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Frases de Carminha Barreto Campello

69 frases

Maria do Carmo Barreto Campello de Melo nasceu no Recife em 21 de julho de 1924-2008.Passou parte da infância no antigo Engenho da Torre e no Rio de Janeiro.Jornalista, escritora, poetisa.Principais obras poéticas: Música do Silêncio; O Tempo Reinventado; Verde Vida; Partitura se…
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Maria do Carmo Barreto Campello de Melo nasceu no Recife em 21 de julho de 1924-2008.Passou parte da infância no antigo Engenho da Torre e no Rio de Janeiro.Jornalista, escritora, poetisa.Principais obras poéticas: Música do Silêncio; O Tempo Reinventado; Verde Vida; Partitura sem Som; De Adeus e Borboletas; Solidão Compartilhda; A Consoada e muitas outras. Ocupava a cadeira de nº29 na Academia Pernambucana de Letras. Meu poema é mudo meu poema é opaco não te vislumbrem subjacentente entre as palavras que te cercam. Mítico e indecifrável é o poema pelo avesso que te contruo íntima muralha que te construo. Enquanto te pensava um poema se ergueu no chão das minhas mãos ereto e insondável como uma flor noturna. Passaste e me revesti de ti atingiste minha substância íntima: quem me vê não se sabe que está vendo uma parte de ti que me adere. Interira e lúcida perco-me e me revigoro no poema que me recompuseste o teu nome no meu nome com sílabas e vogais acesas. Assina-me sou teu texto

Poemapranto Não há mais lágrimas para chorar. Todas as palavras foram ditas e crestaram
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Poemapranto Não há mais lágrimas para chorar. Todas as palavras foram ditas e crestaram como folhas secas. A dor cresce - dura e forte - como as árvores definitivas. A dor se instala. Os olhos, porém, vêem e assistem e testemunham para além e para aquém da fronteira do homem. Que fazer desta dor? Nossas mãos nos escavam e tentam arrancá-la como a um fruto maldito. - Amigo, que vento mau dispersou o que colhemos juntos? Do sonho, só a semente do Azul ficou. Mil punhais varam os ares: - do homem só restou o que ele não queria."

Poema em Solidão nº9 1º tempo: Elegia - Ai, que hoje te encontro
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Poema em Solidão nº9 1º tempo: Elegia - Ai, que hoje te encontro e te perco hoje. Da noite milenar vens me confessar teu amor dói em mim como um claro punhal. - Vinte vezez possuis a minha alma e me deixas mais-só-na-solidão que nem a mim mais possuo. - Ai, hoje que vens, hoje me deixas, hoje te encontro e te perco hoje..."

Poema em Solidão nº10 ...Olho-te de olhos limpos com minha face lavada e triste
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Poema em Solidão nº10 ...Olho-te de olhos limpos com minha face lavada e triste Olho-te com o rosto da verdade. É chegada a hora do encontro definitivo. Nenhum artifício deverá presidir esse momento em que eu serei tu e estarás em mim. Olhar-nos-emos, então, como se nunca e sempre nos conhecêssemos olhar-nos-emos como se fossemos morrer. Nenhuma palavra será pronunciada porque nos diremos tudo tudo e depressa porque o tempo perdeu as referências ante o amor...

Poema em Solidão nº6 E assim, - tão de repente -
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Poema em Solidão nº6 E assim, - tão de repente - o silêncio habitou em nós. Em solidão Estou (vestida de silêncio) Meu silêncio, eu o construirei como uma torre: palpável e presente o edificarei. ... Entre ti e mim construirei silêncio e o silêncio é a ponte por onde o amor caminha..."