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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

à tarde o vento empurra a vela Vejo o mar pela janela Se à noite o vento apaga a vela
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à tarde o vento empurra a vela Vejo o mar pela janela Se à noite o vento apaga a vela Mesmo assim, no escuro, és bela Te vejo passando e pergunto Meu Deus, o que foi que te trouxe? Quisera fugir de presença tão doce Quem sabe se ao menos Tão bela não fosses e quando não estás vou pra janela olhar as estrelas pulsando teu nome e teu sorriso brilham no Céu de vez em quando Lembranças que se acendem e esperanças que se apagam Qual lume, dos insetos que à noite vagam dá até pra sentir o perfume que emana da tua presença posso até parecer triste sou mais feliz que você pensa Seu cheiro tua ausência compensa e meus sentidos embriagam embriagado então grito baixinho que é pra não acordar minha tristeza adormecida que existe por não poder estar em você nem na sua vida e isso torna a minha sem sentido se cego e surdo fosse eu, de fato quem sabe a sorte permitisse ver-te bela pelo tato.

Do quase nada que aos olhos do mundo se pode resumir
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Do quase nada que aos olhos do mundo se pode resumir desta existência eu hoje falo da saudade que haverei de sentir daquilo que resumo como humilde humanidade por ter vindo a este mundo e uma vez aqui estando não saber pra onde ir esgotadas todas as possibilidades eu fiquei por aqui respirando pensando aguardando chorando de vez em quando disse quase tudo que queria muita coisa deixei pra depois mas o "depois" ainda não é hoje e talvez não seja nenhum dia mesmo assim não sei dizer se foi por comodismo ou esperança de poder viver aquele dia que nunca chegou de aguardar você dizer aquilo que nunca falou mas hoje eu sei e percebo que sinto a falta de lugares de animais de estimação da minha mãe dizendo "não" de olhares que eu nunca entendi o quê que queriam dizer mas a saudade que eu sei que mais haverá de doer é aquela que eu sei que vou continuar sentindo de você.

Uma vez eu te pedi um par de sapatos marrons que você não podia comprar
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Uma vez eu te pedi um par de sapatos marrons que você não podia comprar eram os sapatos dos meus sonhos mas nem tudo estava acabado voltando pra casa eu ainda tinha você sempre aqui, ao meu lado o chão da cozinha, de jornais forrado pra meus pés descalços não pisarem chão gelado apesar dos percalços da vida a vida, que hoje analisando faz todo sentido um dia os sapatos marrons estavam nos jornais e nos meus pés eu chutei todas as pedras que pude mãe, me perdoe se falhei na infância, hoje em dia ou talvez na juventude viveria tudo de novo com você os tempos ruins hoje lembrando, foram tempos muito bons enfrentaria o mundo de novo com meus velhos sapatos marrons.

Quando quiser voar ouse alçar, que o Céu é seu e quando quiser navegar
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Quando quiser voar ouse alçar, que o Céu é seu e quando quiser navegar pode içar, que o Mar é nosso se acaso quiser partir pois que lance um olhar às estrelas há muito te espera o infinito basta desejar tê-las não se esqueça, não há segredo é só despedir-se do medo e dos poemas cinza-pálido se seus ouvidos pudessem ver o que tento dizer em silêncio e o coração esquecer aquilo que a mente receia faria um acampamento na cratera de um cálido vulcão sentado à beira da fogueira a olhar o Céu e o voo do condor pomares, mares em flor e chão de areia decifrar o segredo da vida antes que ela seja totalmente consumida irremediavelmente perdida abra os seus olhos e asas não há sonho que não se viva não existe nenhum horizonte cuja vista não alcance se lance vá viver a vida

Água Água se acentua Água corre pela rua
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Água Água se acentua Água corre pela rua molhando meus pés cansados e meus pés caminham à toa e é isso que me magoa em minha casa não tem água e a falta que eu sinto é a sua pode faltar-me o oxigênio mas não te esqueço nem num milênio Água são as lágrimas que de meus olhos às vezes transbordam sempre que de você se recordam Por que você não me afoga? Vê se entende quem te roga: Sem ela a vida é deserto e a sua imagem...apenas miragem Eu te lancei na garrafa a mensagem Que a dor semeia nas dunas de areia Morta.

