VERSOS LENTOS...
Amo o silêncio por que tu nele habitas
Trago comigo as dores desta paixão... Breve... E pura...
Murmuro versos lentos... Compondo a minha solidão...
Onde cabe um poema para te sentir e ver?
Escondo os júbilos na lembrança do que um dia fomos
Eu acordo todos os dias lentamente com o aroma da alucinação...
Deste passado... Tão recente...
É tão difícil acordar num vazio assim tão profundo
E uma caricia serena de amor... Separa-me da solidão!
Sei que me alcanças mesmo não me sabendo...
É que a memória não esquece... Deste amor que devaneio
Todos os dias...
E vivo...
E sinto a vida... O vento forte levantar a areia...
E olho o céu de anil
E me deslumbro com suas cores...ao nascer do sol..
Pinto-as em versos
Encantada pela paixão... E escrevo o
Quanto sublime que é o existir... Depois
Entardece... E vislumbro as estrelas... A lua...
A brisa... O perfume de jasmins e dama da noite que
Vem da floresta...
E vejo o vento sorrir... Reinvento-me...
Fecho os olhos e sorvo o que me parece real...
E vivo...
Teu rosto...
Escrevi este poema com um galhinho de planta...
Na areia quente...olhando para o poente...
As palavras brotavam de minha boca e eu seguia
A anotar...palavra por palavra...
E me pus a sussurrar o amor... E qual uma louca
Vou falando palavras e versos entre sorrisos
E suspiros...
E pressinto uma energia gigantesca...
... invisível...e entre murmúrios
Deixo ao largo a solidão...
e desenho teu rosto tu...
És a poesia!
(Era o teu rosto que eu escrevia....)
Numa lua de Jaci...
Meus olhos te seguem ternamente
neste silêncio de um anoitecer lento....luminoso...
Refletido nas aguas deste rio ...
Num tempo de anseios...E sentires...
No aroma desta selva ...num céu estelar...
Numa lua de Jaci...
Segue a constelação do meu olhar. Toma meu coração..
Abraça a minha alma....consola-me em teu peito...
Abriga-te em meu ventre...e te vislumbrarei em todas as noites
De luar...
E te contemplarei sempre e eternamente!
Sou apenas o que sou... Apenas existo
Com estes sentires poéticos...
Talvez, um poeta sem rimas
Quem sabe a saudade verdadeira...
Apenas sinta-me... E eu sinto-te...
E proclamo este momento eterno...
E abro-me ao essencial... Tendo o céu como limite...
Vibrando continuamente em minha essência
expandindo amor.. e muita luz!!
O teu amor é poesia...
Encantas o meu silencio
Com tua voz macia e quente...
Enlouqueces os meus sentidos...
Afagas-me ao segurares o meu coração
Sim, pois o tens nas tuas mãos...
E este amor tão nosso... Escreve versos...
E meus pensamentos voam quais aves
Ao encontro do orvalho das manhãs
E peço ao tempo infindáveis dias
Para que a memória guarde cada minuto...cada segundo...
Destes momentos contigo...
E quando estiver silencioso o meu coração
E meus pássaros calarem
o amanhã não seja mais do que a memória do hoje!
Aliança com a paixão...
Contemplo as verdades lúcidas do tempo...
E falo do suspiro de um lindo pássaro...
Parei meus olhos nesse doce momento...
Vivi nas areias da praia essa longa espera...
Chegaste voando nas asas de uma gaivota
E te fiz perguntas vindas do coração
E me olhaste em Silêncio...
E eu escrevi metáforas impenetráveis
E desejei ser pedra em mar profundo
Elevo os olhos aos céus mais infinitos...
deles soltam-se arco íris
De muitas cores...Fantasiando sonhos...
E renovo a aliança com a paixão...!
Hoje respiro o silencio...
No relento da noite...
Adornada de princesa... Para deixar transparecer minha alma
Para que a vejas... Qual me viste em sonhos...
Deste-me as mãos e percorremos oceanos inteiros e
Viajamos nas ondas... No marulhar das águas...
Fizeste-me promessas... Nunca mais saudades ausentes...
