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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Pobre rei, se senta confortavelmente
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Pobre rei, se senta confortavelmente em sua sala Se cala e não pensa Em sua pretensa sabedoria Que não lhe daria um dia de vida real Escuta o que o mundo fala Discorda de tudo e concorda com tudo Na dúvida Fica mudo Se abriga Atrás dos seus escudos transparentes e se sente Totalmente seguro e completamente só Se esconde Pra chorar no escuro Faz castelos no ar O mesmo ar que lhe falta Quando tenta respirar Faz planos e planos Enquanto passam-se anos sem fim Pobre rei Onde ele vive eu não sei Mas sei que se assemelha Um pouco a você e um pouco a mim. edsonricardopaiva

Preciso descobrir Urgentemente Uma forma
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Preciso descobrir Urgentemente Uma forma De parar o tempo Um modo de fugir às normas A que todo mundo Claramente Se acostuma O tempo passa Sopra o vento E vai mudando Lentamente E não há nada Que se faça A não ser Ir rumando junto Junto àquilo Que eu desejo tanto descobrir Como se faz Para Pará-lo

Sonhos Castelos de areia Faz ferver e congelar
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Sonhos Castelos de areia Faz ferver e congelar Tudo isso Que me vai na veia Alegres sonhos tristonhos dos quais me recordo Quando acordo E retorno Da Constelação de Peixes Bela e singela recordação Que me vai no coraçâo Até que eu novamente Adormeça Me esqueça Por favor... Não me deixes

Te espero amanhã Assim como hoje esperei Te espero surgir
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Te espero amanhã Assim como hoje esperei Te espero surgir Aqui Ou em algum Universo Paralelo Te espero nos meus sonhos Aguardo que apareça Pra que eu Finalmente te compreenda e te conheça Te espero, Meu Pai Que me conhece mais que eu E sabe de cada pensamento que me vai e cada fio de cabelo Que existe na minha cabeça E cada vontade minha Te espero a cada manhã Te peço que venha Assim como antigamente O Senhor sempre vinha Não tenho muito Mas queria que o Senhor aparecesse Pra tomar uma xícara de chá e me dar um abraço Eu sei que o Senhor está aqui agora Compreendo isso E sei também Que diante dos compromissos que assumi Acabei por perder Aqueles olhos que eu tinha de Te Ver Mas ainda te espero, Meu Pai Pra te falar Sobre as coisas que aprendi desde aquela última vez Em que o Senhor Me permitiu Que eu O Visse E Mandou que eu Vivesse esta vida Te espero Meu Pai Pra confessar Que fiz muita coisa errada e Te pedir perdão Mas, se o Senhor não puder vir Pede a um Anjo Que Segure a minha mão e Guie meus passos e oriente meu caminho O chá vai estar preparado Se o Senhor não puder vir Não tem problema Pois eu sei que um dia Estarei perto de Ti novamente E eu vou poder Te olhar e Te ver Como antigamente Eu, alegremente O via.

Uma pitada de Sal Uma Xícara de Açucar Pra dar um pouco de gosto
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Uma pitada de Sal Uma Xícara de Açucar Pra dar um pouco de gosto Nesta vida Melhorar aquilo Que foge ao normal Posto isso Cumpramos todos os compromissos Se uma xícara não der Derrama, mulher Um quilo Se não tem gosto de nada Coloca mais uma pitada E se mesmo assim Não tiver açucar em casa Naqueles dias Em qua a vida atenta Abra as asas da imaginação E coloca pimenta em tudo Pois Quando o dia Parece perdido é que a gente Realmente cresce E escreve aquela nova página E muda aquelas mínimas coisas Que devia ter mudado e deixou pra depois Pois você não está sozinha Enquanto eu estiver aqui Seremos pra sempre Nós dois Igual ao que sempre foi e quando não for Não se esqueça Que quando começava assim Eu sempre colocava Uma pitada de sal E lembre de lembrar de mim.

