos quais acreditei
Histórias que parecem
Sempre
Ter chegado ao fim
e mesmo assim
Sobrevivem nas paisagens
Aonde
Há desenhos singulares
Criados em momentos
de ímpar inspiração
Que a gente somente percebe
Quando finalmente
Elas simplesmente desistem
de chamar a nossa atenção.
Eu tive um pensamento
Um sonho ou algo assim
Lá num canto da cabeça
Eu achei por um momento
Que nesta Estrada
Estrada que não tem fim
A gente precisa, sim
Caminhar para algum lado
Lado certo ou lado errado
Sempre juntos
Porém, separados
Pensamento talvez
Arcaico
Pouco preciso
Precioso
Pensamento talvez
divino, talvez laico
Que surge às vezes
intensos
Às vezes brando
Sempre surgem
Ou surgem de vez em quando
Eu tive um pensamento
Num cantinho da cabeça
Ou sonhei
Com a intensidade da alma
Alma que não se acalma
Alma singela
Que me diz coisas tão belas
Alma grande, talvez miuda
Alma tudo
Exceto muda.