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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Entre as leis da vida E todas as coisas Que Deus fez
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Entre as leis da vida E todas as coisas Que Deus fez Há coisas que, às vezes Nos podem parecer injustas É alto o preço que pagamos Conforme vemos Passarem-se os anos E mesmo assim Preservamos a alma menina é preciso muita atenção e amor no coração Pra aprender Compreender de verdade Aquilo que a vida ensina E um dia Entender que a vida é justa Como justas São todas as coisas Divinas E é esse o preço que custa Não importa quanto tempo passe Agarre-se às coisas que não se vê Todo dia, quando o dia termina Tudo passa, tudo acaba Tudo termina, como termina o dia E isso não pode ser Motivo pra tristeza Tudo isso faz parte de um Plano Maior Uma história que, com toda certeza A gente nem se lembra de querer Mas queria.

A vida é um espaço de tempo Em que somos obrigados a viver Não existe outro jeito
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A vida é um espaço de tempo Em que somos obrigados a viver Não existe outro jeito Se não vivermos esta vida Outra, então, nos será outorgada Eu tenho a chance de aceitar ou rejeitar A intensidade da luz a passagem do tempo o diâmetro do mundo que eu crio E iniciar a caminhada sobre um fio Portanto, tudo que nos resta É estabelecer pra nós mesmos Os parâmetros Daquilo que julgamos ser direito O que muda de pessoa pra pessoa é o conceito E é isto que fará parecerem diferentes As suas durações Pois o tempo Apesar de parecer absoluto Não varia um minuto de vida pra vida Mas algumas são mais bem aproveitadas Outras, rejeitadas ou perdidas Essas escolhas são aquilo que nos leva A viver a impressão De que ela é uma subida ou uma descida Onde os olhos veem luz ou treva Por mais que nos tentem influenciar Não há quem decida em meu lugar Se um dia vou deixar saudade ou alívio A vida é simplesmente a procura pela verdade Enquanto eu não a encontro eu a vivo.

Não sei dizer Quantos anos vivi E creio que ninguém saiba
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Não sei dizer Quantos anos vivi E creio que ninguém saiba Eu acho que nada explica Aquela coisa pequena Pura e boa Que em dado momento a gente vive como coisa à toa Mas...por mais que o tempo passe Ela fica: Minha mãe ao meu lado Nós dois escorregando num Tobogã A primeira vez Que eu vi cada irmã A namorada me dizendo Que estava tricotando pra mim Uma touca de lã Esses pequenos pedaços de coisas alegres e bonitas Que não deixamos escritas é que definem quem somos E vão morrer junto com a gente um dia Pois se desta vida algo se leva Não é rancor nem sofrimento Porém, aquilo que a alma eleva Resume e faz valer uma vida Mesmo que dure Somente um momento

Das coisas que se quer Muitas não passarão jamais do patamar do querer
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Das coisas que se quer Muitas não passarão jamais do patamar do querer Pois querer Não significa necessariamente Que eu vá movimentar Uma palha pra conseguir E das coisas que desejo Não vejo a hora de acordar Pra poder Movimentar todo um Universo Tirando Estrelas de lugar Se preciso Porém eu não preciso Basta desejar de coração E conversar com meu pai Numa simples Oração Que um Universo inteiro se move Tudo depende daquilo que a gente também faz, da sinceridade nas intenções, E da urgente necessidade Que algo simplesmente Venha a causar na gente Tudo isso Pelo fato de eu ter em mente Que também faço parte de um Todo Que faz nascer Mil Sóis a cada instante E tenho força suficiente Pra viver meu dia a dia Sentir a brisa das calmarias e ter no coração a serenidade de sorrir durante as procelas Que porventura a vida me trouxer Pois nada disso A vida traz de graça Mas a luz do Sol convida a gente todo dia Pra olhar a cara das tempestades Rir da cara da sorte Mas rir de verdade e com vontade e depois de tudo isso Escrever ao mundo um poema Contando como é que acontece Basta querer Que mesmo sendo Infinitamente pequeno Creia: A alma cresce. Edson Ricardo Paiva.

