"Pelos caminhos da noite
Em vão busco a mim mesmo
Dentro deste que hoje sou.
Entre espinhos, que ora vejo
à beira desta longa estrada
de rosas outrora enfeitada...
Neste caminho tristonho
povoado de vultos estranhos
embalde procuro minha sombra
naquele que um dia fui
neste que não sou mais..."
"E preciso construir pontes...
É preciso se acercar da alegria...
Viver alem da própria vida...
Ser viajante dos sonhos...
Ser feliz!...
in "Ainda há tempo..."
“O dia amanheceu
com ares de poesia...
O sol amarelo
coloriu as flores do jardim.
Uma saudade inquieta
trouxe lembranças tuas...
... misturadas aos restos de paixão.”
“Eu te procurei nas estrelas
E nos olhares dos viajantes...
Mas ficaste perdida
No meio da noite
E as coisas impossíveis
Te fizeram prisioneira
Dos pensamentos
Sem acordo, sem razão.
E havia perfume de rosas no ar...”
Eu não sei ser sozinho
Há muito de mim pelos caminhos
Todas as lembranças que deixei pelos barrancos
Todo o meu amor que se perdeu entre os espinhos...
“Ainda há pouco estavas aqui
Tua voz cantava nos sonhos da vida
Teus passos faziam nossos caminhos...
E agora, onde andarás?
Onde brilhas a tua estrela?
Onde derramas o teu amor?”
“...venho de um lugar
Onde o tempo parou para descansar
E a poesia passeia pelos jardins
Nas asas das borboletas -
- E há música no ar...”
(in “Alegria ansiosa”)