Frase de EdsonRicardoPaiva
Deixei de guardar as datas Me esqueci de como fazia Pra lembrar-me dos nomes Faz tempo que não me ocupo Com aquela antiga aflição Que me fazia lembrar Endereços e preços Agora compreendo Que coisas, cujo valor se mede Não valem muita coisa E que não existe um dia combinado Muito menos um lugar certo Pra que aconteça de a vida da gente virar ao avesso e descobrir Que nomes ou endereços deixam de ter importância E que as coisas realmente importantes Podem estar bem perto, Ou distantes Não existe certeza Pra nada Aquilo que vem Sem nome, lugar ou hora marcada é que realmente vai fazer A gente acordar triste ou feliz No meio da madrugada Um rosto sem nome certo Um rastro a ser seguido Sem a gente ao menos saber A razão de estar Tão contente Indiferente ao fato de tudo que tinha guardado na lembrança Não servir pra nada E aquilo que tanto interessa Não tem nome e não tem preço endereço ou hora marcada Não tem passado; não tem cor Não tem medida e nem peso Nada que explique a pressa Nada que àquilo mensure Existe apenas suavidade e um tanto assim de magia Junto a tanta alegria e uma grande quantidade daquela coisa que faz a gente Não querer saber como se faz Só da vontade de fazer Fazer exatamente Perfeitamente perfeito Aquilo que nunca fez E fazendo do jeito que vier à mente de repente a gente olha E vê que não tinha outra escolha Só tinha querer Um querer que não podia ser Guardado ou escrito Não estava em lugar nenhum No tempo ou no espaço e independia de tudo que houvesse nos bolsos E mesmo assim Tinha sim hora e lugar pra ser Mas demorou pra perceber Que a real felicidade Independe da nossa vontade das nossa lembranças E também das nossas crenças Pois chega do inesperado Sem nem ao menos pedir licença Edson Ricardo Paiva
No pensador.ai desde