Em versos esculpidos com cinzel de ironia, Machado de Assis, teu estilo guia minha poesia.
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Em versos esculpidos com cinzel de ironia, Machado de Assis, teu estilo guia minha poesia. O palco político, um teatro de sombras e luz, Onde a verdade se encontra nos bastidores, longe do refletor azul. Transformação industrial, o gigante acordado, No rosto do progresso, o passado desfigurado. O rodar das engrenagens, o tempo acelera, E a face da humanidade, em aço e vapor, se esmera. Progresso! Oh, grito ecoado em cada esquina, Mas que no ritmo frenético, a alma sublima. O homem, preso à roda da inovação, se perde, No olho do furacão, a humanidade se esconde. A falta de planejamento, a desordem em marcha, Na construção do futuro, o alicerce desmoroncha. E o que resta são ruínas de sonhos, na poeira do tempo, O preço da pressa, o lamento do esquecimento. Guerras! Oh, a derradeira dança do destino, Onde o homem, em seu orgulho, se torna assassino. Na sombra do progresso, a chama da discórdia arde, E no palco da existência, a tragédia se faz carne. Assim, entre a política, a transformação e a guerra, A humanidade caminha, na corda bamba da terra. Buscando no progresso, a esperança de um novo dia, No poema da vida, somos versos de ironia.