Frase de Cawan Callonny
O Pântano Submerso no espesso e escuro liquido Meu corpo de madeira é minha certeza Sem tomar rumo do meu remo A insensível correnteza é minha guia Me aconchegando nos ventos mórbidos De meu caminho, a familiar melancolia Percorrendo galhos rígidos e ramos mortos Cercado da lama, só me resta uma via Avisto peculiar figura, que aflige-me na agonia Um ser de turbante a mim se prostra De face não se mostra, envergonhado se faz Oferecendo-me a pálida mão em socorro Eu em resposta repulsiva, o ignoro De sua aura fétida, atrai compaixão cega Mas de mim só causa cautela Pois sinto os seus olhos frios E entendo os seus sussurros inaudíveis Me tentando a jogar a consciência fora E tomar o que um dia, o pertencia Isolado em meu barco, a tendência é agonia Encantado pelo brilho esverdeado O ar não favorece, me dando em troca A morte que antes residia Gentileza nunca existiu Dado a luz nesse mundo sem alegria Me perdi na monotonia, pois o brilho nunca muda Tento alcançar seu clarão esverdeado Para isso eu devo abandonar a mim mesmo E sem mais nada a perder, assim o faço Jogado sem mais medo, ouço vozes em doce alegria Indo a loucura, tomando violentamente o que me pertencia Destroçam minha pequena e desgastada certeza Lançando-me ao tenebroso obscuro Perto do escondido fulgor, eu finalmente a seguro Inerte e indefesa, cega e com medo Do céu nunca mais viu, pois não mais existe Acorrentada acima, acorrentada abaixo Diferença não faz, para miseras criaturas Nos perdemos na intenção Na tentação de livrar-se da condenação Vencidos, fomos engolidos e absorvidos Tornados um só com esse maldito pântano.
No pensador.ai desde