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Frases de Beto Dalsochio

12 frases

Você faz ideia do porque poesias são penduradas em varais? Talvez para escorrer lágrimas de tintas e dos que escrevem. Usando poesia de forma errada
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Você faz ideia do porque poesias são penduradas em varais? Talvez para escorrer lágrimas de tintas e dos que escrevem. Usando poesia de forma errada Com pessoas não amadas Me desprezam ou me usam De uma forma valentia Me usando me acalentando Sou de conversa boa, fácil Porém não me satisfaço Tenho, ou melhor Não sou obrigado a ter Apenas bagunçar ainda mais meu ser O seu já me basta. Não fico orgulhoso, Aliás, A tempos não o sinto. Um café e um livro barato A ordem exata não nos importa Não sou o dedo na sua cara Lhe dizendo o que deva fazer Sou o rosto e as vozes Que te dão todo o prazer. Prazer é o seu O meu é dever.

Vou fugir só mais uma vez pra onde vou não sei, vou me reerguer e de lá vou gritar meu nome. Pra que alguém possa entender que fui um irresponsável, inegável, tropeçando, caindo, levantando... Seguindo andando. E o doce do leite e o azedo da cana e por aí o seu sorriso já não me…
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Vou fugir só mais uma vez pra onde vou não sei, vou me reerguer e de lá vou gritar meu nome. Pra que alguém possa entender que fui um irresponsável, inegável, tropeçando, caindo, levantando... Seguindo andando. E o doce do leite e o azedo da cana e por aí o seu sorriso já não me engana, até sou forte mas não me bata, talvez u goste talvez gostava. O mel vem na lata como tido vem fácil, palavra fácil. Estou tremendo meus lábios adiando o inevitável, procurando o atrasado que talvez esteja no passado.

Hoje tenho pena do meu corpo Aqui embaixo estou desprotegido Tenho que cuidar desse plano
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Hoje tenho pena do meu corpo Aqui embaixo estou desprotegido Tenho que cuidar desse plano Tudo se refletirá sem desengano Pessoas caminhando no deserto dia e noite sem dormir Sem deixar pegadas buscam refletir Todos a busca do ser maior Mas já tentei desistir O remédio que tomei a pouco me fez vomitar, os braços querendo segurar a mesa Me vi gritando como em uma tela de cinema Meu espírito agora está livre Os seus estão presos Não vou mais regredir Não vou mais me esconder Vou caminhar nesse plano Com pena do meu corpo Já me passaram tantos anos

Eu sofri e quero surpreender As curvas do destino As vozes da minha mente , eu vou calar
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Eu sofri e quero surpreender As curvas do destino As vozes da minha mente , eu vou calar Mas como surpreender no mundo de surpresas Quem é que ataca e quem é o perdoado Lágrimas não correm mais Lamentos nunca vi Agora o que eu quero é me subestimar Saber onde vou e onde posso chegar Ter motivos pra viver e uns goles pra me esquecer O tempo a saudade já não me impressionam mais, a mente incerta não importa pois eu sei que pode não ter nada atrás daquela porta

Mas quem vai ouvir quando seu coração for sincero e falar aos berros, Ao que ouvir o ouça com calma
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Mas quem vai ouvir quando seu coração for sincero e falar aos berros, Ao que ouvir o ouça com calma Não o leve a mal, afinal, Será a alma em sintonia com o coração. Alguns nem o tem ou o trata com frieza, Com esse julgamento, meu lamento A mim mesmo. Onipotência, mar Falar, ouvir. Interação não se faz necessário, Ainda estou no berçário. Quando me desconectar total dessa hipnose, Sentir o vazio absoluto Só então começarei a caminhar dentro do meu ser. Caminharei a passos leves Navegarei a remos fortes Não ligarei a forma de ir Estarei E daqui Voltarei Minhas portas estarão abertas Pois meu caminho é o meu nada infinito

Vou partir e claro deixar tudo pra trás Tudo que ouvi, tudo que falei Tudo que vejo e tudo que sinto.
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Vou partir e claro deixar tudo pra trás Tudo que ouvi, tudo que falei Tudo que vejo e tudo que sinto. Nada muda, nada mudará Claro que vários pra julgar Mas e daí? Se o que realmente sinto é vejo ninguém acredita? Convicções? Pode até ser... Mas é isso que estou fazendo...Ser! Ser alguém bom sem se corromper Ser o impacto em sua vida, Se você permitir Eu me permito entrar em qualquer lugar... Um quarto escuro? Sim, pois sei que posso clarear Uma vasta imensidão de uma montanha? Sim, pois sei que posso voar Ou a calmaria de um belo lago quem sabe, Certeza que com os pés eu provocarei uma grande onda...

