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Frases de Bruno Fernandes Barcellos

178 frases

Uma palavra pode ser grande como "sol" ou pequena como "formiguinhas". As palavras possuem lógica própria. Peso, tamanho, profundidade, tempo e intensão.
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Uma palavra pode ser grande como "sol" ou pequena como "formiguinhas". As palavras possuem lógica própria. Peso, tamanho, profundidade, tempo e intensão. Por isso as pessoas se formam em palavras em toda sua necessária imprecisão.

Namore sem pressa para casar. O namoro é o período de germinação de uma relação, em que cada um se desenvolve com erros e acertos e pode assim construir uma relação responsável e afetiva. É no namoro que algumas regras são estabelecidas, acordos são concebidos.
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Namore sem pressa para casar. O namoro é o período de germinação de uma relação, em que cada um se desenvolve com erros e acertos e pode assim construir uma relação responsável e afetiva. É no namoro que algumas regras são estabelecidas, acordos são concebidos. Por isso namorar também é um desafio, afinal ninguém vem pronto para um namoro, mesmo que já tenha namorado antes. Pois cada casal, cada relação, possui uma dinâmica única, e sempre precisará de ajustes. Nada estará pronto, nunca... Será um processo contínuo de aprimoramento, de conhecimento e reconhecimento, das qualidades, dos encantamentos, mas também dos defeitos, das desilusões. E sim, as desilusões são fundamentais para uma relação responsável. Quando deixamos de fantasiar o outro e o enxergamos de forma mais realista é que podemos descobrir se o amor aguenta. E acima de tudo, mesmo que o amor aguente, é preciso um pouco mais que amor para sustentar uma relação. É preciso respeito, admiração e parceria. Por isso costumo dizer que me casei com alguém que suporta os meus defeitos. (Risos) Já que gostar das qualidades é fácil, difícil é encontrar alguém que os defeitos valham a pena.

Pais confiáveis e a não-omissão. Frequentemente ouço de pais e mães que às vezes omitem algumas coisas dos seus filhos, pois eles não estão prontos para lidar com a verdade. Omitem raiva, tristeza, decepções e às vezes até alegrias, sejam no âmbito profissional, no relacionamen…
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Pais confiáveis e a não-omissão. Frequentemente ouço de pais e mães que às vezes omitem algumas coisas dos seus filhos, pois eles não estão prontos para lidar com a verdade. Omitem raiva, tristeza, decepções e às vezes até alegrias, sejam no âmbito profissional, no relacionamento do casal, ou com o próprio filho ou filha. Como se "fingir" que está tudo bem não fosse uma mentira. Existem também os pais mágicos que desaparecem quando um desconhecido liga ou aparece de surpresa e pede para os filhos dizerem que não estão, mas são os que mais exigem a "verdade" dos filhos. Ou os que exigem que os filhos sejam responsáveis, mas eles mesmos não chegam no horário marcado, não cumprem com os acordos pré-estabelecidos... Ser confiável envolve coerência, envolve ter atitudes compatíveis com seu discurso. E quando não for possível, quando algumas situações sociais nos pedem "diplomacia", que se assuma esta necessidade diplomática, mas não force seus filhos a acreditarem que está sendo espontâneo, pois não os enganarão. Ser confiável não significa falar tudo, mas sim, assumir que nem tudo pode ser dito. Ser confiável não é ser um pai ou mãe exemplar, pois todos erram, mas a confiança está em assumir que errou pedir desculpa com o compromisso de evitar errar de novo pelo mesmo motivo. Se deseja construir uma relação de confiança, nada de ameaças sobre homens do saco, sobre largar a criança sozinha, ou que vai embora de casa se seu filho não fizer o que ordenou... A não ser que possa cumprir cada uma dessas ameaças, você terá ensinado a seu filho que você é um grande mentiroso. E acima de tudo, a confiança, assim como a honestidade, só funciona em mão dupla. Se não confiar nos seus filhos, em suas ideias, capacidades e possibilidades, não espere dele nada diferente do que lhe tem oferecido.

