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Frases de Cristina Lemos

49 frases

Meus sorrisos já só aparecem nas fotos antigas, nas molduras partidas.
Dói, e já não há ninguém para beijar a ferida, dizer que é dói-dói ou que eu devo ter cuidado. Dói, e já ninguém se importa com o joelho esfolado, com o orgulho ferido. Mamãe já não manda lavar, papai já não fica preocupado, vovó já nem está cá. E dói… Porque agora o mano é grand…
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Dói, e já não há ninguém para beijar a ferida, dizer que é dói-dói ou que eu devo ter cuidado. Dói, e já ninguém se importa com o joelho esfolado, com o orgulho ferido. Mamãe já não manda lavar, papai já não fica preocupado, vovó já nem está cá. E dói… Porque agora o mano é grande e já brinca sozinho, porque a mana cresceu e já não brinca. Mamãe esqueceu de avisar que crescer também magoa, que não só os ossos partem, que o coração também chora…

Tudo tão vazio e tão cheio sem sentimentos que não o receio. Tudo o que escrevo é nada.
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Tudo tão vazio e tão cheio sem sentimentos que não o receio. Tudo o que escrevo é nada. Palavras? Uma multidão negada. Tanto sentimento que tem vezes que nem eu sinto… esqueço por meros meses. Palavras ocas e o ar carrega o sentir letras e frases soltas que escrevo sem mentir as dúvidas são o que me move? A dúvida para-me, ela não se comove com as batalhas em que batalho todos os dias ou com as guerras que guerreio por entre fantasias. Escrevo tudo o que quero quando o tempo desaparece Atrevo-me a dizer que o lápis faz tudo o que me apetece. Escrevo sem cérebro ou coração comigo levo apenas a alma e o coração na mão. Escrevo sem realmente o fazer… Pensamentos. Nunca paro de os tecer.

Nem louca, nem bipolar. Eu sou assim, faço o que quero, quando quero e se quiser, digo o que quero e o que penso quando quero e quando minha língua se soltar. Escrevo sobre quem quero, dou-me com quem quero, não falo com todos, não me dou com muitos, chamam-me louca sem conhecer…
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Nem louca, nem bipolar. Eu sou assim, faço o que quero, quando quero e se quiser, digo o que quero e o que penso quando quero e quando minha língua se soltar. Escrevo sobre quem quero, dou-me com quem quero, não falo com todos, não me dou com muitos, chamam-me louca sem conhecer a loucura, chamaram-me de louca quando falei da vida com amargura. Não sou isso, nem sou livre, não me entrego e não há quem de mim se livre. Loucura, gente louca, é a de quem se prende pela boca.

Tenho fome. Da dor desse teu louco amor. Do sangue que já não escorre.
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Tenho fome. Da dor desse teu louco amor. Do sangue que já não escorre. Do medo que me fazia gritar. Dos gritos que dava sem falar. Das palavras que agora me inundam. Da água que me lavava por dentro. Tenho fome. De ti amor. Da dor. Do sabor. Da bebida sem cor. De sentir calor. E ainda mais desse mundo de cor. Que me abraçava e me rendia. Agora vivo presa na fome da cobardia.

Sinto o tempo a correr, a vida a passar, sinto que o meu corpo se move, «sempre em frente» eu oiço-me dizer, e eu obedeço, uma parte de mim levanta-se e anda. Parece que estou sendo deixada para tras por mim mesma. Estou me vendo lá longe a sorrir, mas estou aqui, vejo-me bem lo…
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Sinto o tempo a correr, a vida a passar, sinto que o meu corpo se move, «sempre em frente» eu oiço-me dizer, e eu obedeço, uma parte de mim levanta-se e anda. Parece que estou sendo deixada para tras por mim mesma. Estou me vendo lá longe a sorrir, mas estou aqui, vejo-me bem longe a correr, e eu choro. Vejo-me a fugir de mim mesma e de repente... Onde estou? Eu fugi? Fiquei aqui? Será que morri?

É normal querer chorar e não conseguir? Fiz o que me mandaram, tentei ser eu mesma, tentei proteger quem amo, tentei não ser rude. Fiz o que me indicaram… Coloquei-me em frente da fera, tentei proteger a pobre presa, mas a fera atravessou-me como se meu corpo fosse ar. Falhei m…
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É normal querer chorar e não conseguir? Fiz o que me mandaram, tentei ser eu mesma, tentei proteger quem amo, tentei não ser rude. Fiz o que me indicaram… Coloquei-me em frente da fera, tentei proteger a pobre presa, mas a fera atravessou-me como se meu corpo fosse ar. Falhei miseravelmente e agora a presa sou eu. É normal querer fugir e não conseguir? Fiz o que o coração me martelou para fazer, tentei parar, tentei começar, tentei continuar. Fiz o que minha mente achou certo e agora o sangue que escorre é meu também, novamente meu… Sempre o meu. Desta vez misturado, mas meu. É normal querer gritar e não conseguir? Fugiu-me tudo por entre os dedos, os que amei, os que me amaram, os que amo e os que me amam, novamente o meu corpo entre a presa e a fera, de novo e de novo meu suor, minhas palavras, meu sangue… Meu coração.

O silêncio não fala, os gestos esses sim têm uma habilidade especial para comunicar, um repuxar no sorriso, um estreitar de sobrancelhas e o mundo entende; o olhar fala, teu silêncio não diz nada, nem precisa, quando teus olhos são espelho de ti, são janela da alma, são vitrais p…
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O silêncio não fala, os gestos esses sim têm uma habilidade especial para comunicar, um repuxar no sorriso, um estreitar de sobrancelhas e o mundo entende; o olhar fala, teu silêncio não diz nada, nem precisa, quando teus olhos são espelho de ti, são janela da alma, são vitrais para mim. Ó, o silêncio, o silêncio não fala! Mas permite que a voz de dentro se solte, mas permite que o tempo volte.O meu silêncio não diz nada, porque eu já disse tudo,