Hoje...ao entardecer!
Neste entardecer saudosa... Escuto canções
Eu mesma as estou tocando ao piano...melancólica..
No êxodo deste sentimento que me aperta o peito
Escrevo frases... Apenas frases...
De dor outras de doçura...
Ai! Este tempo que enlaço e que passa veloz...
E ressoa em enigmáticos e solitários
Sentires...
...tenho a alma ausente de alegrias...
Arde em mim esta fragrância de sonhos arredios...
Escorrem lágrimas destes olhos tristes...
Memórias de mim... Uma poetisa triste...
Talvez...
Sou um pássaro sem asas neste lindo entardecer!
Letárgico...
Eu me chamo solidão e tu te chamas saudade...
Escuto os passos do tempo...
E neste letárgico é a minha sina de poeta...
Nesta ansiedade rejeitada
levo comigo a tempestade
e na melodia dos raios e trovões.
Tu não vês a minha amargura
e esta dor verdadeira
deste sonho fragmentado queria apenas
Enganar o acaso...
O DESPERTAR...
O dia despertou em mim pensamentos
Plácidos...contemplativos...
Olhei em volta toquei a vida e viajei nas asas de um pássaro...
E iniciei um passeio inventado!
Imaginei uma viagem ao redor do mundo... Não este cheio de
Batalhas e extermínios...
Mas um mundo melhor onde a bondade... A serenidade e a paz
Seja a realidade de todos nós filhos de Deus!
Idealizei a nascente cuja água fresca satisfaça a sede de todos nós mortais
E cuja vida é tocada por mãos celestiais...
E ao final desta minha viagem inventada sentir este sol de verão
Em manhãs abençoadas!
VEM ALMA MINHA...
Quero apenas as manhãs aprisionadas
Ao teu corpo meu mais doce desejo
Minha oração sussurrada em meio a
Gemidos... Num ingênuo viajar de sonhos...
Vendaval de ilusões cativo no meu coração...
Vem alma minha... Sempre haverá um novo tempo
No encontro de um desencantado...
Este sonho seduzido transportou-me á dor...
Mas seguirei meus passos caminhando quais pássaros voando
Olharei o mar... E verei as ondas tocando nas pedras
Verdadeiros lamentos melodiosos...
Mas quero apenas escuta-las... Como se fossem
Palavras vindas de ti... A misturar-se com canções e a
Meus lamentos de amor... Que um dia calei...
Dilacera-me...
A lua e as estrelas desprenderam-se do céu e caíram no mar...
Dilacera-me...
Alma feiticeira... Trás deste teu mundo mágico
O perfume de incenso e das sedas...
E enche de saudades este tonto coração
Por que me abandonas a minha sorte
Misterioso amor de olhos que
Cintilam constelações... Alma gêmea
Morada da minha paixão louca...
Porque vieste tanto tempo depois de mim?
Tantas perguntas... Nenhuma resposta...
...e a brisa entra pelas janelas... Tristes janelas
Depois deste meu sonho fragmentado
Donde vejo o mar... Que me separa de ti!
Tenho saudades do lugar onde
Amamo-nos nas madrugadas
Tenho saudades dos sonhos que nós sonhamos
Sinto os seus olhos lindos e quero
Atravessa-lo para sempre... E dizer-lhe que é
Meu único amor...
Sinto falta deste amor tanto... Mas tanto!
Sinto falta daquele sorriso que me leva ao céu...
Onde estrelas
Quando encontradas umas perto de outras parecem iguais...
(mas não são)
Sinto falta do toque que me confortava
Em momentos de desespero...
Sinto falta de cada parte de todos
Os segundos que passei com ele...!
E do meu olhar perdido no devaneio distante
Goteja em murmúrios sussurrantes lágrimas de saudades
Que se transformam em lago ondulante...
Alagando a face...
E tu alma minha, que és quase a minha essência. .
Traz-me um pouco de ti como se eu fosse um pedaço de mar
Mergulha em mim... Nas minhas entranhas...
E com o silêncio de tua voz serena as minhas dores...
E eu novamente... Acalentar-te-ei no meu peito...!
Navegar no rio mágico de sonhos cheios de
doçura e fantástica imaginação...
Ah! E me atrevo a sonhar que somos livres...
somente em sonhos ..... livres para sonhar!
E vi o sol... Radioso
E vi nas manhãs sorridentes
Passarinhos acenando com suas asas
Dando boas vindas a mais um dia...
Senti a fragrância de devaneios passados...
E eu quieto como as pedras...escuto o mar...
Com olhos serenos... Ausentes de dor...
... e retorno ao encontro de uma saudade
Busquei o alento deste Sol de verão
Sou pescador de ilusões e brisas
Poeta das encantadas almas...
celina vasques
Fugitiva visão,,,
Eu sou esta imagem refletida nas
Águas deste rio em noites de lua cheia...