Não existe modo fácil. Uma vida que valha a pena custa cada segundo do seu tempo. Pode gastar se lamentando, ou aprimorando o seu talento.
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Não existe modo fácil. Uma vida que valha a pena custa cada segundo do seu tempo. Pode gastar se lamentando, ou aprimorando o seu talento. Aguardar um boa chance ou criar o seu momento. Procurar por uns culpados. Ou ser protagonista do seu intento. Dos círculos sociais colherá sua semente. Vicioso ou virtuoso, dependerá da sua mente.

Sobre expectativas. Não é raro nos percebermos esperando... Um gesto, uma palavra, uma defesa ou um reconhecimento.
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Sobre expectativas. Não é raro nos percebermos esperando... Um gesto, uma palavra, uma defesa ou um reconhecimento. Criamos lindas fantasias sobre como o outro deveria ser, sobre os valores que deveria ter, ou sobre as belezas que deveria apreciar. Quanto mais ao outro amamos, mais dele esperamos. Pois amar, é ansiar pelo amor do outro, e por isso tantas vezes ao outro endereçamos as carências embrulhadas em mimos e presentes. Nesta doce ciranda, sempre haverá um pedaço amargo, um espaço não preenchido, não correspondido, que assim pode ser lido como não-amado. O desafio é construir amores, consciente do espaço amargo, com falhas na correspondência, mas que por respeito às diferenças, sabedoria dos limites, amaremos o outro com o reconhecimento de um espaço que não pode ser amado.

Poderia falar com o responsável? É sobre a sua vida mesmo, mas gostaria de falar com o responsável. Lembra quando te ofereci um trabalho, não ganharia muito no começo mas tinha potencial de melhorar, você me disse que não dava pra trocar o certo pelo duvidoso.
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Poderia falar com o responsável? É sobre a sua vida mesmo, mas gostaria de falar com o responsável. Lembra quando te ofereci um trabalho, não ganharia muito no começo mas tinha potencial de melhorar, você me disse que não dava pra trocar o certo pelo duvidoso. Aquele amigo que te apresentei, gente boa... Você disse que não dava pra se relacionar com um cara divorciado e com filhos. Aquela vez que fomos à praia e te chamamos, você disse que tinha que limpar a casa. E aquele dia lá no trabalho que surgiu uma vaga pra ganhar mais e você não se candidatou porque não acreditava que iriam te escolher. Várias vezes te chamei pra tentar algo diferente e você fez as mesmas escolhas e sempre colocando a responsabilidade nos outros, ou não iriam te aceitar, ou a situação era muito arriscada, ou iria ser muito difícil. Você sempre deu desculpas para não tentar. Bom, vim aqui mais uma vez falar com você, será que está valendo a pena estas suas escolhas? Fazendo as mesmas escolhas já colheu algum resultado diferente? Será que não está na hora de tentar algo novo? Pense nisso e quando puder me procure. Ass: Sra. Oportunidade.

Sobre a importância de falhar para não falir. Veja bem, a falência ocorre onde uma empresa ou sociedade comercial se omite em cumprir com determinada obrigação patrimonial e então tem seus bens alienados para satisfazer todos seus credores. Trazendo para o campo mais subjetivo,…
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Sobre a importância de falhar para não falir. Veja bem, a falência ocorre onde uma empresa ou sociedade comercial se omite em cumprir com determinada obrigação patrimonial e então tem seus bens alienados para satisfazer todos seus credores. Trazendo para o campo mais subjetivo, falimos quando perdemos a capacidade de atuação no casamento, na relação profissional e também com os filhos, falimos quando perdemos a capacidade de atuação em relação ao outro. Quando pensamos no campo comercial a falência se relaciona em especial com as finanças, mas a falência nas relações humanas se relaciona aos valores. Quando um homem entra em falência para sua mulher, ele perdeu seu valor ou sua capacidade de representar algo para ela, e assim o contrário. Quando um filho não considera mais o pai ou a mãe é porque eles perderam o valor para este filho. Assim sendo, é preciso falhar, é fundamental atuar com o reconhecimento das vezes em que se erra, da impossibilidade tanto da perfeição como da satisfação plena. Isto está campo do reconhecimento dos limites e acima de tudo, da possibilidade de dizer "não" para o outro. De colocar um limite, tanto do que é possível, como do que é desejado. Mesmo que isto traga desentendimentos e discussões, o outro não é obrigado a nos compreender e também nem sempre será capaz, assim como nós também não iremos compreendê-lo sempre. Estas falhas, quando trabalhadas e reconhecidas na relação, e com o auto-respeito sobre suas vontades e limites possibilitam superar as crises e vivenciar uma relação mais feliz. Senão, estará frequentemente colocando seus bens alienados ao outro, falindo relação após relação, em uma falência sem fim.

