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Frases de Cawan Callonny

25 frases

⁠Olhos alucinados visam superfície rosada Lacrimejando meu espasmo nervoso Por que é penoso
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⁠Olhos alucinados visam superfície rosada Lacrimejando meu espasmo nervoso Por que é penoso Quando aprecio de seu ouro? Lorde clemente, não suporta intenção divina O presente que me foi dado, tomado para mim Santificada sob mãos cautelosas Agasalhada angelical Longe dos indignos A felicidade esbelta platina Marcada desde nova em sua inocente serventia Chacoalhava tempo a tempo em seu balanço na pradaria cinza Sem o tempo importar A quem mais importaria? Um paraíso preso a um jardim cinzento Carregava consigo seu reflexo primaveril Refletida em carne e sangue A alma dividida unicamente igual Uma imperativa garota ao rumo da outra Razões existênciais que vibram Construindo sem parar meu mártir ensandecido O caminho criado a base de prazer sem fim Sou o guia desta viagem lasciva Rumando direção contrária dos valores Ó destino incolor marcado por mim Trajando vestes brancas como marfim Leva-me aos céus, minhas flores do pecado

⁠Sonho de Calitheya A destoante pequenina escondida sob lago prateado Rumava nas direções seguras e bem vindas
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⁠Sonho de Calitheya A destoante pequenina escondida sob lago prateado Rumava nas direções seguras e bem vindas Vez ou outra a bisbilhotice lhe fugia Irrompendo errônea em dor curiosa Tocava sorumbática a sua cantoria melódica Aproximação ao teu caule é digno de fantasia Aprisionada em seu âmago puro Depravação se quebra ao toque sensível do seda Com pitadas sedosas, do impuro causa medo Na sua guarnecida fortaleza, jaz soberano reino de brancura Faça da sua doce alvura o sobrenatural Num céu jamais sombrio de outrora Sem fronteiras para segurar do seu gracioso mel A clareza se estende além dos limites seguros Impedindo para sempre a loucura desvairada Atrai atenção indesejada de adoração maculada Vencendo as iniquidades do além Meu intento nobre não há de ser único Há de ser verdadeira ternura Sem o uso de espada ou escudo Aceitando o ciclo infindável das centenas eras Calitheya, apodere eterna sob nosso novo céu glacial A gélida alvura de seu jeito meigo extermina moribundos enraivecidos Da ponta carmim de seus lábios aos frientos brandos pés de marfim As asas que a brandeiam são as mesmas que me tocam Afrontando lindamente meu êxtase exacerbado A seu sonho apenas a pertence Sem mais nem um ou outro milagre Sou convidado mais que precioso Servindo mais que qualquer outro Ofereço o meu sincero logro Assentindo sem mais tom temeroso Recebo surpreso apreço suntuoso Concebido a mim, seu sonho é meu também Em título imensamente pitoresco que é sua verdade A serena Calitheya há de reinar puramente quimérico.

⁠O Inominável Sua existência absurda jaz no topo Não pertencente a leis universais
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⁠O Inominável Sua existência absurda jaz no topo Não pertencente a leis universais Vive trancafiado, separado da graça que antes o pertencia Construído abaixo sua montanha de olhos devassos De pele áspera e sangrenta Atinge-o na constante agonia Solvendo-o na familiar melancolia Abraçando-o nas puras gotículas rubras Na desesperança de retorno a moradia Ao seu antigo lar na imensidão Amaldiçoou novo mundo em obscura selvageria Servindo de banquete malicioso Montou seu reino maléfico sob pontudas angustias Como antes fizera seu antepassado Azmuth Os obcecados na magnífica rubidez vociferam “Malithet, Inominável Lorde Rubro Conceda-nos a graça de seu sangue E voltai ao teu cosmos pertencente”.

⁠Não Desejo Salvação Põe-me para descansar Indesejada benignidade
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⁠Não Desejo Salvação Põe-me para descansar Indesejada benignidade Querer existencial revogado O culpado em minhas visões, sou eu Ser sem vida compõe o resto Meu eu fugiu de mim Tentativa vã de se salvar Bateu de frente com sua punição Desejada punição, desejável dose punitiva Feita com minhas próprias partes Consumindo mais de mim para sobreviver Sobrevivência traçada umbrática sob meu céu Mente defasada não pensa, coração mórbido não sente Abatido e mortificado e destroçado e paranoico E lamina mortal e fria e insano suicida Lentamente entregue a confortável morte Acobertado cérebro no desejo mortífero Não mais responde ao seu chamado Distinto instinto apoderado a morte Brisa penumbral virou deleite imutável Imortal oração de morte, do orador ao seu alvo Eu sou os dois, assassino e alvo Chefe e contratado, marcado de morte em vida Minhas mãos assassinas proveram única piedade Conhecida e apreciada, vagando esquecido Pelos mesmos lugares que em vida não importavam Agora há de importarem, pois sozinho mais uma vez Hei de estar.

