ODE AOS INIMIGOS III
Obrigado, por provares a minha fé...
Porque a fé sem obras é morta;
Porque sem fé é impossível agradar a Deus...
E porque não sabias, e hoje sabes,
Que, mesmo em meio às maiores dificuldades,
Deus nunca abandona...
E sempre cuida dos seus...
MULHERES TRAÍDAS E SOLITÁRIAS
Vai-se a primeira mulher traída e solitária...
Vai-se outra... mais outra... Enfim centenas
De mulheres vão-se das tristezas dos lares...
- Apenas calam-se sigilosas suas moradas...
À noite, quando voltam das ritualísticas noitadas...,
Os machistas encontram-nas serenas, plenas,
Belas adormecidas, felizes açucenas...
Por outros voluptuosamente bem regadas.
ODE AOS INIMIGOS IV
Obrigado por, dissimuladamente,
Receberes-me como ovelha...
No meio de lobos disfarçados de amigos...
Porque assim pude exercer às divinas sabedoria,
Paz de espírito e prudência...,
Sob a mais pura forma da,
Dita por vocês, “Inocência...”
ODE AOS INIMIGOS I
Obrigado, por me conduzires enganado,
Seduzido, alienado, bem-tratado, apaixonado...
À beira do abismo... (e de lá me empurrar...).
O que não sabias, e hoje sabes,
É que o Criador tem o poder de ressuscitar...,
Ou seja, de tantos mequetrefes como você
Fazerem-me cair... E Deus me levantar,
Aprendi a Nele sempre confiar
E, hoje, pela fé, sou até mesmo capaz de levitar...
Não existe inveja saudável,
Não existe inveja dita do bem.
Toda inveja – exatamente por ser inveja –
Traz em si uma essência maléfica,
Destruidora tanto do invejado,
Se este estiver de mal com Deus,
Quanto do invejoso.
IGNORÂNCIA VERSUS SABEDORIA
Ignorância é fazer uso nocivo
Das próprias forças e/ou forças alheias
Contra si mesmo e/ou contra o próximo.
Sabedoria, por outro lado,
É fazer uso benéfico...
Das próprias forças e/ou forças alheias
A favor de si e/ou a favor do próximo.
O OPOSTO DO AMOR
Quanto mais poder
Você quiser exercer
Sobre quem diz que ama,
Menos essa pessoa irá te amar:
1- Suportar-te não é amar-te;
2- Depender de ti não é amar-te;
3- Vender-se a ti não é amar-te;
4- Subordinar-se a ti não é amar-te;
5- Ter gratidão a ti não é amar-te...
ODE AOS INIMIGOS II
Obrigado, por se fazeres de vítima...
Carente ou injustiçado (a)
Somente para poder receber...
Ou usufruir do melhor de mim...
O que não sabias, e hoje sabes,
É que Deus também pode fazer-te abençoado...,
Fiel a Ele, de bom coração, humilde de espírito...
E próspero assim...
A erudição, sozinha, distante da vivência, não permite ao ser desenvolver a consciência de si, mas a cristalizar e internalizar em si a cultura erudita como a única forma de interagir com o mundo, distanciando-o da humanização, distanciando-o da necessidade de dar um sentido para a própria existência.
O PODER DA SAUDADE - parte II
A saudade,
Feito um tufão,
Feito um vendaval...
Hoje rodopiou-me...
Desnorteou meu coração...
Tirou-me da realidade...
Lançou-me longe da felicidade:
Num espaço-tempo de ilusão...
Para os inimigos de Deus
Os fins sempre justificam os meios:
Eles, como se sabe,
São maus por excelência;
Eles, como fazem questão de tentar esconder,
Não são essencialmente bons.
Ou seja, tal qual o diabo,
Eles até são capazes de fazerem o bem,
Mas somente se for para, no final,
Praticarem uma maldade maior ainda...
O PODER DA SAUDADE - parte I
A saudade,
Feito Tsunami, feito mar revolto,
Feito ira de mulher traída,
Hoje invade-me, e arranca de mim,
Sem anestesia, a sangue frio,
Os amores sem raízes
As paixões incabíveis
Os encontros possíveis...
Uma democracia que diz respeitar e obedecer à voz do povo, sendo inclusive dito que a voz desse povo é a voz de Deus, estando notório que esse mesmo povo não possui as qualidades de cidadão; sendo este povo, inclusive, formado por cidadãos passivos e alienados, deve ser indagada sobre “Qual povo?”; e também sobre “Qual Deus?” Isto é, se, por exemplo, o povo que venerou Mussolini ou o deus dos Nazistas.
Na infância somos moldados...
Na adolescência e juventude pesquisamos
Para tentarmos descobrir...
Como sermos felizes na vida adulta.
A maioria das nossas pesquisas...
Não dão em nada:
Algumas interrompem precocemente a vida;
Outras, as mais cautelosas e idealistas,
Tornam-nos chatos e desesperançosos...
Aprender a aprender não é aprender a nadar se afogando (esse não passa de um processo trágico), mas sim um aprender previamente estudado, aberto a novas possibilidades, isto é, dialógica e dialeticamente partindo do reconhecimento de quem se é, de onde se está e, consequentemente, de quem se deseja ser e de onde se quer chegar...