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Frases de Bruno Beranger

41 frases

E você voltou pro meu mundo Antes de eu te esquecer Fazendo eu mudar tudo
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E você voltou pro meu mundo Antes de eu te esquecer Fazendo eu mudar tudo Por causa de você Esse teu chamego Já dominou as minhas palavras Você conquistou Não aguento mais amar você Esse amor só sabe machucar Não aguento mais sofrer Mas não paro de amar Já tentei de tudo Pra te esquecer Já briguei com o mundo por causa de você Mas hoje eu entendo O que eu posso fazer? Se o coração insiste Insiste em você....

Incômoda Insônia. Por que eu não te conheci antes? Por que não te conheci quando todos os problemas possíveis me cercavam?
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Incômoda Insônia. Por que eu não te conheci antes? Por que não te conheci quando todos os problemas possíveis me cercavam? Por que não gritei seu nome em alto-falantes? Por que te conheci só agora quando todas as coisas melhoraram? Antes de dormir me pergunto isso todos os dias. E tenho a mente dominada por torturantes utopias. Você é uma dessas, que constantemente me tortura. Surgiu-me como sonhos que minha mente, aberta, costura. Meu eu era estático, sempre tinha a certeza que nada iria acontecer. Mas fui descoberto por você e como num jogo paguei para ver. É confuso, meu desalento. Te conheci quando tudo era tão sórdido, quando não havia firmamento. Para minha surpresa você apareceu do nada e revirou tudo que achou pela frente em minha vida. Ao invés de curar, aumentou minha ferida. Deixou todos meus pensamentos obsoletos e infindáveis. Transformou minhas certezas absolutas em dúvidas insustentáveis. Conscientemente eu deveria te odiar Deveria te odiar por revelar meus segredos e me revirar Inconscientemente não nasci para te contrariar Inconscientemente fui feito somente para te amar.

Revés Obscuro. Dona da beleza, que destreza. De tabela é dita bela por todos.
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Revés Obscuro. Dona da beleza, que destreza. De tabela é dita bela por todos. Vende flores como mendiga? Diga-me. Como suturas a tristeza se anda por ruas escuras? Em Londres, talvez? Bem longe quem é você? Revés... Astuta, quem és tu quando ninguém está vendo, menina matuta? Em busca de uns trocados se faz a noite inteira. Maldita tua presença nestas noites rotineiras. Nas noites se conhece, assim como a lua conhece a noite e se escurece. Faz dupla, sempre culta, sente culpa. Desculpas sempre são tuas, Quão certa são suas certezas sempre absolutas? E se em noites desconhece, diz que não conhece um alguém tão culto. Mas cultiva a mente altiva pra conhecer o oculto. Incrível tua capacidade de descobrir, cobrir, despir, sentir, mentir. Meu martírio, Colírio, aos meus olhos Coleira, para meu pescoço. Sadraque? Mesaque? Abednego? Abstenho-me de tudo e nego, mas pergunto. Será que és mesa que estendo minha toalha? Quem será que irá para a fornalha?

Amarga Deixa. Quando tu foste embora, engoli a tua deixa como se ela fosse um pão amanhecido. Minha mente fantasiava teu corpo como quem pinta uma aquarela.
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Amarga Deixa. Quando tu foste embora, engoli a tua deixa como se ela fosse um pão amanhecido. Minha mente fantasiava teu corpo como quem pinta uma aquarela. Tuas curvas eram desenhadas em minha mente como se fosse o autódromo de Interlagos. Teu perfume era lembrado tal qual o cheirinho do almoço que mamãe fazia aos domingos. Meus sonhos continuaram os mesmos, só os tive deitado em diferentes travesseiros. Continuei ouvindo a música que era a doce melodia aos teus ouvidos, era ela que me despertava todas as manhãs. Aprendi a falar em sussurros quando tarde notei. Que você sempre gostou do barulho que o silêncio faz. Escrevi cartas a mão em minha mão pra você sentir. Em cada letra minha um pedaço do meu corpo. Oh! Quão suave é sintonizar na estação das coisas bonitas que tem em você. Ainda ando te esperando sem cobrar nada. Ainda te recito mentalmente meus esboços que foram rascunhados à hora zero. Demonstrei meu afago te presenteando com um ósculo. Qual teu corpo me agradece silenciosamente até hoje. E depois desta melancólica e precoce partida. Você voltou aos meus braços sem ao menos partir. Somente para descobrir que: Comigo o amor mora em detalhes.