⁠A Chuva Pequeno mundo lacrimejava O medo engolia todo a esfera viva
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⁠A Chuva Pequeno mundo lacrimejava O medo engolia todo a esfera viva Se proclamando, a ele pertencia Declarando em digníssima melancolia O seu vislumbre especial Um profuso breu espectral Atacava o solo em gotas Apaticamente me envolvia Cobertor de rara alegria No ritmo lento, sua forma distinguia Íntima se fazia, pois nunca fugia Mas de nuvens não vieram Estranhamente, do além pertencia A incerta escuridão Parte a parte consumia Seu choro mudo ouvia-se em sinfonia Perdão disfarçado em falsa alegria. Eu, o mártir da nova sintonia Com seu plano colaboraria Em prol do fim Ao contraste do intenso apertar Destravei a porta que não deveria Compondo as palavras sem nenhuma harmonia Do seco ao molhado, inspirando antipatia Sufocante sentimento que não produz folia Desvanecendo na tranquila e doce melancolia A chuva não me abandonaria.

⁠Corrosivo Sua natureza clama carne morte Distorcida natureza que clama infâmia
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⁠Corrosivo Sua natureza clama carne morte Distorcida natureza que clama infâmia Gesticulando versos incompreensíveis, ao teu matadouro a assunção Ser fugidio, tende a escapar Pertencente a insana acidez possessiva Da sua carcaça seu aposento asqueroso ele fará Enojado filho, residindo na repugnância irreparável Cheiro de morte impregnado nas veias Acovardado abaixo da luz Maleável loucura, ele desfigura à sua imagem. Com medo do inevitável Suas paranoias o perseguem Confidente doentia é sua fiel amiga. Renunciou a si mesmo De sua carne não mais vive Em prol ao prazer carnal Renegando a criação, se tornou o oposto da noção. Errônea culpa, seu deleite mortal O levaria a sua própria cova Marcado com milhares de vidas Ceifadas e mantidas, vários nomes ele possui Indecente existência, ele arrancará sua carne Beberá da sua vida Vestirá sua morte Queimando em morte e vida Seus valores se inverteram Glorificando o negro luar e julgando a leve brisa Cuspiu nos portões de pérola E adorou o portão pálido e mortiço de seu novo sofrimento.

⁠Purificação De Sangue Excêntrica existência, seu verdadeiro significado Sem igual, oferta alegria baseada no fogo
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⁠Purificação De Sangue Excêntrica existência, seu verdadeiro significado Sem igual, oferta alegria baseada no fogo Seu espaço glorioso, purifica os céus Excêntrica existência, ilusória alegria Das promessas, conforto ou agouro, nada oferece. Seu composto é único e poderoso Era a era, manipula com gosto No prazer da dor, é bondoso. Do pódio malicioso, é dominador asqueroso Agarram-se em dificuldade no seu cerne rochoso. Na dificuldade escalam, ao logro do seu misterioso ouro Milhares subiam, desesperados e loucos Atordoados pela adoração ao topo. Derramando sangue, dementes mortos-vivos Cegados na promessa de vida, buscam voltar a origem Os olhos queimam sem precisar ver Submissa a sua estrutura maléfica Eu desejo te purificar, te manipular A base da sua morte, te dominar O puro carmesim do mundo trancafiado Jorrando seu escarlate aos mortiços Condenados a mercê da carência Já não possui valor, orações patéticas jogadas ao vento Convulsando violentamente, rotulado jaz Suas partes apodrecidas é tudo que resta Sinta o ardor percorrer seu corpo Sinta a repugnância de sua existência Enquanto sobe em direção ao céu de sangue Na salvação pintada de vermelho.