Bang Bang de final de ano. Vem com a sidra e a rabanada Chega e traz pra mim
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Bang Bang de final de ano. Vem com a sidra e a rabanada Chega e traz pra mim O Chester do Natal requentado Que eu to sem dindin Aham, aham, aham... Aham, aham, aham... (Bang) O ano tá acabando para você Sem dinheiro pra sobreviver O arroz do Natal terá que multiplicar Vai misturar Então tem, a farofa e um salpicão E o Tender não acabou não Mas se quiser, tem que requentar E desinfetar E pra situação piorar Tem a tia pra jantar Que vem feliz perguntar, se você tá namorando. E não pode faltar O tio que adora a sidra Fazendo piadinha com o pavê De morango Vem com a sidra e a rabanada Chega e traz pra mim O Chester do Natal requentado Que eu to sem dindin Aham, aham, aham... Aham, aham, aham... Bruno Fernandes Barcellos

Inteligência emocional ou responsabilidade afetiva. Se popularizou a ideia de que temos diversas inteligências e que precisamos desenvolvê-las, em especial a inteligência emocional. No entanto, em minha experiência clínica, vejo que as pessoas conseguem ser inteligentes, mas ne…
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Inteligência emocional ou responsabilidade afetiva. Se popularizou a ideia de que temos diversas inteligências e que precisamos desenvolvê-las, em especial a inteligência emocional. No entanto, em minha experiência clínica, vejo que as pessoas conseguem ser inteligentes, mas nem sempre são responsáveis. Conseguem saber o que deveriam fazer, mas não conseguem escolher o que fazer. O problema é a falta de inteligência, ou a dificuldade em se comprometer? É dificuldade em conceituar um comportamento ou em tomar consciência do que sente e do que deseja? Em geral pessoas muito inteligentes pensam demais, questionam demais, duvidam demais, e vivem de menos. Elas não sofrem de burrice emocional, elas sofrem da dificuldade em renunciar a uma opção. Sofrem em escolher A e perder B, pois elas não querem perder nada e ficam com suas teorias medindo, avaliando e buscando aquela opção perfeita, que não existe, mas que a dúvida faz com que continuem perseguindo essa deliciosa fantasia. Para o afeto é preciso afetividade e não inteligência, é preciso entrega e não cálculo, é preciso abrir mãos das réguas e das regras pre-estabelecidas, pois afeto é construção, e cada relação se constrói de maneira singular. Desta maneira, estamos falando de responsabilidade afetividade, você responde pelo afeto que doa e também responde com o que faz com o afeto que recebe. Faça sua escolha, mas lembre-se a responsabilidade é toda sua.

Acolher não é encolher. Acolher é dar colo, amparo, suporte, carinho, cuidado... É abrigar o outro em seu peito. Ao longo da vida todos precisamos de colo, de alguém a quem buscar para suportar os mal-tratos da vida.
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Acolher não é encolher. Acolher é dar colo, amparo, suporte, carinho, cuidado... É abrigar o outro em seu peito. Ao longo da vida todos precisamos de colo, de alguém a quem buscar para suportar os mal-tratos da vida. Mas é muito importante escolher bem a quem vai evocar, a quem vai pedir ajuda. Assim como é um desafio ofertar colo sem que caiamos na armadilha de queremos ser tutores do outro. Por isso, cuidado para não permitir se encolhido pelo outro, que em sua tentativa de acolher, lhe pode as ousadias, lhe nomeie incapaz, lhe corte a capacidade de arriscar de novo. Por isso, cuidado para não fazer do abraço um moedor de sonhos, que na tentativa de ajudar a superar, o ajude a desistir, a não tentar, a ter horizontes mais curtos. A vida pode ser longa ou curta dependendo da intensidade do caminhar. Das formas que se levanta dos tombos que a vida nos da. Colo é abrigo, mas diariamente precisamos sair ao sol para semear, capinar, flor e ser...