Qual eu fora apenas uma pintura... Tal qual uma sereia...
Ou uma fugitiva visão a esvanecer-se...
...não viaja poeta... Triste ilusão...!
Tu és apenas o espelho d’água refletindo
Em teu instante de saudades e paixão...
Sou pássaro que passa em revoada...
Migrando em firmamentos azuis...
No crepúsculo de um dia de outono
Fui nativa hoje sou partida
Fui amor hoje desamor...
Puro desencanto
Pássaro cativo... De uma saudade que a brisa levou...
Sou poesia em rimas a cantar...
Um pássaro que tem alma delirante... Onde a poesia é
Meu respirar constante... Cuja alvorada brota junto
Ao meu poente!
POEMAS...
Em noites passadas tive sonhos...
Tão lindos em que eu escrevia... Poemas pra ti...
E eu olhava a lua apaixonada... Fiz rimas...quase canção...
Falei-te de amor em versos tão lindos...
Mas a minha poesia
Iguais às estrelas... Desapareceu na madrugada!
Desengano...
A paixão que em mim ardeu...
Ficou apenas num contemplar
Mas que foi capaz de amar...
(tanto...mas tanto!)
Um sentir de um amor gigantesco
De tanto tempo à tua espera
...pois que se perdeu ..Que não é mais teu
Porque tu escolheste esquecer...!
O amor de sempre...!
As letras que escrevo choram... Pérolas...
Sentidas... Quais lágrimas que morrem no canto da boca...
Aonde caminham as canções perfumadas
Que arrastava além dos sonhos e risos...
Antes de se perderem no tempo...
Na loucura dos dias...
Então escrevo...
E sinto a brisa em meu rosto
E os arrepios da alma...
Escrevo versos e muitos versos...
E assim preencho as páginas vazias
De tua ausência...
Eternizo assim meus sentires...
E vou escrevendo poemas horas a fio
Tentando descobrir-te num aglomerado
De letras... quem sabe poderás estar num
Poema distante ou no crepúsculo que
Invade o esboçar das noites de solidão!
celina vasques
Pedaços da minha vida...
Olho-me no espelho... O tempo passou..
A juventude ficou no passado... As rugas teimam
Em riscar a minha pele...
Só meu coração permanece jovem... Apaixonado
Criança...
Lembro-me dos dias de minha infância...
Mas mesmo assim ainda sou eu... Esta figura
Que me parece encantada ao lembrar felizes dias
De uma juventude perdida!
Pedaços de minha vida que
As lembranças machucam... E não me deixam respirar...
Está tudo numa névoa... Meus dias de primavera
E mesmo assim doem demais em meu peito... E trás esta gota
Ardente...Teimosa no canto do meu olhar...
O passado é uma musica... Uma canção...
Que adoraria poder canta-la em versos qual a melodia que escuto
Com tanta emoção...!
Agora sou apenas a poesia que escrevo...ou talvez a saudade
De dias tão felizes que tive!
Vidas passadas...
Ah! Este vento sussurrante
Que experimento neste dia frígido...
Penso em ti e neste
Aroma de sonhos e reencarnações...
Nesta noite que não tem estrelas... Apenas as sombras
Escondidas nas muralhas... Do tempo...
E no silencio grito para que me ouças...
Quando te vejo sinto que me encontro com o passado...
Tantos quereres perdidos... E grito para que me identifiques
Vem... Ilumina a minha escuridão...
Sussurra numa poesia... Versos que falem
Desta antiga paixão...
E me liberas das dores arraigadas de alucinação e solidão...!
Hoje mais uma vez lembrei-me de ti...!
Senti saudades das chuvas que escorriam
Nas vidraças do meu quarto... Onde eu podia divisar
O horizonte... As montanhas...
O vento frio que balançava as copas das árvores do jardim...
E uma lágrima bailou em meus olhos...
Olhei para a varanda onde tomávamos chá e escrevíamos poemas...
Meu pensamento voa e encontra as notas musicais
Com as quais eu tocava melodias...ao entardecer...
Regresso ao tempo...
Visto-me de lembranças e sonhos
E descubro que... No jardim são as mesmas
Rosas vermelhas que me davas
Nos dias que vinhas ver-me e abraçava-me com tanta ternura...
E então sorrio da dor de querer-te mais uma vez...
Mas se nunca me deixaste... Vives dentro de mim
Por isso tantas saudades tuas...!
Suspiro em versos...
Divido todos os anoiteceres à placidez de um sorriso
Solvo de uma vez o cálice do vinho
Tão forte...
Que me queimou a alma
Cedi meus sonhos... A quem não conhecia...
