O ventre que carrega com amor o seu filho, se reveste de santificação.
Frases de Edgar Fonseca
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Sentamo-nos em casa de leis, com intuito de criarmos Leis o mínimo justas que defendam os mais fracos, mas, o certo mesmo, é que fortificamos as leis, para justificarem os erros dos seus criadores.
Os melhores amigos, não são apenas aqueles que nos dirigem palavras de conforto, mas, são todos os que fazem conosco o caminho tortuoso da vida.
Quando pedirdes ao tempo que vos traga a paz, não vos esqueçais de preparardes antes as armas necessárias, para combater de forma ferrenha os inimigos impostos pelas adversidades da vida.
A cultura não é apenas um modo de vida, é, antes de mais nada e, sobretudo a nossa essência e o nosso estado de ser e viver.
A literatura é o segredo que contamos à nossa mente, sem nunca termos expressado qualquer palavra.
A literatura é a lei que cumprimos em nome do bem-estar das famílias e da sociedade.
A caneta tornou-se a minha cultura, a minha arte, embora não sendo pintor, tornei-me escultor de letras, escondido no meu casulo me esforço para voar pelas labaredas dos meus pensamentos.
A lembrança do tempo que se viveu sem a nossa presença é mais cobrada pela nossa mente, do que os momentos que vivemos conscientes do tempo.
Espiei a morte no dia em que nasci, sem pressa, visitei as trevas para fortificar o meu lado obscuro, mas, sobre o forte de um farol divino, estava uma luz tão pura e tão dócil, que logo percebi, que era o teu olhar que me guiava mesmo quando o mundo deixou de existir.
Curvo-me perante a exuberância da tua beleza magistral, que tal faraoica me deixo embriagar pela solicitude do teu cheiro, mesmo copioso e suave me doma, que nem Sodoma e Gomorra em dia de destruição Divina.
Todos os ventos que nos favorecem, serão sempre questionados pelo fracasso dos nossos conspiradores, mas, nem por isso, nos podemos permitir baixar a cabeça.
Os parlamentos deixaram de produzir leis, porque perceberam que tu não és uma cidadã do mundo, és antes, o mundo e a lei dos habitantes da terra.
A literatura é a dor dos que verteram suor e lágrimas pelo seu povo e pela sua pátria a troco de nada.
Os nossos sonhos se desenham nas margens do rio Kwanza, onde muitas das nossas alegrias foram vividas, nos encontros dos nossos desejos e, que hoje foram arrebatados pelo vento e pela seca do cacimbo.
A vida é um arco-íris, cujas cores significam os vaários momentos que passamos pelo mundo e, as pessoas que cruzam a nossa caminhada, são rios por onde repousamos em um determinado momento da nossa marcha.
A literatura é o ar que respiramos, é o bálsamo colocado sobre as feridas proporcionadas pelo tempo e pela vida.
A literatura nos consome sem perturbar a nossa existência e, ainda, nos alimenta sem exigências.
Os recados que os nossos pensamentos mandam a frequência da felicidade, nos transformam em verdadeiros detentores da paz e da harmonia.
Queria me tornar um vidente, alguém que pudesse aprender a entender o futuro do coração, mas, tu me mostraste que és a lâmpada que ilumina o futuro mesmo estando no presente, aquecido pelos nossos lençóis.
A literatura é o cheiro que tonifica o nosso olfato em tempos de crise ... É a vida que vivemos em dias de solidão.
A literatura é a arte dos mortos que nunca partiram, que mesmo ficando entre os vivos, retratam tudo o que vivem no além em forma de poesia ou trova.
A literatura é o mundo que habita em nós, mesmo que não sejamos seus habitantes reais.
Quando não mais existirem folhas de papel para traduzir os meus pensamentos, usarei o teu corpo para tatuar os segredos sobre o mundo, escondidos na minha alma.