Pular para o conteúdo

Frases de Bruno Felix

7 frases

Poda: Era uma roseira diferente: Seus espinhos brotavam para dentro
Continuar lendo

Poda: Era uma roseira diferente: Seus espinhos brotavam para dentro Ninguém os via Ninguém os tocava Ninguém os sabia E a roseira, na tentativa de gritar Abria rosas indescritíveis Em noites de lua, sonhava podas Todas bem rente ao chão Mas ninguém a podava Abriram espaço em seu jardim Para que todos a contemplassem Conheceu a solidão Seus espinhos cresciam A dilaceravam por dentro A cada nova estação E ela gritava dezenas de rosas Uma lágrima em cada botão Quando afagavam seu caule liso Ela se contorcia de dor Sentia os espinhos cravando Queixava-se abrindo outra flor Um dia, os espinhos já grandes Formaram nódulos pelo seu corpo Uma espécie de tumor Cansada, não abriu flores Podaram-na rente ao chão E ela conheceu um pouco Daquilo que é não ter dor Quis mostrar uma folha ao sol Mas a coragem faltou Recusou a água Recusou o adubo Rejeitou a terra A mesma terra que a criou Ali desapareceu E todo o jardim se abriu em flor.

Salmos Compilei no meu peito Todas aquelas palavras
Continuar lendo

Salmos Compilei no meu peito Todas aquelas palavras Que funcionam melhor Ao pé do ouvido E as transformei em orações Tão sagradas Que os deuses ainda Hão de escutar Quando eu as disser Em voz baixa Dentro da tua boca Tocando-te o céu Enquanto De olhos fechados Contemplaremos O nascimento De alguma Estrela

Quem vai quebrar o silêncio Quando nosso peito calado pela distância Sentir que há tempos já não tem voz?
Continuar lendo

Quem vai quebrar o silêncio Quando nosso peito calado pela distância Sentir que há tempos já não tem voz? Qual de nós dará o primeiro passo Em uma corrida rumo ao abraço Com braços atados por tantos nós? Após a tempestade e alguma deriva Será apenas o rancor quem flutua? Ou será que a tua pele Ainda navega tão viva Procurando a minha carne Qual a minha busca a tua? Quem vai quebrar o silêncio Quando nossa voz tingir-se de rouca E o brilho dos olhos de escuridão? Talvez os corpos falem sozinhos E cada um quebre o próprio silêncio Fazendo das tripas alguma canção.

"Mas a dor e o sofrimento são inevitáveis na vida, Antônio. No parto há dor. Quando os dentes de um bebê rompem a gengiva, há dor. Quando somos impedidos de realizar algo para força maior, encaramos o sofrimento. Um dia sofremos de amor, em outro, sofremos a perda de pessoas quer…
Continuar lendo

"Mas a dor e o sofrimento são inevitáveis na vida, Antônio. No parto há dor. Quando os dentes de um bebê rompem a gengiva, há dor. Quando somos impedidos de realizar algo para força maior, encaramos o sofrimento. Um dia sofremos de amor, em outro, sofremos a perda de pessoas queridas. Dor e sofrimento fazem parte da vida, e o segredo está em como você consegue lidar com isso. Quer saber de uma coisa? São nos momentos de sofrimento que as pessoas mais se aproximam uma das outras. Não seria essa uma utilidade à nossa existência?" Trecho do livro "A Menina e o Equilibrista"

É urgente olhar para o céu Com a inocência de um animal Negligenciar os saberes astronômicos
Continuar lendo

É urgente olhar para o céu Com a inocência de um animal Negligenciar os saberes astronômicos E medir as estrelas apenas Com nossos olhos Tão pequenas Em nosso enfoque É preciso Pensar na lua sem compreendê-la E reaprender aquela Admiração natural Deixar de lado o conhecimento É urgente olhar para cima Com nossos olhos de bicho Para depois olharmo-nos De frente Dentro dos olhos Com o sentimento puro De imensidões de almas Que se sabem em corpos Tão pequenos Feito as estrelas no céu