Deixei de guardar as datas Me esqueci de como fazia Pra lembrar-me dos nomes
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Deixei de guardar as datas Me esqueci de como fazia Pra lembrar-me dos nomes Faz tempo que não me ocupo Com aquela antiga aflição Que me fazia lembrar Endereços e preços Agora compreendo Que coisas, cujo valor se mede Não valem muita coisa E que não existe um dia combinado Muito menos um lugar certo Pra que aconteça de a vida da gente virar ao avesso e descobrir Que nomes ou endereços deixam de ter importância E que as coisas realmente importantes Podem estar bem perto, Ou distantes Não existe certeza Pra nada Aquilo que vem Sem nome, lugar ou hora marcada é que realmente vai fazer A gente acordar triste ou feliz No meio da madrugada Um rosto sem nome certo Um rastro a ser seguido Sem a gente ao menos saber A razão de estar Tão contente Indiferente ao fato de tudo que tinha guardado na lembrança Não servir pra nada E aquilo que tanto interessa Não tem nome e não tem preço endereço ou hora marcada Não tem passado; não tem cor Não tem medida e nem peso Nada que explique a pressa Nada que àquilo mensure Existe apenas suavidade e um tanto assim de magia Junto a tanta alegria e uma grande quantidade daquela coisa que faz a gente Não querer saber como se faz Só da vontade de fazer Fazer exatamente Perfeitamente perfeito Aquilo que nunca fez E fazendo do jeito que vier à mente de repente a gente olha E vê que não tinha outra escolha Só tinha querer Um querer que não podia ser Guardado ou escrito Não estava em lugar nenhum No tempo ou no espaço e independia de tudo que houvesse nos bolsos E mesmo assim Tinha sim hora e lugar pra ser Mas demorou pra perceber Que a real felicidade Independe da nossa vontade das nossa lembranças E também das nossas crenças Pois chega do inesperado Sem nem ao menos pedir licença Edson Ricardo Paiva

Acordei de madrugada Pra contar Que duvido que haja no mundo
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Acordei de madrugada Pra contar Que duvido que haja no mundo Amor de amar assim Igual a esse, que existe em mim Eu tenho vivido Um amor em recesso E tudo que peço A quem eu amar É um espaço pequeno de coração Um momento sereno de pura atenção E que possa ouvir até o fim Todas as juras deste humilde coração que pede Qualquer migalha de conforto Pra um amor Que acorda de madrugada e passa os dias absorto Por amar-te tanto assim Um amor sem dor Amor de alegria Um amor que te traria Qualquer coisa que fosse No final de cada dia Um amor que partisse Apenas pra poder fazer Com que você risse ao vê-lo voltando E saber que foi verdade Aquilo tudo que eu disse um dia Esse amor procura Alguém que o entrelace E num simples olhar lhe diga somente O quanto gostaria Que ele ali ficasse E depois suspirando de tanta alegria ali contida Tivesse a certeza Que a beleza de tanto amar Haverá de crescer e permanecer pra sempre assim Até o fim de todos os nossos dias. Edson Ricardo Paiva

Tem dias que a vida da gente Parece simplesmente Missão de ser ajudante
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Tem dias que a vida da gente Parece simplesmente Missão de ser ajudante e a gente vai cumprindo a vida Como a cumprir expediente Construindo coisa importante Sabendo que a gente mesmo Não tem importância nenhuma E permanece nos lugares o tempo suficiente Pra que aquilo seja feito Mas que, após cuncluido Sabe que vai ser Esquecido Não tem jeito E no dia seguinte Começa novamente A fazer tudo aquilo Qua a vida ensinou A fazer sempre completo Concreto e perfeitamente sabendo que no final Vai ser igual E não vai poder ficar Pra olhar por um mínimo instante E lá se vão Esses seres desimportantes Seguindo adiante na sua jornada Esperando Um dia feliz, Um olhar que me reconheça A mão carinhosa Uma cara ansiosa Me esperando no portão. Uma noite de Lua Ama boa conversa debaixo de um Céu de estrelas E pares de olhos e olhares sinceros Sinceramente enlevados Tudo aquilo que passou A gente esquece e deixa de lado Assim que adormece A vida passa finalmente a ter um sentido As palavras ressentidas Aquele mal que existiu por muito tempo em todas as nossas vidas Não haverão de encontrar espaço Nunca mais Apenas um milhão de abraços Atmosfera de paz Fortalecendo esses laços E tudo que aqui não tiver A gente vai juntos buscar E aquilo que lá não houver Basta me dizer que quer E juntos a gente faz. Edson Ricardo Paiva.