Madrugada Calada. É na madrugada gelada Que a alma toda enciumada
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Madrugada Calada. É na madrugada gelada Que a alma toda enciumada Disputa espaço com o vento. É em plena madrugada Quando a cidade descansa Que a alma se sente livre Em versos fala e canta Em passos anda e dança. É em plena madrugada Que caça como um tigre É no começo da jornada Que ela brilha feito um Alpivre.

Lembrar de te esquecer. Ainda que eu não quisesse ter Nessa casa ainda tem muito de você
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Lembrar de te esquecer. Ainda que eu não quisesse ter Nessa casa ainda tem muito de você Um ano depois de você me deixar, grande estupidez Nem o cheiro do seu perfume eu consigo esquecer. Desde o dia que te conheci Meu mundo se encantou e me iludi Mas agora que você foi embora Não consigo aceitar essa falta matadora. Quando me olho no espelho sem você Nessa hora entro em desespero Pego uma carta, uma foto sua E me lembro do teu jeito. Você ir fez tão uma bagunça em mim Desde que foi embora me tornei outro alguém E eu nem sei por que é que estou assim Só consigo pensar porque você não vem. Só pra você saber Até as paredes cinzentas Lembram-me de você E tão difícil tentar te esquecer. Isso não estava nos meus planos Pode ser que demore um dia Quem sabe a vida toda A eternidade ou talvez um ano. Disso você tem que saber Eu te amo e sem você não sei viver.

Querido Cobertor. Cobertor querido Companheiro meu de muitas invernadas
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Querido Cobertor. Cobertor querido Companheiro meu de muitas invernadas Minha alma já cansada Encontra um refúgio no seu aquecer. Cobertor bendito Já correu comigo por muitas estradas Presente se encontrava E pronto estava para me envolver Passei noites em claro Pensando em tudo, olhando pro nada Nas altas madrugadas Esteve comigo e viu meu sofrer. Cobertor velhinho Sempre foi para mim coisa iluminada Em prontidão estava Se eu precisasse me proteger. Cobertor meu caro. Sei que isto daqui não significa nada. Mas eu precisava uma homenagem Pra te agradecer.

De diem in diem (dies secundus). O silêncio me afronta e me atormenta a alma Então sinto você aqui e minha dor se acaba
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De diem in diem (dies secundus). O silêncio me afronta e me atormenta a alma Então sinto você aqui e minha dor se acaba O silêncio me intriga, minha boca cala O coração fica em aperto E suas lembranças invadem minha mente Nada blindada. E a solidão de tão cruel O meu coração escangalha. O que me conforta é a certeza Mas que certeza? Apego-me a você mais que tudo Porque não tenho nada a não ser você E na mesma certeza que você foi Te amo com toda a certeza de que você um dia voltará. E seremos felizes Porque nessas distâncias Que tanto nos atingem O nosso amor criou diretrizes. E assim eu te amo, meu amor Meu tudo, minha alma gêmea Minha princesa, minha vida.

Indomável Reminiscência. Quantas pessoas já te usaram como abrigo Querendo se proteger do próprio ego
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Indomável Reminiscência. Quantas pessoas já te usaram como abrigo Querendo se proteger do próprio ego E mesmo assim continuaram no vazio Sem ter nem um chinelo pra botar um prego. Você de sentimentos puros e pensamentos seguros O que faz perdido nesse mundo imundo? Será que já não existem pessoas demais Capazes de ajudar quem está sempre pedindo paz? Por que brilhas teu melhor sorriso Sabendo que o inimigo está ao lado Fingindo ser o teu mais forte aliado Por acaso gosta de ser refém do impreciso? Tudo isso é loucura e variação de conceitos Eu sei que os defeitos não nos tornam seres imperfeitos Mas sempre usam coisas e pessoas como pretextos Pra se safar e se livrar usam e abusam de trejeitos.

