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Frases de Deise Silva

21 frases

Uma nova história Meu livro esta cheio de rabiscos Minhas páginas cheias de letras insanas
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Uma nova história Meu livro esta cheio de rabiscos Minhas páginas cheias de letras insanas Minha capa continua a mesma Mas ainda á muitas folhas em branco. Minha história teve um começo ruim Mas nunca penso de como será o fim Procuro compreender o inicio e desvendar o enredo Com satisfação em alguns parágrafos Logo vem o ponto final. O ponto final nunca significa o fim, Talvez da frase,mas não, ainda falta grande Parte a ser escrita. Nela existe tristezas,alegrias Mas levo tudo com um sorriso no rosto E assim que viro a 125 percebo que as anteriores Ao 124 precisam ainda de um toquisinho, Que porém servirão para ressaltar as coisas boas, Para que eu possa seguir nas páginas seguintes. Não importa o lápis que esta utilizando O que importa são as palavras que estão sendo Passadas através dele,pois será teu maior e melhor condutor Pois você terá as ferramentas mais valiosas,o tesouro Mais cobiçado,só que os homens ainda não se deram conta disso. Toda minha jornada esta em cada frase,cada letra,cada vírgula, Cada parágrafo,mas eu não a resumo,pois prefiro te-la completa Não quero perder nem um momento,nem um erro cometido.

Refújio Caminho por lugares distantes Passo por universos paralelos
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Refújio Caminho por lugares distantes Passo por universos paralelos descubro novas sensações Preciso construir meu propio mundo. Parada no meio do fogo cruzado Ouvindo pensamentos insensatos Me espanta tanto descaramento. Vivo em em meio de pessoas Mas estou certa que os olhos De cobra me ceguem. Não temerei tal ser rastejante Que durante toda jornada Respira poeira Tenho meu antídoto Sentirei as picadas Porém subtrarei o veneno pois ele Me fortalecerá Estou cercada por um muro De concreto com rachaduras E minha fúria o botará abaixo Livre voarei para o céu Azul Com meus tesouros nas mãos. E a cobra que me percegue Terá sua cabeça em baixo de meus pés.

Tempestade Econtro-me perdida nesse bosque ouvindo o som do rio que passa ao longe
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Tempestade Econtro-me perdida nesse bosque ouvindo o som do rio que passa ao longe Corro e me refugio por entre as árvores. Em minhas mãos uma taça d´gua Não a deixarei cair Minha mente quase ditorcida Mas minha consciência sempre firme. Não intimida-me o céu escuro As trovoadas não me amedrontam Sigo por esse caminho Cheio de pedras e Flores com espinho. A gota de sangue em meu dedo Transforma-se em um mar vermelho Fundem-se as gotas da chuva. Aquela taça entre meus dedos gélidos Por um instante Assustou-me Cade a água que encontrava-se no interior Percebo em minhas vestes o cheiro doce do vinho.

Memórias Deito-me e fixo as estrelas Brilham como há 10 anos atrás
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Memórias Deito-me e fixo as estrelas Brilham como há 10 anos atrás Talvez não sejam as mesmas Mas lembram aqueles velhos tempos Pela mesma estrada Sentia-me como um pássaro Nos gramados vizinhos Sentia-me um besourinho O cantinho do quarto antigo Comecei a intimidade com as palavras Vivia no meu mundo Onde me bastava apenas os livros Cada pagina explorada uma aventura Com as portas trancadas Ouvia dor e sofrimento ao lado de fora Mas aqui dentro existia Paz e tranquilidade Em cada frase escrita Um sentimento contido Em cada linha Uma história descrita Sentava-me em direção a porta E imaginava que atras dela havia Um lugar luminoso Mas quando a abria Apenas a escuridão Nos tempos modernos Outros caminhos Os mesmos crescidos Vidas própias,alguns, tempo perdido. Utilizo meu pincel Em uma tela diferente A cada borrão Uma nova visão A cada tropeço uma cicatriz A marca da resistência E a mais pura aprendizagem Sinto o mesmo vento Mas vejo tudo com outros olhos Não vejo mais máscaras Não vejo mais a inocência... Apenas um baú repleto de memórias...