⁠O Pântano Submerso no espesso e escuro liquido Meu corpo de madeira é minha certeza
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⁠O Pântano Submerso no espesso e escuro liquido Meu corpo de madeira é minha certeza Sem tomar rumo do meu remo A insensível correnteza é minha guia Me aconchegando nos ventos mórbidos De meu caminho, a familiar melancolia Percorrendo galhos rígidos e ramos mortos Cercado da lama, só me resta uma via Avisto peculiar figura, que aflige-me na agonia Um ser de turbante a mim se prostra De face não se mostra, envergonhado se faz Oferecendo-me a pálida mão em socorro Eu em resposta repulsiva, o ignoro De sua aura fétida, atrai compaixão cega Mas de mim só causa cautela Pois sinto os seus olhos frios E entendo os seus sussurros inaudíveis Me tentando a jogar a consciência fora E tomar o que um dia, o pertencia Isolado em meu barco, a tendência é agonia Encantado pelo brilho esverdeado O ar não favorece, me dando em troca A morte que antes residia Gentileza nunca existiu Dado a luz nesse mundo sem alegria Me perdi na monotonia, pois o brilho nunca muda Tento alcançar seu clarão esverdeado Para isso eu devo abandonar a mim mesmo E sem mais nada a perder, assim o faço Jogado sem mais medo, ouço vozes em doce alegria Indo a loucura, tomando violentamente o que me pertencia Destroçam minha pequena e desgastada certeza Lançando-me ao tenebroso obscuro Perto do escondido fulgor, eu finalmente a seguro Inerte e indefesa, cega e com medo Do céu nunca mais viu, pois não mais existe Acorrentada acima, acorrentada abaixo Diferença não faz, para miseras criaturas Nos perdemos na intenção Na tentação de livrar-se da condenação Vencidos, fomos engolidos e absorvidos Tornados um só com esse maldito pântano.

Autor O livro o pertence, mas ao autor nunca se mostra Como um ser de muitas faces
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Autor O livro o pertence, mas ao autor nunca se mostra Como um ser de muitas faces Possuindo vontade própria, da vontade não controla Incompreensível, folheia as paginas em demora Em passos penosos, perpassam as palavras Manchando as paginas de sua revolta No desencanto o seu livro ele joga Da amargurada dor ele transforma Em belas palavras para outrora. ⁠

⁠Era Das Trevas Salmodiam palavras vazias Ao Deus que tanto chora
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⁠Era Das Trevas Salmodiam palavras vazias Ao Deus que tanto chora Das casas anjo nenhum lá mora O pesadelo do qual não se acorda Agora é o dia que jamais retorna Ansiando dominar o mundo lá fora Acovarda bem alto, rotulada maldita Impedida de alcançar, nem da asa ela toca De meu ser tristonho, até o mundo lá fora Atrai tendenciosas almas moribundas Ao meu som que nunca tarda Por ser puramente expiadora Minha canção melódica Domina tudo, sem se importar Destruindo tudo, ela busca salvar Na macabra sinfonia, o ser renovar Destinado as infinitas notas O mundo até por mim chora Chocados, os olhos se apavoram Amedrontados na realidade Desejam sem aversão Uma possível redenção Por um Deus que já não chora.

⁠Liese Nomeada Elizabeth Eu a adoro como minha Liese
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⁠Liese Nomeada Elizabeth Eu a adoro como minha Liese Imponente como a própria rainha De seu cargo o mesmo não a merece De indisputável nobreza Ela vive se fechando em si mesma Mas de meus olhos cansados Tamanho fulgor de mim não foge Na falta de palavras para descrever O significado em si se contorce A procura do par perfeito Nas tentativas sussurrantes de possuí-la A mascara enfim há de cair Sob chão molhado, ela tenta pôr de volta Sem sucesso, a adorável Liese Se aceita sinceramente ao agora Protegida em mim das facadas chuvosas Abrigo suas feridas nas minhas próprias Amparada sem mais nenhuma preocupação As feridas de outrora, hão de cicatrizar E viveremos alegres juntos Se amando e se beijando Observando sem nenhum pesar O belíssimo luar a nos atravessar Clamando para o raiar nunca chegar.

⁠⁠Maldição de Lilith Detentora do crepúsculo Seu cerne angustiante, fará dela meu abrigo
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⁠⁠Maldição de Lilith Detentora do crepúsculo Seu cerne angustiante, fará dela meu abrigo Presenteada com marca condenável Desafiando a ordem, a natureza proclama Lilith, a falha proclamada Jaz solitária, escondida no lado negro Até a minha porta encontrar, benção melhor não há Semblante curiosa, a me observar Com sua beleza macabra, o coração a palpitar Sem necessitar de permissão para entrar Desprovida da luz, busca a morte, sem importar Jogada ao chão, sem nenhuma tensão Fugaz choque a me vincular Tentativas desesperadas adornada ao frio Seu sucumbido corpo a quase ficar Sem nada mais imediato para ofertar Minha vida em prol da liberdade, eu desejar Acionando extrema inquietude Pois vida já não há Em obsessão, rezas ao amanhecer, crédulo a ofertar Amanhecer que nunca chegara Amanhecer que nunca chega Agora há de se mostrar Pois sua maldição não mais jaz em mim No corpo dela, há de retornar.