A gente deseja ... Deseja demais Sonha em coisas
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A gente deseja ... Deseja demais Sonha em coisas com as quais Não há de ter jamais E por mais que veja A maneira que se porta a vida Insiste em pintá-la, Transformá-la em gravura Pendurá-la nas paredes Na casa onde guardamos ilusões Justamente No quarto da esperança Ali não se fala e nem se cabe pensar Sobre as coisas reais tais como Lembranças Sobre as quais jamais falamos Pedaços de alma pelo chão Sonhos esquecidos Corações despedaçados promessas não cumpridas cacos de vida Mas insistimos sempre e não desistir jamais dos sonhos Presentes que pedimos pra Deus Pode parecer impossível A alma sente, de repente Um desnível e cai Cai para um lugar Que fica perto de nunca mais A gente faz um esforço sobre-humano Pra não desistir de ao menos fazer planos Que talvez Irão se concretizar...ou não Coração desliza o juízo perde o chão Quem é que vai um dia aprender ou ensinar A forma correta e concreta de mandar no coração? Edson Ricardo Paiva

O tempo corre tão depressa Que a gente nem mesmo percebe Que nessa vida
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O tempo corre tão depressa Que a gente nem mesmo percebe Que nessa vida a gente esteve sempre Procurando um lugar pra ficar E pouco importava Se o lugar estava certo Portanto Qualquer lugar que fosse perto do mais inóspito deserto era sempre um lugar ideal E a gente, simplesmente não aceitava qualquer teoria Que dissesse Que existia lugar melhor ou igual Esteja onde estiver A gente quase nunca Está onde quer mas é sempre importante dizer Que os melhores lugares Nem sempre estão perto dos Mares Ou sob um lindo luar O melhor lugar deste mundo Sempre será aquele No qual a gente quer permanecer No primeiro segundo em que chega lá Este lugar pode estar No êxtase de uma oração, Envolto pela melodia de uma canção desconhecida ou então; diante de um olhar tanto faz, desde que seja ali Qualquer lugar é lugar e nenhum lugar nunca será um lugar qualquer Pois aquele pra sempre será O lugar onde a gente quer estar Edson Ricardo Paiva.

Amanhã Eu vou poder caminhar Pra onde quer que eu queira ir
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Amanhã Eu vou poder caminhar Pra onde quer que eu queira ir Eu vou ser como sempre quis E ser quem eu mesmo queira ser dai então descobrir quem eu sou E nunca mais vou precisar Ser quem o vento levou Mas serei quem sempre esteve aqui em cada verão e cada primavera Porém, na verdade Nunca pode ser quem era Sou aquele que o tempo transformou Mas sempre permaneceu O mesmo Este sou eu E apesar do cinismo da vida Jamais se adaptou a isso Pois eu sei Que ainda gosto de dançar na chuva E sou criança e tenho medo de escuro E ao mesmo tempo O Mesmo E mesmo que nada se mova Se renova a cada dia E preserva a alegria guardada E continua sendo Quem tanto queria Aquele que não quer ser nada Nada além daquele cara Que ri de alegria Ao final de cada dia todo dia Edson Ricardo Paiva.

Cada dia que amanhece Cada nova oportunidade Cada velho pensamento
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Cada dia que amanhece Cada nova oportunidade Cada velho pensamento Que surge novamente Porém, dessa vez ele vem Melhorado, fortalecido Ornamentado pelas cores, agora mais vivas Pois milagres sempre vem e acontecem na noite calada E assim que o dia clareia Não existem mentiras ou meias-verdades Que possam ter sobrevivido O orvalho nas folhas O canto dos pássaros A luz do Sol reluzindo e imediatamente decantado nos menores grãos de areia A paz do silêncio É o próprio ruido da paz Quando a paz faz ruido Tudo mais, sem que nada mande Cresce, se expande e faz sentido Assim, como a luz de um par de olhos Muda a vida da gente muito repentinamente dá vontade de olhar para eles de novo e de novo Repetidamente A cada dia que amanhece E pedir para eles Que nunca me neguem A nova oportunidade de poder sempre melhorar a cada velho pensamento renovado e ainda mais iluminado a cada novo amanhecer Pois uma nova esperança há de surgir Juntamente com o brilhar de um novo dia. Edson Ricardo Paiva

