Sua alma é livre, não se prenda aos problemas da vida, apenas os resolva. Mas lembre de suas escolhas e atitudes, você só colhe coisas boas e ruins se você mesmo as plantar.
Frases de Diôgo Pereira
10 frases
Quem disse que não queria ser só mais uma, acabou se tornando nem uma. Se tornou absolutamente nada. É assim que as pessoas sempre saiem das minha vida, significando nada, significando o vazio que não se encaixa, e que nunca se encaixou.
Esses seus olhos castanhos Como luas de caramelo, Que fazem piruetas no meu céu.
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Esses seus olhos castanhos Como luas de caramelo, Que fazem piruetas no meu céu. Tal qual um caleidoscópio, rodopiando na minha mente Como fogos de artifício. Ah essa saudade que explode E me rasga o peito como cor viva.
Dinheiro é deus morto, mas ainda assim nos ajoelhamos. Ele não nos vê.
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Dinheiro é deus morto, mas ainda assim nos ajoelhamos. Ele não nos vê. Não nos ama. Mas imprime silêncio nos corredores das clínicas, nos apartamentos sem janelas, nas decisões entre o pão e o ônibus. E a gente segue, curvado, pagando juros por existir.
Areia A vida escorre.
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Areia A vida escorre. Não há taça, mão, ou reza que segure. Somos sopro. Somos o pó que sonha ser pedra.
Animal de um dia Tenho um corpo e ele sangra o tempo.
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Animal de um dia Tenho um corpo e ele sangra o tempo. Tenho um nome, mas o vento já não lembra. A vida - essa prostituta divina - me beija com dentes, e ri. Sou só um bicho que sonha com a eternidade.
Nota em papel sujo Te perdi. Ou você me perdeu primeiro.
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Nota em papel sujo Te perdi. Ou você me perdeu primeiro. Não importa. Resta a cama vazia, o cheiro podre da tua ausência grudado na parede. Não volto. Você não volta. Mas ainda ouço teu nome no escuro.
Fragmentos para um amor morto Teu nome ainda arranha
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Fragmentos para um amor morto Teu nome ainda arranha meu sono. No prato vazio, mastigo tua ausência como pão duro. Minha boca chama — mas só responde o silêncio. Um lençol, um cheiro, uma falta. Teu corpo foi, mas tua sombra não desaprende. Grito teu nome e ele volta sem carne. A noite me veste com tua ausência: lã fria, sangue lento.
Segunda Feira A chuva risca a janela com uma calma cruel. Lá fora tudo molha, mas aqui dentro sou eu que escorro. Ando pela casa como quem esqueceu o porquê dos móveis, dos cantos, dos passos. Segunda-feira tem gosto de café morno, meio amargo, esquecido na borda da xícara — co…
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Segunda Feira A chuva risca a janela com uma calma cruel. Lá fora tudo molha, mas aqui dentro sou eu que escorro. Ando pela casa como quem esqueceu o porquê dos móveis, dos cantos, dos passos. Segunda-feira tem gosto de café morno, meio amargo, esquecido na borda da xícara — como certas lembranças. Tem cheiro de abraço que virou eco, de vozes que sumiram sem fazer barulho. O mundo lá fora se arrasta em passos que não reconheço. Gente com pressa de viver o que eu nem sei mais nomear. Aqui, o tempo não passa — ele assenta, pesa, gruda. Nem acendo a luz. Pra quê? A manhã não traz nada além desse espelho embaçado que insiste em me devolver um rosto que já não me responde.
Quando a Alma Insiste Amores que não cabem no calendário, ferem a boca da hora, dilatam o dia.
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Quando a Alma Insiste Amores que não cabem no calendário, ferem a boca da hora, dilatam o dia. Despedidas, mas não o esquecimento, porque o vivido se agarra à pele como lume. E eu sigo, mesmo dividido, mesmo nu, com o coração latejando no vão da garganta. Coragem? Talvez. Ou apenas o delírio de caminhar enquanto a alma insiste em ficar.