Almas Negras Corpo cândido, fraqueza natural Caída sob meus braços, num impulso natural
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Almas Negras Corpo cândido, fraqueza natural Caída sob meus braços, num impulso natural De meus agudos caninos, meu ser adentra a ti Morte não significa fim, por mim viverá Milhões de anos serão noites sem fim Suas rezas surdas foram ouvidas por mim Condenada a eterna escuridão, providenciando maldições Massa cerebral desprovida das falhas humanas A virtude em preto e branco Lapidada com o véu da morte Nossa fusão agora é sepulcral Perseguidores sanguinários Provamos do sangue, alimentando o insano O alvo é você, a indefesa serventia é comida Meus pecados não significam nada Os fins justificando os meios, não há Deus sob céu Em meu caminho desdenhoso te faço seguir O rasgo maldoso cobriu sua frágil pureza O seu sangue percorre como combustível Prisioneiros da penumbra, era das trevas prevalece Vivencia desafiadora, minhas presas clamam luxurias Por marés de sangue viajaremos Ambos perdidos no esquecimento Alienados totalmente dos ensinamentos Não recebemos ordens divina Só obedecemos ao nosso credo Vencidos pelo desejo carnal A grande paixão melancólica, provida do sorumbático luar Nossos desejos mundanos Reflete o mais sagrados dos desejos Olhos santificados não enxergam nossa justiça De olhos julgadores, somos os juízes Abaixo para todo sempre A Lua negra é o nosso único lar. ⁠

⁠Solidão Segura e viciante O tempo tirou isso de mim
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⁠Solidão Segura e viciante O tempo tirou isso de mim Tornando pesada e densa Não há coloração em meu mundo Eu pintei de minhas cores, para ver só a mim Em meu casulo natural Nenhum Sol a nascer por mim Cavei minha felicidade bem abaixo de mim Para afinal ser abatido pela minha dor Garanti minha passagem vitalícia No labirinto chamado eu Numa busca imprestável Eu sou meu escravo Na infinidade de possibilidades Eu fiz de mim a mais desgraçada delas Atirei-me ao fogo, na intenção de sentir Para afinal perceber, que havia fugido de mim Em solidão Como o ninguém que desejei ser.

⁠O Ser Egoísta Seu cerne conflituoso Seu cerne despedaçado
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⁠O Ser Egoísta Seu cerne conflituoso Seu cerne despedaçado Deseja a luz, porém teme se queimar Deseja a salvação, porém teme acordar De seu pesadelo sem fim, o amargo pesar Da ilusão á prisão corpórea e espiritual Seguro em sua fortaleza de espinhos Da felicidade falsa, ele bebe da fonte Inconsequente sem mudança Subjugado na consequência lasciva Pois arrependimento não há Derramando desenfreada fúria Afogando-se em si próprio Ele inunda o distorcido mundo Aos confins de seu ser doloso Desesperado, ele clama socorro Sozinho a afundar mais e mais Diante de si mesmo ele se vê Enjaulado e desesperançoso Seus semelhantes o abandonaram Assim como ele os abandonou Dando adeus a qualquer traço humanitário O ciclo odioso deve continuar.⁠

Céu Purpura Sob ruas nevoentas, não enxergo justiça Sem horas para contar minha insônia
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Céu Purpura Sob ruas nevoentas, não enxergo justiça Sem horas para contar minha insônia Divago louco, envolto no pálido tato Segurando a linha tênue da vida Em pele conflitante a minha A morte possui senso de humor Rindo ele esteve, do nosso genuíno amor Pintando-a, assim, de provocador roxo Jus as suas vestimentas fúnebres Destoante de seu cerne perfeito Forçado estou, ao fardo doloroso De carregar a obra-prima mortal Sublime aroma angelical a fugir De seus cabelos sem luz a revirar-me Sua essência absoluta, do meu lado a ficar Zombeteira aos olhos impudicos Sua posição transcende sangue e carne Me isolando de ti, abriu celebres asas Largando a existência antiga A qual amei perdidamente Mas pouco me falta Não serei capaz de dá-la a terra A mim sempre pertenceu e assim será Dissipado em eterna aflição Deita-se em mim sem mais tensão Inabilitado do pensar O que me resta é apreciar Juntos as suas preferidas Violetas O céu purpura de seus lábios.⁠

