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Frases de Carminha Barreto Campello

69 frases

...Se vens já vou antecipando a vinda e ao chegares me pressentirás no ar claro
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...Se vens já vou antecipando a vinda e ao chegares me pressentirás no ar claro de signos que anunciam a minha espera aflita antechegando e inaugurando o Encontro que virá, quando liberta dos mmil TU com que me encontrarei até chegar a TI eu te encontrarei enfim..."

Poema em Solidão nº3 Ninguém pronuncia meu nome e em tristeza, minhas horas teço.
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Poema em Solidão nº3 Ninguém pronuncia meu nome e em tristeza, minhas horas teço. A solidão nasce, em mim, como uma grande e branca flor. - Meus olhos são dois poentes, - minhas mãos gestos de adeus. A memória se insurge: houve uma aurora. Meus olhos se tingem do apelo do azul. Dúbia me instalo: Palavra e eco divi-dida face no espelho (re)produzida. A rosa dos ventos permanece como estrela única, mas eu sempre restarei. Em silêncio devoro minha dor..."

Poesias do livro O TEMPO REINVENTADO Hoje fui ontem em sua boca,
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Poesias do livro O TEMPO REINVENTADO Hoje fui ontem em sua boca, que num tempo de retorno me fizeram os teus olhos de longes e distâncias. E assim por ser de ontem e não de agora, e muito mais miragem do que VIDA a imagem na tela recomposta no tempo recuado está perdida. Ergo-me agora contra o tempo e contra tu mesmo despedaço os espelhos da memória e grito meu nome sem data eu que fui-sou-e-serei sendo agora. reinvento a imagem que há detrás dos olhos inverto os calendários e sou o Agora."

...E era tudo como antigamente o que ansiosamente nós buscávamos porque de antigamente nos nutríamos
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...E era tudo como antigamente o que ansiosamente nós buscávamos porque de antigamente nos nutríamos e só em antigamente encontrávamos. E assim buscando um tempo que ficara (aprisionando mãos palavras sonhos) e quanto nós quiséramos / amávamos reinventando tudo como antigamente..."

Ciclo da Solidão Aviso:. Esta solidão não é
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Ciclo da Solidão Aviso:. Esta solidão não é somente minha. Nasceu em mim, mas também tu a possues. solidão, bem sabes, não se repartem nem se dividem. Solidões não se somam apenas ficam lado a lado. Gerada em mim, em ti dentro de todos nós gerada o desamparo de nós todos, une."

Dual É tempo de pressa. É tempo de dor.
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Dual É tempo de pressa. É tempo de dor. -Dá-me a chave, ah, dá-me a chave de ti, que nas soleiras te decifro. Inconclusa te necessito para ódio ou para o amor que já me fui e tanto em ti que já não sei se Sou ou És: se falas ouço a minha voz se te estranho a mim repilo e não sei se te amando é a mim que amo. Temo, pois, que morrendo a ti desfaça e se te perco, onde a minha face?

Poema em Solidão nº2 Vem de mim (essencialmente)
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Poema em Solidão nº2 Vem de mim (essencialmente) O que te digo: Estou só e longínqua e vós, vois sois, apenas, os que assistis o passeio da minha solidão. ESTOU e esta Árvore Verde Verde-Vida, que me descobre e me reclama. Quando cessaren todos os apelos, eu serei tranquila e neutra e tomarei o cinza como minha cor. (Mas, que farei dos meus olhos, feridos de sol?) Meus olhos são quietas janelas abertas para a vida, e atrás de meus olhos Sou ante a noite sem resposta..."

Aqui - meu território limitado ao norte e oeste pelos ombros brancos do muro
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Aqui - meu território limitado ao norte e oeste pelos ombros brancos do muro e ao leste por um flamboyant que vomita vermelho do alto de uma cratera acesa no meio de um jardim verdeagrestino incendiado de lavas. Este território onde finquei minhas raízes onde me (mulher) plantaram E me regaram com a água da vida por isso que floresci e hoje sou como uma ilha cercada (de filhos) por todos os lados."

Trago-te uma face magoada trago-te
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Trago-te uma face magoada trago-te a sombra de minha face. A boca guarda em silêncio os gritos interiores e os ocasos se sucedem nos meus olhos. Sinto meus dedos que rompem as grades das janelas e se ferem de azul. Mas as mãos, (que desejariam voar) estão quietas..."

...O dia tomou conta de mim, a luz me torna boa. O dia dói na minha carne. (Ó Senhor, como poderei suportar
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...O dia tomou conta de mim, a luz me torna boa. O dia dói na minha carne. (Ó Senhor, como poderei suportar esse imenso fardo luminoso?) Que farei do meu dia? Que sentido darei a este dourado presente? Abrirei, ao dia, um coração de cristal e ficarei com um arco-íris na minha alma."