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Frases de Deyvyson Brasilino

84 frases

Me perdi na curva Me perdi na curva Não na curva da rua
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Me perdi na curva Me perdi na curva Não na curva da rua Não na curva da solidão Não na curva da tristeza Não na curva do meu eu narcisista Nem mesmo na curva dos meus sonhos sem sentidos Mas na curva do teu corpo Na curva do teu doce olhar de pantera E lembrar-me do teu beijo gostoso, gelado Que ao me beijar congelava-me inteiro de paixão E lembrar-me que já não sinto mais o teu beijo gelado Foste embora sem dizer adeus E adoeci, e adoeci E que maldade eu imaginar Que antes melhor seria se eu me perdesse Na curva da tua rua e que talvez entrasse em outra rua Só para não te ver E que antes melhor seria ter Me perdido na curva da minha solidão e continuar só com ela E jamais ter te conhecido E que antes melhor seria se eu me perdesse na curva da minha mais funda tristeza Pelo menos minha tristeza não sai sem me dizer adeus E que antes melhor seria se eu me perdesse na curva do meu narcisismo E ter amado a mim mesmo, e sempre E que antes, também, melhor seria se eu me perdesse na curva dos meus sonhos sem pé e sem cabeça Pois garanto que meus sonhos sem sentidos fariam mais sentido que ti E antes, que bom fosse... Que eu não me perdesse na curva do teu inflamável corpo que me atraiu e depois me enganou com o suor amargo com gosto de caos E que bom fosse, que eu jamais tivesse me perdido nesse teu olhar doce de pantera Que só me destruiu por completo.

Deixe em paz meu coração de poeta Deixe em paz meu coração de poeta Que até aqui, só há pó
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Deixe em paz meu coração de poeta Deixe em paz meu coração de poeta Que até aqui, só há pó Solidão me queimando E dizendo... — Um pobre coração que ninguém tem dó Quem sabe? É melhor assim? Ficar só? Vou amargando as palavras Numa página pálida e vazia Bem mais pálida e vazia é a minha vida Que por horas e horas Me tranca no caos obscuro da alma. Deixe em paz meu coração de poeta Onde as minhas lágrimas Me afogam, como uma onda silenciosa e mortal E que no final, como uma rocha... Elas se petrificam Mas logo uma chuva de ilusão me rasga É como quando alguém se apaixona A ilusão te preenche e depois... O amor te rasga pelo meio. Deixe em paz meu coração de poeta É que o amor é um naufrágio Ele vai nos afundar no final O amor é feito um vidro... Que quando cai no chão se parte E se transforma em cacos Então, é isso, eu e você seremos cacos Amor é nada, é uma chama que ascende e apaga Acaba! No fim tudo é solidão-lágrimas-dor Não meu bem Não adianta bancar a durona e fingir ser forte Lá vem o amor nos rasgar pelo meio de novo.

A garota Que vivia em seu quarto Deitada na cama
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A garota Que vivia em seu quarto Deitada na cama Mergulhando em seus devaneios Mesmo tendo que conviver Com a solidão Ela conseguia ver A esperança das coisas da vida No brilho das estrelas. Hoje Essa garota virou Uma mulher madura Mais forte que antes Guardou pra si Alguns devaneios Esqueceu das decepções Nem liga mais pra danada da solidão Ela agora vive sorrindo E florescendo toda manhã.

Não te amo mais Devolva-me os sorrisos que eu te dei Os abraços anti-solidão que eu te abracei
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Não te amo mais Devolva-me os sorrisos que eu te dei Os abraços anti-solidão que eu te abracei Os versos melancólicos que fiz pra ti Devolva-me É sempre assim que o amor Se transforma em fim O que você não soube cuidar Talvez alguém saiba um dia Agora é cada um na sua Eu aqui, na dança da solidão Você aí, com outro cara Toda errada, ainda quer voltar pra mim Dizendo que o mundo Pra nós dois não acaba assim Toma um café, que o mundo acabou faz tempo Não te amo mais.