Imagine o início da jornada a nascente de um rio a ponta de um fio
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Imagine o início da jornada a nascente de um rio a ponta de um fio o quilometro zero de uma Estrada a porta de entrada de uma vida como fundo musical uma canção que a gente gostava mas que já foi esquecida e a viagem se inicia com o choro contido o dinheiro contado e a canção que queria ouvir não foi cantada nem todo dia havia Sol mas toda chuva terminava a cada dia uma surpresa quando a curva desdobrava dias lerdos, dias lentos havia boa companhia em quase todos os momentos à noite a gente descansava depois de algum tempo na estrada todo dia a gente ria e realmente a gente estava certo quando achava que a viagem finalmente terminava quando a nave flutuava triunfante e reluzente sobre um caudaloso rio de lava

Por mais que leves sonhos um dia chumbem diante de tantos olhos
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Por mais que leves sonhos um dia chumbem diante de tantos olhos que um dia os viram flutuar livres no espaço por mais que o coração fique aos pedaços por desconhecer qual a razão que todo tempo tem de num determinado ciclo a triste obrigação de romper laços mesmo assim você vai encontrar vontades que jamais sucumbem por mais que o tempo tente insistente duros qual diamantes longe anos e oceanos contrariando todos os planos que por mais que tenham sido apenas breves e por mais que parecessem serem leves quando existe e prospera aquilo que se chama amor não pode haver quimera a implantar o dissabor neste momento impera a vontade não havendo vento frio a apagar a chama daquele coração que arde e o medo da distância e de se ver distantes vem galvanizar os laços com o mesmo frescor de anos antes.

olho pela janela não vejo o Mundo vejo parte dele
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olho pela janela não vejo o Mundo vejo parte dele às vezes eu acho que simplesmente nesta parte eu não me encaixo haverá outros lugares outros Mundos outras épocas outras vidas onde minha presença e pensamentos normalmente insatisfeitos seriam normais e bem vindos? Será que a vida é mesmo vida? o Mundo é concreto? o tempo, este eu sei não é continuo e muito menos reto será que os olhos são mesmo as janelas da alma? ou será que o Mundo espia-me a alma através dos meus olhos?

Outro dia eu estava triste pensando nas coisas que deixei de viver
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Outro dia eu estava triste pensando nas coisas que deixei de viver ou abandonei pelo caminho arrastando os pés, sempre sozinho quando vi dez meninos brincando Deslizavam sobre um muro braços abertos fingindo aviõezinhos eu sorri com aquela esquadrilha alvejando o coração deserto deste velho menino passante acordei num passado distante aconteceu de as bombas de contagiante alegria me acertarem o coração e então, naquele dia e eu pude ser menino por mais um instante o homem seguiu adiante chato que era o menino subiu no muro foi brincar de bombardeiro na triste tarde de primavera nem todo dia é possível um sorriso mas há dias em que é preciso irremediavelmente necessário simular inexistente alegria verdadeira, na tarde daquele dia nas noites em que acordo assustado e o eu-menino, que ainda vive do meu lado levanta-se sem medo do escuro e vai mais uma vez ser o décimo-primeiro menino a abrir as asas e voar por sobre o muro

Quantos medos e quantos segredos poderá abrigar um coração? Quantos sentidos e quantas saudades
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Quantos medos e quantos segredos poderá abrigar um coração? Quantos sentidos e quantas saudades caberão em uma só vida? Quantos erros e atropelos serão permitidos em uma existência? Me diga, meu Deus por quê e aonde haverei ainda de abrigar tanta dúvida e tanta carência Eu sei que derramas sobre nós diariamente suas bênçãos e promessas mas sabes melhor que nós que somos todos,apenas crianças apesar de exibirmos idades variadas nos perdendo invariavelmente a tropeçar nas pedras desta interminável caminhada onde vamos sem saber pra onde caminhando, quase sempre com pressa rumo à vida que haverá de existir uma estrada melhor que esta acreditar em sua promessa, então é tudo que nos resta. estarei partindo amanhã em busca da solução para novos e velhos problemas deixo ao mundo esta questão a decifrar no enigma dos meus poemas.