Cada pessoa Que Deus coloca neste mundo Traz consigo uma verdade
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Cada pessoa Que Deus coloca neste mundo Traz consigo uma verdade E Deus lhe confia A possibilidade de melhorar Um pouco este lugar E dividir Com as pessoas ao redor Aquilo Que de melhor puder Trazer e dividir Alguns fazem Ciência Outras fazem Arte Outras mais, exemplificam Outras, coitadas Por pensar Somente em si mesmas e não conseguirem fazer Nada de original e fazem igual A quem só quem faz o Mal E enquanto a Deus Convier Lá de cima, Deus aguarda Que cada homem e cada mulher Aprenda E enquanto isso Cá embaixo Uns vivem Outros se encaixam Conforme lhes convém E cada um Vai deixando no mundo Um pouco daquilo que tem Até não restar mais ninguém

Depois que eu envelheci E todas aquelas alegrias Que vivíamos
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Depois que eu envelheci E todas aquelas alegrias Que vivíamos Naqueles lindos dias Partiram pra outro lugar E hoje não mais Estão indo e nem vindo Somente se foram E todos os dias Agora São sempre iguais Mesmo assim Eu olho pro lugar onde ficava A Velha Estrada de Ferro, Posso até ver As telhas vermelhas de barro E tantas pessoas Deixando ali Seus sorrisos, Cabelos balançando, Olhares indecisos. Entre eles Nós dois Éramos quase crianças As boas lembranças Vão sendo apagadas Cerro meus olhos Tentando me lembrar Porém, de tantos rostos Que passaram por ali Somente o teu olhar Não esqueci. Edson Ricardo Paiva.

De vez em quando Eu penso em doar um presente Que esteja pra sempre presente
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De vez em quando Eu penso em doar um presente Que esteja pra sempre presente Algo que o tempo não estrague E que nem precise Ser entregue Algo que não precise limpar e nem carregar Algo que não se regue Não envelheça e não se esqueça Alguma coisa Que não se vista e não se ponha na cabeça Enfim Eu ponho alí Um pouco do meu tempo e muito de mim Eu faço meu presente ao mundo Mas não é todo mundo Que o vê Pois é preciso Ter no peito Um jeito um pouco mais profundo de ver e de viver Mas ele ficará guardado E poderá ser uma coisa boa Um dia Na vida de alguém, Cada um doa aquilo que tem Eu deixo ao mundo Poesia

O que mais me dá saudade da infância É aquela possibilidade
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O que mais me dá saudade da infância É aquela possibilidade de poder imaginar de crer, de acreditar Que tudo que imaginasse Poderia ser verdade E eu ainda trago comigo Esse poder de poder brincar de acreditar e eu brinco de acreditar Na amizade do amigo Nas causas pelas quais eu brigo Nas coisas antigas do meu tempo de criança Que me fazem Não perder a confiança nas coisas que se revelam a cada dia Menos confiáveis E eu brinco de acreditar Que a vida seja algo bonito e que eu possa confiar no Homem e outras coisas Que a cada dia eu cada vez mais acredito menos

De janeiro a janeiro Por muito tempo andei perdido Pelos caminhos do mundo
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De janeiro a janeiro Por muito tempo andei perdido Pelos caminhos do mundo Tudo aquilo, no final Nem me parecia ser de todo mal E em resumo Seria esquecido um dia Bastaria Permanecer calado e ouvir o que o mundo fala Qualquer tolo Demonstra sabedoria Quando se cala Mas somente o silêncio é algo que não vale à pena ser esquecido Enquanto se perde tempo Vagando em vão Em um mundo Que também anda perdido e repleto de perdição Até que um dia Se percebe Que a melhor visão Não se encontra nos olhos de ver E existe algo bem melhor e mais profundo Uma Luz que nos afaga Um carinho que vem no vento Mas que muita gente não sente E vaga perdida no mundo

Todo aquele Que pretende um dia Sentir-se livre
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Todo aquele Que pretende um dia Sentir-se livre Necessita antes livrar-se de todos os seus conceitos Acerca daquilo Que pretensamente Enxerga como sendo Liberdade Liberdade é tudo aquilo Que se pode viver Mesmo se estiver Cercado por grades Rodeado por paredes e fisgado numa rede A liberdade simplesmente é uma coisa apenas sua Em poder olhar o Mundo e enxergá-lo Como Ele realmente é Não importam correntes Não há homem nem mulher Que impeçam a alma livre de voar e ir e voltar Quando quiser O mais importante e mais porfundamente irritante Quando se é livre de verdade é poder rir à vontade E não fazer o mal a ninguém Almas libertas Tem a liberdade no ar E estão onde tem vontade Pois todas elas Podem ir e querem ficar

Tenho a nítida impressão de que não sabemos, absolutamente Para onde estamos indo
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Tenho a nítida impressão de que não sabemos, absolutamente Para onde estamos indo E rumamos perdidos Feito barco à deriva Um dia depois do outro E outro, e outro... A Lua se põe no horizonte Enquanto o Sol se esquiva, discretamente. E a gente aqui vai vivendo Ou vendo a vida passar Talvez exista alguma diferença Pouca gente pensa nisso Temos um compromisso Muitas vezes mais importante Em cumprir o expediente Os filhos crescem A gente chega lá No Espaço Sideral A escola termina São tantas grandes conquistas Que eu chego a perder de vista Algumas coisas muito mais distantes Nesta comprida Estrada Como aqueles longínquos laços Que muitas vezes selávamos No momento Em que simplesmente Nós todos nos cumprimentávamos Com um arcaico sorriso no rosto um prosaico abraço e mais nada

