Frase de biosas
As glória antes do abismo Eis que ela surge de dentro do mármore esculpida como nascida dos deuses. Folículo piloso dérmico enfraquecido e os pelos com textura suaves. O contorno mesial levemente arredondados. Sua Fisiognomia delicada e serena. Cada traço facial atraia com intenso fluxo a própria beleza em pessoa. Não sei quantas horas passaram a olhar aquela ninfa feita dos deuses de lindeza inigualável. Foi quando uma nevoa acida o olhar embaçou, mais ainda via aquela boniteza estrelaçando entre os mármores carrara e outros vindos da Grécia. O desejo batendo no peito um vendaval na orelha a sussurrar seu nome. Olhar fixado em cada movimento de lábios, pernas e rosto. A cabeça giroscópio. A vontade de tocar nem que fosse por um segundo aquela pele seda da índia. Seu gingado de corpo exalavam jasmim e cânfora misturados no ar. O desejo vinha no baque do maracatu. Olhar rastejava no meio da multidão. Suspiro e tentativa de segurar aquela mão eleusiana. Foi por pouco ao deparar a divina figura carrara sentiu seu peito palpitando. Deveria implorar para beija-la. Hesitou, chorou em silêncio. Como pode ser tão curvas e retas. Como pode ser tão plástica e triste. Respirou fundo debateu-se em seu delírio cósmico e transfigurado perguntava; é o amor de turista visitando a madrugada. Gemeu sozinho em meio solo de guitarra querendo entrar pelos tímpanos se fosse o caso. Desejou tanto àquela hora, que nem queria sair mais dali. Talvez fincasse ali até nunca mais. Sabia que depois daquela hora não ia sentir o jasmim nem a cânfora. só raiva, porque podia ter sido àquela hora. Porque podia ser libertado àquela hora. Porque o mundo estava se curvando naquela hora. E porque nunca mais o mundo ficaria de joelhos e a sensação de pedância de tanta autoestima se diluiria ao manhecer feito um sonho. Lamentou tanto que seus olhos lacrimejaram, foi um estante e aquele instante poderia ser o seu. Esmurrou o muro de sua humilde casa bem distante dali. Recobrou seu animo meio desanimado. Percebeu que tudo tinha acabado. Bocejou ardilosamente querendo recuperar-se da decepção existencial. Sentiu que estava velho e cansado e só não morreria naquela hora, na esperança de ter outra sensação benéfica, aquela que sempre impedi de pedir as contas e partir. Logo amanheceu, deparou sua ridícula cara amarrotada, seu bafo de café morno. Sua incompetência pendurada na porta humilhação da vida. Pegou sua vida de merda e talvez quem sabe, era tudo que ele tinha. Ass. λάθη βιώσας
No pensador.ai desde