Ele quis brincar com a vida Ele quis jogar com o tempo E, tentando enganar o mundo
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Ele quis brincar com a vida Ele quis jogar com o tempo E, tentando enganar o mundo Lançou seus dados redondos Sem sorte, que tarde trágica contou com as cartas e mágica Deparou-se, de repente Com a morte Frente a frente Mas o que a morte não sabia Era que o tolo não sentia Nenhum medo ao contemplar Sua imagem, tão sombria Na tarde daquele dia Confundia uma inútil coragem com vaga sabedoria Ele quis brincar com a morte Ele quis jogar com a sorte Quis impressionar o Mundo E chutou sua bola quadrada Tolo esporte, que tarde trágica! O destino, sem espírito esportivo Não perdeu a chance Já que alguém lhe deu motivo Tirando do bolso a ampulheta constatou que seu tempo cessara E a tarde, no campo da vida Recolheu-lhe A alma atrevida

Eu quis fazer uma canção que trouxesse alegria pro seu coração eu procurei palavras e lugares e motivos
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Eu quis fazer uma canção que trouxesse alegria pro seu coração eu procurei palavras e lugares e motivos pra fazer você sorrir Eu quis achar motivo, causa ou porquê de trazer felicidade a você Eu sonhei com o momento em que você, deixando de chorar Dissesse que mudei a sua vida E eu só tenho a te dizer Que neste mundo Pra ser feliz é preciso Ser criança, burro ou egoísta E a minha alma de artista Me disse: Desista! E eu larguei a minha pena e arranquei as cordas do meu violão uma a uma E não fiz canção nenhuma

os velhos discos de vinil sem vitrola para tocá-los a igreja fechada
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os velhos discos de vinil sem vitrola para tocá-los a igreja fechada e seu sino rachado o tempo passado os lagos que não existem mais os sapos também se foram assim como tantos amigos e as tardes que foram felizes companheiros da vida parceiros de jornada passageiros do tempo passeio que leva ao nada os sinos já não badalam quase nada prende atenção além do meu violão amigo que me restou por mais azul que o céu esteja as tardes são sempre cinzas sem árvores nos quintais dos lugares aonde eu vou hoje tudo que me resta é ver a vida que não presta tomando lugar de tudo uma batalha sem escudo cama sem criado-mudo o tempo inflamou hoje só restaram cinzas daquilo que já não interessa o tempo passa não o apresse a vida se vai e o mundo te esquece

Deitado em meu quarto eu escuto o surdo silêncio da noite mais uma noite que se passa
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Deitado em meu quarto eu escuto o surdo silêncio da noite mais uma noite que se passa são coisas assim, pequenas que fazem a vida ter graça sem sono, a vigília serena se traduz no farfalhar que o vento faz nas folhas coruja lambendo as penas o crepitar do fogo só as nuvens despercebidas parecem enciumadas de repente se fazem sentidas trovejando, relampagueando rompendo a serena calma mas se ainda chove neste mundo a paz vai reinar em minh'alma e faz-me dormir em paz com as bênçãos que ela traz

Minha irmã Rosely, Hoje, tudo que eu queria Era que você estivesse
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Minha irmã Rosely, Hoje, tudo que eu queria Era que você estivesse pertinho, a fazer o café com seu jeito carinhoso de sorrir e pegar no meu pé meu Deus, que tempo precioso e eu fico desconcertado tentando me recordar se alguma vez fui mal-educado com irmã tão primorosa o tempo passa e eu fico assim na saudade que vem de você também sinto saudades de mim e no quão bem que me sentia em acordar e te ver, todo dia Minha irmã, Rose Graniso Tem dias que fico triste de saudade tão doída você que sumiu no mundo por mim, nunca foi esquecida.