Eu sinto a tua presença Aqui, bem pertinho de mim E penso também assim
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Eu sinto a tua presença Aqui, bem pertinho de mim E penso também assim de um jeito que você mesma Poderia deixar-se ficar Abismada Sem explicação, nem nada Por pensar que nem você pensa Quando sozinha Escuridão à meia-luz Um denso silêncio Entristece as madrugadas Mesmo assim Eu sei que ri Sabendo-se também aqui Pois esta minha imensa vontade Me traz a sua presença e põe aqui, pertinho de mim E não me sinto mais, tão sozinho E é muito doce Essa presença que meu pensamento trouxe Enquanto isso...compromisso Em olhar os ponteiros lentos Contar momentos e devorar cada hora que separa A mim mesmo dessa alegria Há tanto tempo adiada de simplesmente olhar e saber o quanto é bom e respirar o mesmo ar na escuridão da madrugada Te olhando e olhando e mais nada Edson Ricardo Paiva

No espelho. Se um dia eu puder Vou te pedir
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No espelho. Se um dia eu puder Vou te pedir que descreva O que foi que sentiu A cada vez que um beijo chegou no vento Um sorriso num pensamento Um apelo numa oração Coisas que precisava dizer e não podia Por favor Se puder descreva para mim O que foi que sentiu Quando finalmente percebeu aquele amor Que distante vivia E que às vezes pedia Pra Lua entregar um recado Te avisando que eu existia E desejava de verdade descobrir Em qual cidade se escondia Me conta também Se aquele sonho que te mandei Me fez o favor de te avisar Pra olhar pro Céu, quando acordasse Pois as nuvens que aqui passavam me disseram que te conheciam Outras vezes eu havia mandado Que a luz do Sol Fulgisse no teu espelho e te desse o meu beijo Feito de brilho Eu sabia que teu recato Faria teu rosto assumir um tom a mais de vermelho Eu quero que saiba que fui eu que acreditei muitas vezes No milagre de um feliz desenlace E você finalmente descobrisse que eu existia Pois tudo isso eu fiz Eu te juro que fiz assim Porque queria que você Também gostasse de mim Edson Ricardo Paiva

A parte ininteligível Que haveremos de deixar Na história de nossas vidas
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A parte ininteligível Que haveremos de deixar Na história de nossas vidas Sempre será Essa imensa capacidade em desvendar aqueles segredos Que passaram anos e anos Reluzindo Bem em frente aos nossos olhos Mas todo mundo jurou Que aquilo era falso e tudo isso acaba por tornar-se um irresistível desafio Que leva cada um de nós A partir nu e descalço Em busca, não da verdade Porém da capacidade em demonstrar ao outro Alguma espécie de virtude Enquanto a soubermos inexistente e complicamos a oportunidade em virtude da sagrada humanidade Presente em cada coração que houver no mundo Usamos o argumento da busca pela verdade Como uma espécie de pano de fundo Que encobre a mania esquisita a complicar qualquer caminho e preferimos e sempre preferiremos Subir e descer montanhas Quando a trajetória se apresentar Como uma simples linha reta Desprezamos as tarefas mais prosaicas Subestimamos atalhos Queremos protagonizar atos heroicos Buscamos sempre caminhos mais longos e mais difíceis Atravessamos sem compaixão A outros corações humanos Sabendo que ali havia Um caminho fácil, e insuportávelmente florido aguardando pela gente na sua apaixonada superfície Pois sempre haveremos de nos sentir ofendidos Com aqueles que buscarem Atrevidamente Gostar e tentar entrar Na vida da gente e quase que invariavelmente Vivemos a vida seguinte Sentindo uma imensa saudade Edson Ricardo Paiva

A vida pode ser Cheia de surpresas
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A vida pode ser Cheia de surpresas Tem dias em que a vida Se assemelha a uma roleta Onde a gente somente Vai percebendo o quanto se perde Por depositar a própria confiança Naquilo que vai ocorrer a esmo Porém dias há Em que tudo muda e o destino, simplesmente resolve oferecer ajuda Como se houvesse um desmo Entre nós E todas as forças Que regem todos os Universos Os versos escritos por mim mesmo Ficaram bonitos no final do dia Sorri para nós A cara colorida da alegria A vida muda Deus oferece ajuda Mesmo que a vida Realmente Não seja simplesmente poesia Apesar de as palavras nela escritas Atenuarem e transformarem Até mesmo lágrimas Em bonitas gotas de tristeza Toda tristeza um dia haverá de ter um fim Portanto Não precisa confiar em ser sozinho Tampouco confiar em mim Mas podemos sim Transformar nossos fracassos num grande sucesso E se eu puder pedir-te algo Te peço Que confie em nós A chuva vai cair e vai passar Toda escuridão também tem fim E nunca mais haveremos de ficar assim...tão sós. Edson Ricardo Paiva