⁠Uva Sua existência benigna e amarga Cega-me ao insondável desejo
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⁠Uva Sua existência benigna e amarga Cega-me ao insondável desejo Corrompem os soberanos Mantendo-me prisioneiro de sua vontade Em minha decadente fortaleza astral Cheiro inimaginavelmente traíra Minha existência escarnecedora Amaldiçoado pelo cálido deleite Absorto eternamente em dor O sabor quente e úmido da vontade Une-se diabolicamente ao meu ser Fervendo insanamente na loucura Outrora, os salões eram cheios Cidades vizinhas adoravam-nos Recheados na alegria e fartura Filhos e filhas que brincavam sem parar Pais orgulhando-se das conquistas em batalhas Mães sorrindo sem parar E eu a tocar gracioso A minha divina lira Sem o tempo eu contar Incessante busca ao arrebatamento Aprisionou-me ao desalento Agora já perdido O mundo após estes portões Enjaulado ficará, em doença e guerra Pois punição divina não há Esperançoso falho é o que virei E assim me punirei Em meu último gole mortífero Aguardando enfim O ato final de minha canção.

⁠Cego em Perdição Procurando em vão A inalcançável expiação
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⁠Cego em Perdição Procurando em vão A inalcançável expiação Minha salvadora cintilação A jazer em meu mundo obscurecido Maculada em sinceridade Nesses corredores infernais Minha infeliz sentença De frieza melancólica respiro Pois as noites são iguais Infundadas na miséria repetitiva Meus olhos profanado Não enxergam o além Pupila ruborizada Em contornos diabólicos Buscando desesperado a perdida luz Minha alma pintada No lúgubre escarlate Outrora momento, fora branca Desonrado de fora para dentro Insanidade costumeira e desenfreada Rompendo de mim, mas o alvo é você Tudo virou ao contrário Caminho em direção oposta Meu intento natural Minha familiar segurança A solitária Pois eu sou o medo Gerado e modificado Transformado aos moldes de eterna brasa Sugando desejada vitalidade O tempo não passa Soando agoniante Enquanto circular o sangue da indignação Hei de procurar a fonte da perdição E fundirmos num corpo só Abençoando-me na paz Por não mais estar cego e só.

⁠Melancólico Réquiem Os restos angelicais Espalhados na perfeita superfície
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⁠Melancólico Réquiem Os restos angelicais Espalhados na perfeita superfície Submersos em puro sangue Não apodreciam Pois assim eram feitos Da água da vida Originaria a Raça Eterna Os novos donos do mundo Banhado eternamente Na melancolia rubra Nascia o Primeiro Querubim Trajado em glorioso preto Suas incontáveis asas rompiam em graça Graciosamente subia àquele céu fúnebre Para observar pela primeira vez O que viria ser seu Para todo sempre um lar Da nova chama maleável da vida Caos cessado Em eterno silêncio mortífero A orquestra se instaurava Compondo notas proibidas Tocava sombria e solene Num mundo apocalíptico Canções ao além Num mundo pós-morte Assumia forma gótica Sufocada outrora em sangue Em tragédia angelical A misericordiosa subjugação Não existiam vivos Sob terra Sob mar A permanente avidez simbólica Construções lascivas Apontavam suas lanças ao céu funesto Procurando desesperadas A ausente luz antepassada Se os olhos pudessem ver Nada teria visto Pois nada afinal existia.

⁠Querida Rosa Incrédulo, eu observava Num disfarçado êxtase
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⁠Querida Rosa Incrédulo, eu observava Num disfarçado êxtase Estonteante é ela Delicada na forma Bela na essência Mas triste em verdade Pois em solidão permanecia Distante da lividez doce Sem nunca ser amada Conhecendo só o sabor amargo Do que era vida Presa entre arbustos Seu forte natural Adentro seu covil Arranco-na de sua prisão verde Aqueço-na em toque Jazendo agora em mãos Não permitirei que se destrua Não em mim Pois a semente do amor Plantada agora estava Pelo teu amor As rosas crescerão Em comunhão viveremos Condenados na solidão.