E, deixei-me sonhar. ...
Escutando uma doce melodia até o amanhecer...
Poemas foram ensejados para ti...
Vem precisamos sorrir... Vamos atirar ao mar nossas dores...
A partir de hoje...
Espero-te!
Noturnas...
Eu me lembro de seu sorriso
vc é a única pessoa que jamais poderei esquecer...
Vc é o melhor que já tive...
Quando a noite e as estrelas aparecem...
E não tem ninguém para enxugar suas lágrimas...
Com certeza você vai lembrar-se de mim...
Eu sempre enxugava suas lágrimas...
Com meus beijos à luz do luar!
Preciso sonhar...
(...) quando te vejo entre brumas nas noites
de meus sonhos mais profundos
Tenho vontade de pintar-te em tela
Ao amanhecer...
Iria inventar teus olhos e a
Boca mais linda para que tenham sorrisos... E palavras de amor
E se mesmo assim você não existisse...
Fala-me por que eu iria existir
Teria de inventar também o amor
Faze-lo nascer a cada dia nas cores da primavera...!?(...)
Tens medo do amor...
Mas ele existe quanto maior mais profundo
Pelo mar onde reflete o azul do céu
No nascer e do por do sol
O sorver da terra... E as flores de todas as cores...
Das canções cujas melodias falam de encanto e nostalgia...
Enquanto o teu coração temeroso arquiteta uma saída
Teus lábios sussurram não...!
Mas teu coração... Quer o meu amor...
E fazes poemas que a cada dia
Vão-se inflamando sozinhos
Em sopro de ventos estranhos
E eu falo-te de amor em mansa oração
Pela solidão que me toma por dentro
Um vazio triste oculto de inquietude e revolta
Deste amor por ti que nunca terá fim!
Misterioso...
Contemplo a quem as minhas saudades abraçam
E escrevo versos... Talvez a minuta de páginas dos dias passados...
E num momento de grande emoção... Então pintei o céu de azul...
Tocando ao compasso febril do coração
Ah...Deixa-me sentir até onde a forma se desapega
Deixa-me ser genuinamente louca e compreensiva
No mais eu no profundo de mim...
Deixa que a purpurina
Da eternidade te toquem... Apenas sinta...
Nestes minutos que proclamo eternos...
Um pedacinho de ti que dança ao vento...
E por ti nas noites sigo as constelações estelares
Cruzo os teus passos
Sabes o amor não se inventa ou detém... Ele não morre
Está no coração...!
Na minha varanda...
O tempo passa por mim vagaroso
Suave... E eu escrevo horas a fio...
Mergulhando neste oceano de letras...
Conto histórias de amor... Combino poemas...
E o tempo vai passando...
E passo meus dias assim... Nesta varanda
Olhando o horizonte... Tentando respostas para a minha vida
E vem a chuva e eu continuo ali...
Observando as gotas de água no vitral
Escrevendo com paixão ...
As mais belas histórias de amor !
Brado secreto...
Parti de ti sem nem ao
Menos te haver tocado
Quais as aves... Que voam sem nada atingir
E eu poeta...
... Cativa do teu mundo de sonhos...
Neste entardecer brando de agonias
Morro devagar a cada dia
Respirando este afeto silente...
Em meu peito
Surge um brado secreto sussurrante
Despedaçando meu coração que se inflama...
Conserva-me, pois na memória... Como se eu fora
A consagração integral de uma essência
E eu te derramarei doces adágios
E te deixarei meu melhor e mais lindo sorriso
De encantamento...!
Água Encantada...
Cai uma chuva miúda
Água encantada em mil pingos
Parecem lágrimas tais como minhas mais profundas agonias
Eterna é esta neblina provocada
nas noites de
Viajante das arruinadas alvoradas
Navegadora de canoas de papel
Uma aura de fresca brisa veio do mar rumo
Ao meu coração... Bússola dos meus mais profundos
Sentires
Sequei a água dos olhos que rolavam nas faces
E vi minhas dores serem engolidas por um furioso rio...
Deixa-me falar de ti...
De este teu acariciante olhar
Descrito num poema sem fim...