Tarde de dezembro Tarde de calor Tarde linda!
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Tarde de dezembro Tarde de calor Tarde linda! Depois Que a bem vinda chuva desaba e deságua Novamente o Sol se desdobra e a gente, feliz, descobre Que mesmo após o fim Aquela chuva não se acaba do jeito qua gente queria Permanece invisível e suspensa Decantando a luz do dia em coisa multicolorida Enquanto isso o calor nos compensa Com imensa quantidade de vida Que revela que esteve escondida Debaixo da minha janela Num canteiro de margaridas Eu me lembro que até há pouco Me escondia, infeliz e louco Em verdes colinas distantes Existentes na minha mente Onde eu me sentava numa sombra triste Fingindo-me contente Apenas o tempo suficiente de escrever versos felizes Mas, na manhã seguinte O clarão da aurora Me traz outro dia E desta vez O meu coração não chora Meus olhos enxergam vida e vontade de sentir de novo Uma vontade há muito perdida Vida trazendo vida a outra vida que parece que também Andou se sentindo perdida E de repente a gente percebe Que ainda não é tarde Linda tarde de dezembro... Edson Ricardo Paiva.

A nossa felicidade Pode perfeitamente Ser classificada
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A nossa felicidade Pode perfeitamente Ser classificada Na categoria Onde se encontra A Concretude do Abstrato Enquanto tanta coisa Que temos como concreta É impossível que seja Elas não podem existir de fato Aquilo é somente Retrato de coisa ruim Que trazemos de lembrança Em nossas mentes Resultante De alguma viagem malfeita Tanto pra você, quanto pra mim Mas não sabíamos o que era E por isso A guardamos com a gente Enquanto de passagem Nós a colocamos Em algum lugar da bagagem Que carregamos Na ligeira viagem Que fazemos neste mundo Onde Simples segundos Podem valer por uma vida Enquanto anos e anos Serão pra sempre relembrados Como parte Da parte que foi perdida E um dia será esquecida Quiçá, resumida Quando relembrarmos Num futuro muito distante A Parte Bonita da história Que começa a ser escrita. Edson Ricardo Paiva

Se acaso Algum dia fugir de mim E depois sentir saudade
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Se acaso Algum dia fugir de mim E depois sentir saudade Daquela boba companhia Que os meus olhos ofereciam Procure nos teus armários E nos lugares onde guarda Aquilo que... pode ser Um dia vá querer ou não Ali você vai encontrar Meu coração E nessa hora há de sentir Um certo arrepio E saber e se lembrar Que ainda estarei aqui Te aguardando ...e de peito vazio Edson Ricardo Paiva

Se a vida acabasse hoje Eu juro que a deixaria Um pouco triste
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Se a vida acabasse hoje Eu juro que a deixaria Um pouco triste Pelas coisas que não fiz ainda Mas algo Sempre há de ficar inacabado E sem resumo Se esta noite eu partisse Diria que não fiz Aquilo que eu tanto queria Mas sereno Por lembrar-me que disse Se hoje O Dedo de Deus Apontasse pra mim E dissesse Que a hora do fim era agora Eu iria embora um pouco triste Porém, sem remorsos Nenhum arrependimento Sequer pelos muitos erros Que eu cometi Enquanto pensava acertar E triste eu iria Nos braços de uma isquemia Uma hemorragia cerebral Tanto faz, não faz mal Na hora da partida Qualquer despedida é igual Creio ter feito Menos o mal que o bem Não deixaria ninguém Que tenha sido importante pra mim Sem antes ter dito muitas vezes Sobre a importância que tiveram Nesta e em todas as outras vidas Se minha vida acabasse hoje Creio ter sido esta A minha poética despedida. Edson Ricardo Paiva