⁠Palácio Sangria Caminhando sagaz com meu papel fugaz Sussurrando na pele molhada a impressão familiar
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⁠Palácio Sangria Caminhando sagaz com meu papel fugaz Sussurrando na pele molhada a impressão familiar Disposto, á espasmos, enxugar as gotas vis a brotar. Como se vislumbra local tão decoroso e desonroso? Alimentando os florão no alto da montanha, belas flores carmim. Tão primorosa quanto és perniciosa a beleza vil que entorna. Aquela chuva sorumbática que arrepia até a mim. Dos arcos ogivais em camadas espinhosas, vislumbram aturdidos as criaturas leais. Do céu que pranteia carmesim, nas arcadas reais caminham lentas gotas rubis. Um cântico que jamais gostaria de presenciar. Ecoava aos longínquos campos sonoros. daquele teatro perfurante. Pois ouvia-se do salão o infame mais que ignominioso. Malithet, Melancólico Réquiem.

⁠Eterna Amiga A fria palavra do escuro no canto congelava, proliferava e ardia
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⁠Eterna Amiga A fria palavra do escuro no canto congelava, proliferava e ardia incessante. Sob corpo quebrável a minha sonolência tétrica alastra como doença o gelo em meu rosto Deprimindo, debilitando, abatendo descanso. Oculto, as paredes sussurram mortas e antipáticas gotas delas escorrem. Minhas conhecidas por mim não choram.

⁠Fulgor da Manhã Gelada Um frescor tão leve e estonteante a brisa trazia Novamente esse mesmo aroma doce me envolvia
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⁠Fulgor da Manhã Gelada Um frescor tão leve e estonteante a brisa trazia Novamente esse mesmo aroma doce me envolvia Clareza nessa menina de idade, eu assim a via No macio caminhar abanando saia prateada Um terrível significado fúnebre eu temia O amanhecer gelado de minha manhã diminuía, onde agora está? Em contraste, da terra áspera a seu toque sensível Irreconhecível natureza ou apenas um ser aberracional? Mas não importava o que fosse provido racional Com afinco viril e totalmente irracional, demonstrava apreço a mil Essa presença que agitava meu coração frágil, que dor imoral Conversas sem proposito assinalado Àquela mocinha eu dediquei manhãs tão nevoentas como gelo Seu nome em euforia eu me arrisquei a pedir “Lina. Meu nome é Lina. Qual o seu moço?” De resposta simples em partes eu me dividi Ouvido aquela voz que um dia já conheci A manhã gelada, da qual tanto vivenciei sem fim Esbravejando folia angustiante, ali pontuei como um preso infeliz “Tão bom é conhece-la, mas tão tardia se fez” A menininha em suspiro longo, proferiu só mudez Acalentando-me com sua fria morbidez Tinha importância como nenhum outro Esse sentimento devastador que tanto logro no silêncio De significado como nenhum outro Minha dor seria certeira Pois o certo é o certo E meu ato de santidade não compensaria o tormento Dessa frenesia que rasga-me nesse momento Torne-se eterna ao meu lado, nesse banco frio Dessa manhã que só me traz tanto desalento.

⁠Desespero Da Coroa O liquido pungente chama Sutilmente instiga o paciente
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⁠Desespero Da Coroa O liquido pungente chama Sutilmente instiga o paciente Ele obscurecera seus sentidos também Pois é seu objetivo natural Um dever que só o pertence Peculiar, sua maneira e desejos são únicos Ideais não te salvarão de sua cortina sedutora Assim como agora me encontro, preso no seu dilema. As visões atormentam consciência plena Zombando de mim, a coroa deseja controle Essência possessa é seu esqueleto, ofuscando significado grotesco Aproveitando de meu reinado padecido em desprezo próprio Corpo e alma permanecem intocados pelo júbilo nada comum Alastrando, a doença é querida como roguei Afogando crentes e descrentes em seu poder avassalador O ouvir de dissonantes vozes em bramidos de ajuda No jardim rasteiro, provendo a desesperada crença na cura Pairando ramos venenosos sob vida, impedido de germinar Há tempos insondáveis a noite rubra dominou a mente A vontade não salvará o todo do perverso atraente Regozijamos despreocupados do conteúdo latente Crédulos, na tentativa inútil de renascer, nos vimos perdidos Nascidos do pó cinzento, nossa salvação são gotas da coroa Ó amargas gotas que bebo Purificante da iniquidade incorpórea Solva-me ao longo sono Convoca-me em teu âmbito poderoso Dando descanso aos meus olhos desfigurados Põe descanso espectral sob meu fulminante ser E reacenda minha vida na nova chama vindoura do carmim.