Nomear é limitar. Sempre que dizemos o que aquilo é, estamos delimitando seu existir. Um nome é uma definição, e tudo que está definido está limitado.
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Nomear é limitar. Sempre que dizemos o que aquilo é, estamos delimitando seu existir. Um nome é uma definição, e tudo que está definido está limitado. Mas o limite é apenas uma palavra, que não dá conta de segurar todos os sentidos do mundo. E o sentido às vezes é tato, às vezes é som, às vezes uma temporária conclusão. No entanto o nó é tanto, que algo sempre escapa. A capa de chuva que já foi usada. Algo sempre ultrapassa. A uva do natal que ficou guardada. Algo sempre amarela. O amor que em mim escapa, e ultrapassa as definições na direção dela.

E se der errado? Você já deve ter duvidado ou conhecido alguém que duvidou, que por medo não arriscou. Ou até tentou com pouco empenho, pois não acreditou. Seja no esporte, no trabalho ou no vestibular. O medo de fracassar, de ser incompetente ou incapaz, sempre participa quand…
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E se der errado? Você já deve ter duvidado ou conhecido alguém que duvidou, que por medo não arriscou. Ou até tentou com pouco empenho, pois não acreditou. Seja no esporte, no trabalho ou no vestibular. O medo de fracassar, de ser incompetente ou incapaz, sempre participa quando tudo depende apenas de você. Então fica a dica, não alimente sua crítica, não fortaleça seus medos, eles existem mas não são maiores que você. Fracasso não é uma tentativa sem êxito, fracasso é a ideologia que te guia, quando você não se vê capaz de acreditar em você. Insucesso é quem deixa a vida passar pela janela, sem ousadia de buscar, de sonhar, de tentar e errar. Incapaz é quem só tenta o que pode dar certo, optando pelos menores riscos e as menores jogadas, pois este não desenvolveu a capacidade de amar. Amar (se) é se arriscar a dar errado, é investir no que te motiva, no que te afeta, é buscar razão para estruturar uma paixão, é assumir os riscos e tentar se preparar para eles, é ter consciência do desafio e não recuar, ainda sim e somente assim, valer a pena!

Responsabilidade afetiva e procrastinação. Parece óbvio, o sofrimento da humanidade se baseia na necessidade de fazer escolhas e portanto perder algo. Mas dentro de uma formação que tensiona para o intelecto, fazer escolhas se torna cada vez mais sofrível. Procrastinar é o comp…
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Responsabilidade afetiva e procrastinação. Parece óbvio, o sofrimento da humanidade se baseia na necessidade de fazer escolhas e portanto perder algo. Mas dentro de uma formação que tensiona para o intelecto, fazer escolhas se torna cada vez mais sofrível. Procrastinar é o comportamento de adiar, de deixar para depois. Podemos pensar vários fatores que levam a isso, mas destacaria o excesso de exigência. Veja, não existe escolha com 100% de garantias e isso envolve suportar algum risco. Quando colocamos toda a expectativa para que alguém seja inteligente e faça "boas" escolhas, sem que haja um desenvolvimento da responsabilidade afetiva, é comum um enclausuramento na bolha da procrastinação. - Vou esperar mais um pouco para ver se consigo fazer melhor. - pensar melhor. - planejar melhor. E assim não se faz nada, não se arrisca nada, e não se escolhe nada, em uma fuga do desafio de escolher, acertar ou errar, e arcar com as consequências. Um procrastinador pode ser alguém com grande dificuldade em suportar a falha, o insucesso, a cobrança, e o desapontamento do Outro. A ironia é que sua estratégia para fugir da cobrança, muitas vezes, o leva a ser cobrado por sua inércia. A maioria das pessoas que procrastinam não sabem dizer o motivo do seu comportamento e também possuem alguma área da vida que conseguem desenvolver sem tanta procrastinação, mas durante o processo terapêutico, sendo convidado a pesquisar sobre sua própria história, alguns podem identificar elementos que levam ao adiamento/atraso. E o grande desafio é desenvolver uma estrutura que o possibilite viver com maior responsabilidade afetiva, fazendo investimentos (intelectuais, afetivos, financeiros), considerando e suportando alguns riscos, perdendo e ganhando, mas acima de tudo respondendo por suas ações, planejadas ou não, querendo ou sem querer querendo.

