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Frases de Christiano Marques

42 frases

Minha dor Em teu jardim sem flor. Sangra, exala esse cheiro de lama.
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Minha dor Em teu jardim sem flor. Sangra, exala esse cheiro de lama. Essa ausência de carinho, de amor, de atenção e de Paixão.

O meu Rio. Eu vi o rio, Fugindo em sua vazante.
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O meu Rio. Eu vi o rio, Fugindo em sua vazante. Seguindo triste seu caminho errante. Procurava por outros rios para "dar a mão" e continuar o seu passeio. Serpenteia ligeiro entre lagoas e igapós, Saudando garças e socós. Foi-se o meu rio, Deixando em mim as gotas de um vazio.

Rimas de dor. Continuamente sangra em mim essa dor, Ferida causada pela perca do meu grande amor.
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Rimas de dor. Continuamente sangra em mim essa dor, Ferida causada pela perca do meu grande amor. Pela insípida vida que um dia ja teve sabor É que prossigo firme e forte em meu labor. Enquanto sou vítima desse sentimento de horror, Pinto em minha mente tua beleza sem cor. Paro e observo meu jardim arruinado sem flor, Suportando no peito a tragédia desse amor. Compartilhando com o meu velho e experiente avô, Todas as dores que essa vida maldita me causou. Sim, ele que é capaz de materializar qualquer vapor, Fiz dele meu mestre e senhor. Pratico esporte tentando me recompor, Futebol, natação, judô. E ainda brinco com armas de horror: Bilhar, armas de fogo, jogos e tarô. E assim rabisco uma poesia de amor Exaltando teu nome em louvor. Que Deus sinta pena dos meus gemidos que bradam como tambor, E desse pobre menino que no palco da vida não soube ser ator.

Rosa esquecida. Na manhã mais sombria da minha vida, Observei um espaço a mais em nosso quarto,
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Rosa esquecida. Na manhã mais sombria da minha vida, Observei um espaço a mais em nosso quarto, Não senti o cheiro do teu perfume E nem ouvi tua voz, Então lembrei, você se foi. Então chorei, Sentei sozinho na mesa do café da manhã observando o ponteiro traiçoeiro do relógio, Me perdi no tempo, Abracei o vento. Vi uma rosa branca sobre a mesa, Era sua, talvez nossa, E a dor era em saber que ela não foi deixada mas apenas esquecida. Se não fosse esquecida, esperança havia, Mas como foi esquecida, foi uma despedida. Foi um adeus de uma mulher que um dia foi minha menina.

Passei por você Passei por você em Passos lentos e desatentos, Mirando, estudando e perscrutando toda tua beleza angelical.
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Passei por você Passei por você em Passos lentos e desatentos, Mirando, estudando e perscrutando toda tua beleza angelical. Passei e deixei em você as margens do meu olhar, E arranquei de você a lembrança de uma beleza sem igual. Passei por você, Mas não passei só por passar, De você arranquei um amor, uma paixão, um fogo inextinguível e a maior de toda a inspiração. Passei por você Passei por você em Passos lentos e desatentos, Mirando, estudando e perscrutando toda tua beleza angelical. Passei e deixei em você as margens do meu olhar, E arranquei de você a lembrança de uma beleza sem igual. Passei por você, Mas não passei só por passar, De você arranquei um amor, uma paixão, um fogo inextinguível e a maior de toda a inspiração. Passei por você, E ainda hoje guardo as marcas dessa Passagem: Um coração ansioso, apreensivo e temeroso. Vago pelas ruas tentando te reencontrar, buscando em cada rosto a menina que furtou meu coração, arrebatou meu sentido, perturbou o meu sono e me deixou uma imensa indagação. Tudo porque ousei em passar por você...

Por você eu mudo. Se ficares eu prometo que por você eu mudo. Por você eu mudo meu mundo.
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Por você eu mudo. Se ficares eu prometo que por você eu mudo. Por você eu mudo meu mundo. Mudo de rota, de atitudes. Mudo de nome se for preciso, E aceito até ser chamado de Raimundo. Eu mudo de vida, de estilo, De religião, Só não dar para viver sem essa paixão. Por você eu mudo, Meu tudo, meu nada. Deixo pra traz meus amores, Minha ilusão, meus absurdos. Por você eu mudo, De endereço, de País, Mudo Meus amigos se preciso for, Só não posso é viver sem ter o teu imenso amor. Manaus, 11 de setembro de 2014.

Madrugada fria. Em uma madrugada fria escrevi três poesias, Falei de amor, falei de paixão, falei da vida deslavada, falei de coisas do coração. ..
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Madrugada fria. Em uma madrugada fria escrevi três poesias, Falei de amor, falei de paixão, falei da vida deslavada, falei de coisas do coração. .. Falei de anjos e demônios, Falei de famosos, falei de anônimos. Falei de mim, falei de voce, Falei de planos, de sonhos, Falei de nós dois. Falei de Deus, falei de coisas belas. Falei de musas falei de poetas. Falei do nada, falei de tudo. Falei da nossa vida, falei do nosso mundo.