Aprisionei meus dias... Numa palavra chamada amor...!
Suspiro em versos e os lanço ao tempo...
Que se demudam em sentidos...
E se perdem nos desejos e sentires...
Nas dores... Na ansiedade... No medo...
... e choram... Este amor que é segredo!
A alma sofre e reclama em sentires confuso
...então a espera se faz breve... Na loucura dos dias...!
TE PEÇO APENAS...
Que me deixes entoar canções
e cantar com meus encantos
e desencantos a tua distante
ausência!
Que me deixes embalar
teu sono e nas minhas
fantasias estar sempre
contigo sem que tua imagem
ao amanhecer desapareça
com as estrelas!
Que me deixes sonhar contigo
e neste sonho realizar
o que sinto
viver o imaginado
sem qualquer dor e
medo de acordar!
Que me deixes amar-te
calada...quieta
para que eu possa chorar
os meus dias tão frios
e tristes sem ti!
Te peço apenas
que sejas o meu espelho
para que eu possa refletir
em ti esta febre de minh'alma
dizer-te o que nem imaginas...
e nem te importas!
"e do vazio de minha solidez, te peço que não me deixes perceber o que tua falta me faz"...
Entre lavandas... !
Amanheceu um dia cintilante...
Eu cantarolava canções que me vinham da alma...
O horizonte de um azul inebriante... A brisa tépida da primavera...
E caminhei entre campos de lavandas perfumadas...
Vagando a procura de curtir esta paz... Achei a paixão...
A beleza... O sentir profundo... A sensibilidade da alma...
O grande amor...
Encanto-me por ser este um momento único... E fico em êxtase
E qual uma alucinação... Num privilégio...
Escuto quartetos de cordas com piano...
Música que me invade e me convida a sair dançando...
Em completo e profundo fascínio!
Idealizei-te nas noites de solidão..
Tu estás em minha alma... És musica dos anjos
Com teu riso tatuado em minha retina...
Vivo de tuas palavras em que as transformei em versos...
Vou esperar-te até o fim...
E assim acredito saber onde a alegria jamais sentida
Possa morar!
Fecho meus olhos para saborear tua presença que
Demudam em versos poéticos... Não sonhei... És real...
Tua imagem aprisionada nos meus olhares e tua boca
Nos meus lábios... No sentimento da paixão... Eternamente...
No sorrir ao vento...!
Sou teu chão...
Quieta na vastidão do tempo
Penso em ti... Fui feliz contigo...
Recordo teu sorriso marcando
Os nossos mais belos momentos...
Tu habitas em minha alma e no meu coração... E porque sou passarinho... E voejo para encontrar-te o meu corpo é teu chão...para que aterrisses em mim...
NÃO SEI SE VIRÁS... MAS EU TE ESPERO!
Foram tantas as palavras trocadas durante o nosso silencio...!
Tu foste a historia que escrevi em versos durante toda a minha vida
Paginas e páginas escritas... Falando deste amor e desta dor...
Mas aprendi nas tuas ausências que cresci... Com essas lembranças...
E evolui com toda esta saudade que senti...
Descobri então que não sei se eram de ti ou de mim...
De como eu me amava o suficiente para não deixar que a paixão
Fosse maior que a minha vida!
Desisto de mim quando me envolves e esqueço-me da dor...
Morre em meus lábios uma lágrima de amor...
Fecho os olhos e o meu pensamento voa até ti
Aguardo-te...
E volto a te esperar...
Não sei se virás... Mas eu te espero!
Tão somente...
Não me canso de ouvir esta melodia que vem do mar
Este mar que beija os céus de anis... E que encanta nos meus versos...
Atormenta-me a cantiga do vento... E me faz emprestar as chuvas
As aguas que me caem dos olhos...
E o horizonte é apenas o horizonte... Tão somente...
Gostaria de mudar o tempo...
Para que me fosse devolvido às estações de outrora
Para que seja restaurada minha alma... E a recordação de dias que vivi..
O tempo foi juiz desses saques de meus dias translúcidos
E que não consigo arrancá-los de meu coração...
Abro mão das estrelas e agarro-me às sombras das luas...
Em ti acalentei mil sonhos...
Achei-te no silêncio, mas perdi no vazio de mim,
Mil palavras trocadas por outros tantos silêncios e
Fomos deixando para trás o vácuo das quimeras de amor...
Amei-te apesar das brumas que irromperam entre nós...
Amo-te ainda porque é um sonho inacabado...
O livro que quis escrever, mas nunca escrevi...
Foste, és e será o meu sonho perdido...
Que importa se hoje é outono...
Se o vento nos ondeia e se em cada pingo de chuva há uma vida...
Uma vontade imensa de voltar em busca de minhas fantasias...
E te procurar novamente dentro de mim...Tão somente!