Do encantamento dessa doçura
Quando me tocas a luz do luar... e
Transformo-te em poesia e te falo em atingirmos
Sonhos inventados!
Elevo o olhar sob o palato mais infinito
E vislumbro quimeras...
É tudo tão breve a vida passa depressa...
Mas... Pensemos nos encantos das noites
Quando fizemos estremecer o silencio
Com nossos gemidos e ais
E, sinto-te no correr da memória do tempo
Descubro-te luz nos caminhos que percorro...
Com a alma e o coração inundados de ti...!
Sou apenas...promessas de amor!
Escrevo às vezes
Simplesmente para rasgar o silencio
Da solidão das noites de insônia... Sem sonhos...
Talvez para contemplar as estrelas e
Esta lua fascinante de Misteriosa beleza transcendental...
Ou quem sabe ser testemunha de um novo nascer do sol...
Momento em que todas as esperanças renascem
Num novo dia...
- Sol brilhante em eterno dia -
Serei eu uma rosa que se abrirá após o orvalho
Das madrugadas sem fim... Trazendo o perfume
Inebriante das manhãs primaveris...?
Então descubro que sou apenas poesia
Versos escritos por ti poeta...
Sou apenas promessas de amor...!
Tua alma...teu sentir!
Sou aquela que procuravas na vida...
Banhei-te com afeto e com meu olhar...
Fiz-te meu... Rei, meu dono, teu anjo mulher...
Sempre te amei além do mar... Muito além do amar...
Arco-íris de tua vida!
Amenizei tuas falhas e encontrei uma por uma
Tuas emoções...
Povoei teus sonhos e aleitei em teu carinho,
Envolvi-te em meus braços cheios de abraços
E te sussurrei com voz rouca, emocionada, cheia de ternura...
Sou tua busca teu rumo... Teus sonhos, teus passos...
Sou eternamente tua... Sou teus sentidos...
Muito além da tua vida
Sou a Tua alma...Teu sentir!
És fina flor...
Esta minha alma
Este meu corpo
Tatuado de saudade daquele
Acariciante olhar...o teu...
É fina flor de eterno encanto
E minhas poesias se transformam
Em inspirações perfumadas trazidas pela brisa...
E te amo com esta loucura sem fim...!
Embriago-me de solidão...!
Amargura-me a noite sem lua...
A nostalgia toma conta de mim
E entre soluços deixo navegar lágrimas que queimam
A minha face e sem pressa escorrem...
Entre as pálpebras fechadas...
Esqueço-me das horas que passam
Para pensar num passado ainda tão presente
E atravesso a sagacidade das lembranças
( eu quase as esqueci)
E eu ali quieta esperando encontrar
Não sei bem o que?!
Num momento em que o céu não tem estrelas...
Nem brilho... Num desencontro fulgente...
Dos eternos amantes...
Noturna inquietação de sentires
Embriago-me de solidão
Afago meu peito e lá está a paixão...!
UM ETERNO DIA...
Presa ao encanto do silêncio
Viajo em noites e madrugadas frias...
Fugindo da agonia...
Na procura de um doce instante...
Procurando a rota de um sol brilhante
Talvez... Um eterno dia...!
Pássaro que sou pousado em teu coração
Ou uma pétala de flor voando sem destino...
Aonde a saudade vem consumindo...!
Pensei em ti...
Porque será que não te apago
Da minha vida
Nem que seja por um momento?!
Tentei apagar o pensamento
Logo voltei a falar baixinho
Será esta a minha estrela
a que perdi ?!
Silenciei o adágio
Sentindo o pulsar do coração e
do teu amor!
PERDOE-ME...
Por ter te amado tanto
Invadido a tua vida...
Nada sou mais que uma lembrança
Nos teus sonhos mais remotos
E as lágrimas de meus olhos se transformam no oceano
Que afogam a minha alma...
Tu eras meu. E fui feliz!
Aquela ilusão me induz a te amar... Novamente...
Amor...
A vida é tão breve
Perdoe-me por insistir tanto...pelos meus versos
E pela paixão que não passa...!