Me sinto sombra Não a conclusão Não sou o ouro
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Me sinto sombra Não a conclusão Não sou o ouro Sou a prata e esta de segunda mão Em terra de reis me sinto o camponês Não me culpe mais além se ainda houver escassez Sou o peão do xadrez Nunca o cavalo galopante Nem tampouco a torre exuberante Entre o bispo e o próprio tabuleiro Fui aquele que previu o jogo inteiro Por isso não e repito o tanto quanto necessário Seria esse um presságio Uma adoleta Algo mais inocente Não pense que sou eloquente Só quero do mundo Como um todo Que sigamos juntos Unidos Não como tolos

Ai então no meu acalanto Já não vivo mais aos prantos. Como que pode, veja, estou vivendo como em um filme da época 70.
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Ai então no meu acalanto Já não vivo mais aos prantos. Como que pode, veja, estou vivendo como em um filme da época 70. Já fui muito mais veloz tipo James Dean, percebi o meu final e premeditei o dele, o avisei, mas preferiu correr. Hoje com a televisão mais colorida tudo é tão mais belo porém fino, não de uma forma bela. Falta-se vinhos, ternos, chapéus e vestidos. Me lembro algo do tipo mesa de bar, um bilhar e seus beijos, afagados, ofegantes, um leve empurrão ao carro estacionado e um convite ao pecado, ao romance, ao perdido romance. O romance que se perde ao simples vibrar de um aparelho, as trocas de olhares hoje se vêem voltados à uma única tela e no piscar de olhos já não nos encontramos nos 70, perdemos os 80 dos hippies e reciclamos os punks dos 90. Só me vejo fora de moda e penso em me apoiar em cada gole de vodka, pois sei e já não faço questão de discernir tal realidade. Vivo intenso, vivo calmo. E meu filme favorito ainda será nas ruas opacas mas cheias de brilho de uma Abbey e a leve trilha de The dark side of The moon

E então eu resolvi pra não ficar parado Juntei todas as tintas e montei um belo quadro A tela estava em Branco claro
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E então eu resolvi pra não ficar parado Juntei todas as tintas e montei um belo quadro A tela estava em Branco claro Mas aí joguei a primeira cor, Essa então foi o amarelo Como em um nascer de sol... E pela imensidão que vi já coloquei o azul do mar Então surgiu os roxos... Não muito longe percebi o cor de rosa e senti uma das coisas mais leves que possamos sentir E então na rebeldia que logo veio o pintei com o mais quente vermelho, E foi onde me surgiram as batalhas mais sangrentas... Mas tudo passou quando peguei a cor do verde Ah o que dizer o que falar... Opa Esqueci o que eu ia pintar. Lembrei com maturidade do bege e me consegui me recompôr. Foi breve e com muita sabedoria... O tempo lá fora virou então me vi com o cinza a pintar, E cabisbaixo o desenho logo veio todo a borrar... Mas não tem nenhum problema não... Volto a pegar o Branco e pintar tudo a mão!

Começar algo me parece difícil Só quando eu não acredito Não paro
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Começar algo me parece difícil Só quando eu não acredito Não paro Não me aquieto Sei que ainda vão continuar Julgando sem pensar, sem excitar Só vão parar quando eu jogar meu coração aberto sob a mesa E perceberem que não como E sim, o que eu falei era sincero Sob esses mesmos olhos Só alegrarão quando o pulsar do sangue parar Não há mais nada o que fazer Conflitos, guerras, tragédias A gente vê por aqui Revolução, alquimia, anarquia Não passa na tv Imploro e aproveito o momento e suplico Se tem amor… Parem de pressupor!

Sem sentidos nem sentimentos Ele sai por aí vagando, Horas com pressa e sem motivo
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Sem sentidos nem sentimentos Ele sai por aí vagando, Horas com pressa e sem motivo Por vezes devagar e sem destino. Ele é de profundo olhar e de raso compreendimento Coração alagado e mente pura e suja no mesmo tempo E desperta desejo e curiosidade Já causou angústia e dor Pelos seus passos firmes, teimosos e sonhadores Já causou amores Hoje ele vive na ilusão Vive de compaixão. #decomposição

Entre fatos e frases de efeito, sou de sarcasmos e boa índole no mesmo tempo. Sociopata talvez, mas sem rumo e objetivo, psicopata já me vi... Logo eu, sem estômago para ver sangue por aí. Me pergunto só mais uma vez onde é que tudo vai dar, pois entre um jantar e outro falando…
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Entre fatos e frases de efeito, sou de sarcasmos e boa índole no mesmo tempo. Sociopata talvez, mas sem rumo e objetivo, psicopata já me vi... Logo eu, sem estômago para ver sangue por aí. Me pergunto só mais uma vez onde é que tudo vai dar, pois entre um jantar e outro falando meras frases feitas de filósofos renomados, andei também nas ruas descalço ouvindo as vozes dos blasfemados. Hoje só em meu quarto ou em um parque qualquer, sinto o silêncio dos mortos, os que já se foram, ou desencarnados como preferir. O silêncio gritante dos desesperados, ou somente eu no meio desse tumulto todo tentando me encontrar... Mas peço a vocês no geral... Já estou cansado de ver, ouvir, falar... Os que ousam ainda julgar