Pular para o conteúdo

Frases de biosas

2 frases

Réminiscence d'une fable existentialiste Se leio o absurdo da voz que me devora Se saio aos rodopios praguejando meus pares
Continuar lendo

Réminiscence d'une fable existentialiste Se leio o absurdo da voz que me devora Se saio aos rodopios praguejando meus pares Jogo-me no cancro ferrugem em feridas em brasa Se olho o tempo voltando do nada Despedaçando meu destino confinado Calado nervoso me disperso E na escuridão do abismo me choco Impassível às avessas abestalhado cansado insípido E no nada me refaço já que a ruína já foi um palácio Nenhuma gravidade nos fatos Cotidiano suspenso no espaço Mas tudo fica sólido onde passo Com pés pesados atados às ervas malditas Soslaio mirando o funil das larvas trementes Maltrapilho indigente deslizado presente Aos zincos perambulo na noite infame Mandrágoras sussurram meu nome Turbinado clarão de espasmo movediço Marejado sofrer eterno cambalear na beirada do caos Cripta da saudade degela as epidermes necrosadas da alma Decrepitudes bestiais inflamam as galeras no arraial Silêncio agora lá no ermo do espaço Desdobrado decadente esticado no varal das miríades Esse trunfo salutar e também atado em chaga enferma Prostrado arcado e desfolhado a míngua nas paineiras Vertiginoso destino arremessa-me á tambores tachibanas Aos gritos abissais emergido as crateras do acaso Ass: Λάδι Βιώσας

As glória antes do abismo Eis que ela surge de dentro do mármore esculpida como nascida dos deuses. Folículo piloso dérmico enfraquecido e os pelos com textura suaves.
Continuar lendo

As glória antes do abismo Eis que ela surge de dentro do mármore esculpida como nascida dos deuses. Folículo piloso dérmico enfraquecido e os pelos com textura suaves. O contorno mesial levemente arredondados. Sua Fisiognomia delicada e serena. Cada traço facial atraia com intenso fluxo a própria beleza em pessoa. Não sei quantas horas passaram a olhar aquela ninfa feita dos deuses de lindeza inigualável. Foi quando uma nevoa acida o olhar embaçou, mais ainda via aquela boniteza estrelaçando entre os mármores carrara e outros vindos da Grécia. O desejo batendo no peito um vendaval na orelha a sussurrar seu nome. Olhar fixado em cada movimento de lábios, pernas e rosto. A cabeça giroscópio. A vontade de tocar nem que fosse por um segundo aquela pele seda da índia. Seu gingado de corpo exalavam jasmim e cânfora misturados no ar. O desejo vinha no baque do maracatu. Olhar rastejava no meio da multidão. Suspiro e tentativa de segurar aquela mão eleusiana. Foi por pouco ao deparar a divina figura carrara sentiu seu peito palpitando. Deveria implorar para beija-la. Hesitou, chorou em silêncio. Como pode ser tão curvas e retas. Como pode ser tão plástica e triste. Respirou fundo debateu-se em seu delírio cósmico e transfigurado perguntava; é o amor de turista visitando a madrugada. Gemeu sozinho em meio solo de guitarra querendo entrar pelos tímpanos se fosse o caso. Desejou tanto àquela hora, que nem queria sair mais dali. Talvez fincasse ali até nunca mais. Sabia que depois daquela hora não ia sentir o jasmim nem a cânfora. só raiva, porque podia ter sido àquela hora. Porque podia ser libertado àquela hora. Porque o mundo estava se curvando naquela hora. E porque nunca mais o mundo ficaria de joelhos e a sensação de pedância de tanta autoestima se diluiria ao manhecer feito um sonho. Lamentou tanto que seus olhos lacrimejaram, foi um estante e aquele instante poderia ser o seu. Esmurrou o muro de sua humilde casa bem distante dali. Recobrou seu animo meio desanimado. Percebeu que tudo tinha acabado. Bocejou ardilosamente querendo recuperar-se da decepção existencial. Sentiu que estava velho e cansado e só não morreria naquela hora, na esperança de ter outra sensação benéfica, aquela que sempre impedi de pedir as contas e partir. Logo amanheceu, deparou sua ridícula cara amarrotada, seu bafo de café morno. Sua incompetência pendurada na porta humilhação da vida. Pegou sua vida de merda e talvez quem sabe, era tudo que ele tinha. Ass. λάθη βιώσας