Um dia a gente promete Promete pra gente mesmo Que com a gente
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Um dia a gente promete Promete pra gente mesmo Que com a gente Vai ser tudo diferente E que vai mudar muita coisa Um dia a gente percebe descontente Que este mundo engana a gente A uns menos, a outros mais E por mais que a gente tente A vida condena a gente à mesma sina que nossos pais A natureza da vida Os caminhos do Mundo A mesma chuva caindo E roupa secando no varal Muita coisa muda e no final a gente percebe Que o tempo mudou tanto a gente Pra depois finalmente A gente constatar Que pra bem ou pra mal Não há nada diferente e tudo aquilo que fizemos Acabou deixando a gente Muito igual

Eu tenho um amigo Que sempre andou comigo Acordava atrasado
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Eu tenho um amigo Que sempre andou comigo Acordava atrasado e era muito atrapalhado Coitado, meu amigo enviesado Quando criança Nunca soube jogar bola Jamais foi bom em dança Jamais foi bom em nada Não era bom de briga Nem tinha namorada Na vida Militar, coitado! Não era bom soldado Não era bom atleta Bom marido ou bom poeta Jamais teve jeito pra nada Pois trazia no peito Um coração Totalmente desprovido de ambição e comia o pão da ilusão Tinha como companhia um violão Mas, pra não destoar Também Não cantava muito bem Porém Ele era um bom amigo e sempre andou comigo

Não deu no jornal Ninguém veio dizer Mas eu sei
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Não deu no jornal Ninguém veio dizer Mas eu sei Que as pessoas solitárias Podem muito bem Acabar eternamente Com essa solidão Que de longe parece dolorida e constante Mas quando se olha de perto e pra dentro Percebe-se Que quase todo mundo Esconde em si Um deserto bem maior Enfeitado De algo que já não existe E vive num mundo Insano e delirante Recheado de uma esperança cortante Um diamante às avessas Torna-se carvão Um coração repleto e completo Rodeado da pura, boa e velha Solidão.

à tarde um vento suave Levemente se move E vai soprando o barco à vela
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à tarde um vento suave Levemente se move E vai soprando o barco à vela Vejo o mar pela janela Tão distante; penso nela Se à noite o vento apaga a vela Mesmo assim, no escuro, és bela Te vejo em meu sonho e pergunto Meu Deus, o que foi que te trouxe? Quisera fugir de presença tão doce Quem sabe se ao menos Tão bela não fosse Acordo, abro a janela a olhar as estrelas pulsando Lembranças que se acendem e esperanças que se apagam Qual lume, dos insetos que à noite vagam Respirar o perfume de fada que emana da tua lembrança e meus sentidos embriagam Assim eu não sinto tanta saudade E nem morro de distância tento somente Enxergar-te em essência se cego e surdo fosse eu, de fato Quisera a sorte permitisse ver-te bela pelo tato.

Como se fosse Um poema onde nada rima Algo além do limite
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Como se fosse Um poema onde nada rima Algo além do limite Um dia sem Sol Quando termina A gente permite que Ele se vá E chega a hora da despedida Há coisas na vida Que parece começarem pelo fim E vai correndo ao avesso desde o começo Não se encaixa...desafina Quando o coração se permite Permanecer eternamente Qual coração de criança dança e ri Com a canção desafinada E sem querer saber de nada Segue rindo da cara da sorte Pois não há corte Que não cicatrize diante de uma boa risada Ria sempre de volta pra vida Não há tristeza que suporte Um sorriso insistente de sorte Que um dia A tristeza acaba rindo com você E tudo acaba em alegria

Quando alguém Me diz que me entende Eu olho pra pessoa
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Quando alguém Me diz que me entende Eu olho pra pessoa Plenamente consciente de estar na presença de alguém que está mentindo Pois nem eu mesmo me entendo Tem dias que eu olho pro espelho E faço cara de paisagem Fingindo estar de passagem de vez em quando Me aparece um iluminado Que não entendeu nada e me censura Tem dias que eu gosto da vida e outros que apenas a aturo e juro que penso em um dia viver apenas de silêncio creio eu ser a melhor forma de não ser mal interpretado Por um mundo que me dita normas Quando na verdade Não entendeu quase nada,