Doce inocência Onde estão nossas crianças? Brincar,correr,pular,
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Doce inocência Onde estão nossas crianças? Brincar,correr,pular, Avisto poucas naquela praça. Aquele menino de 10 anos brinca com arma de brinquedo Com balas de verdadeiras. Aquela menina de 15 anos brinca Com boneca de verdade Enquanto a mãe lá dentro chora Ao corrompimento de sua inocencia A sua propia. Não entendo por que os brinquedos Estão no lixo E nas mãos marcas de uma vida Calejada. Nas calçadas pequeninos Sentam-se e assistem Seus sonhos escorrendo Junto com a água suja do boeiro Que desagua em suas esperanças. Com um olhar profundo E triste,que escondem Uma tragédia , uma solidão, Um silêncio com em uma revolta amarga. A cada esquina um colchão Duro ,frio e as vezes amanhece Umido pelas lágrimas que rolam Durante á noite por não ter Uma mão estendida ou um prato de comida. Maldito olhar vazio e desesperado Maldito descaso. Minha cabeça descansada em uma Cama macia e aconchegante Enquanto um anjo corre por ai Na noite vazia. Meus pés no chão,mas logo Calçarei o chinelo Mas e aqueles pés seguidos Com vestes rasgadas? Passando pelo parque avisto Aquele anjo sentado no chafariz Sentei-me ao seu lado E aqueles grandes olhos se voltaram Para mim e sua boca emitiu um som Tocante e rasgador : Onde esta Deus? Senti por dentro a mesma dor e sofrimento Por alguns segundos. Maldito olhar vazio e desesperado Maldito descaso.

Cigarras Em meio as árvores E as folhas que caem de seu topo
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Cigarras Em meio as árvores E as folhas que caem de seu topo Eu canto Em meio ao som dos pássaros Dos grilos , dos carros Eu canto Aquele rapaz que esta só Pensando , refletindo E adimirando o verde do parque Para ele eu canto Canto e encanto Canto e não canto Junto ao som do pingo do vinho Forma-se a melodia E enbebedo-me com a mais simples Alegria,por isso canto.

Sobre A Luz das Velas Encontro-me com as mais valiosas Ferramentas em minhas mãos
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Sobre A Luz das Velas Encontro-me com as mais valiosas Ferramentas em minhas mãos Pelos meus dedos escorrem letras Em um mundo extremamente frio e amargo Meus olhos fixam-se naquele pedaço de papel branco A melodia escrita nas rimas Refleta o mais puro dos sentimentos Pois é fascinante a combinação Do lápis e daquela folha Mas por que as palavras ainda não fluem? Resisto firmemente a amargura Com uma armadura metalica Com letras douradas Que protege-me diante de tanta ignorância De tanta bobagem e de tanta cegueira Dirijo-me ao meu refujo Onde encontro a liberdade Junto a chave sagrada para os portões. Negros que tentam bloquear meus pensamentos. Voando por um mundo azul Onde meu corpo movimenta-se Conforme o vento toca as árvores. De repente acordo Com o vinho derramado sobre mim E vejo-me no espelho Refletindo A luz das velas A luz de minhas ideias.

O Vento Sou aquele que passa bruscamente, Levanto tudo aquilo que esta no caminho,
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O Vento Sou aquele que passa bruscamente, Levanto tudo aquilo que esta no caminho, Sou aquele que passa tão suave, Que faz o mendigo que dorme no banco, Apreciar o espetáculo do cair das folhas, Que dançam enquanto descem sutilmente Ao chão. Sou invisível,porém sentido a cada passo, A cada olhar , a cada movimento simetrico Das roupas, do vestido da bela moça. Sou aquele que vagarosamente, Folheia o livro sobre a mesa de madeira, Naquela casa antiga com a janela aberta, Onde com as palavras tenho uma longa conversa. Desculpem-me aos danos que causo, Pois minha fúria diante da destruição humana É tão forte que meus olhos cegam, Assim como os olhos daqueles que devastam Parte de mim,onde não posso mais, Balançar o topo da Rainha.