Perdido eu estive E assim, perdido, vivia Quando descobri você
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Perdido eu estive E assim, perdido, vivia Quando descobri você Percebi Que corações perdidos Não vivem ainda assim, Eles sobrevivem Portanto, quando pensei Que finalmente Havia me encontrado E respirei e sorri Crueldade do destino Meu coração de menino Se encontrava Perdidamente apaixonado Com vontade de pedir Que me namore Na sombra de uma árvore e naquela sombra Vou precisar Que me permita que eu chore Vou pedir também Que não se afaste Eu vou te contar Sobre o tempo que perdi Sobre o tempo que você Nunca mais há de perder Sobre a paz E tudo que você sempre me faz sentir Falar do amor Que Deus me deu pra dividir Amor calado Amor sem passado Amor com futuro Amor puro Maduro igual ao vinho Amor bonitinho Que tanto preciso Somar ao seu Assim Não haverei de querer Mais nada Nesse dia Ficar ali Te olhando de mãos dadas Me diz, meu Deus O que é que eu preciso fazer pra poder conquistar O coração de uma fada Edson Ricardo Paiva

Tristeza, me diga Da alegria que sentiu Na primeira vez
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Tristeza, me diga Da alegria que sentiu Na primeira vez Em que me viu Qual foi o tipo de sentimento Que despertou em ti Tamanha vontade de se aproximar E aqui permanecer deixando-me de voz tão pálida Na verdade Aos poucos tem transformado a vontade de viver Numa pobre caquética Minha esperança em cética Matando a pupa de qualquer alegria Ainda no estágio de crisálida Me diga, tristeza Como podes ter prazer e ver beleza Nos irmãs iguais a ti Quando as vê de mim...sempre de mim Se aproximarem Todo dia Me diga, tristeza Por que é que tem Que ser assim? Edson Ricardo Paiva

Existem momentos Em que meu coração se agita Porém, minha alma
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Existem momentos Em que meu coração se agita Porém, minha alma Imutavelmente estática Não geme e não chora Não diz a verdade e não mente Não sussurra...não grita Não suplica, não implora O Fleumatismo da calma Vem somar ao coração Essa tortura O coração se revolta nas suas fibras mais íntimas A alma, com a sua costumeira indiferença Não dá a mínima E eu No meio disso tudo Me guardo o direito No final de cada dia Permitir que a alma Escondida em algum canto chore o pranto dos perfeitos E o coração Repleto de defeitos Carregado de tristeza Carente de paz Ria Ria até não poder mais. Edson Ricardo Paiva

Não tenho medo da morte Da fome, da estupidez ou do frio Destas coisas eu sempre me esquivei
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Não tenho medo da morte Da fome, da estupidez ou do frio Destas coisas eu sempre me esquivei Porquanto, a solução pra todas elas Podem ser encontradas por mim Meu medo é não saber achar Aquelas coisas que independem da boa vontade da gente Pois, sem elas Tudo mais não tem valor algum E sem elas não se vive uma vida Sobrevive-se somente Engole-se diariamente O gosto amargo das desilusões O peso da carga que advém Resultantes do desdém e da maldade alheia Não tenho medo de parar meu coração Eu tenho medo de não conseguir Estancar o corte ou espantar a dor Se porventura alguém a quem amar Me pedir pra curar um corte em seu dedo Não tenho medo de perder Nada daquilo Que novamente vai brotar Eu tenho medo pelas coisas singulares Coisa que não se conta Não se recria, depois que se desmonta Incomparáveis, sui generis Coisas sem par Tudo que eu preciso é de um singelo sorriso Não peço ao vento que me traga Me diga onde está Que eu vou buscar Edson Ricardo Paiva

Meu amor Pelo meu amor É amor lindo e profundo
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Meu amor Pelo meu amor É amor lindo e profundo Daqueles que dá vontade de levantar de madrugada E amanhecer fazendo versos Nasceu em menos de segundo E cresceu maior que o mundo Amor que foi criado Pelo mesmo Deus Que criou o Universo Amor daqueles que a gente Sente medo de acabar E é um medo tão gelado Quanto morrer lá no fundo no Mar Meu amor É amor que me faz sorrir Me faz feliz por amar Amor de pintar aquarela Vontade de dividir a vida Com tudo que houver dentro dela Amor gostoso Até quando rude Amor que ama Amor de atitude Amor perfeito Pois, meu Amor Não possui defeitos Eu amo a tua completude, A luz Que se espalha do teu sorriso, A doçura que me invade. Meu amor É amor de amar do jeito que ama, quem ama Meu amor pelo meu amor é amor completo e bonito na sua plenitude Amor de amar de verdade ...e pra sempre Amor que faz amar até O amor que a gente sente Edson Ricardo Paiva