Deus existe e É algo assim maior que o Universo sem fim
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Deus existe e É algo assim maior que o Universo sem fim Criador do Serafín e Mentor do Querubín está em você existe em mim existe nas coisas grandes e É maior que o infinito mas o bonito de verdade é ter criado utilidade pra bactéria que existe no cocô da bactéria do cocô do Guaxinim

Eu sou sua alma sagrada Em outra pessoa encarnada Imagino-te vazia
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Eu sou sua alma sagrada Em outra pessoa encarnada Imagino-te vazia Sem poder dividir comigo Uma vida de alegria Se minha vida ao seu lado fosse Eu seria o senhor das batalhas Vencedor da guerra fria Marido da Imperatriz Enfim,eu seria feliz Simplesmente todo dia E tudo por ti faria Se eu pudesse te ver face a face Ou, quem sabe,você se lembrasse De algo que o tempo apagou Que existiu por alguém que pensou Em poder alegrar o seu dia Enquanto você dormia

Água Água se acentua Água corre pela rua
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Água Água se acentua Água corre pela rua molhando meus pés cansados e meus pés caminham à toa e é isso que me magoa Água em minha casa não tem água e a falta que eu sinto é a sua Água pode faltar-me o oxigênio mas não te esqueço nem num milênio Água Água são as lágrimas que de meus olhos às vezes transbordam sempre que de você se recordam Água Por que você não me afoga? Vê se entende quem te roga: Sem ela a vida é deserto e a sua imagem...apenas miragem Eu te lancei na garrafa a mensagem Que a dor semeia nas dunas de areia Morta.

A vida passa depressa e a gente vai levando a vida cercado de gente. Vai brincando, contando piadas, trabalhando, se envolvendo, rindo e aprendendo e quanto mais aprende mais quer aprender. Aprende tanto que quando percebe; descobre que não aprendeu nada. Descobre que não teve am…
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A vida passa depressa e a gente vai levando a vida cercado de gente. Vai brincando, contando piadas, trabalhando, se envolvendo, rindo e aprendendo e quanto mais aprende mais quer aprender. Aprende tanto que quando percebe; descobre que não aprendeu nada. Descobre que não teve amigos, descobre que o trabalho foi infrutífero, descobre que os envolvimentos foram ilusórios, que as piadas não tiveram graça e que brincou demais com a vida. Descobre que enquanto riam ao seu lado...estavam rindo de você. Um dia você acorda e descobre que está igual ao que estava no dia em que nasceu e no dia em que haverá de partir: Sozinho.

Sonhei que caminhava por uma estrada florida pensei até que fosse primavera
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Sonhei que caminhava por uma estrada florida pensei até que fosse primavera mas as primaveras existem assim como a fé; apenas em nós perguntas sem respostas O paradoxo do céu estrelado num campo de Girassóis O Mundo às minhas costas À minha frente Dez milhões de Universos Pequenos grãos de areia pelo infinito dispersos Que se fazem realmente imensuráveis diante desta vida tão pequena revestida de eventos miseráveis vida que existe por algum absurdo longa, diante de um sonho tão curto Objetos luminosos distantes Quasares gigantes, gigantescos irradiando seus raios farsescos Que não me atingem assim como o imenso amor que envolve o mundo nunca me atingiu nem haverá de me atingir sequer por um segundo.

Olhos, ouvidos, cabelos nada disso sou eu olhares, pedidos, apelos
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Olhos, ouvidos, cabelos nada disso sou eu olhares, pedidos, apelos nada disso sou eu tempo perdido, conselhos nada disso sou eu palavras escritas, atalhos nada disso sou eu Fantasmas, ilusões ou espantalhos nada disso sou eu aquilo que eu disse,aquilo que eu quis pouco dizem sobre mim todos nós somos apenas aquilo que não fizemos ou dissemos todos nós somos a chance e o tempo que passou e aquilo que o tempo esqueceu

O início e o fim entre eles um intervalo chamado vida, simples assim
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O início e o fim entre eles um intervalo chamado vida, simples assim espinho e aroma na mesma rosa o amor e o desamor na mesma casa a saudade sentida e a palavra Adeus da mesma mente saída o fim e o começo tudo que há de bom carregando em si mesmo todo mal que já existiu tudo aquilo que foi visto ao mesmo tempo ninguém viu