Se eu pudesse cuidar do mundo Como quem guarda um jardim Se eu pudesse escolher as sementes
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Se eu pudesse cuidar do mundo Como quem guarda um jardim Se eu pudesse escolher as sementes Se eu fosse um bom jardineiro Ou algo semelhante Plantaria um jardim de verdade E cultivava somente verdades E o melhor que houvesse do amor e da amizade Mas, por mais sementes que se espalhem Muita coisa falha, abaixo do Céu Muita coisa falta em meu jardim Assim como falta Um maior entendimento Pra que todo mundo soubesse Que neste jardim Onde quase nada cresce Poderá nascer a qualquer momento Aquilo que há de varrer deste mundo Todos os jardins do mundo.

As folhas se foram Antes mesmo que chovesse Eu fico assim
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As folhas se foram Antes mesmo que chovesse Eu fico assim Em companhia de mim mesmo Os mesmos pensamentos Aqueles Que o coração não esquece Dessa maneira Me resta uma tarde inteira A pensar em luzes E Seres Angelicais Criaturas Divinas Anjos Com cara de menina Que vivem longe de mim E todos os demais Que me rodeiam Aranha tecendo teia Marimbondo Fazendo ninho na areia de vez em quando A natureza grávida Escondendo a beleza vindoura Nas pupas e crisálidas Borboletas São como Anjos que vem de longe Mulheres lindas e iluminadas Que brilham na escuridão Algumas possuem uma certa luz Que desperta algo dentro de mim E me deixa sem rumo... Sem chão. Mesmo assim Me refaço...me aprumo Me imagino dentro do seu abraço desfaço esses pensamentos Prossigo no meu caminho Preciso ir viver ainda deixar essas coisas de lado Meu Deus Eu vi um anjo iluminado Uma borboleta linda!

Quem sou eu Eu não sei Às vezes , querido por Deus
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Quem sou eu Eu não sei Às vezes , querido por Deus Perseguido pelos reis desde que eu estou aqui A vida tem sido assim Um golpe a cada dia Vem fazer doer-me hoje As dores, que antes não sentia A Garrafa sobre a mesa No copo, somente tristeza Uma dor a cada dia Um gole de cada vez

Andando pela vida Vivendo e fazendo de conta Que não existe uma razão
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Andando pela vida Vivendo e fazendo de conta Que não existe uma razão E que também Não faço questão de nada O Mundo se move Chove, enquanto entardece Parece até que nem me molha Anoitece o dia Escurece a vida Somos todos passageiros Quando não, prisioneiros do tempo Quando nada fazemos dele Simplesmente observamos O que ele faz com a gente Enquanto somente Andamos pela vida e vemos O tempo passando Do jeito que ele sempre faz Lentamente correndo Deixando a gente pra trás.

As coisas são assim: Você pode passar uma vida Qual fosse existência perdida
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As coisas são assim: Você pode passar uma vida Qual fosse existência perdida Indo procurar bem longe Alguém que muito lhe foge Faz previsão de viagem Bota provisão no alforge Gasta muitos pares de botas E outras mais, sobressalentes E sai a escalar Montanhas Dormir ao relento Enfrentar chuva e vento Contente Numa procura tamanha Que talvez nunca termine Ou acabe em desesperança Por não encontrar Aquilo que não enxergaste No teu ponto de partida O Par de olhos que tanto procuraste Atravessaram a vida, lindos e tristes Pedindo-te que voltasse Querendo enxergar você

Quando eu nasci Meu pai me deu um nome Que o Mundo
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Quando eu nasci Meu pai me deu um nome Que o Mundo Sempre tentou tirar de mim. E enquanto eu crescia Minha mãe me ensinava a amar e me esquivar das coisas ruins todo dia Mas o Mundo ainda tentava Tirar tudo isso de mim Porém, antes disso tudo Antes mesmo que eu nascesse Deus dotou-me de um escudo E antes de eu ter um nome Ele me deu o dom de ser um homem Antes que eu soubesse o que é amor Ele me preparou Pra enfrentar as dores deste Mundo Com um largo e profundo sorriso Deus dotou-me de uma luz Que os olhos ruins deste Mundo Não enxergam Há pessoas que não vivem Vagam feito cegas Estragam-se e esmagam-se Mas as Coisas de Deus são assim E no fim Essa luz Não apagam Tampouco a tiram de mim Prosseguem tentando...delirantes Porém, hoje Essa luz brilha mais do que antes E não há quem a tire de mim.