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Frases de Carla Marlova

21 frases

Vestiu-se com as cores da esperança Foi dançar... Sua dor ficando pequena. sem lugar.
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Vestiu-se com as cores da esperança Foi dançar... Sua dor ficando pequena. sem lugar. No meio do nada, Sentido-se divertida Para sua plateia querida, Girou num pé só Pintou o sete Arriscou um quadradinho de oito Não deu... Plantou bananeira Fez e aconteceu. A noite já ia alta Ela ofegante, Incansável pensou que já era quase hora de voltar Mas, voltar seria enfrentar as noites frias As tristezas do dia a dia A ingratidão de alguns viventes. No meio dos bichos, se sentia mais humana O corpo acesa chama... Olhou para o céu e fez uma prece Bondoso Deus, não quero ser ingrata Mas eu quero ficar na mata, aqui é o meu lugar.

Nem eram tão lindos os degraus da minha escada, mais rústicos por certo...
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Nem eram tão lindos os degraus da minha escada, mais rústicos por certo... Não haviam flores por lá, mas tinha um corrimão ao meio onde por muitas vezes me segurei depois de longa caminhada. E ao chegar lá no topo, sentava e tinha diante de meus olhos a mais linda vista da cidade. A expectativa sempre era imensa, o coração quase a sair pela boca... A noite, fiel companheira. A lua nem tanto, por vezes chovia, eram esses, tempos felizes... Noites de alegria. O tempo passou, e por lá está tudo diferente. Aqui dentro também... Hoje quando vejo uma escada assim o corpo ainda treme, o nó na garganta costumeiro, fiel companheiro não deixa eu me enganar... Tem coisas que a gente guarda num cantinho qualquer esperando esquecer, mas não tem como, querer nem sempre é poder. Que bom seria poder arrancar o sentimento, jogar fora, ou dar de presente pra alguém sem coração, mas não, não, não... Esse sentimento é meu e por mais que eu fique velhinha, essa dor é só minha, dela eu não abro mão!

⁠Do meu lado vai ter lágrima, riso vai ter companheirismo
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⁠Do meu lado vai ter lágrima, riso vai ter companheirismo e um me deixa sozinha de quando em vez. Vai ter passarinho, gatos e flores no gramado. Vai ter janela aberta, vento na cortina chimarrão na varanda. Vai ter afago beijo de língua, arrepio... Vai ter festa surpresa, piqueniques na beira do rio. Vai ter eu e você elaborando uma receita para não sermos nó. Do meu lado vai ter bolinho de chuva, café passado em cima do fogão... Vai ter dia de sol, e o meu calor para te aquecer nos dias de frio. Vai ter eu andando do teu lado. Vai ter minha mão apertando a tua e a minha alma pra ti sempre nua. Do meu lado...

⁠Andava sem rumo pra ver se um pouco menos amava encurvada sobre seus medos,
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⁠Andava sem rumo pra ver se um pouco menos amava encurvada sobre seus medos, se afogando em águas rasas. Sozinha melhor seria, mas era tão plural... Em dias assim, a poesia lhe escorria pelos dedos brincando de esconde-esconde, talvez ela entrasse neste jogo... Que importa, hoje é só mais um dia depois de domingo...

⁠Trago em mim os dias confusos de inércia e fogo
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⁠Trago em mim os dias confusos de inércia e fogo preso na garganta. A carne, envelhecendo sem pressa ferida aberta feito flor. Nas mãos, alguns amores imperfeitos. No ventre, poemas esperando a hora do parto. Nos meus dedos, nós ainda não desfeitos. Dos olhos escorre um rio lençol sem leito dos meus desejos molhados. Nos meus pés, duas asas, borboleta em constante metamorfose. No meu colo, pedaços de céu e nuvens de algodão doce espreitam a revoada dos pássaros, no nascer dos dias. Tudo são gestos, cores, sons, sabores, algumas dores... uma vigília constante para não esquecer do quanto sou humana. Figura de amor (imper-feita).

