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Frases de Diego Evair

32 frases

GRITOS EM "ÉTUDES ET PRELUDES" Teus olhos azuis sob pálpebras nebulosas Escondem o clarão de vagos enganos.
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GRITOS EM "ÉTUDES ET PRELUDES" Teus olhos azuis sob pálpebras nebulosas Escondem o clarão de vagos enganos. O aroma violento e ardiloso destas rosas Inebriam como vinho em que jazem venenos. Na hora em que os vaga lumes dançam cegos. Hora em que brilham aos olhos o desejo urgente Tu me repete em vão as palavras de afago: Eu te amo e te odeio - abominavelmente.

Aprendi que ninguém se torna poeta, a menos que nasça com o coração de um. Aprendi que não desperdicei meu tempo estudando latim. Aprendi que alma e espírito diferem um do outro. Aprendi que o amanhecer é uma ilusão, é só o crepúsculo de baixo pra cima - ou não? Aprendi ocultismo…
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Aprendi que ninguém se torna poeta, a menos que nasça com o coração de um. Aprendi que não desperdicei meu tempo estudando latim. Aprendi que alma e espírito diferem um do outro. Aprendi que o amanhecer é uma ilusão, é só o crepúsculo de baixo pra cima - ou não? Aprendi ocultismo, embora pouco tenha praticado. Aprendi que a obra de Fernando Pessoa não deve ser lida em um instante - entenda por "um instante" a contagem de tempo que preferir - mas sim no decorrer de uma vida. Aprendi, da pior maneira, que depressão não é apenas uma fase, e que hora ou outra ela passa, e fica. Aprendi que amores passageiros são os mais gostosos e que quem jura amor eterno mente descaradamente. Aprendi a não negar os prazeres da vida, a vida é curta para que eu o faça. Aprendi que professoras são os primeiros amores da infância - as bonitas. Aprendi a desapegar do que antes - com apego - me fazia mal. Aprendi que as virtudes transforma-se em vícios se não as ponderarmos e, com Shakespeare, aprendi que nossas dádivas são traidoras. Aprendi que "mais" é antônimo de menos e "mas" é conjunção adversativa. Aprendi que amigos e família são importantíssimos em nossas vidas. Aprendi a adorar os superlativos. Aprendi que escrever logo pela manhã, enquanto o sol nasce, é delicioso. Aprendi que café é bom, mas fazer amor pela manhã é melhor ainda. Aprendi quê: “SÓ O QUE ESTÁ MORTO NÃO MUDA!”. - E que mudo a cada palavra escrita!

A CAIXA Dor... Fique bem aqui, guardada
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A CAIXA Dor... Fique bem aqui, guardada Dentro desta caixa A caixa é escura e grande: Grande o bastante para estar tão vazia; Negra o bastante para o medo do escuro; Silenciosa o bastante quando fechada. Quando aberta é fatal! Os gritos começam, Provocando tamanha lástima. Sempre a mesma música ao abri-la. Aquela melodia chorada Cada vez aberta, lágrimas Rasgando a ferida. Dor... Não vá embora Fique bem aqui, guardada Dentro desta caixa Ou quando abrirem-na Não haverá mais nada.

E se de repente eu parasse de escrever sobre o amor. E se ao invés do amor eu passasse a escrever sobre os meus amores, todas elas?! Seria fascinante, uma viajem ao tempo, um mergulho nas lembranças; o dedo na ferida, o sangue coagulado, a cicatriz se abrindo. Eu saberia que aind…
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E se de repente eu parasse de escrever sobre o amor. E se ao invés do amor eu passasse a escrever sobre os meus amores, todas elas?! Seria fascinante, uma viajem ao tempo, um mergulho nas lembranças; o dedo na ferida, o sangue coagulado, a cicatriz se abrindo. Eu saberia que ainda fazendo isso e juntando página por página, nenhuma teria valido o que valeu a minha Capitu. Não a de Machado de Assis e seu Dom Casmurro, mas a minha!

PERNAS PRA QUE TE QUERO (Cântico) Pernas, pra que te quero?
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PERNAS PRA QUE TE QUERO (Cântico) Pernas, pra que te quero? Velozes, inquietas, entrelaçadas; Presas a mim, abertas - descobertas. Cruzadas - Ah, nó sem fim.... Brancas, vermelhas - Floridas com curvas. Torneadas, desmaiadas - sobre a cama. Enforcam-me, mordo, tiro o laço, Escorrego, abraço - mergulho no abismo. Sanha a boca, abrocham os lábios. Desabrocha a fenda, floresce; adormece, Arrepia os espinhos, fere-me o peito. Devoro caminhos, me perco nas coxas. Me encontro, na fonte da vida, Entrando e saindo; salivando palavras. Murmuro desejos, doces desejos! Azedam os beijos agridoce sabor. Da gruta à floresta, bosque sombrio, Denso nevoeiro: noturnos silêncios, Doloridas saudades. Orvalhadas contínuas, Jorram - luminosas tempestades! (Lamento) Pernas, pra que te quero? Trêmulas, frias e assombrosas. Se não, para fugir do mundo! Pernas, assim me perco. Morro! Fecha-se o cerco, murcham os lírios, Feneço nos campos... Pernas, abram-se a mim, perto do fim. Ainda não acabei. Pernas, escorrem de ti O sol das manhãs, tardes afins. Pernas, este canto se encerra, Com versos floridos, umedecidos, Por nectários desejos....