Tenho certeza que me apaixonei...
Não foi pela beleza externa
Pela altura
Ou pela bravura...
Foi pela brandura que seu olhar passa quando fita os meus.
Foi pela essência de uma alma mágica que muitas das vezes me deixa assustada.
Foi pelo jeito bobo de ser, da simplicidade de sorrir.
Da aventura simples implantada no dia a dia temperando o viver.
Tenho certeza que me apaixonei...
Não foi pela beleza externa
Pela altura
Pela bravura...
Foi pelas brincadeiras em dias chatos de segunda-feira.
Foi pelas mãos quentes na minha nuca que me deixa tonta, entregue a sua loucura.
Foi pelos inúmeros beijos intensos dado na marra que em menos de um segundo lá estava eu, embriagada, apaixonada.
Me apaixonei.
Não me lembro de ter sentido nada parecido por um outro alguém,
Assim como sinto por você, quando estou livremente nos seus braços.
Eu arrisco o risco no papel.
Não quero fazer feio
Nem bonito para agradar todos.
Risco o que brota da minha emoção,
Seja a mesma certa ou não.
Se saem palavras edificantes...
Risco.
Se saem palavras cortantes...
Risco.
Se saem palavras melancólicas, agonizantes...
Risco.
Se saem palavras de amor...
Risco.
Vivo correndo riscos...
Gosto de viver e escrever arriscando
Pronto! Risquei.
Não me olhe assim hoje...
Me olhe assim para sempre!
Quero ser sua veemente...
Sem nenhuma corrente de azar.
Quero ficar...
Anseio me dar de presente a você.
Sem teoria, sem maresia, expulsar a ironia.
Respirar sempre seu ar... Minha poesia.
Meu travesseiro sabe...
Sabe de tudo do meu mundo...
Ninguém entende,
E até invejam minha vida descente.
Tolice dos bobos.
Mal sabem que eu sou pessoa carente com todos os dentes,
Com teto e saúde.
Pessoas bonitas,
Com dentes,
Teto e saúde...
Não podem ser sofridas?
Quero apenas confetes de alegria...
Para colorir meu rio de lágrimas por um dia.
Aquelas gotas de chuva que caíam
Simbolizaram o céu do nosso beijo, do nosso amor.
Os anjos, suas trombetas tocaram...
Num ritmo forte, ao mesmo tempo suave,
Unindo num compasso perfeito nossos corpos molhados.
Tudo ficou em câmera lenta...
Eu só via você,
Você, só a mim, via.
Hoje a chuva que cai...
Cai miudinha de saudade daquela tarde rosa, chuvosa...
Que embalou para sempre nossa prosa.
Sou vítima do amor...
Desde que fiquei moça o danado nunca mais largou-me os passos.
Ele sempre está presente, sempre em versos diferentes.
Sentir o amor é coisa boa...
Coração acelera,
Treme-se as pernas,
O riso sai natural.
Olhar para o amor que você sempre quis e sonhou, emociona...
Ao mesmo tempo perturba, causando insônia.
Vai que a vida nos prega uma peça
Levando nosso amor as pressas?
Vou colocar minha dor
Estampada num jornal...
Será que você leria,
Um pedaço de mal?
Essa notícia é passageira
Noutro dia sempre acordo inteira, cheia...
Cheia de disposição
Rasgando o tédio sem autorização.
Leia a primeira notícia
Todo mundo gosta de melancolia...
O charme está nas entrelinhas.
Mas será que você leria,
Um pedaço de alegria?
Olhar para o amor que você sempre quis e sonhou, emociona...
Ao mesmo tempo perturba, causando insônia.
Vai que a vida nos prega uma peça
Levando nosso amor as pressas?
Não quero o tudo imaturo
Sem essência...
Tomado por um encantamento traiçoeiro,
Quero o desordeiro de alma genuína,
Sem muita rima na ponta da língua.
Com muita rima no coração,
Explodindo na boca um beijo de paixão.
Meu coração é apertadinho...
Bem no fundo do lago negro
Dos meus expressivos olhos,
Nada a tristeza, boia a solidão.
Mesmo com minhas marcas...
Já decidi! Vou continuar...
Preciso continuar
Continuar a sonhar.
A força e a intensidade desse amor me libertaram...
Tiraram-me da escuridão aonde não tinha emoção.
Só havia ruídos e escuridão...
Eu me encontrava ferida e distraída...
Mas você me achou,
Uma vez me olhou, logo se enamorou.
Anjo bom que veio para reunir meus pedaços que se encontravam no chão...
Quero sempre te ter em meu coração...
E na sua mão, virar instrumento de paixão.
Estou me descobrindo...
me sentindo...
Entrando em contato com meu eu...
Normal para as pessoas, estranha para mim...
Difícil de decifrar e impossível não amar...
Eu fiz o que toda criança faz:
Brincar.
Eu fui o que todo adolescente é:
Rebelde.
Hoje eu faço poesia,
Rimo minha vida,
Decoro meu coração,
Me peço perdão.
Não quero "o tudo".
Talvez o tudo que acham tudo
Não é o tudo que busco.
Não é o tudo que vejo.
Se pegarem qualquer tudo,
Dando-me de mão beijada,
Fujo, pirraço, xingo...
Mas não me rendo.
Quero travessia...
Quero vasculhar o túnel
Da minha alma cheia...
Jogar fora o que não presta,
Plantar flores na minha floresta.
Rasgar o velho,
Pintar o novo,
Conquistar meu céu...
Ver estrelas cair
Se equilibrando no mar.
Não quero o tudo imaturo
Sem essência...
Tomado por um encantamento traiçoeiro,
Quero o desordeiro de alma genuína,
Sem muita rima na ponta da língua.
Com muita rima no coração,
Explodindo na boca um beijo de paixão.
Sou farta em bondade,
Meu corpo todo é extremidade,
Exalo naturalmente minha fertilidade...
Os sentimentos estragados que no meu coração,
Vagavam...
Quando alerta!... Bloqueio a entrada.
Faço pouco caso... E aos poucos, estão morrendo a míngua.
Nos descaminhos da vida tiveram espinhos.
E sozinha me deparei com moinhos e sai do alinho.
Mas tive sorte de encontrar alguém sincero que por mim tinha esmero.
E pelas estações da vida, fui galgando e sonhando, com meu coração vibrando... buscando a utopia real que é celestial.
E o que era controverso, virou verso, poesia que encanta e os males espanta.
E em todas as alvoradas me torno sua eterna namorada...
Nossa essência é divina, me pego a sorrir feito menina, que cresceu fortalecida.