⁠Tem gente Que te Leva no bico
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⁠Tem gente Que te Leva no bico No lado De banda De mão Na contramão Tem gente que te leva no ''coração'' No sonho Na imaginação Na asa Tem gente que te leva... E não devolve.

⁠A gente cresce mas não cresce o que está
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⁠A gente cresce mas não cresce o que está dentro da gente que saudade desse tempo de guria que tudo era magia cor e encantamento a gente parecia mais feliz fazia das pequenas coisas grandes acontecimentos hoje vamos ao salão para ficar mais bonitas já nem se usa mais tantos laços, tantas fitas... a tal maturidade vai chegando tudo gira e a ciranda se desfaz já não dá para voltar atras.. O pecado mora ao lado e me sinto a própria Eva mordendo do fruto proibido aos poucos vou me desfazendo dos adereços da meninice e até algumas crendices já não me servem mais Me sinto recém parida e dessa nova vida vou sorver tudo num só gole.

⁠Como são delicadas as chuvas de outono e embora se faça
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⁠Como são delicadas as chuvas de outono e embora se faça um grande mormaço o sol já não está mais tão ofuscante... no vai e vem das ondas o aroma de jasmim azuis fazem meu pensamento viajar para outras paragens outras, planícies... o mar sereno e calmo molhando a solidão desta minha tarde de domingo. Um distante silêncio me persegue... estou cansada de fugir.

⁠É Dela que eu quero falar Não, da Lua não Da Estrela
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⁠É Dela que eu quero falar Não, da Lua não Da Estrela fria Da Estrela caída ao chão Da Estrela vazia Da Estrela sem coração Da Estrela Minguada pela desilusão Da Estrela Descrente Da Estrela outrora Noviça E Cheia de esperanças... É Dela que eu quero falar: Da Estrela Carente...

⁠Quisera eu ter sido Uma bailarina A muitos anos atrás
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⁠Quisera eu ter sido Uma bailarina A muitos anos atrás Teria voado pelos ares Feito um serafim Dado cambalhotas Rodado como um pião Teria Saltado Ficando num pé só Teria tido a graça de uma garça E A leveza de uma folha caindo ao chão... Mas, a vida Me fez um ser diferente Desses seres alados Pois no chão me fez, Com os pés bem fincados. Uma mulher (A-penas)

⁠Mais um dia se finda Com humildade a noite pede licença Para logo ocupar o seu lugar.
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⁠Mais um dia se finda Com humildade a noite pede licença Para logo ocupar o seu lugar. Na mesa da cozinha, Flores emprestadas da postagem de alguém Hão ainda de enfeitar a mesa do jantar. No fogão, borbulhando na panela Uma doce iguaria, Com aroma de cravo e canela. E assim a vida segue... De verdades e algumas mentirinhas Que fazem parte do nosso cotidiano Pois nem só trabalho vive o ser humano.

⁠Colecionava boas intenções, virgulas e borboletas
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⁠Colecionava boas intenções, virgulas e borboletas que já não lhe voavam pelo estomago. Sabia que amor-perfeito era somente o nome de uma flor. Que a fragrância da vida tinha perfume de bondade. Que podia fugir das dores como um girassol em busca de luz. Sabia que a vida podia ser tão confortável quanto um velho pijama. E que o ponto final poderia também ser(...).

⁠A moça dos girassóis dos doces poemas do espírito de flor.
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⁠A moça dos girassóis dos doces poemas do espírito de flor. Gira, gira, gira... Em noites pequenas busca em vão seu príncipe poeta, levado pelo vento num cavalo alado. Gira, gira, gira... A moça e sua sina, nos girassóis encontra abrigo, acariciada pelo vento, sussurrando-lhe segredos. Gira, gira, gira... Ali descansa e arquiteta um novo poema em tributo ao seu poeta. Gira, gira, gira... A moça dos girassóis dos doces poemas do espírito de flor... Gira, gira, gira-só.