Frase de Carla Marlova
Trago em mim os dias confusos de inércia e fogo preso na garganta. A carne, envelhecendo sem pressa ferida aberta feito flor. Nas mãos, alguns amores imperfeitos. No ventre, poemas esperando a hora do parto. Nos meus dedos, nós ainda não desfeitos. Dos olhos escorre um rio lençol sem leito dos meus desejos molhados. Nos meus pés, duas asas, borboleta em constante metamorfose. No meu colo, pedaços de céu e nuvens de algodão doce espreitam a revoada dos pássaros, no nascer dos dias. Tudo são gestos, cores, sons, sabores, algumas dores... uma vigília constante para não esquecer do quanto sou humana. Figura de amor (imper-feita).
No pensador.ai desde