Tirei o dia para "turistar", não sei se a palavra já foi catalogada, mas poderia ser definida como ato de olhar o mundo com curiosidade, observando os detalhes como se fosse a primeira vez. E para turistar não há limites de distância, de novidade ou de custos, basta mudar apenas…
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Tirei o dia para "turistar", não sei se a palavra já foi catalogada, mas poderia ser definida como ato de olhar o mundo com curiosidade, observando os detalhes como se fosse a primeira vez. E para turistar não há limites de distância, de novidade ou de custos, basta mudar apenas o valor que atribui as coisas que vê, e a beleza do seu olhar. Se não enxerga graça nas experiências por perto, e acredita que precisa ir longe para encontrar beleza em algum lugar, talvez seja você que precise mudar.

Responsabilidade afetiva e procrastinação. Parece óbvio, o sofrimento da humanidade se baseia na necessidade de fazer escolhas e portanto perder algo. Mas dentro de uma formação que tensiona para o intelecto, fazer escolhas se torna cada vez mais sofrível. Procrastinar é o comp…
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Responsabilidade afetiva e procrastinação. Parece óbvio, o sofrimento da humanidade se baseia na necessidade de fazer escolhas e portanto perder algo. Mas dentro de uma formação que tensiona para o intelecto, fazer escolhas se torna cada vez mais sofrível. Procrastinar é o comportamento de adiar, de deixar para depois. Podemos pensar vários fatores que levam a isso, mas destacaria o excesso de exigência. Veja, não existe escolha com 100% de garantias e isso envolve suportar algum risco. Quando colocamos toda a expectativa para que alguém seja inteligente e faça "boas" escolhas, sem que haja um desenvolvimento da responsabilidade afetiva, é comum um enclausuramento na bolha da procrastinação. - Vou esperar mais um pouco para ver se consigo fazer melhor. - pensar melhor. - planejar melhor. E assim não se faz nada, não se arrisca nada, e não se escolhe nada, em uma fuga do desafio de escolher, acertar ou errar, e arcar com as consequências. Um procrastinador pode ser alguém com grande dificuldade em suportar a falha, o insucesso, a cobrança, e o desapontamento do Outro. A ironia é que sua estratégia para fugir da cobrança, muitas vezes, o leva a ser cobrado por sua inércia. A maioria das pessoas que procrastinam não sabem dizer o motivo do seu comportamento e também possuem alguma área da vida que conseguem desenvolver sem tanta procrastinação, mas durante o processo terapêutico, sendo convidado a pesquisar sobre sua própria história, alguns podem identificar elementos que levam ao adiamento/atraso. E o grande desafio é desenvolver uma estrutura que o possibilite viver com maior responsabilidade afetiva, fazendo investimentos (intelectuais, afetivos, financeiros), considerando e suportando alguns riscos, perdendo e ganhando, mas acima de tudo respondendo por suas ações, planejadas ou não, querendo ou sem querer querendo.

Relacionamentos não acabam por falta de amor. A cultura romântica nos fez acreditar que o amor é condição para tudo dar certo. A vida, os relacionamentos e a experiência clínica nos mostram que na pratica a teoria é outra. Pergunte a um pai ou mãe recente como foi a construção…
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Relacionamentos não acabam por falta de amor. A cultura romântica nos fez acreditar que o amor é condição para tudo dar certo. A vida, os relacionamentos e a experiência clínica nos mostram que na pratica a teoria é outra. Pergunte a um pai ou mãe recente como foi a construção da relação com seu filho, se o sentimento de amor foi imediato a saber da gestação, se foi no parto ou se é um processo em continua construção? Pergunte a um casal com mais de 30 anos de casados se o amor está firme e forte todo os dias da relação? Pergunte a um universitário ao fim da graduação, se o que ele aprende ainda lhe da tensão? Relacionamento é suor, trabalho e dedicação, é decisão de construir e manter esse amor, contornando e enfrentando os obstáculos e não apenas amando de pires na mão. Respeito, cuidado e consideração, vontade debate e concessão, lutar por algo pode resultar em amor ou em frustração, mas não há caminho outro senão a implicação. É a forma de se relacionar que nutre o amor e não o amor que nutre a forma de se relacionar, pois a maioria das relações acabam com dor para todos os lados, pois elas terminam mas o amor não.