Pensei que tudo fosse simples. Talvez fosse mesmo. Mas não era bem assim. No fim descobri que o simples era complicado. Com isso inundei-me de lágrimas. Afoguei-me naquilo que pensei que não doeria jamais e doeu. Muito! Agora não sei o que fazer e nem como agir. As minhas mãos estão pairando no ar, assim bobas, sem saber onde e quando se posicionar. Acontece coisa parecida com as minhas expectativas, uma hora estão flutuando por cima da minha cabeça; outra, por baixo dos meus pés; mas algumas vezes, raras, as guardo dentro do coração. E de simples e complicado, afogada ou salva, voando ou aterrissando sigo adiante nesse meu caminho mesmo, porque hoje, só hoje, não há desvios e nem estradas alternativas...
Entre os olhos úmidos e saudosos,
Os dedos meus palpam o céu que me veste de espera em busca dos teus azuis.
Embora o meu desejo seja tamanho não te alcanço pelas frestas das estrelas.
Onde foi parar esse amor que me norteava os passos?
Ah! O céu não pertence a ninguém e está mais além,
mas será que posso manter um pouco dele em mim?
Talvez deste modo volva aos meus pés a luz, a força, o encanto vez ou outra.
Será que os meus pensamentos se entrelaçam nessa imensidão aos seus?
Não sei dizer, só sei que o meu sentir ressoa por essa vastidão estrelada.
Toma a minha mão, vem agora!
E se eu disser que tudo não passou de um erro,
que o fogo ainda queima dentro do meu coração,
você surgirá ao fundo?
Essa expectativa sem vestígios me faz vivenciar a solidão que me acerca.
Nunca vi a lua brilhar tão forte em noite alguma,
talvez porque antes você estava aqui e meus olhos eram somente seus.
Agora, restou essa constelação que me inquieta!
É nesse instante, amor, que a emoção fulgura imensa, diminui a distância
e arrebata as horas que vão passando...