Frase de Bruno Beranger
Amarga Deixa. Quando tu foste embora, engoli a tua deixa como se ela fosse um pão amanhecido. Minha mente fantasiava teu corpo como quem pinta uma aquarela. Tuas curvas eram desenhadas em minha mente como se fosse o autódromo de Interlagos. Teu perfume era lembrado tal qual o cheirinho do almoço que mamãe fazia aos domingos. Meus sonhos continuaram os mesmos, só os tive deitado em diferentes travesseiros. Continuei ouvindo a música que era a doce melodia aos teus ouvidos, era ela que me despertava todas as manhãs. Aprendi a falar em sussurros quando tarde notei. Que você sempre gostou do barulho que o silêncio faz. Escrevi cartas a mão em minha mão pra você sentir. Em cada letra minha um pedaço do meu corpo. Oh! Quão suave é sintonizar na estação das coisas bonitas que tem em você. Ainda ando te esperando sem cobrar nada. Ainda te recito mentalmente meus esboços que foram rascunhados à hora zero. Demonstrei meu afago te presenteando com um ósculo. Qual teu corpo me agradece silenciosamente até hoje. E depois desta melancólica e precoce partida. Você voltou aos meus braços sem ao menos partir. Somente para descobrir que: Comigo o amor mora em detalhes.
No pensador.ai desde