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Frase de Claudia Perotti

Entre os olhos úmidos e saudosos, Os dedos meus palpam o céu que me veste de espera em busca dos teus azuis. Embora o meu desejo seja tamanho não te alcanço pelas frestas das estrelas. Onde foi parar esse amor que me norteava os passos? Ah! O céu não pertence a ninguém e está mais além, mas será que posso manter um pouco dele em mim? Talvez deste modo volva aos meus pés a luz, a força, o encanto vez ou outra. Será que os meus pensamentos se entrelaçam nessa imensidão aos seus? Não sei dizer, só sei que o meu sentir ressoa por essa vastidão estrelada. Toma a minha mão, vem agora! E se eu disser que tudo não passou de um erro, que o fogo ainda queima dentro do meu coração, você surgirá ao fundo? Essa expectativa sem vestígios me faz vivenciar a solidão que me acerca. Nunca vi a lua brilhar tão forte em noite alguma, talvez porque antes você estava aqui e meus olhos eram somente seus. Agora, restou essa constelação que me inquieta! É nesse instante, amor, que a emoção fulgura imensa, diminui a distância e arrebata as horas que vão passando...

Claudia Perotti

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Com um pingo de tinta consegue-se escrever uma história.
Fiquei imóvel com os olhos rendidos e perdidos em mim mesma. Aos poucos a água tomou-me o corpo e os braços se abriram. Tudo, ao meu redor, rodava lento.
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Fiquei imóvel com os olhos rendidos e perdidos em mim mesma. Aos poucos a água tomou-me o corpo e os braços se abriram. Tudo, ao meu redor, rodava lento. Os pensamentos sangravam-me em gotas. Uma arrastada eternidade tirava-me o foco de todo resto. Vesti-me de um delírio solitário. Abracei os meus desatinos. Abocanhei os sons distorcidos. Não senti frio, tão pouco o calor. Uma sensação única devorou-me toda. Não lutei contra. Deixei-me levar. Flutuei. Apenas flutuei . . .

outra vez te revejo tormenta entranhado nos recônditos do meu cansaço e nesse tédio fastiento
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outra vez te revejo tormenta entranhado nos recônditos do meu cansaço e nesse tédio fastiento aguardo naufrágio certo desse amor outrora sonhado não compreendo esses intervalos indefinidos que parte a alma minha inquieta em pedaços deixo ruir então sem esforço algum os sentimentos agora calados a noite recolhe as lágrimas rendilhadas que umedecem os olhos meus desamparados ofereço-me treva na dor da sombria madrugada um choro infindo gemente e desesperado na fronte minha difusa liquida descabelada sou sombra na escuridão da tua ausência perco-me toda em lamento, desassossego e angústia estremeço a turbulência de uma mágoa soluçada Bebo o cálice da eterna solidão E caio morta por dentro no pesado frio dos mares de sonho Destrono-te das vagas espumantes do meu coração E sigo quieta vazia incompleta