Para sonhar o sonho impossível
Sigo aquela estrela... Inatingível...
Não me importo se está tão longe...
Onde minhas mãos não a podem tocar...!
O amor é fatal tal quão intensamente
A paixão pelas luas castas que atravessam a vida
Quais sussurros de brisa...
E recordo dias em que a nostalgia
Era o teu apelido na minha cútis inflamada de ausência...
Tu és memória que me surpreende em noites mal dormidas...
E em delírio te afago nos amanheceres que se debruçam sobre mim... E me sorris...
E eu floresço em versos que têm a tua face...!
Relembra os sonhos
Divididos na fluidez do deleite
Das manhãs inesquecíveis...
Onde buscava nos teus braços o porto inevitável...
E ancorava meu destino...
Desbravei o luar nas fontes do teu corpo
Bailei ao gosto da brisa... E do aroma das flores
E vi que as aves roçavam as ondas...
Deste mar que sempre foi meu...
-mas a vida mudou –
Faz tempo que te perdi... Volta ao sonho
Recorda-te e acha-me... Amor!
Vem dividir comigo este mar...
Admirar os céus azuis unindo nossos olhares
E de mãos dadas sorrindo junto corrermos na praia...
Vamos voar como pássaros num júbilo entorpecido...
Se vieres... Será a lágrima doce
Que me escorre na face... E que molha meus lábios...
Existem muitos anseios em minha alma...
Quero muito mais que te ver!
Eu te quero sentir... Todos os dias...
Seguir teus passos
Como se eu fora a tua majestosa sombra...!
Vem... Abraça-me como se fosses o vento...
Liberta-me desta longa espera...
Para depois amarmo-nos loucamente neste divino momento!
Não me falem do tempo...
Não quero saber quão passou e quanto ainda virá
Só sei que continuo caminhando na busca
De um anjo de olhar profundo
Que se perdeu de mim em tardes ardentes
Num passado ainda tão presente...
Que de tanto vou derramar um pouco desse amor infindo
Pelo Mar...
Saiba que te amei...!
Confiei a ti
Os segredos do meu coração
E todos os meus sonhos
E o que havia de melhor em mim...
Até o meu primeiro arrepio...
O primeiro beijo de amor... e de mãos dadas
Caminhava contigo naquelas tardes
De primavera... Onde flores perfumavam todos os nossos caminhos
Sentia a brisa a voejar beijando nossos rostos e
Esvoaçando meus cabelos...!
Vivemos esse encantamento... Pra ti entreguei minha alma...
E o mais terno dos meus sorrisos...
Foram tão doces tempos...
- E éramos tão jovens...! -
Faz tempo te perdi dentro de mim... Vaguei por
Muitos dias buscando esse amor na canção dos passarinhos
Ou no silêncio das noites...
Encontrei apenas o caminho da Solidão...!
Louco gostar...
Poucas palavras de amor... E eu ali já em teus braços...
Com este louco gostar
No teu corpo encontrei meu aconchego... E me sentia sublime...
Nos meus sonhos mais profundos amei...
- E ainda amo-te -
E te dei o melhor de mim até o meu último frêmito
E eu te cobri de flores... De beijos... E te dei meu céu nos dias
Mais ensolarados... Pois era sempre verão... Na minha vida!
Mas tu partiste... Seguiste outros caminhos...
Levando meus encantos... Meu riso e as minhas lágrimas...
E aqui fiquei triste... Com meu coração partido...
Hoje restam as lembranças deste louco gostar
Quando eu fui tua...
Palavras que eu não te disse...
Digo-as agora!
No êxodo de meus sentires mais profundos
Escrevo na areia branca... Faço num coração
Enorme teu nome e o meu... Uma seta transpassa
Quase sangrando... Fragmentando...
Inflamam mudas todas as palavras
As que eu te disse... E as que não te disse...
E o que eu não te consegui dizer...
Os poemas que escrevi eram pra ti... Todos!
Sentimentos foi sempre a minha história...
E eu a contei... Pra ti...
Jamais parti sem novamente chegar...
E nunca te disse nada...
Doía muito... E eu apenas chegava...
Via-te... E pra ti corria... Braços abertos...
Sorriso nos lábios...
Deixava a melancolia escorrer pelas pedras...
Que encontrava no caminho... Minha latejante esperança pinta delírios
Voar qual aves de volta ao ninho...Neste Crepúsculo…
O sorriso do vento...
O vento sorri por entre as rochas...
E na sua impulsividade pisa na alma de quem
O sente... E de quem também lhe sorri...
E na vastidão das florestas rasgando o silêncio
Daquele lugar...
Sopra-me a boca como se quisesse beijá-la
E eu em delírios... Sufoco um lamento
E deixo fluir aquela gota de lágrima...
E sinto uma coragem enorme...para entregar-me...
Não há rocha que resista a violência do vento...
Não há ventos que destruam um grande amor!
O silêncio fala...
Às vezes invado as madrugadas
Olhando o mar de minha janela...
O que seria o mundo sem mar
Sem a imensidão dessas ondas em fúria
Que se quebram na areia... Sem este verde esmeralda...
Da cor dos olhos teus...
Conto os sorrisos de um júbilo entorpecido...
E nestas noites de luar onde o meu silêncio fala
Na inquieta prece... Palavras que me saem do coração...
E em silêncio sussurro um poema... e passeio a alma
Sentindo o aroma das flores... Das montanhas...
Dos campos e da brisa que vem do mar...
Nos meus lábios o
Verbo... Amar!
Ausentes ao meu acaso estão às estradas,
Sem saber quantas lágrimas escorreram de meus olhos
Sem conseguir esquecer por quem a minha saudade chora...
Noto o tempo varrer meus passos...
Por isso... Jamais deixei marcas onde passei...
Nem nunca viajei por onde quis...
"...e em tua viagem, pergunto: onde vais?
se sou o mar calmo e respondo teu impulso,
se em marés respeito teu instante convulso,
porque precisas ir em busca de outro cais?".
Desenhou ondas em meu pensar, como uma pérola
sem sua ostra
Marchar rumo ao horizonte incomum e desabitado
Atormentar o corpo a fleuma do vento...
Com a sensação de temor e da audácia de ser eu mesma...
As razões que tenho são frágeis... Mesmo quando anseio ser intensa
Assim, pago pela causa e efeito de ser louca...
E pela coisa de somente a lágrima revelar que existo...
É teu meu coração...
Empresto-te meu peito onde sangra meu coração casto
Pois sofre as dores de um amor nunca correspondido... E
Assim espero por qualquer dia que a este amor venhas
A acolher...
Forte... Insaciável com todo o entusiasmo que tenhas
E nunca mais devolvas a este peito o coração...
Que sempre bateu por ti!
Minha ausência...
Quero deixar de chamar-me
- Ausência-
Na tua vida... Quero dar-te
Os meus sorrisos mais formosos
Também a minha alegria entorpecida
E nas longas noites em que não pude falar-te
As palavras que vem de minha alma...
Quero ver-te... Querer-te... Amar-te
Não mais sentir o teu partir
Já plantei saudades e vi a dor surgir
Sou pássaro e voo por entre mares e montanhas
E do firmamento vejo o tempo e a vida passar veloz... Sem ti!