Saudades da minha cidade. Um vento forte atravessa as folhas do meu quintal e bate com ímpeto contra o meu peito, Parece levar um pouco de mim.
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Saudades da minha cidade. Um vento forte atravessa as folhas do meu quintal e bate com ímpeto contra o meu peito, Parece levar um pouco de mim. E realmente leva, Toda dor, toda incerteza, toda saudade. Saudade de cada detalhe de cada esquina da minha cidade. Do inspirador túnel verde. Que nos inspira à poesia e nos ensina a canção da esperança. Do meu venerado rio Amazonas que sempre esteve ali, Inerte ao meu olhar. Exibindo sua dança sem músicas. Saudades dos meus amigos mais íntimos, Dos amores, das amizades e dores. Das conversas jogadas ao vento, Do louco desejo de segurar o tempo. O vento se foi, Despertou em mim antigas lembranças, Que sei que vale a pena lembrar. Lembranças que me ajudam viver, E acima de tudo, sonhar.

Uma Mulher diferente. Conheci uma mulher diferente, Nos braços muitos filhos,
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Uma Mulher diferente. Conheci uma mulher diferente, Nos braços muitos filhos, Na boca poucos dentes. Dividida entre o campo e a cidade. Levava em seu rosto pálido as marcas da necessidade. Em seu olhar a depressão, Em seus ombros a opressão, Em seu espírito, a pressão. Em sua alma a Ferida, Em seu peito a solidão.

Adulto ou criança? Foi pisando nos espinhos da vida que escrevi minhas poesias. Marcado, ferido e sangrando
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Adulto ou criança? Foi pisando nos espinhos da vida que escrevi minhas poesias. Marcado, ferido e sangrando Cantei durante dez anos. Uma canção inspirada, nova e consagrada. Toquei homens brutos de corações duro. E hoje percebo que minha canção vagueia entre meu peito e o espaço, E eu um homem imaturo, procurando o amor de Abraço em Abraço. Procurando um alívio, Uma mulher mais madura, um sorriso mais sério, um amor mais sincero. Preciso me libertar das minhas lembranças e acabar de vez com essa andança. Preciso ressurgir mais adulto ou talvez mais criança.

Sei que nunca vou esquecer. Sei que nunca vou esquecer, a menina dos olhos castanhos que me esperou durante dez anos na esperança de ainda me ter. Sei que nunca vou esquecer,
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Sei que nunca vou esquecer. Sei que nunca vou esquecer, a menina dos olhos castanhos que me esperou durante dez anos na esperança de ainda me ter. Sei que nunca vou esquecer, Minha estupidez renascendo a cada dia, Enquanto você escrevia os seus mil versos, Agora sei que nunca os poderei ler. Sei que nunca vou esquecer, Você ensaiando todos os dias a mesma canção E eu um bobo, bati a porta do meu coração. Sei que nunca vou esquecer, Seus sonetos, suas poesias. Seus trinta anos vividos com muita valentia. Sei que nunca vou esquecer, A culpa, a revolta e o ódio pela vida. Em vê você morrer em meus braços, Pra perceber que você era tudo o que eu queria.

Vida de estudante. Estrutura Textual, Regras cartesianas.
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Vida de estudante. Estrutura Textual, Regras cartesianas. Morfologia, Fonemas, Pitágoras e seu Teorema... Tudo isso é um saco furado adicionador de problemas. E eu vou vivendo a minha vida como um velho rabugento, Fedorento, sorriso nos lábios Porém Ódio por dentro. Olho o tempo passando lento bem na minha frente, Deixando no ar um sorriso irônico pra torturar ainda mais esse coração demente.

Como o tapete de tecelão é a maciez de sua pele, Pura como neve de invernos precoces, Como um olhar que penetra o mio-cardio e a alma.
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Como o tapete de tecelão é a maciez de sua pele, Pura como neve de invernos precoces, Como um olhar que penetra o mio-cardio e a alma. Seus cabelos pretos como eclipse intruso no céu mais recluso, Harmonizavam-se ao tocar seus ombros redondos, Redondos como os grandes olhos dos meus amores passados. Caminhas em passos lentos como se fosse a mais linda das modelos, E de fato és, modelo na passarela dos meus sonhos. Rainha em meu palácio, És minha dona, tirana da paixão, senhora desse apaixonado coração.