Enquanto o mar está calmo Enquanto o mar está calmo Eu estou só, muito só
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Enquanto o mar está calmo Enquanto o mar está calmo Eu estou só, muito só O que tem lá no horizonte? O que eu sou? O que nós somos? O mar? Está calmo, por enquanto. No meu eu, o estranho e o mistério se conectam Como o orvalho numa manhã, em que a aurora celestial sangra. Tenho demônios na cabeça, e são muitos. Há aranhas em meus pensamentos de pesadelo em escuros Próximo de mim, pensamentos de assassinato, confusão, mediocridade. Tudo isso é eu? É você? É nós? É ninguém? Sou sombras de páginas de livros Canção feita pelos anjos de Deus Deus meu, me perdoe por tudo, por todos os devaneios até então felizes e sem explicação Me perdoe pelos pensamentos de morte e de ódio, de maldade e do meu eu psicopata. Além de tudo isso, sozinho, continuo, além eu sou Vivo mudo, sou silêncio profundo. Um absurdo. Sei quem sou, não sei quem sou. Enquanto o mar está calmo Estou sozinho Sozinho comigo Sozinho com todos Sozinho com o nada Enquanto o mar está calmo Eu não estou.

Oração para minha alma Cá estou, na varanda de casa Numa noite de sexta-feira
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Oração para minha alma Cá estou, na varanda de casa Numa noite de sexta-feira Ouvindo o silêncio das estrelas Lá fora, muitos estão em festas, namorando, dançando, morrendo ou em suas casas Dormindo, sonhando, sonhar? Isso eu sei. Sou um sonhador O pesadelo sou eu mesmo. Mas obrigado senhor por tudo Pela família, pelo café, pela solidão Pelos amigos, os poucos que tenho Tem os que se divertem e tem eu Trancado em mim, trancado no abismo das nuvens estranhas Amanhã é 26, meu aniversário Um dia normal como todos os outros Nunca fui tão feliz e no meu aniversário não seria diferente Felicidade dura pouco, é pó Amanhã é so mais um dia, 23 anos de um garoto estranho com todos devaneios e pesadelos e romances instantâneos e a solidão que é maior que tudo Mas obrigado meu Deus Por eu estar aqui Por estar na varanda olhando as estrelas e sentindo o vento tocar nas orelhas Obrigado pela poesia, que nunca morre Poesia é pão que se coloca na mesa E que nos alimenta a alma. (25/05/18)

Recife Recife é noite Recife é dia, sol inflamável
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Recife Recife é noite Recife é dia, sol inflamável Recife é amor e tristeza É solidão de ponte a ponte Recife de Manuel Bandeira Recife das batidas do maracatu Recife dos manguezais Mistério tu és demais, Recife Recife brasileiro como a gente A poesia está em cada olhar De cada pernambucano Cada inverno, cada verão Recife tá no coração O que seria de nós sem essa cidade? O que seria da nossas vidas sem o trânsito irfernal da Agamenon? O que seria de Pernambuco sem Recife? O que seria do Brasil sem Recife? Um Brasil com menos brilho Recife é poesia brilhante É uma gota de orvalho linda Recife é uma melancólica felicidade infinita. Recife é vida que nasce, é vida que se vive É sonho que se realiza, sonho que se morre Recife é imortal Azar do estado que não tem Recife como capital.

Moro em mim Moro em mim, na mais autêntica fraqueza Na mais infinita certeza, moro em mim
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Moro em mim Moro em mim, na mais autêntica fraqueza Na mais infinita certeza, moro em mim Moro em mim, no tédio mais amargo No acender de um cigarro, moro em mim. Moro em mim, na força mais transparente No sorriso mais incontente, moro em mim Moro em mim, na solidão mais extrema Na felicidade pequena, moro em mim. Moro em mim, no mais profundo mar No brilho do luar, moro em mim Moro em mim, na triste ilusão No meu pobre coração, moro em mim. Moro em mim, na insônia abominável No café adorável, moro em mim Moro em mim, na música incansável No poema exagerado, moro em mim. 3 / 01 / 19