Fria Madrugada. Lá estava ela na fria madrugada Fria como a madrugada
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Fria Madrugada. Lá estava ela na fria madrugada Fria como a madrugada Querendo ser poetisa Quem diria! Mal ela sabia Ela pra mim é que era a mais bela poesia. Ela sempre quis ser feliz e aproveitar Queria ver o mundo e também dançar Eu só queria ser a música pra acompanhar a linda dança Me sentir emocionado e voltar a ser criança. Adoraria ser uma canção no ouvido dela um dia Imagine ser ouvido por essa princesa De coração nobre e alma serena Tão pequena, quase um metro e cinquenta...bem Mas ela é consciente e sabe o tamanho que tem. Amo as noites que vivi acalentado Pela graça indizível de estar ao seu lado Mas dos meus passos ela fugiu, foi ponte que partiu Eu trago a doçura, mas quem sou eu? Se ela quer provar a amargura.

Amor Futebolístico. E nesse jogo do amor Você sempre irá ganhar de mim
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Amor Futebolístico. E nesse jogo do amor Você sempre irá ganhar de mim Talvez por que eu não queira jogar Ou talvez porque eu adore me render aos seus dribles. Só sei que na verdade nesse jogo do amor nunca se perde Sempre se empata, sempre acaba no um a um Ou alguém cede à vitória Só pra ter o prazer de ver o outro feliz. Ninguém ao certo sabe o porquê disso Apenas segue as regras do jogo E talvez essas regras não sejam tão justas quanto parecem E talvez nem os jogadores sejam tão amistosos. Mas vale a pena sofrer uma falta por amor Por que no final das contas o juiz sempre apita a falta Falta que é feita na grande área chamada coração Tudo sempre acaba em pênalti.

Ideologia Idolatra. Já desanimei de tudo nesse mundo Lugar imundo e imoral
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Ideologia Idolatra. Já desanimei de tudo nesse mundo Lugar imundo e imoral Preferia ter nascido mudo ou surdo Ou talvez cego, não quero ver o mal. Mas não sou eu que escolho tudo Por ser assim não sou igual Meu coração bem lá no fundo É diferente, incondicional. Não ser o mal é o que importa O importante é acolher o bem Que vem e bate a nossa porta. O que incomoda de verdade é perceber Que quase ninguém nesse mundo, quer aprender Que a vida não é fácil e a correria Afeta sempre o ser humano no seu dia-a-dia. Criar poemas é fácil Pura ideologia Todo verso que eu penso, Logo vira poesia. Na minha mente, sem opção Escrever era bobagem Hoje é obrigação. Minha missão hoje é Falar de tudo, de coração Falar de vida e celebração.

Rarefeito, Raro efeito. Pois meu mundo é assim Tem um ar bem rarefeito
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Rarefeito, Raro efeito. Pois meu mundo é assim Tem um ar bem rarefeito E o amor dentro de mim Me sufoca desse jeito Meu corpo em frenesi Minha alma arrebatada Encontro-me em êxtase Tentando desvendar uma charada Ela está mais perto do que longe Mas eu sempre estou aflito Como será que ela se chama? Como um louco se perguntando eu fico. Tenho medo de desvendar De procurar e não achar Isso faz parte do meu drama E se a charada eu não solucionar? Maldita charada! Eu por aqui vou ficando Não desvendarei nada Pois meu ar já está acabando.

De diem in diem (dies primus). Minuto após minuto, hora após hora As lembranças vêm, a saudade cresce
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De diem in diem (dies primus). Minuto após minuto, hora após hora As lembranças vêm, a saudade cresce E você inexplicavelmente em minha mente aparece Como é bom amar você, prometo nunca te esquecer! Dia após dia, sofrendo saudade tirana A tristeza vem e me chama A solidão num encanto me seduz E me engana. Esse amor estava escrito! Você veio e como um barco Ancorou em meu cais E hoje não me sinto mais tão vazio. Me sinto tão bem com você por aqui Que sempre te imagino Sempre me preocupo e me angustio Pensando em você fico horas a fio. Se me sinto sozinho Quero tua boca Mergulho em você Entrego-me a uma paixão tola. Me dou conta do barulho que o silêncio faz E da falta de você Dos seus carinhos, abraços Da sua calma.

Imaculado seja o palhaço. Eu te aceito em minha vida Eu viro as página
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Imaculado seja o palhaço. Eu te aceito em minha vida Eu viro as página Mas sem nenhum nariz de palhaço em mim Sem nenhuma assustadora máscara. Viva sem nenhuma maldade Sempre na mais pura inocência Porque sabemos que o fim Nos aguarda desde o dia da nossa nascença. Sou sua crença, o seu pecado Sua loucura, seu doce agrado Meu bem querer, vim te dizer Sou seu amor, imaculado.