O Corvo. Ele é solitário, Seu olhar rasga a densa escuridão do seu íntimo.
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O Corvo. Ele é solitário, Seu olhar rasga a densa escuridão do seu íntimo. Suas asas dão liberdade a sua vida desprezível, Sua cor negra é como os olhos do amor da minha vida que não vejo mais. Ele isola-se em madrugadas frias. Imóvel as gotas de chuva que banham seu corpo fétido. Mísero de beleza, de comida, se perde entre trapos podres. Sua distração é voar perto do azul celeste, De horizonte em horizonte despreza seu ontem. Símbolo lendário de maldição. E como um corvo triste me sinto em noites triste sem Você.

Seus olhos. Seus olhos cor de mel raro, trouxe sobre mim um alto preço a pagar, amargo e caro.
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Seus olhos. Seus olhos cor de mel raro, trouxe sobre mim um alto preço a pagar, amargo e caro. Eu desconfiei do perigo atrás do seu astuto sorriso. Senti pulsar forte e temeroso meu coração de menino. Eu sabia que seria perigoso demais, Que teu abraço me faria dormir em teus braços, E que aquela madrugada me arrastaria a sua cama. Seu cheiro ainda está em mim, Os detalhes do teu corpo ainda estão como um quadro pintado nas paredes das minhas lembranças. Sei que você está em algum lugar, Sorrindo, conversando, cantando Letras invertidas à sinfonia de um coração apaixonado. Perdoa-me em não aceitar ter sido teu... Pois meu corpo é de homem, mas meu coração é de menino. Se o tempo me perdoasse, E me desse uma única oportunidade de voltar, Tomaria a mesma dose do nosso pecado só pra ter você novamente, Na mesma paixão, no mesmo lugar.

Calvário. Estou sentado à mesa olhando o vinho e o pão, E já sinto na boca o amargo gosto da traição.
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Calvário. Estou sentado à mesa olhando o vinho e o pão, E já sinto na boca o amargo gosto da traição. Me vejo subindo um monte, ansioso, suado e cansado. Como uma pobre ovelha ao seu matadouro desgraçado. Estou cercado por pessoas estranhas, Alguém que me jurou lealdade já me beijou com o gelado beijo da morte. Meus próprios súditos estão despedaçando minha sorte. Já não sou rei, nem colecionador de flores. Sou réu, escravo, o pior dos malfeitores... Açoites arrancam minha carne, Mulheres gritam, homens cospem em minha face. Meu Deus! Que crueldade, quanta maldade. É a minha via crucies, a via da humilhação. Devo passar sozinho esse caminho até que chegue o sagrado bálsamo em meu coração. Estou em um novo monte, inédito e inerte aos seus pés. Um madeiro me aguarda, é o presente da ingratidão. Estou sendo ungido na amargura, meu vinho transformou-se em sangue. Vejo três pregos no chão, percebo que são meus, Hão de atravessar minha carne e também meu coração. Tenho sede. Alguém poderia me trazer água? Uma rosa vermelha serve... Estou atravessando meu calvário, Lento como uma viagem à remo e vela. Com uma dor não fingida. A morte está ao meu lado, Vou inspirar o meu ar, o de missão cumprida.

Vi o tempo. Hoje vi o tempo irritado. Animal, indomável e irracional.
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Vi o tempo. Hoje vi o tempo irritado. Animal, indomável e irracional. Devorando um relógio feito um canibal. Olhei o tempo, e o tempo olhou para mim. Vi o tempo brincar de pintar cabelos, De desenhar rugas e descortinar lembranças. Vi o tempo segurando o passado e o presente num futuro deslavado. Vi o tempo sarando feridas e apagando lembranças. Vi o tempo furtando a inocência de crianças. Arrebatando sonhos, Devendo esperança. Vi o tempo atravessando a e eternidade, Ignorando a gravidade, Percorrendo célere pela cidade. Vi o tempo em sua idade jovial, Saudosista, com fantasia de carnaval. Vi o tempo sorrindo, Preso na sua própria alegria, Preso no seu próprio tempo.

Morre lentamente. Morre lentamente quem não vive. Quem cai na armadilha da Internet,
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Morre lentamente. Morre lentamente quem não vive. Quem cai na armadilha da Internet, Da vida, do destino. Morre lentamente quem tem medo do amanhã, Quem escravisa a si mesmo, Quem não sabe o valor de um abraço, de um toque, de um beijo. Morre lentamente quem opta pelo ódio, Pela raiva, pelo rancor. Quem sequestra o dissabor e foge da Paixão e do amor. Morre lentamente quem não aprendeu o valor de uma amizade, Quem ama apenas seu ego, Quem trai e despedaça o elo. Morre lentamente quem não teme ao juramento, Quem duvida de tudo E não confia nem em si mesmo. Morre lentamente quem abandona seus amores, Quem idolatra seus dissabores. Morre lentamente quem não sabe que viver vai muito além de existir.